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Um balanço crítico do governo Lula, pelo blogueiro gaúcho Hélio Paz

julho 11th, 2009 by mariafro

Conceição querida,

Mais do que qualquer outro blogueiro que eu conheço, defendo que o total aproveitamento das disciplinas do eixo comum da educação formal e uma maior aproximação entre pais e professores a partir de uma linguagem mais aprazível passa necessariamente pelo uso do esporte e da arte como base pedagógica para a inclusão social, além da internet como meio de dinamização da comunicação e da produção de bens imateriais e de politização horizontal e apartidária.

Embora concorde contigo a respeito dos argumentos do texto do Mauro Carrara, devo discordar veementemente em alguns aspectos. Como diria o esquartejador, vamos por partes:

a) Segundo o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, o Brasil possui 14% de analfabetos e mais de 40% de analfabetos funcionais. Embora necessário e urgente, o Bolsa Família é um paliativo que não foi devidamente acompanhado de um programa de microcrédito capaz de incentivar o empreendedorismo como algumas ONGs e ex-executivos de alto escalão agora independentes tem feito na Índia e na África há bastante tempo. Funciona, ajuda, mas não tem servido para tirar essa população da pobreza de uma vez por todas. O processo de estímulo à pró-atividade após a etapa inicial do Bolsa Família foi bem bolado. Porém, é extremamente lento e burocrático perto das iniciativas de microcrédito que existem em profusão;

2) A educação está melhorando. Porém, só daqui a 20 anos serão colhidos os frutos. Apesar de iniciativas abnegadas como o que viste em Moçambique e como há por aqui no Nordeste, os EJAs da vida tem surtido menos efeito do que o necessário. Isso faz com que os atuais adultos não-alfabetizados dificilmente tenham chance de sair dessa situação. Trata-se quase de uma geração perdida;

3) Aos banqueiros, às empreiteiras, aos latifundiários e às multinacionais, empréstimos a perder de vista do BNDES. Ao pequeno agricultor, ao microempresário, ao mutuário de classe C, pouco financiamento disponível e muita burocracia;

4) A Amazônia foi loteada: a grilagem, a pastagem, o agronegócio, o trabalho escravo, o trabalho infantil, o coronelismo, a evasão de madeiras nobres, o não-aproveitamento de royalties a partir das substâncias que os laboratórios farmacêuticos irão levar de graça e nos revender por valores dezenas de vezes maiores do que se detivéssemos os nossos medicamentos fitoterápicos, as queimadas, a monocultura, a omissão relacionada aos transgênicos, a extinção de espécies e por aí afora não são concessões admissíveis;

5) Numa época em que está se tornando cada vez mais fácil aprender e ensinar a coletar a água das chuvas com cisternas; produzir fogões solares com restos de alumínio e ferro; que até mesmo a classe B já possui condições de trocar a eletricidade das hidrelétricas por painéis solares; que estádios de futebol e prédios em geral já poderiam ser planejados com poucos andares, cobertura vegetal e aquecimento solar; em um país no qual a energia eólica é pra lá de abundante e por aí afora, enche-se a boca para falar do biodiesel, que consome muita água na sua produção e zilhões de sementes alimentícias para produzir poucos litros de combustível; exalta-se o pré-sal e as vendas recordes da indústria automobilística sendo esta a maior responsável pelo mau-aproveitamento do espaço público que, sem pedestres, torna-se cada vez mais violento;

6) A maioria dos empregos prometidos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão temporários e o investimento investimento em preparação adequada para esses operários (autoproteção, legislação, higiene, boas maneiras e técnica) será muito aquém do necessário. Permanece o ciclo do subemprego;

7) Cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre são reféns da máfia do concreto, composta pelas empreiteiras, que são a versão urbana daquilo que representam os latifundiários para o campo. Planos diretores são desobedecidos. Vereadores tem suas campanhas financiadas por empresas da construção civil. Vegetação nativa, sombra e vento são desviados por arranha-céus;

8) A Anatel está na mão das empresas de telefonia; a Aneel está nas mãos das empresas de energia; a despeito das pesquisas em TV digital e na tímida e incerta Conferência Pró-Comunicação, o Ministério das Comunicações está nas mãos de um capataz da mídia corporativa. Nada foi feito para que as indústrias de base privatizadas de Collor a FHC pudessem ser recuperadas. A Petrobras tem muito capital estrangeiro e os EUA sabem de tudo o que se faz aqui porque a inteligência e os bancos de dados de todas as descobertas científicas estatais estão nas mãos da Halliburton (empresa que manda no Iraque e que possui gente do Governo Bush no seu board). No Governo Lula, nunca houve tamanha perseguição às rádios comunitárias. E a criminalização contra os movimentos sociais só aumentou.

O que eu quero dizer com tudo isso?

a) Que o Governo Lula não é santo e que não possui competência nem interesse em lidar com o meio ambiente;

b) Que, o modelo de democracia representativa vigente só é pior do que a monarquia, a ditadura, o coronelismo e o feudalismo, sendo que comporta por debaixo dos panos todos esses sistemas de maneira institucionalizada, pois é preciso se corromper (não digo financeiramente ou em causa própria) para chegar ao poder. Não há como não trocar favores. Não existe democracia representativa sem clientelismo, paternalismo, omissão ou coisa parecida. Falo isso da política partidária, do sindicalismo, dos clubes, das entidades patronais, das associações de classe e por aí afora. Em suma: a voz dos representados que votaram diretamente no representante é pouco ouvida, pois o representante prioriza seu eleitor indireto – o financiador de sua campanha;

c) Que as Satiagrahas, as Daslus e outros menos votados são e sempre foram OBRIGAÇÃO. Isso é o mesmo que aplaudir um árbitro de futebol por dar cartão para um adversário violento quando é sua obrigação aplicar a regra.

Não nego que o Brasil evoluiu para melhor “como nunca antes na história deste país” em todos os setores. Porém, sabe-se muito bem que os poderes contrários não são tão fortes quanto se imaginava. Além disso, hoje sabe-se que existe, sim, dinheiro para fazer muito mais em pouco tempo.

Todavia, essa evolução ocorre muito em função da concessão dos pesadíssimos fardos quase irreversíveis que eu citei em diversos ítens acima. Portanto, não se trata de um governo revolucionário.

Pessimista eu?! Imediatista eu?! Revolucionário?! De maneira alguma: apenas acho que não cabe praticar chapabranquismo. E a crítica pura e simples da mídia corporativa e dos políticos é inócua, tendo em vista que deve-se cortar o mal pela raiz a partir da transmissão de idéias e da ação transformadora. Requentar informação e jogar para a torcida, isto é, somente para os pares da mesma ideologia, não gera diferença. Logo, não produz informação.

Então, o máximo que tem ocorrido no país a partir do uso da internet como uma ágora que traz o espaço público para dentro da sua interface gráfica é copiar e colar conteúdo verdadeiramente original e transformador. Em termos de economia do mérito e de inteligência coletiva, temos exemplos fantásticos em n áreas do conhecimento. Porém, na política e na educação, os avanços tem sido pra lá de tímidos.

Termino afirmando que, analisando o Governo Lula sob qualquer conjunto de aspectos, sejam eles positivos ou negativos, mesmo que o saldo seja favorável, não é necessário criar um hype em cima da Copa do Mundo e das Olimpíadas como se ambos os eventos fossem uma condição sine qua non para a realização de obras de infraestrutura defasadas em pelo menos 20 anos.

Além disso, só agora, com dois anos de atraso, as propinas, as obras superfaturadas e os gastos não-comprovados relacionados aos Jogos Panamericanos de 2007 no Rio de Janeiro começam a ser apurados pelo Ministério Público Federal.

Vem muito mais sacanagem por aí. Desta vez, a galope, com cifras muito mais elevadas.

Besos,
Hélio

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  • É o melhor que temos no momento. Os efeitos positivos de seu governo são perceptíveis em vários campos da vida brasileira. Desvios ideológicos e concessões de ordem duvidosa: isso há em todo e qualquer governo que se pretenda democrático, infelizmente faz parte do jogo sujo da política. Não creio que exista, no momento, outra opção para 2010 que não seja apostar na continuidade do governo petista. Votarei em Dilma, sem sombra de dúvidas. Temos que tomar cuidado, o momento é delicado. Certas críticas podem ser bem intencionadas, mas só servem ao tucanato entreguista que sempre mandou nesse País. Estamos vivendo outros tempos, temos um futuro promissor pela frente, não podemos jogar contra. O verdadeiro homem de esquerda deve ter duas grandes virtudes: a “paciência revolucionária” e a visão estratégica da política. Calma, companheiro, chegaremos lá. Estamos apenas começando a caminhar com as próprias pernas!

  • Oi Hélio,

    Fica tranquilo quanto a isso de “luta armada”, sei que não defende no texto luta armada (o que nao seria ruim, em determinado momento talvez seja necessario).

    Usei esse termo emprestado para rebater ou criticar argumentos “corriqueiros”, toda vez que criticamos as práticas da esquerda, grupos, ou partidos socialistas, etc, resumindo tudo na acusação de que queremos “luta armada já”, ou depois, sei lá.

    Sobre Negri, massa, multidão (prefiro Espinoza, marrano danado de bom, clássico), não vejo problemas maiores nas explicações das “desconexões” ou “desencaixes”.
    Pois sempre ocorreu perdas, refluxos, oscilações, mudanças de profissões, avanços, giros, nível de consciência, participação, etc, e é muito importante mesmo acompanhar e estudá-las.

    E não acredito ser o fato “Como a esquerda clássica crê em povo e em massa, não parou para perceber que não deve-se exigir unidade sob uma liderança vertical” e não em multidão, o problema do fracasso do socialismo “real”, ou das esquerdas, partidos comunistas, socialistas, em todo o mundo.

    E menos ainda causa jus da miséria das direções corruptas e burocratizadas (cooptadas)
    há muito tempo (a cooptação e o oportunismo no seio do mov. operário já preocupava Marx, cartas à Engels, que Lênin e Trotsky “alertaram” bem).

    Mas de qualquer forma, fico contente por ver que busca então (ainda) uma forma de atuar no caminho socialista (que não seja “arcaico”) e no meio (“contexto”) da multidão.

    Um abraço e até.

  • Cícero,

    Jamais defendi luta armada ou a direita na minha vida inteira. A questão é que eu sou pesquisador de cibercultura, redes sociais e crítica das práticas jornalísticas.

    Sou um cara multidisciplinar: publicitário, designer, leio e escrevo um monte, adoro História e Geografia e, apesar de conhecer vários, não sigo a ortodoxia do pensamento dos autores clássicos da Filosofia e da Sociologia.

    Apesar de não segui-los à risca, não os considero defasados, pois são a base do pensamento político, social e pedagógico. Porém, a maioria dos jornalistas, professores, sociólogos e filósofos da velha esquerda forjada a partir da ditadura militar que passa passando pelo que Anthony Giddens chama de desencaixe.

    O desencaixe, em curtíssimas palavras, significa a perda de identidade e de reinserção pessoal em um contexto de quebra de paradigma. A quebra de paradigma ocorre quando tanto a criação como a apropriação social que transforma o uso de uma determinada técnica altera a relação entre o espaço e o tempo em todos os setores da sociedade. A grosso modo, representa o surgimento e a extinção quase repentinos de muitas profissões e de novas formas de comunicar, pois a gramatologia, a linguagem e o espaço público sofrem dramáticas transformações.

    Eu creio na visão do filósofo italiano Antonio Negri de que não há povo nem massa mas, sim, multidão. Como a esquerda clássica crê em povo e em massa, não parou para perceber que não deve-se exigir unidade sob uma liderança vertical: daqui para a frente, tanto seguindo o consumismo do discurso neoliberal como buscando a horizontalidade e o trabalho de formiguinhas, ninguém é obrigado a estar junto em todas as questões sociais para fazer parte do mesmo time.

    Há muito mais o que falar sobre isso. Sugiro uma breve introdução a partir da minha dissertação de mestrado: http://www.scribd.com/my_docs#tab:folder:75443

    Adianto que não sou nenhum inventor da roda e tampouco messias! ;)

    []‘s,
    Hélio

  • Maria,
    Vi o texto, achei razoável, mais pelo fato se propor fazer uma crítica, e que não seja da direita.
    Falo isso, pois não considerei ter sido uma boa crítica ao governo Lula, foco e pontos escolhidos, etc.

    Mas apesar disso, “pontos” apresentados pelo autor, acabam indicando as diferenças e posturas de muitos intelectuais “progressistas”, formadores de opinião, professores universitários, uns até “socialistas”, de “esquerda”, mas enfim.

    E sabemos que os determinantes e variáveis são vários, mas uma coisa já sabíamos há muito tempo: a perspectiva e “ótica” eleitoral impacta de tal forma, que retrocede e generaliza o nível de consciência, afetando ampĺo espectro de setores, círculos, camadas, públicos, classe, inclusive o dos intelectuais, ora, por que haveria de ser diferente.

    Florestan Fernandez mesmo, há tempos hein!, já dava mais um bom raio X na questão dos intelectuais (Os intelectuiais e a massa), da “esquerda”, da academia (USP), “cientistas”, formadores de opinião e discursos, etc.
    Intelectual militante, pela origem talvez, dizia ele. Fundador também do PT, (Florestan) fez críticas “severas”(pouco) e apontou seu descontentamento enorme com o partido, seus “desvios”, sua burocratização, formação de interesses lá dentro nada socialistas, inclusive do grupo que no fim apoiava.

    E tantos outros inetelectuais de esquerda, socialistas, que também construíram ou apoiaram o PT, e depois, de algum tempo mesmo, não só com a chegada de Lula ao popder não, muito tempo antes já, desde ABC, diretas já, etc.

    E discussão acerca do papel ou dever dos intelectuais, ou das pessoas “sérias”, que querem colaborar, ajudar, ou lutar (melhor), junto dos trabalhadores, dos movimentos sociais, etc (onde esteja massa), merece muito mais espaço, e local apropriado.

    Tanto é real, e forte aquela questão do “jogo”
    eleitoral que tanto se fala, mas reflete mesmo.
    O primeiro a comentar acabou expressando, simples, essa ânsia, repulsa, em discussão que não fique na dicotomia medo e fascínio.
    Medo extremado (será?) dos tucanos e DEM, daí se calam, ou nem querem ver, o quanto o governo Lula está longe de ser até mesmo um reformista, quem dirá então de esquerda, socialista, ou revolucionário.
    O Hélio até tenta criticar o governo Lula, acusando-o de não ser revolucionário, e não é mesmo. Mas critica assim é armar até a mais simples e comum das críticas, dos fascinados, ou dos presos única e exclusivamente no plano, na LUTA “democrático” eleitoral.

    Mas como eu disse, governos de “esquerda” muitas vezes são melhores e mais que necessários para socorrer o Grande Capital. Na história achamos de montão, no presente também.

    Aí, quando a situação aperta mais ainda pra cima do povão, dos trabalhadores, dos pobres, na terra, quando nem burocracia sindical pelega (com cargos de ministro, secretarias, superintendências, etc, etc) e caso esse se livre das velhacas direções, e nem carisma sutir efeito, daí volta a direita, com golpe ou com eleição.
    E daí vamos culpar o povo? falar que é culpa da falta de consciência do trabalhador, dos movimentos sociais, que não pressionaram o suficiente o governo Lula para que ele )ô coitadinho) “pudesse avançar mais (um pouquinho) nas concessões”. Dizer que não foi o Lula ou PT, que fez pouco, foi a burguesia que não deixou. Mas desde quando alguma burguesia deixa?
    Quem se ferra mais e paga bem mais caro com toda esta cooptação, desvios, traição, das direções, tudo, e sofre mesmo, não são os chapabrancas, são os trabalhadores(as), camponeses, pessoal que espera ainda reforma agrária, negros, índios, enfim ,todos nós, a maioria. Que infelizmente, e com ajuda ou omissão de gente “séria”, “progressista”, vive eternamente presa na mão de esperanças, crenças, em governos salvadores, em sindicalistas picaretas (da velha e da não tão nova camarilha sindical), líderes de movimentos, presos ainda na velha “esquerda”, PT/ PC do B, CUT, etc.

    Já dissemos, que esse retrocesso seja talvez o mais trágico para toda a esquerda, e mais ainda para os verdadeiros lutadores, que sabem e sentem o peso,e o estrago causado não só pela ascensão da “esquerda” ao poder em 2003, mas desde muito tempo e muita discussão anterior e mais profunda. Mais enfim, aqui, também exige-se um mínimo de conhecimento, pouco que seja, da história das lutas de classes, da esquerda, dos partidos citados enão citados, das correntes internas do PT, das posturas, das linhas políticas, das teorias e práticas, da burocratização, que foi dia após dia, desde o ascenso do final dos 70 (o maior da AL), depois os “acordos” por empresa, a troca (soltura de Lula etc): “trabalhador não era para dar palpite sobre fim da ditadura, e sim negociar aumento salarial”.
    Lula já era ótimo negociador desde lá, isso todos reconhecem, mas não todos sabem realmente o peso e o reflexo (presente e futuro) para a luta e emancipação da classe trabalhadora, do que era negociado, e o que não se abre mão quando se é socialista.
    E não significa (como pensam muitos) que se não for isso é “luta armada na hora” e pronto. Esse argumento aliás, além de fugir (tentar claro) de toda uma discussão, ainda mostra as vezes uma visão infantil emais comum que a gente imagina.

    Claro, sabemos, que faz parte também de todo um histórico, processo, de formação, avanços, refluxo, nas lutas, o nível de consciência das massas, e mais especificamente da classe trabalhadora. De termos que “aceitar”, ou esperar que as mudanças, de sociedade, sistema, condições aviltantes, de desigualdades, miséria, guerra, etc, mas que aguardemos, acreditemos, discutamos só aí, num caminho eleitoral, representativo, “democrático de direito”, etc.

    Bom, todas estas e outras construções politicas, ideológicas, há muito tempo já inculcada na nossa cabeça, na “lei das coisas”, leis trabalhistas, modelo sindical fascista (Getúlio), dos partidos eleitorais, dos sindicalismo servil, de luta só em data-base (uma vez por ano) e só por “questões” econômicas, questões outras ou políticas nem pensar, não pode, senão é “luta armada”. E muita gente, inclusive trabalhador, repito, infeliozmente, tá preso nisso também, olha que absurdo.
    Pois nós vermos um burguês, ou “classe média” (termo ruim), intelectual, profissional liberal, pesssoa “estudada”, universitária, ou da “elite” mesmo, concordando que “papel de sindicato ou movimento social não é dar palpite sobre política mesmo” senão vai ter o que merece, pois “provocou”, “infringiu o bom senso”, “não viu que o governo tá fazendo por nós” (não importa qual), “que o caminho tá certo”, “estamos no caminho da mudança”.

    Por hora, fico aqui, um desabafo na real.
    Um abraço à todos que ainda tem cérebro e podem buscar conhecer e ver tudo, principalmente nossa realidade política, e o principal, atuar para a mudança, no único lugar onde a luta acontece e poderá vir a mudança, na luta de classe, ao lado dos trabalhadores, movimentos sociais, populares, etc. Se concordam ao menos com isso, já é uma grande avanço, (ufa).
    Até.

  • O Lula é um bundão mesmo…

  • Oi Itárcio este é um blog democrático. Há críticas pertinentes ao governo Lula em relação ao agronegócio, à questão ambiental.
    Eu não acho que o Hélio proponha luta armada ou votar em Serra, o que ele propõe é uma reinvenção das práticas políticas, mas esperemos que ele responda à sua questão.
    abraços

  • Não entendi? Qual a proposta? Votar em Serra ou uma revolução armada?