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Carlos Latuff denuncia: tortura e morte na carceragem da Polinter de Neves

fevereiro 11th, 2010 by mariafro

No dia 06 de março de 2008, Indaiá foi à carceragem da Polinter de Neves para agilizar a libertação de seu filho Vinícius. Chegando lá, não pôde vê-lo: apenas foi informada de que ele teria passado mal, tendo sido levado ao Hospital de Neves. Neste, Indaiá recebeu a notícia que temia: Vinícius tinha sido levado já morto ao local, um dia antes.

No IML, Indaiá não teve acesso ao corpo do filho. No entanto, no dia do enterro, sua filha fotografou no corpo de Vinícius as marcas evidentes de tortura – apesar dos agentes carcerários alegarem que ele apenas teria caído e batido com a cabeça…

Vinícius, infelizmente, não foi o único a ser brutalmente torturado e assassinado dentro de uma instituição do Estado.

Nos Sistemas Prisional e Sócio-educativo do Rio de Janeiro, violações de Direitos Humanos constituem o cotidiano do interno. Das carceragens existentes ilegalmente nas delegacias da Polícia Civil, passando pelas unidades de internação de adolescentes autores de atos
infracionais, até o sistema penitenciário, negligência em relação às condições de saúde dos internos, tortura e totais condições de insalubridade das instalações, além de mortes como a Vinícius, são objetos de inúmeras denúncias de organizações de Direitos Humanos aos organismos nacionais e internacionais.

A superlotação das carceragens como a da Polinter de Neves são notórias e, por formalmente não comporem o Sistema Penitenciário (a Polícia Civil é vinculada à Secretaria de Segurança Pública), muitas vezes passam despercebidas.

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5 responses so far ↓

  • As pessoas pagam para verem seus familiares
    e ainda são maltratadas e agora estão querendo por revista de presidio, as mulhers terão de tirarem a roupa isso é um massacre para as familias.

  • vcs tem que averiguarem a pessoas sendo maltradas

  • moro perto da polinter de neves, sao gonçalo. e posso falar ele foi pra um dos piores hospitais da cidade, um posto de saude que fica perto de um lixao antigo, e com o calor que fez aqui na cidade sorte de ter morrido so um, por que a cadeia e aquelas tipo calabouço e nao rola muita ventilaçao.

  • É o caldo que ainda rola solto da Ditadura (que não foi torcida), precisamos punir os torturadores e usupardores de 64 para terminarmos com a impunidade/com as chacinas pelas madrugadas/com os incêndios de favelas em fins-de-semanas.

  • Resta saber o que o laudo médico legal diz,qual a causa mortis.