Cabo Verde é um país árido na paisagem de março, mas fértil nos sorrisos do povo criolo, o primeiro a experimentar todas as mazelas do colonialismo português.
Tito Paris é outro ícone da música caboverdiana. Ontem, em um hangar desativado, nossa equipe gravou um show que foi um enorme sucesso. As mulheres caboverdianas trajavam roupa de gala para o baile, todas lindas, vindas de vários cantos da Ilha de Santiago.
Tocou-se muita morna, funaná, coladeira dos anos 80 e Tito Paris e outras bandas caboverdianas foram aclamados pelo público presente.
Dancei com meu querido amigo da época da universidade, Djinho Barbosa (Angelo Barbosa), um excelente músico e que além de compor, toca diversos instrumentos e também se apresentou no baile do antigo hangar.

Meu querido amigo, o músico caboverdiano e pró-reitor da Universidade de Cabo Verde: Angelo Barbosa, o Djinho
Lembrei de nossas festas africanas no CRUSP junto à comunidade caboverdiana, guineana, angolana e moçambicana, além de alguns do Senegal. Grandes tempos aqueles. Ontem à noite, no meio do baile veio-me à memória a juventude, onde tudo era possível. Lá as boas descobertas do viver a diversidade estavam ao nosso alcance, elas ‘ka ta caba‘.
Tags: Angelo Barbosa · cabo verde · Conceição Oliveira · criolo · Ilha de Santiago · kriol · música caboverdiana · nova-africa · Praia · Tito Paris12 Comments


No Tarrafal ,,em Cabo Verde ,morreram muitos resistentes ao fascismo português.entre eles o secretário-geral do Partido Comunista Português,Bento Gonçalves.Pelo tarrafal passaram resistentes de todos os países africanos de lingua portuguesa.Neste campo de concentração do fascismo e colonialismo português passaram antigos dirigentes do Pcp,militares revoltados com o fascismo,dirigentes do Mpla,escritores como Luandino Vieira….
José Antônio, esta terra brota mais músicos do que água, o que tem de aridez geográfica tem de fertilidade cultural, ontem sentei-me com Paulinho Vieira e passei duas tardes com Arménio, saio daqui mais rica do que cheguei certamente, mas hei de contar sobre seu Domingos Monteiro, aguardem
abraços
Nunca estive em Cabo Verde, mas morei de 77 a 84 na Guiné-Bissau e entrei na adolescência dançando morna, funaná e coladeira… A ligação com a música caboverdiana pra mim é muito forte, e com o criolo também. Adorei ler o teu post !!!
Caros do Blog,
Saiu mais um capítulo da série A Idade das Trevas, em meu humilde blog (http://terragoyazes.zip.net). No ar e na rede: O Itamarati Tucano e a Diplomacia de Pés-Descalços!
E Bonga? Cadê ele??
Maria,
Quem medera, quem me dera.
Sou seu leitor, esporadicamente, confessso.
Apesar disso, além de leitor, admiro seu trabalho.
E minha ligação com aquela Terra sabe interrompeu-se lá se vão mais de 20 anos.
Mas quando me vi frente ao ka ta caba bateu Sodade.
“Sodade” que “ka ta caba”.
Abraços.
Uia! delícia, acho que acabo de arranjar meu professor de Kriol online
)
Quem dera eu conhecesse, só enrolo
Ben lí: Bô tá cunxê Kriol?
@nideoliveira71 coloquei mais um pequeno post, sobre o baile de ontem dado por Tito Paris e sua banda e outras http://miud.in/2Ui
RT @maria_fro: blog, : Encontro com Tito Paris http://mariafro.com.br/wordpress/?p=2057
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