Para quem acha que é teoria da conspiração, reparem nos Pondés…

Maria Frô
Por Maria Frô novembro 16, 2010 10:37

Nossa direita não mudou. Ela não aprende com as derrotas. Ela ficará ainda mais intransigente e com mais espaço nos lugares habituais: a velha mídia.

Não adianta esperar nada dela. Ela costuma parir e educar para o preconceito e depois se mostra espantada diante da barbárie que ajuda a criar e a perpetuar.

Vejamos um caso típico de um sujeito que consegue juntar vários tipos de preconceitos em seus textos: é homofóbico, misógino, elitista, repleto de preconceito de classe, tem nojo de pobre. Ele se diz filósofo. Eu, ironicamente, chamo-o de Pondé, who? Recuso-me a dar espaço no meu blog para um discurso tão tacanho. Só vou destacar o primeiro parágrafo da coluna do sujeito (ele tem espaço na Folha) para que vocês entendam do que estou falando:

“ESTOU A 25 mil pés de altitude, voando num desses turbo-hélices. Adoro o som da hélice. Lá embaixo, paisagens distantes. Gosto de voar.
Comecei a voar com um ano de idade, quando meu pai, então um jovem capitão médico da aeronáutica, me levava para voar em aviões da FAB. Entretanto, detesto aeroportos e classes sociais recém-chegadas a aeroportos, com sua alegria de praças de alimentação. Viajar, hoje em dia, é quase sempre como ser obrigado a frequentar um churrasco na laje.”

Maria Rita Kehl recebeu bilhete azul do Estadão por defender esta inclusão que escandaliza o tal de Pondé que os leitores tiveram o desprazer de ler acima. Vejam, vocês ele tem coluna no jornal, a Maria Rita Kehl perdeu sua coluna porque não compactua com essa dose imensa de preconceito social (mas o sujeito se esmera, cada texto dele sobra preconceitos, lembrem-se eu só destaquei o primeiro parágrafo).

É por isso que textos irônicos na rede são cada vez mais próximos da verdade.  Um professor Hariovaldo faz sucesso entre leitores de esquerda da blogosfera porque ele nada mais faz do que deixar bastante visível o discurso excludente e insandecido desta  elite sem noção.

Paulo Nogueira, jornalista tucano, que teve de explicar em vários momentos em seu blog que não virou de esquerda, (foi o PSDB que foi para a extrema-direita), conseguiu explicar de modo irônico e bastante didático porque Maria Rita Kehl não tem espaço na mídia velha e os Pondé, who? brotam feito erva daninha. Está aqui o segredo.

Nossos acadêmicos

Por: Paulo Nogueira em seu blog

03/11/2010

VOCÊ É SOCIOLÓGO, historiador ou qualquer outra coisa que remeta à vida acadêmica?

Beleza.

A vida está difícil? Poucas aulas, e não muito bem pagas. Aquele livro que você planejou não vai para a frente?

É um quadro relativamente comum. Você é um na multidão.

Pois tenho a solução para você.

Comece a se comportar assim. Fale com raiva de Lula e do lulismo, seja o que isso for. Diga que a liberdade de expressão está em risco. Chame Dilma de despreparada.  Condene o stalinismo de facções do PT. Classifique, com pompa, de assistencialistas programas como o Bolsa Família. Faça uma careta ao pronunciar o nome de Zé Dirceu. Diga que os eleitores pobres do Nordeste não conseguiram captar a gravidade das denúncias feitas contra o governo. Sublinhe os 44 milhões de votos de Serra e não se refira aos 56 de Dilma. Afirme que a eleição ter ido para o segundo turno foi uma derrota de Lula e do lulismo. Pontifique sobre a política externa do governo, meneando a cabeça em reprovação ao falar sobre o Irã ou sobre Chávez.

Faça isso. Disciplinadamente.

Você vai começar a ser chamado para escrever artigos em várias publicações e para participar de programas de entrevistas na Globonews.

Rapidamente, será convidado a dar palestras.

Você não vai resolver os problemas do Brasil. A rigor, este jamais foi seu objetivo.

Mas vai resolver os seus.

Comentários

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Maria Frô
Por Maria Frô novembro 16, 2010 10:37
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30 Comentários

  1. Victor Farinelli novembro 16, 16:11

    Eu prefiro um churrasco na lage do que a opinião de um ejaculador precoce como esse Pondé.

    Os churrascos na laje solem ser animados e carregados desse sentimento fraternal tipicamente brasileiro – quando não é temperado por um bom samba de roda e termina por reunir o que há de melhor daquilo que nos distingue como nação.

    Já o medíocre acadêmico prefere defender seu direito a viajar longe das classes sociais, em nome da amargura e da plutocracia que ele considera bases da intelectualidade.

    Reply to this comment
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