Ontem entrevistava juntamente com outros blogueiros o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aqui o vídeo da coletiva. Durante a entrevista recebi pelo twitter várias denúncias da repressão policial à marcha da maconha.
Os twitteiros estavam indignados com a violenta repressão policial. Temos sempre que nos indignar com a repressão às manifestações pacíficas, um direito em uma democracia.
O Jornalista Leandro Fortes comentou em seu facebook ao postar o vídeo que trago pra cá: “Foi em São Paulo, e será sempre, até o eleitor paulista tomar vergonha na cara e se livrar da Opus Dei. Mas poderia ser em todo o Brasil, se a Frente Anti-Aborto tivesse ganho a eleição.” (via facebook)
O @bolaearte escreveu seu relato sobre a repressão à Marcha, informando inclusive que devido à proibição os manifestantes mudaram o foco da manifestação para uma Marcha pela livre expressão
Mas me pergunto: afora a manifestação da #gentediferenciada a polícia militar de São Paulo deixou de reprimir alguma manifestação pacífica?
Policiais Civis, Professores, Passe Livre, Trabalhadores no Primeiro de Maio, vítimas da enchente, estudantes da USP, TODAS, sem exceção foram violentamente reprimidas: spray de pimenta, uso de gás lacrimogênio, cacetetes, balas de borracha são de uso comum e corriqueiro da polícia militar em São Paulo, sob comando dos governadores (antes Serra, hoje Alckmin) e absolutamente nada acontece com eles.
Se não temos um Ministério Público em São Paulo que seja capaz de barrar a criminosa privatização dos Hospitais públicos como o HC que nunca tem consulta pelo SUS, mas se for para pagar 450,00 a 700,00 numa consulta tem para o dia seguinte, quem nos defenderá do abuso desses governantes autoritários?
Se em São Paulo é permitido espancar, atirar, queimar com nocivas substâncias químicas professores, negros, estudantes, policiais civis, vítimas de enchente, trabalhadores em seu único dia, o 1º de maio, imagine o que a polícia não faz diante de uma marcha que luta pela liberalização da maconha? Me admira de não terem usado balas de chumbo, se usassem e matassem haveria ainda aqueles que aplaudiriam a polícia e certamente defenderiam a repressão.
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Tags: gás de pimenta · Geraldo Alckmin · Governo de São Paulo · José Serra · marcha da maconha · polícia militar de São Paulo · repressão policial · spray de pimenta15 Comments

[...] – a repressão policial na Marcha da Maconha de São Paulo [...]
[...] leitor Lucas achou pouca a repressão [...]
Daniel não entendi bem seu comentário. Tenho três perguntas a fazer:
1) a polícia de São Paulo não reprimiu com violência exatamente igual todas as manifestações arroladas no post?
2) Que Partido governa o estado de São Paulo há 17 anos?
3) O governador do estado não é responsável pela ação da polícia militar que está sob seu comando?
deveriam envergonhar-se por tornar esta questao social tao importante como uma questao partidaria. só serve para alienar e alimentar a sensacão de que estao utilizando esta questao para ganho politico. SOMOS UM!!!! Queremos a liberdade de uma estrutura que nao da ao individuo direito de possuir a si mesmo
shame on you!
Muita bordoada em maconheiro e pouco, liberar maconha já pensou um absurdo destes? depois vai liberar a coca, a heroina, o crack, aí sim morrerão inocentes pra alimentar o vicio de drogados como os maconheiros.
[...] http://mariafro.com.br/wordpress/2011/05/22/a-repressao-policial-a-marcha-da-maconha-em-sao-paulo-al… [...]
[...] poderia me dizer em que planeta você vive? E onde você estava naas manifestações relatadas neste post, nas quais a mesmíssima repressão truculenta às manifestações pacíficas foram praticadas pela [...]
Para lidar com o problema das drogas, maconha inclusive, é preciso razão e honestidade. Algumas pessoas se arvoram no direito de determinar o que outras podem ou não fazer, no conhecido processo de impor um comportamento. O que faz uma pessoa pensar que tem o direito de julgar certo ou errado o fato de alguém fumar ou não maconha ou cheirar cocaína, aplicar LSD, tomar ecstasy, etc.? Cada um faz o que quiser da sua vida. Cabe a todos contribuir com o processo de educação que mostre os danos que determinados comportamentos podem acarretar, mas não impor uma regra. Que sejam punidos os excessos na forma da lei. A discussão em torno da liberação da maconha, então, revela um absurdo. Sem querer entrar em detalhes, já está mais do que provado que a maconha faz muito menos mal do que o cigarro e o álcool (em alguns países a maconha é usada de forma terapêutica, em tratamentos médicos…)… então porque as pessoas podem fumar cigarros e beber álcool, mas não podem fumar maconha? A razão responderia essas perguntas com muita facilidade. Mas o problema vai além: é preciso honestidade. Com ou sem proibição, as pessoas usam as drogas, e cria-se o tráfico, que é motivação importante para a indústria de segurança. Trilhões são gastos em nome dessa “segurança”. Pessoas tem que trabalhar milhões de horas para sustentar essa indústria, que até hoje não coibiu um milímetro sequer do uso das drogas… tivéssemos focado esse esforço na educação, teríamos resultados muitíssimos melhores… mas os desonestos não querem saber de educação, querem se locupletar através desse jogo pernicioso de proibir e criar estrutura para manter a proibição. Eles próprios criam o terrorismo e depois alertam o mundo sobre a necessidade de uma estrutura de defesa (oferecida por eles). A proibição das drogas não é razoável nem honesta. Ao longo dos últimos anos, a guerra às drogas teve como resultados concretos o enriquecimento de uma parcela da população, o fortalecimento do narcotráfico e a marginalização de pessoas. Em meio a tudo isso, muita gente, normalmente honesta, não consegue encarar de forma racional as variáveis envolvidas em questões como drogas, aborto, liberdade sexual, etc. Não pensam, apenas vociferam. Reagem com base na repressão que elas próprias sofreram. Falam em proteger os outros, como as crianças ou as famílias, mas na verdade vivem com medo ou inveja… e tentam perpetuar as relações que pautaram a própria vida… ou seja, estamos falando de preconceito puro… egoístas e mesquinhas, essas pessoas são a base das injustiças que encontramos por aí…
[...] poderia me dizer em que planeta você vive? E onde você estava naas manifestações relatadas neste post, nas quais a mesmíssima repressão truculenta às manifestações pacíficas foram praticadas pela [...]
-Pai,maconha pode no Rio e não pode em São Paulo,é?
-Não,filha. No Rio tem um juiz que acha que o povo pode mudar a lei e em Sampa tem um juiz que acha que é ele quem faz a lei.
-Pai, na minha faculdade, até aqueles cara da Opus Dei dão os seus tapinhas…
-Exagero, filhinha. A droga deles é outra.
- Que droga que é?
-É uma droga pesada. Eles não admitem que você possa ser diferente,
frô,
paulista gosta mesmo é de chuchu!!!!!!!
E você acha que a PM iria incomodar os habitantes de Higienópolis, em pleno sábado, com tiros, bombas, correrias, gritos? Nananinanão.
Ou seja, o Brasil é um país democrático, porém se uma parte da população decide se manifestar contra uma lei vigente, ela merece ser violentada e chutada para longe.
E ainda querem nos ensinar que o fascismo não existe mais.
Victor, onde é que tem botão curtir? Ah! tucanos e seus partidos de aluguel o nome deles é hipocrisia.
O que dá mais raiva é que os medíocres colunistas do PIG, que adoram posar de paladinos da liberdade de expressão quando o que está em jogo é a liberdade dos meios de defender preconceitos e menitras, na reação à violência da marcha mostram que estão já perdendo a vergonha de justificar e fazer apologia de repressão policial, defendendo a ação da Polícia Militar, defendendo que em São Paulo é proibido se manifestar, é proibido se dizer o que pensa, é proibido ser livre.
E a impresentável Soninha Francine vai a público com a mais sem vergonha das caras de pau criticar a ação policial dizendo “parece que é crime pensar livremente neste país”. Neste país?? É em todo o país que a polícia age dessa forma? Quem é que manda na polícia e ordena que ela atue dessa forma? O Governo Federal? Ou o governo tucano que está há 16 anos no poder em São Paulo e que se reelegeu prá mais quatro COM O APOIO DELA!!! Ela não sabia que a polícia paulista era assim? Ela foi no Jardim Romano e no Jardim Pantanal ano passado? Ela sabe como a polícia avança sobre qualquer manifestação de professores? Ela já viu como o Serra e o Alckmin tratam as Amandas Gurgel em potencial aqui no estado? Na boa, não dá mais prá suportar a hipocrisia de gente como ela.