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Bispo de Guarulhos, responda-nos: que fé é esta que prega ódio, desrespeito?

junho 14th, 2011 by mariafro

O bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini volta a aprontar. Durante as eleições, juntamente com membros da campanha de José Serra, ele este no centro dos noticiário por mandar rodar panfletos detratores contra a então candidata, Dilma Rousseff. Houve intervenção da polícia federal no episódio dos panfletos detratores, aliás como andam as investigações?

Agora, ele ataca de Bolsonaro contra o material pedagógico para uma escola sem homofobia “a ditadura gay não vai poupar ninguém” e, como se não bastasse, parece querer um quadro no CQC, fazendo parceria com Rafinha Bastos, pois o bispo também tripudiou do estupro e além de negar que ele ocorra: “Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comparou o estupro ao ato de colocar a tampa da caneta em uma caneta!

As posições deste bispo me dão engulhos e a minha pergunta é: por que ele é um religioso pode pregar um Estado teocrático (ele disse que é contra todos os partidos), dizer as maiores sandices contra mulheres vítimas de estupro e conta a comunidade LGBT e absolutamente nada acontecerá com ele?

A fé do bispo contra os partidos

Por Cristiane Agostine, no Valor, via IHU

13/6/2011

“A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos”. Da sede da diocese de Guarulhos, o bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini prepara um texto para publicar em sua página na internet. A frase é o título de um artigo divulgado em seu blog, que fala dos “riscos” que as famílias correm com o “kit gay”, que seria distribuído em escolas pelo governo da presidente Dilma Rousseff. “Se [o kit] não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?”, questiona o documento compartilhado pelo religioso na internet. O bispo usa o site para se comunicar com as famílias católicas e alerta, em outro texto: “Conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais”.

A reportagem é de Cristiane Agostine e publicada pelo jornal Valor, 13-06-2011.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini criou o blog no ano passado (www.domluizbergonzini.com.br), quando ficou conhecido nacionalmente por defender o voto contra Dilma e o PT. À frente da diocese da segunda cidade mais populosa de São Paulo (1,3 milhão de habitantes), o religioso ajudou a colocar o aborto na pauta eleitoral. Há um ano, antes do início oficial da campanha, publicou um artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em que dizia que os “verdadeiros católicos e cristãos” não poderiam votar na candidata petista. No decorrer da campanha, articulou a distribuição de folhetos em igrejas defendendo o voto anti-PT.

A pregação de dom Bergonzini se dá além dos limites da diocese. O religioso considera o blog “um instrumento da voz do Reino de Deus”, como registra em um dos textos publicados em sua página na internet, e expressa suas ideias no jornal “Folha Diocesana”, do qual é fundador e jornalista responsável. O bispo, com 75 anos, é jornalista profissional, com registro adquirido por atuar na área desde seus tempos de padre.

Pela internet, o bispo mostra sua influência em decisões que extrapolam o foro íntimo dos fiéis. No início do mês, dom Bergonzini recebeu na diocese o presidente da Dersa (empresa estadual responsável pela manutenção das rodovias), Laurence Casagrande Lourenço, para discutir o traçado do Rodoanel Norte. A obra é vitrine da gestão do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Tudo foi noticiado no blog.

No mês passado, o religioso mobilizou sua base católica e uniu-se a evangélicos em duas lutas: contra o kit anti-homofobia, preparado pelo governo federal para ser distribuído em escolas, e contra o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. O “kit gay” abriu novas frentes de protesto contra Dilma e o governo teve de recuar e reformular o material. Já o PL 122, que tem a petista Marta Suplicy (SP) como relatora no Senado, é considerado “heterofóbico” por religiosos.

O resultado do engajamento é contado pelo bispo com um sorriso. Em 2010, depois de sua pregação contra a “candidata a favor do aborto”, Dilma perdeu no segundo turno em Guarulhos, apesar de ter ganho no primeiro turno no município. “Antes das eleições, Dilma falou que era um atraso o Brasil ainda condenar o aborto. Bati firme, deu segundo turno e ela perdeu. E olha que a tradição aqui é petista”, diz. “Isso dá uma ideia de como o artigo funcionou.” A cidade é comandada há três gestões pelo PT e em 2002 e 2006 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou lá nos dois turnos.

Dom Luiz Bergonzini lembra de outro caso em que sua intervenção foi sentida nas urnas. Em 1996, se revoltou com declarações do ex-prefeito Pascoal Thomeu, candidato à prefeitura de Guarulhos, e partiu para o ataque. Thomeu teria ofendido a igreja em um comício e o bispo chamou os católicos a boicotar o ex-prefeito. O religioso publicou um artigo no jornal da diocese contra o político e o texto foi distribuído pelos opositores do candidato. “Ele perdeu redondamente”, diz, ao recordar do ex-prefeito do PTB, morto em 2006.

Em pelo menos outros dois episódios o bispo usou sua influência contra candidatos. Quando era vigário em sua cidade natal, São João da Boa Vista, no interior paulista, diz que também “derrubou” o prefeito ao tomar atitudes semelhantes, sem recordar em que ano foi nem quem era o prefeito. Na campanha de 1985 pela Prefeitura de São Paulo, engrossou o coro contra Fernando Henrique Cardoso, depois que o candidato gaguejou ao ser questionado sobre a existência de Deus. Naquela eleição, FHC foi taxado de “ateu”.

O bispo relata as ameaças que sofreu. Na campanha de 2010, depois do primeiro turno, foi acordado numa madrugada por barulhos de rojões e gritos de que iria ser morto. “Não fiquei com medo. Se acontecesse qualquer coisa comigo seria uma alta propaganda contra o PT”, comenta. “Não arredei o pé.”

Dom Bergonzini não gosta do PT e diz que nunca votou no partido. “Todo radicalismo é exagerado e o PT sempre foi um partido radicalista”, comenta. Para o religioso, é o “partido da morte”. O motivo? “Em dois congressos o partido fechou questão a favor da liberação do aborto. Em vez de promover a vida, promovem morte”, diz. Os petistas, segundo ele, foram “contaminados”. “Tenho um bom relacionamento com petistas, mas não aceito o partido”, declara. Cita como exemplo o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida. “Eu o respeito e nos entendemos muito bem, mas lamento que seja do PT. Posso aceitar a pessoa, mas não posso apoiar um petista.”

Sentado em sua sala na diocese, o religioso ajeita os cabelos com as mãos, ajeita o crucifixo no peito e começa a frase com um “minha filha”, ritual que repete quando demonstra incômodo.

“Não aceito nenhum partido; Sou contra todos eles”, diz. “Minha filha, já falei mal do partido A, B, C. Não me prendo a nenhum”. Para o bispo, as legendas não deveriam nem existir depois das eleições.

Os partidos e lideranças locais cortejam o religioso, que já foi convidado três vezes para disputar para a prefeitura: duas vezes em Guarulhos e uma em São João da Boa Vista. Não aceitou. O bispo não diz quais siglas o convidaram, mas afirma que não foi o PT.

A pressão do religioso contra o PT intensificou-se durante o governo Lula. Em 2005, o Ministério da Saúde editou uma norma técnica para os casos de aborto permitidos por lei e determinou que a vítima de estupro não precisaria apresentar um Boletim de Ocorrência (BO) para fazer o aborto, com base no Código Penal. Para o bispo, foi uma ação para flexibilizar a prática e tornou-se uma brecha.

“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. “Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] ‘Não queria, não queria, mas aconteceu…’”, diz. “Então sabe o que eu fazia?” Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. “Eu falava: bota aqui”, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. “Entendeu, né? Tem casos assim., do ‘ah, não queria, não queria, mas acabei deixando’. O BO é para não facilitar o aborto”, diz.

O bispo continua o raciocínio. “A mulher fala ao médico que foi violentada. Às vezes nem está grávida. Sem exame prévio, sem constatação de estupro, o aborto é liberado”, declara, ajeitando o cabelo e o crucifixo.

O religioso conta de uma ação para dificultar o aborto em Guarulhos. Sua mobilização fez com que o Ministério Público notificasse o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e o sindicato dos profissionais de saúde de Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã sobre a proibição da prática sem o BO, inquérito policial e autorização judicial.

Dom Bergonzini acha que “a pessoa que se julga vítima” tem de fazer o BO e apontar o nome do agressor. “Filha, não existe nada debaixo do sol que não seja conhecido. É muito difícil. Se a pessoa fizer questão mesmo, vai fazer exame de espermatozoide, etc, vai descobrir [quem é agressor]. A Justiça tem de ir atrás.” Para o bispo, com essa ação em Guarulhos, a igreja “deu um passo à frente, embora, mesmo nesses casos, o aborto seja inaceitável”.

A discussão sobre o aborto logo voltará ao centro do debate no país e o bispo diz estar preparado para orientar os fiéis. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a jurisprudência dos casos de anencefalia fetal.

Dom Bergonzini argumenta que a ciência não é infalível e, por isso, nada garante que o bebê nascerá sem cérebro. O bispo diz conhecer um caso em que foi diagnosticado anencefalia e recomendado o aborto, mas que a criança nasceu “perfeitamente sã”.

A profissão de fé do bispo, jornalista e blogueiro é a luta pela “defesa da vida, contra o aborto”. O tema é um dos mais abordados em seu blog. Na internet, os textos “em defesa da vida” são os que levam sua assinatura. Os artigos que debatem o homossexualismo são assinados por terceiros.

Dom Bergonzini lembra que durante a campanha de 2010 recebeu mais de mil e-mails. “Nem 10% foram de críticas. As pessoas me falavam parabéns. Escreviam: ‘ainda bem que o senhor teve coragem de falar’, ‘nós temos um bispo que usa calça comprida’, nessa linha”, relata.

O artigo de sua autoria, contra o PT, chegou à Espanha, Portugal, Bélgica, Alemanha e Holanda, segundo o bispo. “Apanhei, mas bati bastante.”

A maior polêmica se deu com os mais de 20 mil folhetos distribuídos em igrejas de vários Estados, reforçando o voto anti-PT. Antes do primeiro turno, o texto foi escrito por um padre da diocese de Guarulhos, assinado por três bispos e impresso pela regional Sul 1, da CNBB de São Paulo. A fama, no entanto, ficou com dom Bergonzini, que assumiu a autoria do texto. O conteúdo reiterava o que o religioso já tinha publicado no jornal da diocese. Os folhetos foram apreendidos pela Polícia Federal e mesmo depois de a distribuição ser proibida, o texto circulou entre católicos.

A polêmica fez com que parte da CNBB fizesse ressalvas à atuação do bispo e dissesse que não era a opinião da igreja. O religioso discorda. “Não é a minha posição. É a posição da igreja que eu defendo. Está no Evangelho.”

A atuação religiosa de dom Bergonzini se mistura com suas intervenções em temas políticos. Ainda padre em São João da Boa Vista, foi diretor-responsável de um jornal local. “Escrevia sobre a cidade e quando tinha problema religioso, escrevia sobre isso também”, conta. Anos depois de chegar a Guarulhos, em 1992, fundou o jornal da diocese, que publica artigos com temas ligados à igreja e com sua opinião.

O bispo analisa que é natural a igreja indicar para seus fiéis, nas eleições, quem são os bons candidatos. “Minha filha”, diz, “a igreja tem obrigação de defender a fé e a moral, então tem que alertar o povo na eleição”, discorre. “Os políticos não fazem isso? Se eles têm o direito de falar mal de um partido, por que a igreja e um padre não podem manifestar sua opinião? É questão de coerência.”

Os seis primeiros meses de governo Dilma não arrefeceram o ânimo de dom Bergonzini contra a presidente. A qualquer momento, diz, o governo tentará avançar em direção ao aborto. Em sua análise, Dilma escolheu para a equipe uma “abortista confessa”, que tentará emplacar mudanças, sem citar um nome. ” É a história do macaco que queria tirar uma castanha do fogo, mas, para não se queimar, pegava a mão do gato e tirava a castanha”, explica. “Dilma está fazendo isso. Ela não quer botar a mão lá, porque se queima”.

Nas próximas eleições, o religioso não pretende sair da linha de frente dos debates envolvendo a igreja e a política, apesar de estar prestes a se aposentar. Pelo menos um político já está na mira: o deputado federal Gabriel Chalita. Eleito com a segunda maior votação em São Paulo, Chalita é ligado à igreja carismática e é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. “O Chalita – pode colocar isso porque já falei na cara dele, não tenho medo – para mim não é pessoa confiável. Em questão de meses pertenceu a três partidos. A escolha que ele faz é de interesse próprio, não da comunidade”, diz. No início do mês, o deputado migrou do PSB para o PMDB, depois de já ter passado pelo PSDB. “Ele usou a Canção Nova para se eleger e provocou uma cisão por lá ao apoiar Dilma. Isso contrariou a nossa filosofia religiosa”, afirma. Só a campanha contra coaduna com sua doutrina.

Dom Bergonzini deve deixar o cargo de bispo às vésperas da eleição de 2012. Ao completar 75 anos, em 20 de maio, pediu aposentadoria ao papa Bento XVI, como é a praxe, e ficará na função até seu sucessor ser nomeado. O prazo médio é de um ano. Depois, será nomeado bispo emérito e não comandará mais a diocese. O religioso, no entanto, quer continuar em Guarulhos.

Licenciado em filosofia e teologia, dom Bergonzini está há 30 anos na cidade, dos quais 19 anos como bispo. “Celebro missa desde que fui ordenado, comungo desde o dia de minha primeira comunhão, 23 de outubro de 1940″, diz. O religioso ressalta que pode “e deve” continuar rezando missas, mesmo aposentado. E ameaça: não vai sair de cena.

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  • [...] governo, que gosta de citar a “ditadura gay”. Ah, para essa igreja uma mulher que é estuprada é culpada também. Em tempo: A ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário lançou uma nota dizendo que vai pedir [...]

  • [...] governo, que gosta de citar a “ditadura gay”. Ah, para essa igreja uma mulher que é estuprada é culpada também. Em tempo: A ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário lançou uma nota dizendo que vai pedir [...]

  • [...] fundamentalistas católicos e neopentecostais. Depois de Bolsonaro, Rafinha Bastos, Malafaia e o Bispo de Guarulhos (que em junho de 2011) comparou o estupro ao ato de colocar a tampa da caneta em … agora é a vez do arcebispo de Granada, Espanha, dizer que a mulher que aborta dá aos demais “a [...]

  • [...] fundamentalistas católicos e neopentecostais. Depois de Bolsonaro, Rafinha Bastos, Malafaia e o Bispo de Guarulhos (que em junho de 2011) comparou o estupro ao ato de colocar a tampa da caneta em … agora é a vez do arcebispo de Granada, Espanha, dizer que a mulher que aborta dá aos demais [...]

  • [...] Reclamar para quem? Experimenta reclamar para o bispo, sugiro que não seja o de Guarulhos. [...]

  • Os Prezados senhores da Igraja Católica deveriam estar se preocupando é com a pedofilia na igreja. Ou será que eles tb acham, igual ao bíspo Luiz Gonzaga (que diz estupro só é possível com o consentimento) que as crianças tem parcela de responsabilidade ao serem violentadas por padres?

    Não dá pra acreditar na seriedade de um primata que diz que voluntariamente renunciou ao sexo, que se vincula a uma instituição notória por seus casos de pedofilia que e ainda se julga competente pra dar pitaco na forma como a mulheres devem lidar com seus corpos.

    Faz aborto quem quer. Ao invés de proibir, eles deveriam educar seu rebanho para não fazerem. Mas não dá tempo né? Tem que fazer política….(e correr atrás dos garotos)

    Ps: E se algum ser humano indignado com os comentários do Bispo de guarulhos pagasse alguém para violentá-lo? Aí ele veria o que é consentimento na tampinha de caneta DELE?

  • Será que se o senhor Bispo passasse por uma experiência de estupro ele concluiria, por si mesmo, se há consentimento no estupro ou não? Não seria uma experiência construtiva?

  • Baseado neste texto eu escrevi meu próprio, rsrsrsrs… Vejam lá outros textos que escrevi e deem suas opiniões. Obrigado http://migre.me/53CYU

  • [...] Com informação do Blog da Maria Frô. (Aqui) [...]

  • Dilma cometeu um tremendo erro ao aceitar a chantagem da bancada evangélica.

    E um erro MUITO PIOR ao dar uma declaração tão infeliz como aquela de que o governo “não vai fazer propaganda de “opções sexuais”.

    Se mostrou totalmente alheia ao assunto.

    Numa época em que os LGBT se encontram sob ataque concentrado das forças mais atrasadas desse país, uma declaração desastrada dessas foi como um incentivo a pessoas como o bispo de Guarulhos.

  • Dom Luiz Gonzaga Bergonzini é o diabo vestido de bispo.

    Todo seu discurso é permeado por contradição e maldade.

    “Todo radicalismo é exagerado…”. Mas não admite o exagero do seu próprio radicalismo.

    “Posso aceitar a pessoa, mas não posso apoiar um petista.” Hipocrisia típica de quem diz “não sou contra o homossexual; sou contra o homossexualismo”.

    “Em vez de promover a vida, promovem morte”. Por isso sou a favor que toda criança abandonada em lata de lixo, córregos, terrenos baldios, seja enviada à Diocese de Guarulhos aos cuidados do bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

    Esse ingerência de padre/bispo na política não é novidade. Padre Cícero Romão Batista chegou a promover uma guerra, armou jagunços e cidade por cidade, do Cariri até Fortaleza, foram tomando, e resultou na queda do governador do Ceará.

    Dom Luiz Gonzaga Bergonzin é da cidade paulista de São João da Boa Vista, e desde lá é apoiado pelo PSDB. Por sinal, São João da Boa Vista fica próxima à cidade e Itapira, localidade aonde o atual Presidente da ALESP, Barros Munhoz, responde ao MPE por desvio de R$ 3,1 milhões da Prefeitura.

    Ao que me parece é nessa região que os tucanos chocam os ovos. E o Opus Dei os abençôa.

  • Deixa eu ver se entendi. Segundo o bispo, nunca houve estupro na história da humanidade, pois prá ele, todo estupro no fundo é consentido, e portanto, segundo ele, não existe violência sexual. É isso? Ele vai abençoar todos os estupradores do mundo como injustiçados e as mulheres estupradas serão hereges difamadores e mentirosas?

    Esse é o modelo de sociedade ocidental cristão que a nossa direitona envergonhada quer implantar no Brasil?

    Pior, esse é o modelo que eles contrapõem ao, segundo eles, ignorante modelo muçulmano oriental? Qual é a diferença entre “todo estupro é consentido” e o islamismo radical?

  • Olha, esse Bispo, como outros por aí, tanto do lado religioso como ateu, não está tomando atitudes que deveria, como: defender seu ponto de vista sem desespero e apelações desnecessárias.
    Uma coisa que se tem que entender e está difícil, é que ninguém mudará a opinião do outros dessa forma, como: generalizar que todos pensam e fazem como um membro de um segmento de toda uma sociedade.
    Os religiosos têm seus princípios baseados nos ensinamentos bíblicos e, embora alguns se expressem mal, nunca os vi pregarem o ódio de que tanto se fala e muito pelo contrário, os que os acusam querem por força de lei obrigá-los a aceitar o que jamais aceitarão, sob pena até de serem presos – o que é um absurdo!
    Eu sou petista e cristã e entendo que todos somos seres humanos e cidadãos com direitos e deveres, sejamos homos ou heteros, e por isso me acho no dever de esclarecer que nada vai mudar ou melhorar com imposições.
    Quanto ao aborto, sou terminantemente contra e por princípio de respeitar a vida de outros que a gente traz dentro do nosso ventre. Essa decisão não nos cabe. Seria pena de morte a um inocente e indefeso por conta de razões egoístas.
    Quanto ao kit, entendo que as crianças têm que ficar fora dessa discussão e também não gostei do fato do MEC gastar tanto dinheiro público num investimento que causaria muitos problemas, sem falar que não vi qualquer orientação contra preconceito, mas sim histórias como as que se vê na tv, cujos expectadores mirins tentam imitar. Seria antidemocrático!
    Conheço vários homossexuais e converso com eles, que me querem bem, pelo respeito que lhes tenho. Isso não significa que eu aprove sua conduta, mas acho que cada um escolhe seu caminho. O que não dá é querer forçar outros a seguirem.

  • Ele fala com tanta propriedade que dá até pra desconfiar.

  • Lê esses absurdos na hora do almoço acaba qualquer apitite! Como o representante de uma religião onde o amor ao proximo é o sua principal bandeira pode pregar tanto ódio tanto preconceito. Esse senhor se lhe fosse dado poder seria pior que Hitler como católica estou enojada e envergonhada.

  • Meu comentário não foi aceito? Isso significa que aqui não é um espaço de debates, mas de pensamento unicamente unilateral, correto?
    Uma pena. Reitero: sou a favor do Bispo. Assim omo muitos são a favor da agenda gay. Respeitemo-nos. “Live and let live”…

  • Prezada Maria:

    Dê uma olhadinha em meu blog, que não é chique como o seu, e veja o que escrevi a respeito deste patifão.

  • Bravo, bispo. Bravo. A ditadura da agenda gay quer tirar nossa liberdade, nossa crença e o direito de criar nossos filhos. Bravo, mais uma vez.