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A música brasileira é preta, densa, com uma qualidade inigualável no mundo

setembro 14th, 2011 by mariafro

Timoneiro é uma das grandes obras-primas da música brasileira e Paulinho da Viola, como Gil, são da estirpe de Cartola.

Timoneiro recupera a voz média presente no Latim, no Grego e banido da Língua Portuguesa.

Hoje acordei timoneira: não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar/ – Olha, o mar não tem cabelos, Que a gente possa agarrar/A rede do meu destino/Parece a de um pescador/Quando retorna vazia/Vem carregada de dor/Vivo num redemoinho/Deus bem sabe o que ele faz/A onda que me carrega/Ela mesma é quem me traz

Timoneiro

Paulinho da Viola

 

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

 

E quanto mais remo mais rezo

Pra nunca mais se acabar

Essa viagem que faz

O mar em torno do mar

Meu velho um dia falou

Com seu jeito de avisar:

- Olha, o mar não tem cabelos

Que a gente possa agarrar

 

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

 

Timoneiro nunca fui

Que eu não sou de velejar

O leme da minha vida

Deus é quem faz governar

E quando alguém me pergunta

Como se faz pra nadar

Explico que eu não navego

Quem me navega é o mar

 

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

Não sou eu quem me navega

Quem me navega é o mar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

É ele quem me carrega

Como nem fosse levar

A rede do meu destino

Parece a de um pescador

Quando retorna vazia

Vem carregada de dor

Vivo num redemoinho

Deus bem sabe o que ele faz

A onda que me carrega

Ela mesma é quem me traz
____________
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  • [...] A música brasileira é preta, densa, com uma qualidade inigualável no mundo [...]

  • Alegria da Cidade
    Margareth Menezes

    A minha pele de ébano é…
    A minha alma nua
    Espalhando a luz do sol
    Espelhando a luz da lua (2x)

    Tem a plumagem da noite
    E a liberdade da rua
    Minha pele é linguagem
    E a leitura é toda sua

    Será que você não viu
    Não entendeu o meu toque
    No coração da América eu sou o jazz, sou o rock

    Eu sou parte de você, mesmo que você me negue
    Na beleza do afoxé, ou no balanço no reggae

    Eu sou o sol da Jamaica
    Sou a cor da Bahia
    Sou sou você e você não sabia

    Liberdade Curuzu, Harlem, Palmares, Soweto

    Nosso céu é todo blue e o mundo é um grande gueto

    Apesar de tanto não
    Tanta dor que nos invade, somos nós a alegria da cidade
    Apesar de tanto não
    Tanta marginalidade, somos nós a alegria da cidade

  • Sim/Não
    Caetano Veloso

    No badauê (badauê)
    Vira menina, macumba, beleza, escravidão
    No badauê (badauê)
    Toda grandeza da vida no sim/não
    No Zanzibar (Zanzibar)
    Essa menina bonita botou amor em mim
    No Zanzibar (Zanzibar)
    Os orixás acenaram com o não/sim
    Afoxé, jeje, nagô
    Viva a princesa menina, uma estrela
    Riqueza primeira de Salvador
    No ylê, ayê (ylê ayê)
    Uma menina fugindo beleza amor em vão
    No ylê, ayê (ylê ayê)
    Toda tristeza do mundo no não/não
    No badauê (badauê)
    Gira princesa, primeira beleza, amor em mim
    No badauê (badauê)
    Os orixás nos saudaram com o sim/sim
    Afoxé, jeje, nagô
    Viva a princesa menina, uma estrela
    Riqueza primeira de Salvador

  • Oração pela libertação da Africa do Sul
    Gilberto Gil

    Se o rei zulu já não pode andar nu
    Se o rei zulu já não pode andar nu

    Salve a batina do bispo tutu
    Salve a batina do bispo tutu

    Ó deus do céu da áfrica do sul

    Do céu azul da áfrica do sul

    Tornai vermelho todo sangue azul

    Tornai vermelho todo sangue azul
    Já que vermelho tem sido

    Todo sangue derramado

    Todo corpo

    Todo irmão, chicoteado, yê

    Senhor da selva africana
    Irmã da selva americana
    Nossa selva brasileira, de tupã

    Senhor irmão do tupi fazei
    Com que o chicote seja por fim
    Pendurado

    Revogai da intolerância a lei

    Devolvei do chão a quem do chão

    Foi criado
    Ô cristo rei
    Branco de oxalufã
    Cristo rei

    Branco de oxalufã

    Zelai por nossa

    Negra flor pagã
    Zelai por nossa
    Negra flor pagã
    Sabei que o papa
    Já pediu perdão

    Sabei que o papa

    Já pediu perdão