Após o vexame tosco que a pequenez humana deu com a notícia de que o ex-presidente Lula tem câncer na laringe com ataques ao presidente e ao SUS, vamos às informações. Vamos transformar esse show de horrores em esclarecimento sobre o SUS para que os brasileiros conheçam seus direitos e lute por uma saúde pública de qualidade. O SUS é de todos nós.
Veja mais dados sobre o SUS em: A Força do SUS
Veja também: Entrevista coletiva do ministro Alexandre Padilha sobre SUS e tratamento do câncer.
Os dados abaixo são do Ministério da Saúde.
INVESTIMENTOS EM ONCOLOGIA
· Os avanços na área da Oncologia (tratamento de câncer) para pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS) são importantes: nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência oncológica no país triplicaram, passando de R$ 470,5 milhões (em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010).
· O Ministério da Saúde vai fechar o ano de 2011 com investimento de R$ 2,2 bilhões para o setor. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda.
· A quantidade de frequências/procedimentos oncológicos oferecidos aos pacientes do SUS aumentou em 41%: foram 19,7 milhões, em 2003, e a projeção para este ano é de 27,8 milhões de procedimentos.
· Houve aumento de 40% no número de cirurgias oncológicas, que passou de 67 mil (2003) para 94 mil (estimativa 2011). Neste período, o número de procedimentos quimioterápicos dobrou – passou de 1,2 milhão (2003) para 2,4 milhões (2011/estimativa).
Entre 2010 e 2011, houve o aumento de valor para 66 procedimentos de radioterapia e de quimioterapia – entre os 155 existentes.
· Com isso, garantimos maior acesso aos serviços oncológicos para 300 mil pacientes que são atendidos no SUS.
REDUÇÃO DE PREÇOS DE MEDICAMENTOS
· Nos últimos anos, o governo federal – por meio do Ministério da Saúde – tomou uma importante decisão: tornar o país, gradualmente, independente do mercado internacional de medicamentos e outros produtos para a saúde.
· O Ministério da Saúde vem adotando a política de “comprar melhor” – medida diretamente relacionada à melhoria da gestão.
· Isso significa comprar mais pelo menor preço para, a partir da economia obtida, atender a uma maior quantidade de pessoas e com a melhor assistência possível.
· Portarias do Ministério da Saúde publicadas este ano dão cumprimento a acordos estabelecidos entre o governo e o (único) laboratório que fornece o Glivec e também o (único) laboratório que produz o Rituximabe, utilizados em tratamentos contra o câncer.
Glivec: redução de 51% – economia de R$ 386,7 milhões ao longo do período do acordo (de 2010 até 2012)
Rituximabe: redução estimada de 40% a partir de setembro de 2010. O acordo prevê queda ainda maior até o fim de 2012 – economia de R$ 100 milhões ao longo do período do acordo (de 2010 a 2012)
· Alguns fatores respaldam a decisão do Ministério da Saúde em trabalhar pela constante redução do preço das compras governamentais:
a) o ganho de escala no SUS;
b) a desvalorização do dólar, que é a moeda referencial na definição dos preços internacionais;
c) a introdução dos genéricos; e
d) o licenciamento compulsório ou o fim de patentes.
CENÁRIO ATUAL
· Câncer é a segunda causa de mortalidade no mundo, atrás das doenças cardiovasculares.
· O Sistema Único de Saúde hoje garante assistência especializada e gratuita aos pacientes – de consultas e exames a procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia – e hoje conta com 276 serviços especializados no tratamento oncológico.
· Todos os 26 estados e o Distrito Federal têm pelo menos um hospital habilitado em Oncologia.
· A estimativa do Ministério é de que, em 2010, no Brasil tenha ocorrido cerca de 490 mil novos casos de câncer, sobretudo câncer de pele não melanoma, próstata e mama.
DADOS GERAIS
São 276 serviços especializados no SUS.
Estima-se que tenham ocorrido 490 mil novos casos de câncer em 2010.
Brasil avançou na detecção precoce da doença: 44% dos tumores diagnosticados estavam na fase inicial.
Câncer é a segunda causa de mortalidade no mundo, atrás das doenças cardiovasculares.
CÂNCER DE LARINGE
· O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens e é um dos mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço.
· Representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas.
· Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal, localizada na glote, e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das cordas vocais).
O Inca estima o surgimento de novos casos: 9.320 por ano (dado de 2010)
·
Número de mortes: 3.594, sendo 3.142 homens e 452 mulheres (dado de 2008)
· Fatores de risco – álcool e o tabaco são os maiores inimigos da laringe. Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. Em pessoas que associam o fumo a bebidas alcoólicas, esse número sobe para 43.
Detecção precoce
· O sintoma mais comum é a rouquidão persistente e sem causa aparente. Ela é diferente da rouquidão relacionada ao esforço vocal ou à laringite ligada a processos gripais, pois não vem acompanhada de febre ou dor, é progressiva e persiste.
· Se não houver tratamento na fase inicial do câncer, a rouquidão pode evoluir para dor durante a deglutição (ato de engolir) e falta de ar. Na fase mais avançada, podem aparecer nódulos no pescoço. Caso tenha rouquidão, sem motivo aparente por mais de duas semanas, procure um médico
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
· O SUS garante assistência integral e gratuita aos pacientes com câncer de laringe. De acordo com a localização e a extensão do câncer, o paciente pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia.
· A assistência pode ocorrer em qualquer um dos 276 estabelecimentos especializados e habilitados para o tratamento da doença.
· Somente em 2010, foram realizadas no SUS 9,3 mil internações de pacientes com câncer de laringe. O Ministério da Saúde investiu R$ 11,9 milhões com a internação destes pacientes. Até agosto de 2011, foram 6.200 internações por este tipo de câncer e o Ministério investiu R$ 7,7 milhões.
· Os hospitais têm autonomia para realizar a compra de medicamentos, conforme a necessidade e a indicação terapêutica de cada paciente. Os recursos são repassados pelo Ministério para assegurar o tratamento.
· O diagnóstico do câncer da laringe é histopatológico (exame de tecido/biópsia). A biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento terapêutico.
· Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, maior a possibilidade do tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais, já que a terapêutica dos cânceres da cabeça e do pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição.
INCA e Câncer de Laringe
Hoje, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, é considerado referência no tratamento do câncer de laringe em toda a América Latina. A experiência do instituto se equipara às experiências dos Estados Unidos e da Europa.
DADOS DO TABAGISMO NO BRASIL
· Estima-se que o tabagismo mata 200 mil pessoas a cada ano no país. No entanto, o Brasil tem se destacado como o país que vem reduzindo progressivamente a prevalência de tabagismo nas Américas.
· Em 1989, a prevalência de fumantes era de 34,8% (Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição – PNSN);
VIGITEL BRASIL:
. 15,1% dos brasileiros adultos são fumantes.
. 4,5% deles consomem um maço ou mais por dia.
· Taxa de mortalidade e internações: Redução de 38% da taxa de mortalidade por doenças respiratórias crônicas de 1996 a 2007 no Brasil.
· Estudo específico sobre custos de doenças tabaco-relacionadas mostrou que, em 2005, o SUS gastou cerca de R$ 338.692.516,02 somente com hospitalização para as frações de casos de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias atribuíveis ao tabagismo. Esse montante correspondeu a quase 30% dos custos hospitalares totais do SUS para o tratamento dessas doenças.
· O SUS gasta cerca de R$ 19 milhões por ano com diagnóstico e tratamento de doenças causadas pelo tabagismo passivo;
· Entre 2005 e 2010 foram gastos R$ 86,2 milhões com a compra de medicamentos para fumantes. Em 2011, a previsão de gasto é de R$ 46,7 milhões, 62% a mais do que 2010 (R$ 28 milhões).
PLANO DCNT: O Ministério da Saúde incluiu o tabagismo no Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, 2012-2022, que é elaborado há cinco meses com diversos parceiros.
· META: Reduzir a prevalência de tabagismo para 9% em dez anos. Atualmente, a prevalência é de 15%.
· O Plano inclui ações regulatórias, como a proibição da propaganda, advertências nos maços e a adesão à Convenção Quadro do Controle do Tabaco. Destacam-se também, as seguintes ações de promoção:
. Adequar a legislação nacional que regula o ato de fumar em recintos coletivos.
. Fortalecer a implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco, com o objetivo de reduzir o consumo.
. Fortalecer, no Programa Saúde na Escola (PSE), ações educativas voltadas para a prevenção e para a redução do uso de tabaco.
. Ampliar as ações de prevenção e de cessação do tabagismo em toda a população, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade, indígenas, quilombolas).
CÂMARA APROVA MEDIDAS PARA REDUZIR TABAGISMO
· A Câmara dos Deputados aprovou, semana passada, o Projeto de Lei de Conversão (PLC), originário da Medida Provisória 540/2011, que prevê aumento na carga tributária dos cigarros, além de fixar preço mínimo de venda do produto no varejo.
· A MP estabelece em 300% a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ao cigarro.
· O PLC aprovado não determina a proibição de aditivos (que amenizam o gosto do cigarro), questão que deverá ser regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
· O aumento no preço do cigarro está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do índice do IPI e o estabelecimento de um valor mínimo, o preço do produto subirá cerca de 20% no próximo ano, chegando a 55% em 2015. Para o Ministério da Saúde, a aprovação do PLC representa um avanço, pois deve desestimular o consumo de cigarros no país.
· A combinação do aumento do IPI com uma regra de valor mínimo ataca as duas frentes para a redução do consumo do produto: por um lado, o preço mais elevado desestimulará a compra do cigarro e, por outro lado, a elevação do imposto combaterá a pirataria. Medidas como essas reforçam a liderança do Brasil no enfrentamento a doenças crônicas não-transmissíveis, uma vez que o tabagismo é um dos principais fatores de risco para estas patologias.
· FUMÓDROMOS – O PLC aprovado também exclui a possibilidade de instalação de fumódromos em quaisquer ambientes coletivos fechados, sejam eles privados ou públicos. Também se torna obrigatória a intensificação de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer, partir de 1º de janeiro de 2016, em 30% da área frontal dos maços de cigarro.
· A proibição da propaganda de cigarros nos pontos de venda também foi contemplada na matéria. Como houve mudanças em relação ao texto original enviado pelo Executivo, o Projeto de Lei de Conversão segue para apreciação no Senado.
REFORÇO AO CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA
Em março de 2011, o governo federal lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama.
O Programa prevê ações de fortalecimento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do câncer de colo de útero, que receberão investimentos de R$ 4,5 bilhões até 2014.
Os investimentos do governo federal serão feitos da seguinte forma:
Ampliação e fortalecimento da rede oncológica
R$ 3,2 bilhões
Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama
R$ 867,3 milhões
Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo de Útero
R$ 382,4 milhões
Informação à população
R$ 24 milhões
TOTAL
R$ 4,5 BILHÕES
Metas para 2014
Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero:
· Mais de 75% das mulheres de 25 a 59 anos realizando exames de rastreamento.
· Reduzir para menos de 5% os exames insatisfatórios (foco no Norte e Nordeste).
· Iniciar o tratamento de mulheres com diagnóstico de lesões em até 90 dias.
Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama:
· Ampliar a cobertura de mamografia em mulheres de 50 a 69 anos.
· Aumentar o percentual de mamografia de qualidade
· Aumentar a proporção de mulheres com diagnóstico de câncer que iniciam tratamento em até 60 dias – reduzindo a mortalidade.
Principais ações
Para Câncer de Colo do Útero:
· Criar 20 Centros Qualificadores de Ginecologistas.
· Aumentar o controle de qualidade dos exames de câncer de colo do útero.
· Criar linhas de financiamento para estruturar laboratórios dos exames
· Capacitar profissionais em rastreamento e coleta de material para exames
· Aperfeiçoar investigação da doença e acompanhamento das terapias.
Para Câncer de Mama:
· Monitorar o pleno funcionamento dos mamógrafos (força-tarefa envolvendo Ministério da Saúde, estados e municípios).
· Serão implantados 50 centros para atendimento de Mastologia e Ginecologia, começando pelos estados de menor acesso.
· Implantação do Programa Nacional de Qualidade da Mamografia, que definirá parâmetros e critérios para manutenção da qualidade da mamografia no país.
· Mudar o modelo de financiamento dos exames de mamografia.
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Tags: a força do sus · oncologia18 Comments

Excelente reportagem,com muita informação para conhecimento da população brasileira.
Reforçando o comentário de Victor Farinelli,muito aprendi com esta polêmica.Mesmo através de um comentário maldoso veio o lado positivo disto.
Hei de confesar que eu mesmo tenho aprendido muita coisa sobre o SUs a partir dessa polêmica.
Onde, que cidade? Que hospitais vc tentou?
SOS!
Minha mãe esta na sala de nossa casa,numa cama hospitalar,dependendo de uma histeroscopia,para diagnóstico de CA de endométrio,foi submetida a uma curetagem,e tem uma usg e tomo,q sugere um tumor.
Paciente de Parkinson com atrofias de membros,eu filha única,tenho q trabalhar e tratar dela.
Ajuda procurei por várias,a única alternativa q tive,foi levar ela pra casa e aguardar um milagre.
Bom eu tenho acompanhado e apoiado a campanha LULA SE TRATA NO SUS, sou uma pessoa de alma pequena ? Talvez ! não sou perfeito e ninguém o é.
Meu apoio a campanha não é exaltando ou torcendo contra o ex-presidente LULA ou lhe desejando mal que o câncer o consuma ou que ele sofra e nem uma critica ao que ha de bom no SUS !
Mas dizer que o SUS é uma maravilha que não tem problemas !! que a população brasileira não sofre por falta de inúmeros recursos por parte da saúde é uma piada de mau gosto.
Ouvi dizer em vários comentários que a culpa não é do LULA !
Bom a “culpa” certamente não é minha, pois todo mês cerca de 35% dos meus ganhos vai para o Governo, isso retido em fonte ! Agora eu não fui Presidente por 08 anos deste pais ! se a culpa não é politica a culpa é de quem ????????
Ah mais ele enviou os recursos que não foram aplicados ou desviados !
A quem cabe fiscalizar ??? a mim ?
A mais o Brasil é enorme ? Pessoa bens sucedidas se cercam de pessoas competentes !
Não tem como LULA tem sua responsabilidade e é enormeeeeeee !
Vamos parar de falso moralismo ninguém está desejando que ele morra de câncer e sim que a corja politica sinta na pele o que eles proporcionam a pulação sendo que o pais arrecada dinheiro de sobra.
A saúde está este caos porque não ha vontade politica em resolver a situação, eles estão preocupados em aplicar os recursos para benefício próprio !
Nós somos gado, lixo para eles.
Então abre o olho e acaba com essa hipocrisia, SUS neles ! escola publica para os filhos deles, metro lotado, busão abarrotado, insegurança !
Show de horrores minha cara é nossa classe politica ! eles sim devem ser criticados e não a população que usa dos meios que possui para expressar sua revolta.
Tenho a mais absoluta certeza que não houvesse outro sistema além do SUS para eles utilizarem seria o melhor sistema do mundo de saúde.
Então pensa bem antes de apontar o dedo e julgar uma nação toda.
Walter: contra números não há argumentos. O Canadá , por ex., gasta 6 por cento do PIB, o dobro do Brasil. Ou seja, temos que combater a corrupção, melhorar gestão, etc.. Isto é obrigação sempre, mesmo em áreas sem nenhum problema. Mas mesmo se estes não existissem, a saúde estaria sub financiada. Procure no Google gastos per capita com saúde em diversos países e verá que vc falou besteira. Respeito muito Cuba, mas com novas tecnologias os gastos estão aumentando muito. E o que fazem os empresários da saúde? Empurram pro governo as grandes despesas. Sabe a CSS/CPMF que foi reapresentada no congresso? Somente 5 por cento da população pagaria, justamente os mais ricos. Sabe por que foi bombardeado? Porque é o melhor instrumento contra a sonegação.
Sou usuário do SUS. Já tive planos privados de saúde.
Não vou falar de nenhum amigo da vizinha da tia da namorada do amigo. Vou falar da minha própria experiência no SUS.
Tive tuberculose de pleura que somente foi diagnosticado no HC São Paulo. Claro que o tratamento foi pelo SUS, comparecia mensalmente para acompanhamento com pneumologista e busca do medicamento necessário até a cura e alta médica.
Em outra situação tive uma crise violenta de dor lombar e fui a um ambulatório de saúde do SUS. a médica que me atendeu fez o meu encaminhamento imediato de ambulância para o Hospital São Paulo. Fui atendido na recepção e fiquei na fila para ser atendido, aguardei poucos minutos e fui chamado para ser atendido, passei por vários exames (sangue, raio-x, ultrasom e tomografia, sem que se conseguisse o diagnóstico.
Depois de outros novos exames sem diagnóstico resolveram fazer uma cirurgia exploratória. Fizeram e descobriram uma inflamação na vesícula com início de necrose.
Caso não tivesse tido a dedicação e a vontade dos médicos que me atenderam, poderia estar morto. Poderiam me dar buscopan na veia e me mandar de volta para casa, é o que teria ocorrido se tivesse em um hospital particular.
Não tenho queixa do SUS, tenho sim queixa dos planos privados de saúde. Claro que o SUS precisa melhorar e para isso é necessário mais recursos. Acabaram com a CPMF porque a carga de tributos é muito alta para os empresários e daí não aconteceu nenhuma redução dos preços. A CPMF não era nenhum encargo para os empresários mas dificultava a sonegação de impostos, porisso extinguiram essa contribuição.
Desculpe a extensão deste testemunho.
Oi Walter só acha que em termos de dimensão (territorial e população) é bem complicado comparar o Brasil com Cuba.
Tambem sou contra a campanha no face, mas só acho difícil defender o sus, que apesar de fornecer medicamentos de graça e tratamentos top a poucos mantem tanta filas, falta de leitos e sucateamento…
Talvez fosse hora dos politicos serem obrigados a utilizar-se apenas do SUS, do transporte público e serem assalariados..
No fundo acho que a gente adora ser feito de bobo, né… é como esses passeios do Kassab de metrô até o Itaquera, em vagão “exclusivo” dizendo que o sistema está perfeito!!!
Eu não acho que falte dinheiro ou investimento para a saúde no Brasil. Muito menos que seja necessário a criação de qualquer tipo de imposto para isso. O dinheiro existe e até sobra, é só ver o que o governo já arrecadou esse ano (mais de R$ 1,2 trilhão até agora). O que falta é eficiência, competência, comprometimento, responsabilidade, ética, agilidade e integridade com a aplicação dos recursos.
Cuba fez muito pela medicina com muito pouco. É a prova de que todos podem fazer. Ferramentas para uma boa administração existem. Nós estamos no ano de 2011 e tecnologia para ajudar não falta. O que falta é vontade. O que sobra é corrupção e impunidade.
[...] A Força do SUS [...]
Cnceição:
Trabalhei como funcionária pública na área da saúde por 6 anos, portanto tenho um pouco de conhecimento sobre o assunto. Reitero a sua observação de que a maioria das pessoas que fizeram o infeliz comentário no Facebook e Tweeter desconhecem completamente o SUS. Só replicam as reclamações que ouvem nos noticiários. Sempre tive plano de saúde particular, mas confesso que após minha experiência com o SUS, vejo, que apesar de ainda precisar melhorar e muito ( assim como os particulares) o SUS tem mais pontos positivos do que negativos. Um exemplo disso é o PSF- Programa da Saúde da Família, que trabalha, sobretudo, com prevenção de doenças e manutenção da saúde junto às comunidades mais carentes. É um trabalho lindíssimo, com pessoas comprometidas e dedicadas, além de trabalhar de forma integral com outras secretarias das prefeituras, fechando valas a céu aberto, por exemplo. Funciona. Sobre o ódio embutido nas malfadadas manifestações sobre a saúde de Lula, penso, que no mínimo é falta de humanidade.e o Texto é muito esclarecedor
Forte abraço
Conceição, tudo jóia?
Direto do twitter do Bob Fernandes (que pegou da Bárbara Gancia), um texto que fala muito bem da questão do SUS:
http://purplesofa.wordpress.com/2011/11/01/eu_o_sus_e_tals/
Abraços
PS: A autora do texto fala com conhecimento de causa, pois é usuária do sistema e faz tratamento contra Esclerose Múltipla.
Tudo muito legal e bonito. Mas a mãe da minha amiga morreu, pois foi a falência renal dela foi diagnosticada com atraso e, para piorar, no dia fatídico, o pessoal não teve a decência de mandar uma ambulância para a casa da minha amiga, pois achou que a convulsão que a mãe dela estava tendo era “frescura.”
Quem usa uma nota do Ministério da Saúde para tentar defender esse sistema não depende de um hospital público, como eu.
Não desejo que o ex-presidente morra e nem sofra. Eu só quero igualdade. Se eu e a mãe de minha amiga temos que usar um hospital público para nos tratarmos, por que ele, que contribuiu para a situação do nosso saúde (afinal ele foi presidente e mandou neste país) não pode usar?
Em tempo: o Rovai fala em imposto sobre fortunas, que eu concordo, mas não podemos esquecer a CSS, esta super arma contra a sonegação . Devemos aproveitar este momento em que nossas elites estão “tão preocupadas” com o SUS. Seria uma boa resposta pra essa gente, apesar que estou muito a fim é de mandar muita gente tomar no c……( desculpas antecipadas se houver leitor menor de idade, mas o saco transbordou)
Conceição, gostei da idéia do rovai pra debater o “tributo da saúde”. Acho que os movimentos sociais, blogosfera e certo partido outrora combativo ( que saudade!!!!) deveriam aproveitar este momento triste pra criar algo produtivo. http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/10/31/o-cancer-do-odio-e-um-imposto-sobre-fortunas-para-financiar-a-saude/
desculpa em se pode parecer de mal gosto, mas só para lembrar o presidente Lula perdeu um dedo (aquele a diverte a alguns) no atendimento em saúde pública, assim como a primeira esposa grávida, o que também não deve se motivos de piadas, mas sabe como é:”"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”
Fui advogada de uma Secretaria de Saúde municipal e posso garantir q se algum estado ou município não está bem equipado ou abastecido a culpa é EXCLUSIVA do município ou estado em questão. O governo Lula (na época era o Lula o presidente) investiu muuuito na saúde! A Funasa só faltava por os municípios no colo para que justificassem os convênios e, dessa forma, tais municípios não terem o valor reduzido ou cortado! Inúmeros municípios perdem verbas destinadas para saneamento básico por falta de projeto (ou pq desviam o dinheiro e não justificam o gasto) Quem trabalhou na administração pública do setor de saúde sabe a diferença do que foi investido na saúde na época do Lula (imagino que continue assim no governo Dilma – não estou mais na área) para a época do FHC, quando tínhamos que mendigar recursos!