Laudo médico confirma o assassinato de Chiarello
Por José Dirceu
O laudo médico da morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) de Chapecó (SC) atesta que sua morte se deu por traumatismo craniano e asfixia mecânica. Ou seja, confirma as denúncias de seus colegas de assassinato. “A cena do crime foi muito bem armada. Coisa de profissional, mas desde o início sabíamos que se tratava de assassinato”, afirmou José Fritsch, ex-prefeito da cidade, ex-ministro da Pesca no governo Lula, ex-deputado federal e atual presidente estadual do PT em Santa Catarina.
Chiarello foi encontrado supostamente enforcado, numa simulação de suicídio. Segundo Fritsch, no entanto, Chiarello era um militante muito ativo, com forte atuação junto aos movimentos populares e sociais da região. “Ele estava denunciando um esquema pesado de corrupção na prefeitura. Inclusive, conseguiu que o Ministério Público afastasse um sub-prefeito em função de desvio de recursos públicos”, informa o dirigente estadual.
Fritsch comenta que há menos de um mês outra morte misteriosa deu-se na cidade. Robson Gonçalves, um professor ex-diretor de escola, que também denunciava o esquema de corrupção na prefeitura, foi encontrado morto num suposto acidente de moto. “Ele morreu de manhã e já às 11h00 o haviam enterrado, sem qualquer velório, sob o argumento de que não tinha família”, conta o ex-ministro do governo Lula.
Esquema assassino de assalto ao poder
Para o dirigente local, Chapecó, cidade que governou por 6 anos, foi “tomada por um esquema de assalto ao poder”, sem pudores. “Lançam mão até de assassinatos”, denuncia. Fritsch informa que a direção nacional do partido enviou o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh para acompanhar as investigações sobre a morte do vereador.
A deputada federal por Santa Catarina, Luci Choinacki (PT) ressalta que Chiarello era uma grande liderança local, principalmente junto aos movimentos sociais, de sem terra, das mulheres trabalhadoras do campo e de pescadores, com bom trânsito na Igreja e sindicatos locais. “Seu trabalho também consistia em fiscalizar o destino dos recursos públicos”, conta ela. Para a deputada, o vereador era um elo entre os movimentos e o poder público. “Tinha um papel essencial”, comenta.
Luci repudia o assassinato brutal do companheiro de partido e elogia a voz firme, corajosa e exemplo de honestidade que Chiarello representava. Ela conta que o partido deverá exigir que sua cadeira na Câmara dos Vereadores de Chapecó não seja ocupada enquanto as investigações não cheguem aos mandantes do crime. “Estamos confiantes de que a Justiça punirá esse ato de barbárie”, afirma.
E por aqui, neste blog, seguiremos acompanhando as investigações.
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Tags: assassinato de Chiarello · PT de Chapecó (SC)8 Comments

A RBS é um lixo mesmo de emissora!!!!!
Tem seres humanos piores que rato de esgoto,são explorados em seus salários e ainda riem e votam naqueles que os exploram.E quando tem um ser humano que surge e aponta para rumos melhores para o povo trabalhador ,matam sem dó,essas seres humanos se é assim que da para falar a alma é tomada pelo demônio,porque quem é de DEUS tem temor a DEUS e somente faz o bem pelas pessoas é honesto e jamais vai se corromper no caso no nosso vereador Marcelino.O povo clama por justiça,é preciso desvendar ,descobrir e jogar essas assassinos em praça publica e deixar o povo trabalhador fazer justiça.Doa a quem doer,porque pessoas do bem não fazem uma barbarie dessas,são ratos de esgoto do mal.E essas precisam ser estintos,caso contrário além de assasssinar uma pessoa de fé ,do bem, que lutava contra corupção ,teremos que pagar com nossos imposto para que fiquem presos,é mais revoltante ainda.No momento que cada ser humano se voltar para dentro de si e começar a refletir sobre o que é filosofia de vida,não teremos seres humanos pensando em maldade.
A prefeitura de chapecó, vem sendo saqueada, pelos políticos atuais, a tempo, um exemplo é o contrato da prosul, para serviços de georreferenciamento, a empresa vendeu imagens que a prefeitura já tinha, mas fez questão de pagar de novo, por que será? outros casos…são inúmeros….de funcionários (comissionados..lógico….) que mesmo envolvidos em denúncias, que teve repercussão até na RBS, foram simplesmente passados a outra secretaria, e hoje ainda ocupam cargo público! justiça haverá de ser feita, infelizmente, um homem bom e honeste precisou morrer para que viesse a tona a robalheira!
A culpa dessa “máfia” estar aí é da antiga administração que não teve competencia para permanecer, o que estão dizendo aqui é que o povo de chapecó é cumplice da “máfia” porque elegeu eles com a maioria esmagadora de votos nas urnas,
vamos deixar de fazer políticagem com a desgraça alheia,o que fizeram com o Marcelino foi uma covardia inominável, e queira Deus que encontrem os culpados, mas até lá,vamos parar de apontar o dedo para alguem que pode ser inocente,apesar que eu acho que sendo crime político ou não,vão usar a imagem dele em palanque para fins eleitoreiros.
Por que a imprensa local nào está dando cobertura ao caso, somente a imprensa nacional está noticiando o caso sera que a imprensa local faz parte desse esquema de assalto ao poder publico?
Chapecó é mesmo governada por uma máfia, que certamente é intimamente ligada ao governo do Estado de Santa Catarina. Por ordem:
1) José Cláudio Caramori: irmão do quase “vitalício” deputado estadual Reno Caramori. Eles são proprietários de uma grande empresa de transporte público rodoviário, com uma enorme frota de ônibus, a Reunidas. Estranhamente, a Reunidas é a única empresa que pode fazer o transporte das pessoas do Oeste e Extremo-Oeste rumo à capital do estado. Foi um monopólio concedido pela ALESC. Aliás, esse Reno já foi até Secretário dos Transportes…
3)João Rodrigues, ex-prefeito de Pinhalzinho (oeste de SC), ex-prefeito de Chapecó (antecessor do Caramori, que assumiu a prefeitura recentemente), e atual deputado estadual. Já foi condenado a 5 anos de prisão por fraude em licitação.
4) Antonio Gavazzoni, procurador do município de Chapecó, logo em seguida, passou a Secretário de Estado da Administração em SC, depois passou a suplente do senador (e ex-governador) Luiz Henrique da Silveira. Agora é presidente da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). Teve uma acenção meteórica na carreira público-política.
5)Gelson Merísio, presidente da ALESC, deputado estadual, é de Xanxerê, cidade próxima de Chapecó. É cunhado do Gavazzoni, e sua esposa, que à época morava em Xanxerê (sempre morou lá), foi nomeada Secretária da Educação de Chapecó, mesmo não tendo nenhum vínculo político com tal cidade. E isso foi na Administração do João Rodrigues. Aliás, o primeiro mandato de Merísio na Alesc foi como suplente do João Rodrigues.
Se alguém for investigar tudo que há por trás dessas pessoas, verá que essas relações privadas tem um impacto mto forte na vida pública de Santa Catarina….e penso que muito forte para o lado beeem negativo.
5) Gelson Merísio
Moro no planalto norte de SC e tive o prazer de conhecer essa pessoa. Calaram a voz desse politico honesto. Muito entristecida.
A RBS está dando ao caso a cobertura devida?