Maria Frô

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Luta na terra de Makunaima, documentário feito pelo jornalista ‘bandeirante’

janeiro 8th, 2012 by mariafro

Em 2008, o jornalista Luiz Carlos Azenha fez este documentário, exibido pela TV Cultura durante o auge do conflito entre arrozeiros e os povos Macuxi, Wapixana, Taurepang entre outros na luta pela homologação das terras da Raposa Serra do Sol.

Para os que já conhecem vale a pena ver de novo e para os que não conhecem e participaram do bullying twitesco contra Azenha, também vale a pena assistir, vão aprender muitas coisas, mas principalmente como se faz uma boa reportagem.

PS. O título é obviamente uma ironia.

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4 responses so far ↓

  • [...] que para essa região do Maranhão se faça uma grande reportagem no estilo do documentário que Luiz Carlos Azenha fez sobre a Raposa Serra do Sol ou que Gustavo Costa produziu sobre os Kaiowá. Espero realmente [...]

  • Que Absurdo gente!!!

    Neste pedaço farto de terra que é o Brasil, cabem

    todos (as), brancos, indios, negros, amarelos.

    Mas, o homem é mercenário, por aqui impera sempre a lei do

    mais forte.

    Em alguns casos, é alivio se lembrar de que nós voltaremos

    para a própria terra e que somos impotentes a evitar isso.

  • A “politica indigena” é uma bobagem e vai dar meleca lá na frente. Espero estar errado.

    Estes fazendeiros, que são minoria, se acham os donos do mundo e sempre estão de mãos dadas com o poder publico e os “juízes” desajuizados. Tem que ir para a cadeia sim! Mas nao vao pois o Collor nao quis acabar com a roubalheira/impunidade, o FHC tambem nao nem o Lula… e por ai vamos…

    Por outro lado este papo de “índio” é uma malandragem. A pessoa ouve a palavra índio e pronto… ja imagina um índio daqueles que não existem, e se existe são tão poucos que a gente nem sabe onde eles estão… na verdade estão morrendo pois não estão adaptados para a “modernidade”. E este é um problema, pq em uma sociedade igualitária ninguém deve ou deveria ter mais privilégios que outros. Os que começam a receber privilégios descabidos passam a ter um discurso racista, como o discurso de “índios” que dizem assim: “Eu posso ter uma arara pois é um animal de estimação de índio e eu sou índio vc nao!” (ai vc vai ver a arara ta toda detonada os cachorros com sarna uma miseria); “eu tenho direito a terra pois meus ancestrais viviam aqui antes do homem branco chegar” e todas estas bobagens… se for assim eu tbm sou indio mano!!!!

    … so que na real o que esta acontecendo é que estas imensas faixas de terras indígenas no Norte do Pais estão virando uma verdadeira “faixa de gaza”, ninguém pode entrar la dentro ( e tem lugar que tem pedágio indígena, acredita???!!!) e assim se esconde um grande problema e todo tipo de maracutaia…

    … nao tem hospital, nem escola, nem saneamento, nem policia nem nada, tem pilantra que diz que tem mas é mentira e tem cineasta, artista e tal que compra estas ideias falsas… mas tem subnutrição, muita ignorancia, meninas engravidando com 11 anos, a galera sem dente na boca com 20 anos, e a lei sendo feita pelas próprias mãos, é so andar pelo Norte e ver tudo isso acontecendo, mas os jornalistas nao teem tempo… eu tenho e vejo.

    Na real todo mundo tem direito a casa, comida, educação, saúde etc e tal é so fazer isso funcionar mas a politica indigena é mais uma forma de maquiar a coisa, manipular mesmo… deixam os “indios” na reserva e pronto não se fala mais disto ate que o governo la na frente ache um jeito de explorar aquelas terras, enquanto isso quem explora são os bandidos com o aval dos “indios”. Sacou? Eu mesmo “ganhei” se quisesse terras indígenas de varias “etnias” – na verdade é tudo caboclo – e regiões que ja visitei, vai vendo…. é o Ó do borogodó.

    O cara usa e quer televisão, nergia eletrica obvio, barco com motor sei la quanto de potencia, bolacha, coca cola e tal; usa nike, reebok, celular e qd vão se apresentar por ai ou dar entrevistas vestem um cocar mequetrefe e se dizem “indios”… ate ai td bem estão se auto denominando e aproveitando de um direito e isso é bom o problema é que nao existe educação, estudo, profissionalização para esta galera e no fim querem seus direitos mas e a contrapartida??? participei de reuniões no Norte em que os “indios” estavam aprendendo a fazer farinha para poderem ter sua terra, para provarem que são “indios”, é surreal…… e vao fazer o que com a terra??? vender oras…

    Vivem de farinha e peixe e caça, e aquela criançada toda faminta… pois a natureza ja nao alimenta todo mundo mesmo pq estes “indios” ja nem sabem caçar, fazer farinha, plantar ou se sabem so fazem para subsistencia e fazem muitos filhos e fica tudo na miseria… nao adianta muita coisa, mas talvez seja um caminho… sera que depois de amanha alguem vai resolver desenvolver de forma inteligente estas grandes extensões de terra??? sei não…. mas existem projetos sim, vou postar um doc dentro de alguns dias… e tbm existem muitos “indios” – o ser humano é uma viagem… – altamente articulados que sabem que para sair da miseria que se encontram naõ basta terra mas estudo, principalmente estudo… estes estudaram e procuram com muita luta reverter este quadro.

    O Azenha é muito bom, do bem mesmo, mas… é jornalista destes de emissora de televisão e nao tem tempo de conhecer nada direito fica tudo pela metade. Eu pergunto a estes jornalistas qt tempo eles vivem na região que pretendem trabalhar? Se envolvem com os problemas locais? Moram nestas localidades a quanto tempo??? E caso vivam esta experiencia terão coragem de desconstruir sua fantasias construídas em cima de um discurso ideológico falso que so acredita quem nunca viveu no campo ou na floresta ou no Pantanal???? Eu nunca vi isto acontecendo…

    Precisamos de uma politica desenvolvimentista e sustentável e isso só é viável com tecnologia e pessoas em condições de entender e manusear estas tecnologias, caso contrário estaremos fadados ao fracasso. Precisamos inserir estas comunidades que se dizem “indigenas” no seculo XXI.

    Pelo sangue de Tupã!!!

    Vida longa a estes “bandeirantes” do bem e aos caboclos que se dizem “indios”.

    QUEM NAO LUTA TA MORTO!

  • O velho e verdadeiro poema.
    Na medida para o imprescindível jornalista:

    “OS QUE LUTAM
    Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
    Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
    Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
    Porém há aqueles que lutam TODA A VIDA;
    esses são os imprescindíveis”.
    (Bertolt Brecht)