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Folha precisou ir até as Filipinas pra falar das manifestações do 8 de Março

março 9th, 2012 by mariafro

Igor Felippe do MST observa:

As mulheres fizeram marchas por todo o Brasil. Só as mulheres da Via Campesina realizaram protestos em 11 estados, além do Distrito Federal, para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres, cobrando da presidenta Dilma Rousseff a realização da Reforma Agrária, um novo modelo agrícola baseado em pequenas propriedades e o veto das mudanças no Código Florestal.

Entre as manifestação, foram realizadas quatro ocupações (de dois latifúndios, um engenho e uma empresa), três protestos no Incra (com duas ocupações) e quatro marchas (abaixo, saiba mais das ações). E a Folha atenta apenas às mulheres das Filipinas, Turquia, Egito e os EUA… Por quê?

Porque a Folha está pouco interessada no dia Internacional das Mulheres, na Reforma Agrária, na justiça social, a Folha se dá ao trabalho de achar ‘pesquisadora’ herdeira de Pondé, Who pra dizer que o feminismo é uma desgraça, que sequer existe desigualdade de gênero, como nos informa Rita Casaro:

A Folha deS. Paulo se superou no besteirol e no descompromisso com o debate sério e publicou hoje, 8 de março, artigo de uma certa filósofa (?!) para desqualificar o feminismo. Segundo a moça, não há discriminação ou qualquer tipo desigualdade e dizer o contrário é delírio. Após um arrazoado sem pé nem cabeça, declara: “não devo nada ao feminismo.”
Curioso que aqui mesmo em São Paulo, mais de cinco mil mulheres ocuparam as ruas, como nos informa o Vermelho: Oito de março: marcha reúne 5 mil em São Paulo. Mesmo que a Folha fosse cega às mulheres do campo, cinco mil mulheres na cidade ‘atrapalharam’ o trânsito para chamar a atenção para o dia de luta. Mas a Folha não está interessada nas lutas das mulheres brasileiras.

Mulheres vão às ruas pelos seus direitos

Manifestações são organizadas em lugares como Filipinas, Turquia, Egito e os EUA

DIOGO BERCITO, DE SÃO PAULO, FOLHA DE SÃO PAULO

9/3

De véu, de óculos escuros, de peitos de fora. Mulheres protestaram ontem ao redor do mundo como quiseram ou puderam, participando de manifestações em países de tolerância e igualdade de gênero variadas como Filipinas, Egito, China e EUA.

Entre as demonstrações públicas do Dia Internacional da Mulher, a Turquia servia ontem como microcosmo da luta feminina, ao reunir em seu território três acontecimentos relativos à data.

Primeiro, o Parlamento aprovou um pacote de leis voltado à proteção de mulheres e crianças. A Turquia trava batalha contra práticas como o assassinato de mulheres acusadas de ter manchado a reputação alheia.

A afinidade do país com os valores ocidentais é discutida há anos pela União Europeia, bloco ao qual tenta aderir.

Depois, enquanto celebrava a aprovação dessas leis, o país debatia o assassinato de Diyar Bengitay, 40, morta ontem em Istambul por um membro de sua família.

Ela havia deixado sua casa após discutir com o marido.

Por fim, integrantes do grupo feminista ucraniano Femen tiraram as blusas e fizeram um protesto-topless, manifestando-se contra o abuso de mulheres na Turquia.

“Foi um dia incrível”, afirma Lydia Frempong, porta-voz do grupo International Women’s Day, criado em 2001 para incentivar a manifestação global a respeito do tema.

Frempong cita protestos globais -vistos desde Londres, em que a organização está baseada, até o Cairo, onde centenas marcharam pedindo que metade da Assembleia Constituinte seja formada por mulheres.

“A situação da mulher depende muito do país. Em locais como Afeganistão e Índia, ela ainda não tem contato com a educação e é oprimida”, diz.

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