Mino Carta chuta o pau da barraca: “Os caluniadores são, antes de mais nada, covardes.”

Maria Frô
Por Maria Frô junho 1, 2012 13:26

De volta ao passado
Mino Carta, Editorial da Carta Capital
01/06/2012

Mino Carta é um chato, se pudesse reescreveria os Evangelhos. Inimigo do regime, Geisel o detestava, mas não tinha rabo preso.” De um depoimento de João Baptista Figueiredo, gravado em 1988 durante um churrasco amigo e divulgado após a morte do último ditador da casta fardada.

No final de 1969, esta capa foi o maior desafio de Veja à ditadura, mas já a da primeira edição dera problemas

É do conhecimento até do mundo mineral que nunca escrevi uma única, escassa linha para louvar os torturadores da ditadura, estivessem eles a serviço da Operação Bandeirantes ou do DOI-Codi. Ou no Rio, na Barão de Mesquita. E nunca suspeitei que a esta altura da minha longa carreira jornalística me colheria a traçar as linhas acima. Meu desempenho é conhecido, meus comportamentos também. Mesmo assim, há quem se abale a inventar histórias a meu respeito. Alguém que, obviamente, fica abaixo do mundo mineral.

Não me faltaram detratores vida adentro, ninguém, contudo, conseguiu provar coisa alguma que me desabonasse. Os atuais superam-se. Um deles se diz jornalista, outro acadêmico. Pannunzio & Magnoli, binômio perfeito para uma dupla do picadeiro, na hipótese mais generosa de uma farsa cinematográfica. Esmeram-se para demonstrar exatamente o que soletro há tempo: a mídia nativa prima tanto por sua mediocridade técnica quanto por sua invejável capacidade de inventar, omitir e mentir.

Afirmam que no meu tempo de diretor de redação de Veja defendi a pena de morte contra “terrorristas”, além de enaltecer o excelente trabalho da Oban. Outro inquisidor se associa, colunista e blogueiro, de sobrenome Azevedo. E me aponta, além do já dito, como um singular profissional que não aceita interferência do patrão. Incrível: arrogo-me mandar mais do que o próprio. Normal que ele me escale para o seu auto de fé. O Brasil é o único país do meu conhecimento onde os profissionais chamam de colega o dono da casa.

Não há nas calúnias que me alvejam o mais pálido resquício de verdade factual. Os textos que me atribuem para baseá-las nascem de uma mistificação. Pinçados ao acaso e fora do contexto, um somente é de minha autoria e nada diz que me incrimine. E pouparei os leitores de disquisições sobre minha repulsa visceral, antes ainda que moral, à prisão sem mandado, à tortura e à pena de morte. Quando o Estadão foi pioneiro na publicação de um artigo assinado Magnoli, limitei-me a escrever um breve texto para o site de CartaCapital, destinado a contar a história de outra peça de humorismo, escrita em 1970 por um certo Lenildo Tabosa Pessoa, redator, vejam só, do Estadão, e intitulada O Senhor Demetrio. Ou seja, eu mesmo, marcado no batismo por nome tão pesado.

A bem de minha honra, Geisel me detestava. Foto: AE

Lenildo pretendia publicar seu texto no jornal, os patrões, Julio de Mesquita Neto e Ruy Mesquita, não deixaram. Surgiu em matéria paga o retrato de um hipócrita pretensamente refinado que, como Arlequim da política, servia ao mesmo tempo Máfia e Kremlin. O senhor Demetrio, de codinome Mino. Diga-se que Lenildo encontraria eco três anos depois no programa global de um facínora chamado Amaral Neto, também identificado como Amoral Nato, que repetia Lenildo no vídeo. Como se vê, tom e letra das calúnias estão sujeitos a mudanças ideológicas.

Ao negarem espaço nas páginas da sua responsabilidade à diatribe de Lenildo, os herdeiros do doutor Julinho quiseram respeitar a memória do meu pai, que trabalhou no Estadão por 16 anos, e meu honesto e leal desempenho na criação daEdição de Esporte e do Jornal da Tarde. O Estadão, evidentemente, não é mais o mesmo. Lenildo e Amaral Neto me tinham como perigoso subversivo de esquerda. Em compensação, hoje sou acusado de ter dirigido naquele mesmo 1970 uma Veja entregue “à bajulação, subserviência e propaganda da ditadura”. É espantoso, mas a semanal da Abril em 1970 era submetida à censura exercida na redação por militares. Eu gostaria de saber o que acham os senhores Pannunzio, Magnoli e Azevedo a respeito de quem na mídia brasileira se perfilava illo tempore ao lado da ditadura. Ou seja, quase todos.

E Arci, impávido, ofereceu a cabeça de Millôr Fernandes ao ministro Golbery. Fotos: Marcelo Carnaval e Manoel Amorim/Ag O Globo

Quem, de fato foi censurado? Os alternativos, então chamados nanicos, em peso, do Pasquim aOpinião, que depois se tornariaMovimento, sem exclusão de O São Paulo, o jornal da Cúria paulistana regida por dom Paulo Evaristo Arns. A Veja, primeiro por militares, depois por policiais civis no período Médici. Com Geisel, passou a ser censurada diariamente, de terça a sexta, nas dependências da Polícia Federal em São Paulo, e aos sábados, à época dia de fechamento, na própria residência de censores investidos do direito a um fim de semana aprazível. Enquanto isso, Geisel exigia que os alternativos submetessem seu material às tesouras censórias em Brasília, toda terça-feira.

Sim, o Estadão também foi censurado e com ele o Jornal da Tarde. A punição resultava de uma briga em família. O jornal apoiara o golpe, mas sonhava com a devolução do poder a um civil, desde que se chamasse Carlos Lacerda. Este não deixava por menos nas suas aventuras oníricas. O Estadão acabou sob censura, retirada contudo em janeiro de 1975, no quadro das celebrações do centenário do jornal. Carlos Lacerda foi cassado. Diga-se que ao Estadãopermitia-se preencher os espaços vagos deixados pelos cortes com versos de Camões, em geral bem escolhidos, e ao Jornal da Tarde com receitas de bolo, às vezes discutíveis. O resto da mídia não sofreu censura. Não era preciso.

Julio Neto e Ruy Mesquita não dariam espaço às calúnias de um tal de Magnoli. Fotos: Alfredo Fiaschi/AE e AE

Quando me chamam para fazer palestras em cursos de jornalismo, sempre me surpreendo ao verificar que o enredo que acabo de alinhavar é ignorado pelos alunos e por muitos professores. Acham que a censura foi ampla, geral e irrestrita. Meus críticos botões observam que me surpreendo à toa. Pois não se trata de futuros Pannunzios, Magnolis e Azevedos? No caso deste senhor Reinaldo, vale acentuar uma nossa específica diferença. Não me refiro ao fato de que eu reputo Antonio Gramsci um grande pensador, enquanto ele o define como terrorista. A questão é outra.

Ocorre que, ao trabalhar e ao fazer estágios na Europa, entendi de vez que patrão é patrão e empregado é empregado, e que para dirigir redações o profissional é chamado por causa de sua exclusiva competência. Ao contrário do que se dá no Brasil, por lá não há diretores por direito divino. Por isso, ao deixar o Jornal da Tarde para tomar o comando dos preparativos do lançamento de Veja, me senti em condições de exigir certas garantias.

No Estadão tivera um excelente relacionamento com a família Mesquita, fortalecido pela lembrança que cultivavam de meu pai, iniciador da reforma do jornal que Claudio Abramo aprofundou e completou. Gozei na casa então ainda do doutor Julinho, filho do fundador, de grande autonomia, aquela que facilitou a criação de um diário de estilo muito próprio, arrojado na diagramação, em busca de qualidade literária no texto. Estava claro, porém, que a linha política seria a da família. Com os Mesquita me dei muito bem, foram de longe meus melhores patrões, talvez os remanescentes não percebam que por eles tenho afeto, embora, saído doEstadão, não me preocupasse em mostrar que minhas ideias não coincidiam com as deles.

E Golbery, gélido, disse: “Eu não pedi a cabeça de ninguém, senhor Civita”. Foto: AE

Convidado finalmente pelos Civita para a empreitada de Veja, solicitei uma liberdade de ação diversa daquela de que gozara no Jornal da Tarde. Só aceitaria o convite se os donos da Abril, uma vez definida a fórmula da publicação, se portassem como leitores a cada edição, passível de discussão está claro, mas a posteriori, quer dizer, quando já nas bancas.

Pedido aceito. A primeira Veja, espécie de newsmagazine à brasileira, foi um fracasso. Além disso, já irritou os fardados por trazer na capa a foice e o martelo. A temperatura subiu com a segunda capa, a favor da Igreja politicamente engajada. A quinta, com a cobertura do congresso da UNE em Ibiúna, foi apreendida nas bancas. E também o foi aquela que celebrou a decretação do AI-5 no dia 13 de dezembro de 1968. Tempos difíceis. Mas a edição de mais nítido desafio aos algozes da ditadura é de mais ou menos um ano depois. A chamada de capa era simples e direta: “Torturas”, em letras de forma.

A história desta reportagem começou cerca de três meses antes, com uma investigação capilar conduzida por uma equipe de oito repórteres encabeçada por Raymundo Rodrigues Pereira. Foram levantados 150 casos, três deles nos detalhes mínimos. Emílio Garrastazu Médici acabava de ser escolhido para substituir a Junta Militar e pela pena do então coronel Octavio Costa acenava em discurso, pretensamente poético ao declinar a origem do novo ditador por dizê-lo vindo do Minuano, à necessidade do abrandamento da repressão. Raymundo e eu recorremos a um estratagema, e saímos com uma edição anódina para celebrar o vento gaúcho. Falávamos da posse, da composição do ministério, do discurso. Chamada de capa: “O Presidente Não Admite Torturas”.

Ofereço este número de Veja à aguda análise de Pannunzios, Magnolis, Azevedos e quejandos. (Nada a ver com queijo.) Bajulação e subserviência estão ali expostas da forma mais redonda. Naquele momento, a mídia foi atrás de Veja, e por três dias falou-se mais ou menos abertamente de tortura. Logo veio a proibição, que Veja ignorou. Na noite de sexta-feira a reportagem da equipe de Raymundo descia à gráfica para arrolar 150 irrefutáveis casos de tortura, dos quais três em detalhes. Ao mesmo tempo, eu mandava cortar os telefones da Abril para impedir ligações de quem pretendesse interferir, autoridades, patrões e intermediários. A edição foi apreendida nas bancas, e logo desembarcou na redação a censura dos militares.

Este sim, “nosso Trotski”, a Arci pediu minha cabeça e conseguiu. Foto: AE

Quando ouvi falar em distensão pela primeira vez, meados de 1972, pela boca do general Golbery, à época presidente da Dow Chemical no Brasil, pareceu-me possível alguma mudança na sucessão de Médici. De fato, Golbery, que vinha de conhecer, articulava na sombra a candidatura de Ernesto Geisel, títere sob medida para as suas artes de titereiro. Meados de 1973, assenta-se a candidatura obrigatória de Geisel. Alguns meses após, ministério em gestação, Golbery, futuro chefe da Casa Civil à revelia de Médici, me sugere uma conversa com o recém-convocado para a pasta da Justiça, Armando Falcão. Assunto: fim da censura em clima de distensão.

Conversei duas vezes com Falcão enquanto Roberto Civita entre janeiro e fevereiro de 1974 apontava em Hugh Hefner um notável filósofo da modernidade. Mal assumiu a pasta, dia 19 de março de 1974, Falcão chamou-me a Brasília para comunicar que a censura se ia naquele instante. Sublinhei: “Sem compromisso algum de nossa parte”. “Claro, claro”, proclamou, e me deu de presente seu livro de recente publicação, intitulado A Revolução Permanente. Mais tarde Golbery comentaria: “Falcão é o nosso Trotski”.

Três semanas após, a censura voltou, mais feroz do que antes. Duas reportagens causaram a costumeira irritação, fatal foi uma charge de Millôr Fernandes. Em revide, decretava-se que a censura seria executada em Brasília às terças-feiras. Fui visitar Golbery no dia seguinte, eu estava de veneta rebelde, levei meus dois filhos meninotes, e andei pela capital federal de limusine. No meu livro de próxima publicação, O Brasil, a sair pela Editora Record como O Castelo de Âmbar, descrevo assim a visita ao chefe da Casa Civil.

“A secretária do ministro, dona Lurdinha, senhora de modos caseiros, redonda rola sobre o carpete sem perder o sorriso, chega-se ao meu ouvido, murmura: “Veio também o senhor Roberto Civita, quer ser recebido mas não tem hora marcada”. Não deixo que o tempo se estique inutilmente, tomo a visão panorâmica da antessala e vejo Arci, entalado em uma poltrona com expressão perdida na paisagem da savana descortinada além das vidraças. “Que faz aqui?” E ouço meu próprio latido.
“Vici me contou que você viria, e eu gostaria…”
“Você não pediu audiência, não tem hora”, proclamo.

Ele insiste, à beira da imploração. O meu tom chama a atenção de Manuela e Gianni, encaram a cena sem entender o assunto, percebem porém que o pai está muito irritado, enquanto o outro tem jeito de pedinte. Lurdinha traz uma laranjada para as crianças e avisa que o general está à espera. Admito: “Você entra comigo, mas se compromete a não abrir a boca”. Ele promete.

Na conversa que se segue no gabinete da Casa Civil, o meu argumento é óbvio, Veja é uma revista semanal que encerra o trabalho na noite de sábado e vai às bancas às segundas-feiras, obrigá-la a submeter textos e fotos aos censores na terça significa inviabilizá-la. Pergunto a Golbery: “Os senhores pretendem que Veja simplesmente acabe?” Não, nada disso. “Então é preciso pôr em prática outro sistema.”

O chefe da Casa Civil entende e concorda. Diz: “Vá até o Ministério da Justiça, fale com Falcão, a Lurdinha já vai avisá-lo, diga a ele que vamos procurar uma saída até amanhã no máximo, a próxima edição tem de sair regularmente”.
Golbery fica de pé, hora da despedida. O general não conhecia o patrãozinho que até aquele momento cumpriu a promessa feita na antessala. E de supetão abre a boca: “General, se o senhor acha que devemos tomar alguma providência em relação ao Millôr Fernandes…”
Golbery fulminou-o: “Senhor Civita, não pedi a cabeça de ninguém”.

Poucos entenderam que o Minuano poderia despertar ciclones. Foto: Reprodução

Vici e Arci, ou seja, Victor Civita e Roberto Civita, assim se chamavam no castelo envidraçado à beira do Tietê, esgoto paulistano ao ar livre. Esse entrecho já o desenrolei em O Castelo de Âmbar sem merecer desmentido e o próprio Millôr o colocou no ar do seu blog logo após a publicação no final de 2000. Ao sair do gabinete de Golbery, eu disse a Roberto Civita “você é mesmo cretino”, como depois o definiria na conversa de despedida com o pai Victor, mas poderia dizer coisa muito pior. Quanto à minha saída da direção de Veja e de conselheiro board abriliano, descrevi o evento em editorial de poucas semanas atrás. Faço questão de salientar, apenas e ainda, que não fui demitido, e sim me demiti para não receber um único centavo das mãos de um Civita, nem que fosse a comissão pelo empréstimo de 50 milhões de dólares recebidos pela Abril da Caixa Econômica Federal, juntamente com o fim da censura, em troca da minha cabeça. A revista prontamente caiu nos braços do regime.

A partir daí, tive de inventar meus empregos para viver. Ou por outra, para viver com um salário infinitamente menor (insisto, infinitamente) do que aquele dos importantes da imprensa, e nem se fale daqueles da televisão. Ganham mais que os europeus e de muitos americanos. Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias de Pannunzios, Magnolis e Azevedos, e de vários que os precederam. Muito representativos de uma mídia que manipula, inventa, omite e mente. Observem os fatos e as mentiras da atualidade imediata, o caso criado pelo protagonismo de Gilmar Mendes e pela ferocidade delirante dos chapa-branca da casa-grande. Além do mais, há em tudo isso um traço profundo de infantilidade, um rasgo abissal, a provar o estágio primitivo da sociedade do privilégio, certa de que a senzala aplaude Dilma e Lula e mesmo assim se conforma, resignada, dentro dos seus habituais limites.

Os caluniadores são, antes de mais nada, covardes. Sentem as costas protegidas pela falta generalizada de memória, ou pela pronta inclinação ao esquecimento. Pela impunidade tradicional garantida por uma Justiça que não pune o rico e poderoso. Pelo respaldo do patrão comprometido com a manutenção do atraso em um país onde somente 36% da população conta com saneamento básico, e 50 mil pessoas morrem assassinadas ano após outro. Confiam no naufrágio da verdade factual, pela enésima vez, e que tudo acabe em pizza, como outrora se dizia, a começar pela CPI do Cachoeira e pela pantomima encenada por Gilmar Mendes. E que o tempo, vertiginoso e fulminante como sempre, se feche sobre os fatos, sobre mais uma grande vergonha, como o mar sobre um barco furado.

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Maria Frô
Por Maria Frô junho 1, 2012 13:26
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7 Comentários

  1. RUBENS LEITE FILHO junho 1, 16:40

    Tudo bem que o Mino Carta não defendeu pena de morte a “terroristas”; contudo, sempre criticou o asilo político concedido pelo estado brasileiro ao escritor italiano Césare Battisti, o que é uma mancha na biografia desse jornalista.

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  2. Jurandir Chamusca junho 1, 16:50

    Estou de queixo caído. Não sei se pela admiração pelo JORNALISTA ou de indignação com essa cambada de pulhas. Não digo que não precisava tanto, Mino, pois se não fosse tanto, não teríamos mais uma pérola em mãos. Esse texto vai para a prosperidade. Anseio e faço votos para que, quando no futuro falarmos dessa época negra, as mazelas do PIG sejam compreendidas como antes e depois dele.

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  3. Eloisa Deveze junho 1, 16:51

    Mino Carta, eu, pra ser franca, não sei mesmo porque você gastou alguns minutos de seu precioso e produtivo tempo para prestar esses esclarecimentos. Mino Carta é Mino Carta e ponto. Quem faz parte ou gira em torno de determinados universos ou está rindo das declarações surreais desses detratores pra lá de tardios ou é doente da cabeça. Eu não o conheço pessoalmente, mas, além de saber de sua importância para a sociedade e o jornalismo brasileiro, fiz alguns frilas para Isto É Senhor e tive o prazer de observar sua deliciosa perfomance nos dias de fechamento da revista. Me lembro como se fosse hoje. Enquanto o povo só faltava arrancar os cabelos em silêncio por ter de finalizar suas matérias etc até uma determinada hora, você, vez ou outra, levantava-se da cadeira, ou mesmo sentado, fazia algum comentário divertido e pronto: a tensão evaporava no ar. No meu caso, aquelas suas gozações me faziam terminar de redigir minha matéria rapidamente e sem maiores dificuldades.
    Bem, esse relato pessoal está fora de contexto, mas ele serve para mostrar que apenas um profissional de sua estatura é capaz de revelar tanta grandeza com pequenos gestos. É por ter essa e outras n qualidades que você goza de uma reputação à prova, em especial, dessas intriguinhas de manés. Afinal, Mino Carta é Mino Carta, e alguém precisa falar mais alguma coisa? Muito obrigada, abs, Eloisa.
    matérias etc

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  4. José da Mota junho 1, 17:25

    O Caso é Mino Carta, e elel é casca grossa, que chapa quente não lhe mete mêdo, pois ´tipo de gente que por justiça pisoteia nela e se queima sem chorar como maricas que ameaçam os outros como “sua chapa esta esquentando”. Mino Carta não foge da obrigação, do bom senso, da verdadeira justiça que de ante-mão nós dá direito à defesa. Obrigatoriamente é um jornalista que deve ser ouvido pela comissão da verdade, para descobrir não o que o pau-mandado fez ou quem o era, mas quem o mandou fazer o que fez, às vezes só sugeriu como quem não queria nada e ou até apontou quem a torturar ou matar, por interesses mesquinhos. Voltarei neste fato com mais detalhes, tanto Mino Carta quanto tanto outros ativistas da mídia na época tem muito à clarear para o Brasil. Mas antes tenho que fazer uma pausa, coisa de romantismo, às vezes me pega, como é o caso, e domina,
    E eu preciso fazer um depoimento para Maria Frô, do que ela nem soube, porque nem haveria de saber já que eu não passo de um seu fâ anônimo. Mas quem sabe talvez sentiu, desconfiou, de um amor ferido por perto, que quase chega à mágoa.
    Mas hoje aproveito o depoimento do Mino Carta, melhor dizendo, influencio-me dele, para dizer que nunca guardei mágoas, nem passadas, e jamais uma única seria por ti, anjo, que amo, de amor verdadeiro, de luz.
    Agora ao Mino Carta meu alvo oculto de muitos anos de busca, agora surge-me ele, chutando o pau da barraca. Clareando todo o obscurantismo que circulava a historia de nossa mais recente ditadura, e que quanto mais se mexia ou se mexe, menos se entende e se sabe, ou descobre, há não ser alguns casos que dão prioridade em suas soluções de nome mais conhecido na sociedade. Me explico logo abaixo o que quero dizer com obrigação, como cidadadão, de Mino Carta e outros, em uma comissão da verdade, da verdade verdadeira.
    Pois interrogar soldado, sargento, capitão, tenente subalternos e com todo o respeito à esses profissionais e às forças armadas, mas no caso de uma ditadura e de torturas cabe a frase, são treinados para issso, para paus mandados, para o que fizeram porque foram mandados respeitando a hierarquia militar. Obviamente alguns passaram dos limites por contra própria, sempre há, isso se vê ainda hoje quando invadem as favelas no Rio de Janeiro.
    Continuando no tema favela por similaridade entre os casos, apesar de não aparentar, seria por exemplo criarem uma comissão da verdade sobre o tráfico de alguma favela do Rio de Janeiro e convocarem garotos portando armas automáticas que, em alguns casos as usavam para aplicar as leis severas deste ramo, que ia de tortura à até morte. Para podermos assim, à título de comparação, por estes depoimentos, com o de Mino Carta entre outros contarmos a verdadeira história da guerra do tráfico de alguma favela do Rio de Janeiro, digo, da ditadura brasileira.
    Para se obter a verdade nesta comissão da verdade, os primeiros a serem interrogados devem ser os jornalistas, músicos, autores, compositores e donos da mídia engajados na políticas sem pré-julgamentos, e, depois sim, todos os outros de todos os lados para que a verdade apresente sequência e principalmente objetivos para os fatos.
    José da Mota.

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  5. José da Mota junho 1, 20:22

    Concorda que antes dos subalternos quem devia ser investigado, interrogado e ou entrevistado deveriam ser os jornalistas, artistas, músicos, autores, cineastas, empresários dos setores de comunicação entre outros e entre outras personagens que atuaram na ditadura.
    Quem sabe dando o primeiro passo e exemplo o Mino Carta.
    José.

    Reply to this comment
  6. José da Mota junho 2, 10:34

    (Vê se não me censura por causa de ciúmes, Maria Frô é figura pública, muitos a amam de todas as maneiras. Deixa de ciumeira e pública meu comentário porque ele é importante.)
    O Caso é Mino Carta, e ele é casca grossa que chapa quente não lhe mete mêdo, pois é tipo de gente que por justiça pisoteia nela e se queima sem chorar como maricas que ameaçam pisotear os outros já caídos ao chão, com aquela velha ameaça de quem está provisóriamente com a força, pois só um a tem definitivamente, e ameaça “sua chapa esta esquentando”.
    Mino Carta não! Não foge da obrigação de um patriota, com bom senso, da verdadeira justiça que de ante-mão nós dá direito à defesa, à qualquer cidadão.
    Obrigatoriamente é um jornalista, Mino Carta, que deve ser ouvido pela comissão da verdade, para mudar sdua lógica politiqueira e parar de querer encombrir os verdadeiros comandantes do poder na época ao descobrir quem era e o que fez um pau-mandado, mandado, até sutilmente, como às vezes alguém como quem não queria nada só sugeria e ou até apontava quem a torturar ou matar, por interesses mesquinhos, longe dos de uma pátria.
    Mino Carta quanto tanto outros ativistas da mídia na época tem muito à clarear para o Brasil. Mas antes tenho que fazer uma pausa, coisa de romantismo político ativista, às vezes me pega, como no caso, e domina o querer,
    Um depoimento para Maria, Frô, do que nem soube, nem haveria de um só fâ anônimo. Talvez sensivel sentiu, um amor ferido soprar por perto, ferida doída quase à mágoa.
    Mas hoje aproveito o depoimento do Mino Carta, melhor dizendo, influencio-me de sua clareza pacífica, para dizer que nunca guardei mágoas, nem passadas, e jamais uma seria por ti, anjo, que amo, como anjo, com amor verdadeiro, o de luz.
    Agora volto ao Mino Carta, aquele oculto que foi meu alvo de busca e esperança, sem endereçoa, credo, raça ou cor, simplesmente um oculto, fruto de muitos anos de busca, que agora reaparece como a uma Fênix, e, chutando o pau da barraca. Levantando os restos das brasas que ainda ardem uma história que nunca quer se esfriar. Clareando todo o obscurantismo que a circulava, nossa mais recente ditadura.
    Aquela que quanto mais nela se mexeu ou se mexe, menos se entendeu e se soube, no fundo nada se descobria, há não ser alguns casos à vista e outros que dão prioridade a nomes mais conhecido da sociedade.
    Me explico logo abaixo o que quero dizer com obrigação, como cidadadão, de Mino Carta e outros, em uma comissão da verdade, da verdade verdadeira:
    Interrogar soldado, sargento, capitão, tenente subalternos, com todo o respeito à esses profissionais e às forças armadas, no caso de uma ditadura com mortes e de torturas, em gíria militar cabe a frase, paus mandados, soldados treinados para obecerem ordens cegamente. Pois o que fizeram porque foi respeitando a hierarquia militar, alguns até foram condecorados e é assim que funciona as forças armadas, mata-se um inimigo e é condecorado com pomposas medalhas. Obviamente alguns, dos paus mandados, passaram dos limites por contra própria, sempre há, isso se vê ainda hoje quando invadem as favelas no Rio.
    Aproveitando o tema, favela, por similaridade de erros e abusos entre os casos, seria por exemplo: criarem uma comissão da verdade sobre o tráfico e convocarem garotos portando armas automáticas que, em alguns casos as usavam para aplicar as leis severas deste ramo, que ia de tortura à até morte à mando de seus comandos militares.
    Para podermos assim, à título de comparação, por estes depoimentos como o de Mino Carta entre outros, irmos ao cerne da questão, contarmos a tanto a verdadeira história da guerra do tráfico, como, da ditadura brasileira. Pois tudo aforante alguns devaneios raros de alguns imbecis metidos a Rambos, foi negociado, acertado, decidido e ordenando dentro de escritórios das forças armadas, grande mídia e grandes grupos financeiros, inclusive estrangeiros.
    Portanto para se obter a verdade nesta comissão da verdade e não fazê-la de mais um palanque político aonde como a um enredo de filme surgem dezenas de bandidos e mocinhos que de tudo fazem para estarem diante dos olofotes para ganhos pessoais. Os primeiros a serem interrogados devem ser os jornalistas, músicos, autores, compositores e donos da mídia engajados na políticas, sem pré-julgamentos, os verdadeiros olofotes, as verdadeiras luzes sobre estes fatos, e, depois sim, todos os outros de todos os lados, só assim a verdade apresentará uma sequência, lógica e principalmente os objetivos para os fatos se assucederem da forma como se assucederam.
    José da Mota.

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