Leo Ornelas fotografa o apartheid em Aratu: militares com dignidade, quilombolas em condições subumanas

Maria Frô
Por Maria Frô junho 6, 2012 19:02 Atualizado

Na última segunda-feira uma equipe da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foi até Aratu, Simões Filho, Bahia, ver in locu as condições de vida e ouvir dos quilombolas as denúncias de abuso por parte da Marinha do Brasil que a comunidade do Rio dos Macacos vem sofrendo.
Representantes do INCRA fizeram sérias denúncias contra a Marinha do Brasil. O órgão foi impedido durante dois meses de entrar no Quilombo para a realização do Laudo Antropológico.
O registro fotográfico feito por Leo Ornelas (veja aqui o álbum completo) impressiona, assim como a brutalidade da Marinha para com esta comunidade secular e a inoperância do governador do estado da Bahia e do governo Federal para resolver esta questão.

Todas as fotos deste post são de Leo Ornelas, devidamente autorizadas para esta publicação.

As moradias no quilombo:


Os espaços dos militares

Moradia dos militares

Moradia dos militares

Moradia dos Militares

Ambulatório de uso exclusivo dos militares e seus familiares.

Capela na Vila Militar

Centro Comunitário para uso exclusivo dos militares e seus familiares

Na Vila Militar, crianças podem estudar. No Quilombo Rio dos Macacos, a Marinha do Brasil forma gerações de analfabetos ao impedir que as criançasda comunidade possam ir à escola.

A saúde dos quilombolas

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Maria Frô
Por Maria Frô junho 6, 2012 19:02 Atualizado
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3 Comentários

  1. Roberto Locatelli junho 6, 19:15

    Absurdo! É preciso lutar sempre contra o descaso com seres humanos. O Governo Federal TEM que tomar providências.

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  2. José da Mota junho 6, 23:09

    Repito abaixo comntário deixado aqui para outro artigo dos quilombolas, pois no fundo dizem a mesma coisa sempre. o DESCASO DE DILMA ROUSSEF PARA COM ESSA POPULAÇÃO CARENTE.
    Tanto se fala e falou, mas acho que TAMBÉM este artigo foi o mais realista. A evidência da tortura psicológica dos apartados. Mais um campo de concentração à céu aberto, sen grades, sem muros, sem telas aparentes do aparteamento entre Quilombolas e filhos com Militares e filhos. Policiamento disfarçado com tortura psicológica diária da parte da marinha contra os Quilombolas.
    Desnutrição para o enfraquecimento da mente e do corpo para evitar qualquer tentativa de reação física e ou capacidade de aprendizado. Humilhação criada pelas diferenças de estado de sobrevivência e acesso à moradias, médicos, roupas e escolas decentes dos militares e seus filhos, enquanto os quilombolas vivem como pobres mendigos.
    Que Dilma Roussef veja e saiba disso há muito tempo e não faça nada não me surpreende, mais uma demagogia de sua frieza aproveitando-se de tantas notícias boas do governo para acobertá-la, daí, passa despercebida.
    Que os militares no rompante que a legalidade lhes dá um falso estatus de proprietários, homens de posse, de uma propriedade que nunca lhes foi ou será, poruqe tudo lá, casas, terrenos, escolas, hospitais, terras e mar é do estado, da nação, de todos os brasileiros, inclusive Quilomblas. Tmbém não vejam ou não façam questão de ver, deixam como Dilma, passar despercebido, tudo bem.
    Mas os jovens e as crianças filhos de militares assistirem de camarote essa covardia e não se revoltarem é que é uma indignação. Porque eles não podiam aceitar ter direitos acima dos jovens e crianças filhos dos Quilombolas que são tão brasileiros quanto eles. Que homens se tornarão os filhos desses militares no futuro? Qual será a sua sensibilidade ao lidar com outro ser humano, principalmente com os que precisam de auxílio?
    José da Mota.

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  3. Ana Carolina Vieira Kisner novembro 20, 00:27

    Realmente, é absurdo… Sinto muito pelos quilombolas, mas não autorizei tirarem nenhuma foto minha nem de meu irmão… Eu e minha família estamos indignados com isso! Iremos colocar na justiça!

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