Objetivo da campanha do Haddad é garantir consistência de crescimento

Maria Frô
Por Maria Frô junho 20, 2012 12:22 Atualizado

Para o nosso próprio bem tomara que consiga o objetivo, mas nesta toada de burradas está cada dia mais difícil.

Flashes da história da desistência de Erundina

Por Renato Rovai

19/06/2012

A ex-prefeita Luiza Erundina desistiu de ser candidata a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT) no fim da tarde de hoje.

Ela tomou a decisão após Lula e o candidato terem ido à casa do ex-prefeito Paulo Maluf para selar a aliança com o PP.

Desde sexta-feira que o acordo com o PP estava fechado. Erundina sabia disso.

Na coletiva de imprensa onde se anunciou o nome da ex-prefeita para vice, mais se falou do apoio de Maluf do que qualquer outra coisa.

O que irritou profundamente Erundina foi que o ex-presidente Lula prestigiou o evento de Maluf, mas não foi ao ato de sua indicação a vice.

Lula havia tido alta do hospital no dia anterior, alegam pessoas próximas a ele.

As mesmas fontes dizem que o ex-presidente titubeou muito em ir ao encontro com Maluf. Decidiu na última hora.

O ex-presidente estaria chateado com os rumos que o processo tomou e a avaliação tanto no PT como no seu entorno é de que o apoio de Maluf saiu muito caro para a campanha petista.

Para tentar reverter o episódio, Lula vai se dedicar a convencer o PCdoB a apoiar Haddad já nos próximos dias. E o nome da sambista Leci Brandão, deputada estadual do partido, é um dos que agrada ao candidato e a boa parte dos petistas para compor chapa. Mas a prioridade de indicar o parceiro de chapa de Haddad continua sendo do PSB.

Os socialistas já teriam indicado, entre outros, o nome da deputada federal Keiko Ota, que teve 213 mil votos em 2010, como uma possibilidade. Entre os projetos que Keiko defende talvez o principal seja o de ampliação da pena de crimes hediondos para 100 anos. Ela teve seu filho Ives Ota barbaramente assassinado em 1997.

Mas a definição do vice passa a não ser mais a prioridade da campanha de Haddad. Antes mesmo do anuncio da candidatura da ex-prefeita na chapa, o ex-ministro já tinha chegado a 8%. O objetivo da coordenação da campanha é garantir a consistência desse crescimento.

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Maria Frô
Por Maria Frô junho 20, 2012 12:22 Atualizado
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4 Comentários

  1. Guilherme Scalzilli junho 20, 13:25

    Um minuto e meio de incoerência

    Houve exagero nas reações contra o apoio de Paulo Maluf à campanha de Fernando Haddad. Os petistas não pareceram tão chocados quando o PP se engajou na reeleição de Lula e na vitória de Dilma Rousseff, com direito a ministério. E nem de longe a imprensa fez as mesmas caretas de nojo diante da aproximação do PSDB com o malufismo, gesto que traiu a herança do então recém-falecido Mário Covas.

    A batalha contra o serrismo privata só ganha limites ideológicos no front paulistano? E os entulhos autoritários só parecem monstruosos numa foto com Lula e Haddad?

    Por mim, Maluf passaria seus últimos anos de joelhos, esfregando latrinas com a própria escova de dente. Mas não acredito que o Poder Executivo, em qualquer nível, pudesse fazer algo para realizar essa fantasia. Não mais que o Ministério Público e o Judiciário, instâncias com meios e prerrogativas apropriados, embora estranhamente ineficazes e, apesar disso, imunes às bravatas do jornalismo oposicionista.

    Se o PP tem condições de barganhar minutos de propaganda, que ocupe seu inevitável antro estatal sob a coordenação de alguém como Dilma ou Haddad e o escrutínio feroz que a mídia corporativa dedica às administrações que odeia. Com José Serra, a lambança talvez não tivesse freios nem controle. Basta ver os descalabros cotidianos em São Paulo, feudo histórico do malufoquercismo tucano.

    Um efeito nefasto da maleabilidade pragmática é o espírito reacionário contaminar a plataforma vitoriosa nas urnas. Mas esse perigo não se restringe aos partidos menores, tampouco aos da direita tradicional. O excesso de fidelidade doutrinária progressista deveria rechaçar acordos com o PMDB, o PDT e o PSB, cujos líderes regionais vivem fazendo conchavos espúrios e propondo legislações execráveis. Um passeio pelo interior paulista daria bons motivos para Luiza Erundina trocar de partido.

    Os ataques injustificados à candidatura Haddad evidenciam o medo que ela inspira naqueles que fingiam menosprezá-la. E não chega a surpreender o número de líderes e militantes de esquerda que pertencem a esse grupo.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/

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