‘bandas’, baixarias e depreciação da mulher

Maria Frô
Por Maria Frô junho 27, 2012 15:09 Atualizado

Só espero que não tenha dinheiro público financiando tanta baixaria:

Este é um dos momentos do ‘show’ da ‘banda’.

Atenção:  o vídeo contém cenas que simulam sexo oral.

vídeo

foto que simula sexo oral no palco

Mulher faz ‘sexo oral’ no palco em show de pagode

Fonte: Facebook

Neste final de semana, várias pessoas se mostraram indignadas ao ver uma foto registrada em um show da banda “Chica Égua”, em Teresina. Na imagem, uma jovem supostamente pratica sexo oral em um rapaz em cima do palco, durante o show, sob o olhar estarrecido da plateia.

As letras das músicas que a banda apresenta nos shows são marcadas pela incitação ao sexo. “A minha prima prima trabalha/ Numa firma chamada “Voceta”/ Não era carteira assinada/ O bagulho era tudo na treta/ Mandaram ela ir embrora/ Sem nenhuma chance, nem deram moral/ Deram um conselho pra ela/Bota a “Voceta” no pau”, diz um dos trechos das “canções”. “Não tenho cama box,/ Só faço amor no escuro/ Mas o que “as mina pira”,/É na cama de pau duro”, mais um sucesso da Chica Égua. Outro hit do grupo de pagode: “Soca a boca aqui.”

A indignação dos internautas foi parar na Justiça. O promotor Francisco de Jesus, do Ministério Público do Estado do Piauí, levou um susto quando acessou o Facebook e viu a imagem. “Vi aquelas imagens depreciativas, ridicularizando a mulher e por isso estou instaurando um procedimento para identificar os responsáveis por isso”, disse em entrevista ao site 180 Graus.

Ele afirmou à publicação que “encaminhou o pedido à delegada Wilma e espera ainda nesta semana ter uma opinião formada para que possa notificar os responsáveis. Segundo ele, este pode ser enquadrado civilmente, com pedido de indenização coletiva, cujo valor pode ser doado às instituições de caridade”.

Além disso, ele informou que os responsáveis também podem ser processados criminalmente pela violação da dignidade do gênero feminino. “Depois de identificado vamos recomendar que se abstenha da prática de divulgação dessas imagens. Pode haver censura das imagens e até das músicas, que ouvi dizer que são depreciativas também. Uma mulher não pode ter a imagem violada desta forma”, disse o promotor ao site.

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Maria Frô
Por Maria Frô junho 27, 2012 15:09 Atualizado
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3 Comentários

  1. Tiago Tobias junho 27, 15:27

    Eu não tenho a menor dúvida que as pessoas estão ficando cada vez mais idiotas. “Eu quero tchu, eu quero tcha”, “tcherere tche tche”

    Sinceramente, é impossível sentar num barzinho ou ir em alguma festa. Essas coisas perseguem a gente e é nítido o caminho da imbecilidade, indigência intelectual e de babaquice que estamos trilhando.

    É o processo de “Neymarização” do brasileiro.

    A Indústria Cultural é cruel.

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  2. Victor Farinelli junho 27, 16:01

    Não quero defender os caras que realizaram essa cena realmente patética, mas questiono, quem são os reais resposnáveis por isso? Não falo só da cena em si, mas do fato de uma situação como essa ser aceita por um público, que inclusive brinda alguns aplausos tímidos ao “espetáculo”. O que os nossos meios de comunicação tem apresentado como comportamento sexual normal? Canções com letras machistas e/ou homofóbicas em todas as rádios, bandas onde as dançarinas são a glorificação do estigma da mulher objeto, concurso de crianças vestidas como bandas dessas, onde as meninas já aprendem desde pequena o seu papel nessa equação, a de se sujeitar ao que for. Quando vejo uma cena como essa, eu penso nas bandas de axé que saem nos programas dos principais canais de televisão e como eles condicionam e transformam em normais certos comportamentos inaceitáveis, que inevitavelmente terminam derivando em exageros como o desse vídeo, Por isso, acho os realizadores da cena menos responsáveis que a indústria “cultura” que fomenta essas aberrações e os meios de comunicação que as alimentam através de espaço midiático em uma concessão pública, que deveria zelar por certos princípios.

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  3. lia vinhas junho 27, 22:58

    O que é oferecido aos nossos nossos jovens e à população em geral pelas nossas TVs e por nossa cinematiografia em geral? O que se vê de realmente culural, que leve a uma reflexão sobre a vida, sobre o que acopntece no Brasil e no mundo? Critica-se o fato de as mulheres brasileiras serem estigmatizadas como p…no exterior, mas se acha normal a banalização do sexo, da nudez, da safadeza masculina e feminina no telões e telinhas, valoriza-se o adultério (tem até deputao pregando a legalização plena). É a jogada por terra de todos e quaisquer valores do cidadãos. E a quem isso interessa? De onde vem a inspiração para tanta degradação? Dos States como sempre, com seu falso moralismo, contrastando com a produção massiva de filmes pornô , a glamurização da violência, a imbecilização através de programas tipo BBB, tudo que garanta a total lavagem cerebral e alienação do próprio povo, para dominá-lo melhor, e dos povos dos países para onde exportam esse lixo todo.. Aqui é o quarto poder da República, o PIG, que coloca essa política “cultural” em prática, apoiada no ensino de baixíssima qualidade da esmagadora maioria dos municípios e Estados do país.

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