Coordenador do Ministério do Planejamento se recusa a cortar ponto de grevista e se demite

Maria Frô
Por Maria Frô agosto 7, 2012 13:04 Atualizado

Sugestão de Carla Miucci:

COORDENADOR NO MPOG NÃO CORTA PONTO DE GREVISTA E SE DEMITE

Por Fritz R. Nunes com informações do Sindsep-DF, via Assessoria de Imprensa da SEDUFSM 

07/08/2012

Chefe do setor de Inovação disse que orientação feria princípios

Foto: iti.gov.br César Brod se negou a cumprir determinação que feriam seus princípios

O Coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento, César Augusto de Azambuja Brod, se negou a cumprir orientações do governo de cortar o ponto de funcionários em greve e pediu exoneração do cargo na semana passada. Em carta divulgada pelas redes sociais, que também está no site do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep-DF), Brod alega que não cumpriria uma determinação que feria seus princípios.

Conforme Brod, “o PT patrão parece não ter aprendido com sua própria história. O PT patrão apenas aprimora as táticas de pressão psicológica e negociação questionável daqueles com os quais negociou na época em que a greve era sua.” Em sua carta, ele diz ainda que “como coordenador, jamais cortarei o ponto daqueles que trabalham comigo e estão em greve. Independente da greve, eles cumpriram seus compromissos civis sempre que necessário”. (Leia abaixo, no anexo 1, a íntegra da carta divulgada por César Brod)

A postura assumida pelo ex-coordenador de Inovação Tecnológica recebeu apoio maciço dos servidores vinculados ao setor ao qual ele chefiava. Em nota, os funcionários manifestaram solidariedade através de “carta aberta”. Em um dos trechos eles se referem às determinações governamentais:

“A determinação do governo no corte do ponto dos grevistas agride em sua essência a crença na liberdade de manifestação das pessoas e no direito do trabalhador de reivindicar melhorias em suas condições de trabalho e os consequentes resultados entregues à sociedade por meio dos atos dos servidores públicos federais”. (Leia abaixo, no anexo 2, a íntegra da ‘carta aberta’)

Foi ressaltado na carta também o fato de que a orientação superior para que seja feito a lista dos grevistas e procedido o desconto no salário contraria decisão do Poder Judiciário, ferindo liminar concedida por juiz da 17ª Vara da Seção Judiciária do DF e mantida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região.

Nota do Maria Frô: Entendo toda a preocupação de Dilma Rousseff com o a crise internacional e o  controle dos gastos públicos, mas acho um desgaste imenso e, na minha opinião, não vale o preço a pagar leiolar a confiança de um grupo que a apoiou desde a primeira hora e se dedicou tanto para sua eleição.

Leia também:

André Lázaro: INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO EM GREVE: O QUE ESTÁ EM DISPUTA?
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Maria Frô
Por Maria Frô agosto 7, 2012 13:04 Atualizado
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3 Comentários

  1. Luiz Müller agosto 7, 13:40

    Fazer greve é um direito constitucional. Agora, fazer greve implica em não trabalhar. E não trabalhar significa não receber. É claro que em qualquer negociação também se pressupõe negociar os dias parados e o possível reçarcimento e recuperação das horas trabalhadas. É assim que funciona nas greves em qualquer lugar do mundo. Participei de greves na iniciativa privada. Perdi dias de trabalho e em um caso, perdemos, eu e meus companheiros grevistas, também o emprego. E isto não me fez menos fial ao projeto de mudar o país. Pelo contrário, só fortaleceu a minha convicção de que é a solidariedade que compõe os fundos de greve, garante a subsistência de grevistas e faz o movimento mais forte. Quanto a renuncia deste coordenador, nada mais justo, já que até então era cargo de confiança. Se quebrou a confiança, pede exoneração do cargo. Na iniciativa privada perderia o emprego.
    Funcionários públicos deviam ser mais solidários com trabalhadores da iniciativa privada. Quem saber assim, solidariamente, a classe trabalhadora, incluindo os “servidores” possam pressionar o congresso a votar uma única lei do trabalho para todos. É uma questão de Classe.

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