Este blog já teve outras moradas: aquiaqui. Ainda, estou me adaptando ao wordpress, tenham paciência.

Sou historiadora, educadora, autora de coleções didáticas, ativista da educação para igualdade étnico-racial, feminista e feminina. Meus atuais temas de pesquisa são história e culturas africanas e afro-brasileira. Saiba mais sobre minha vida profissional e acadêmica, clicando aqui.

Na blogosfera você pode me encontrar em algumas paradas: no Multiply que anda abandonado, mas onde publico crônicas e poemas e também no Poetas-Lusófonos com muitos outros amigos de mais de uma década de encontro na rede; no Orkut onde ando desaparecida, mas que dado ao discurso preconceituoso de alguns twitteiros sobre esta rede social (twitter/Daslu versus orkut/Casas Bahia), só pra contrariar, decidi manter o perfil. Você ainda me encontra no 300 d0 Mário de Andrade, uma iniciativa bacana do @samadeu e agora com mais regularidade no Vi o Mundo. Se for meu amigo com certeza me encontrará no talk, no msn e no skype. No twitter me acha aqui: @maria_fro e no facebook, aqui

Não tenho a menor paciência para intolerância, desrespeitosos, neocons, trolleiros, neocools ou como gosto de denominá-los: mudérrrnos. Nesta categoria há: jornalistas que querem aparecer mais do que a notícia; jornalistas/  famosidades, estilo BBB (aqueles que acham que tudo o que fazem até mesmo ir ao banheiro, seus cachorros e  cachorradas interessam a você); publicitários sem ética que enxergam você como um bolso/bolsa em potencial e acham que todo mundo é babaca como eles. Tem um discurso sobre ‘capital social’ que é um must, mas no tête-à-tête a gente descobre que o bolso era furado e o que eles realmente têm é ‘capital discriminatório’.

Se vier em paz, bem-vindo/@ por aqui.

abraços

Frô.

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20 Comentários

  1. Luís Henrique abril 7, 02:03

    Eu de novo.
    Sou péssimo com informática e internet. Apenas um bom usuário. Consigo achar coisas boas, como seu blog ou do Azenha.
    Vejo que o tempo todo você incentiva os internautas a participarem de campanhas, se engajar de fato e não ficar só lendo no conforto de casa.
    Bem, o que me faz postar este comentário é justamente sua postura de combate, digamos assim.
    Se tem algo que me indigna é o crime de tortura. E se tem algo que me indigna ainda mais, é quando o crime é perpetrado por “alguém do Estado”, que tem por dever proteger a nós cidadãos.
    O caso da denúncia da Carta Capital contra o Diretor da Polícia Federal, acusado de torturar uma senhora, que acabou ficando cega em razão das torturas não pode ficar sem repercussão, sem investigação. Não pode cair no esquecimento como mais uma “denúncia vazia”. O Delegado não se manifestou, o Minsitro da Justiça disse que o inquérito foi arquivado e não tem mais nada a fazer. O Ministério Públco, sem comentários. A Polícia Federal, obviamente, não vai investigar ( está muito ocupada em conseguir condenar o Protógenes).
    Portanto, resta-nos fazer algo.
    Pensei na hipótese de fazer uma petição online exigindo do Ministro da Justiça e do Presidente Lula, a apuração dos fatos denunciados, com o afastamento do Diretor-geral da PF, até o fim das apurações. Não fizeram isso com o Paulo Lacerda?
    Só tem umm problema: não faço a mínima idéia como faazer isso e muito menos como fazer circular pela rede.
    O que você acha? Caso concorde, tem como ajudar? Imagino que saiba fazer essas coisas.
    Agora, mesmo que não concorde, deixo como sugestão de “pauta” para seu blog o “O Caso da totura do Delegado da PF”.
    Um abraço e desculpe a pertubação.

    Reply to this comment
  2. Grace abril 9, 19:37

    Gostei muito do seu blog. Estou escrevendo para jornalistas brasileiros que considero “vozes lucidas”. Que nao sejam afetados por colonialismo, xenofobia e emocoes baratas. Eu sou parte da campanha “Bring Sean Home”, para ajudar o David Goldman a recuperar a guarda de seu proprio filho que foi retirado de sua convivencia contra a sua vontade. A luta do David tem sido ardua, e para piorar a situacao, ele enfrenta o claro apoio da Globo aos Lins e Silva, o poder da familia juntos aos juizes e as varias distorcoes da realidade que foram espalhadas pela midia conivente com os Lins e Silva e os Ribeiro. Para piorar, o ex-presidente Sarney, que deve estar delirando, atacou o David sem minimo conhecimento do caso (diz que diz e provavelmente para agradar o amigo Francisco Dornelles, este amigo chegado da familia LeS. A carta do Sarney eh quase simplesmente ridicula. Algum jornalista serio e de peso, que analisa os fatos a fundo e com conhecimento de causa, precisa “step up” no Brasil quanto a este caso. Todos tem medo ou da Globo ou dos LeS. Lembrei-me do Paulo Henrique Amorim como alguem que conhece bem os EUA e toma uma posicao nao emocional na reportagem dos fatos. Ele seria o indicado por mim para entrevistar o David, numa longa entrevista. Peco a voce dar uma olhada no website de apoio ao David (www.bringseanhome.org) iniciado pelos amigos dele. Nao vou entrar em detalhes sobre o caso aqui, senao para dizer que eh um absurdo que ainda nao foi solucionado e uma vergonha para o meu pais internacionalmente.

    Obrigada,
    Grace Tollini Farrell
    http://www.brasilmagic.wordpress.com

    Reply to this comment
  3. Luis Moreira abril 12, 19:24

    Olá Frô, tão ocupada para trocar algumas palavras com um amigo. Tenha um bom domingo de páscoa minha amiga.
    Abraços e bom trabalho neste blog (casa nova)
    Luís Moreira

    Reply to this comment
  4. Luis Moreira abril 12, 19:34

    Os paradoxos da Imagem-Máquina
    André Parente.

    Para que olhar para trás, no momento em que é preciso arrombar as portas do impossível. O tempo e o espaço morreram ontem. Vivemos já no absoluto, pois ciramos a eterna velocidade onipresente. Manifesto Futurista , Marinetti.

    O Jogador: “Giramos com o sol. Não existe mais noite nem dia. Não existe mais tempo, de hoje em diante vivemos no puro instante”.
    O Outro: “Quer dizer que estamos mortos?”

    O Jogador: “Não , é o território, o planeta que está morto. Se não existe mais tempo, não existe mais espaço: só essa imagem. Tudo se tornou mapa para nós.”
    Jeu de l’Olie, Raul Ruiz.

    “Antes, o futuro era apenas a continuação do presente e avistavam-se transformações no horizonte. Mas agora o futuro e o presente se fundiram”
    Stalker, Andrei Tarkovski.

    “Não mais representar o visível, mas tornar visível.”
    Paul Klee

    Reply to this comment
  5. Luís Henrique abril 28, 03:06

    Prezado Maria,

    Recebi um mail com a indicação para assistir ao vídeo que está no link abaixo. É um vídeo produzido em Londres e fala sobre a relação a mídia minieira com o governador Aécio Neves. Creio que vale a pena assitir e divulgar.

    http://www.youtube.com/watch?v=R4oKrj1R91g

    Abraços.

    Luís Henrique Ribeiro
    Coronel Fabriciano/MG
    luishenriquebr@yahoo.com.br

    PS.: onde fica o link para enviar mails para vc, se é que tem?

    Reply to this comment
  6. Luís Henrique abril 28, 03:26

    O link citado não saiu no comentário acima. Não sei o motivo

    http://www.youtube.com/watch?v=R4oKrj1R91g

    Abraços.

    Luís Henrique Ribeiro
    Coronel Fabriciano/MG
    luishenriquebr@yahoo.com.br

    Reply to this comment
  7. GL maio 5, 18:39

    Ah, que legal. Vc está no Multi, é a sua cara, estava pensando em te convidar. Qualquer hora apareço lá e te peço para vc me adicionar. Bjn

    Reply to this comment
  8. Flavia maio 28, 15:02

    Oi, MariaFrô!

    Não encontrei seu e-mail, por isso estou tomando a liberdade de deixar esta mensagem aqui.

    Estou ajudando a colocar no ar um blog pela Confecom, o http://liberdadedeexpressao.net.br/. É um blog que durará apenas este ano e que se destina a informar sobre a Confecom, ser um fórum livre de debates sobre os temas a ela ligados, e disponibilizar informações que as próprias comissões estão com dificuldades de disponibilizar – como mail lists e locais de reunião.

    Nós, que estamos montando o Liberdade de Expressão não somos ligados a nenhum partido ou ONG envolvida no processo que já se encaminha e na nossa opinião, já corre o risco de ser uma iniciativa perdida, devido o desconhecimento da população, a despeito dos esforços das ONGs – que são muitos, pelo que podemos observar – de divulgá-la. Isto é compreensível, pois nem todo este conjunto de ONGs pelo Brasil tem a força comunicativa da mídia, que já faz seus esforços contrários, como é o exemplo do seminário da Globo na PUC São Paulo que ocorrerá em breve, e que já está sendo combatido pelo CA dos alunos de comunicação de lá.

    Quanto ao Liberdade de Expressão, pedimos que os blogs que discutem mídia indiquem seus posts para serem lá publicados, e pedimos um esforço de divulgação nos blogs, deste blog que quer sim crescer rapidamente, pois o momento é de perigo, já que há a possibilidade de que os movimentos progressistas percam a oportunidade de defesa de novas regras mais democráticas (a comissão organizadora, por exemplo, já está em funcionamento, e o balanço de forças que se conseguiu não é bom: governo, “sociedade civil empresarial” e o “resto” da sociedade civil com números iguais de representantes. mas a análise do contexto indica que nem tudo está perdido, pois a parcela do governo está dividida).

    Este blog quer ajudar a divulgar este processo e precisa crescer rapidamente, mas pelos motivos acima apontados.

    Por isso, outro pedido é que os blogs apontem a iniciativa do Liberdade de Expressão para que possamos formar uma rede, pois o leitor bem informado dos blogs pode vir a contribuir, e muito, nesta empreitada deste ano, que é a Confecom.

    Reply to this comment
  9. beto ruschel junho 11, 13:36

    Tava passeando, sabe como é…
    Gostei daqui, e como pensar é só pensar…

    Veja bem.

    (uma breve tentativa de entender o que se esconde por trás dessa mania nacional de dizer veja bem…)

    Por influência da Neli Dutra, uma apaixonada pelas palavras e seus sentidos, fiquei um sujeito mais chato, atento. E, desde a primeira vez em que ouvi meu primeiro “Veja bem…” desconfiei.

    Desconfiei que, apesar do alerta e do convite pra que eu arregalasse bem os olhos para ver bem, haveria ali alguma coisa que não seria dita, esclarecida ou bem vista.

    O veja bem, antes, trazia consigo uma pausa e,
    na sua essência, dois sentidos estranhos e equivocados: o de que o dono do veja bem fosse alguém suficientemente importante pra que eu o ouvisse – sábios pensam para falar, e além de ouvidos precisam ser vistos falando, e o de que nós, os idiotas, precisamos prestar mais atenção ao que pensam os sábios que querem ser vistos e ouvidos.

    Em suma: Os veja bem tentavam fazer com que eu me preparasse para receber sem respirar, no mínimo, a Iluminação. E acrescentavam ao evento, o pernóstico sentido de que uma pausa para a reflexão é coisa de intelectuais ponderados.

    A educação não é nada. Nada mais que um segredo cultural e pessoas mal educadas, quando querem esconder seu desconhecimento sobre algum assunto, fazem uma pausa, respiram, ganham tempo… e, proferem um veja bem.

    Em todas as profissões, sempre haverá um vejamenzista. Mas para afunilar, buscar a essência, e entender melhor o resultado negativo daquilo que nunca será compreendido ou bem visto, devemos buscar a raiz deste costume. Sua raiz mais maléfica.

    Senão, vejamos (bem):

    Qualquer Juiz de Direito, o cargo humano melhor remunerado e mais próximo do trabalho do Onipotente, mesmo sabendo-se que Ele nada recebe para decidir sobre pendengas humanas, deve estar minimamente informado sobre o ambiente e época onde ocorrem os fatos que dão ensejo às causas que vão julgar.

    Entenda-se por ‘ambiente’ a cultura política, econômica e social vigentes na área de ocorrência dos fatos e, claro, o momento histórico do seu julgamento.

    Por aí, o povo diz – e a voz do povo é a voz de Deus -que o descaso governamental que precedeu a atual situação da Justiça Brasileira seria o responsável pela nomeação dos atuais magistrados. Mesmo que centenas de jovens julgadores sejam designados, ainda assim, estarão faltando outros milhares de meninos bem intencionados.

    Se é verdade que quem governa só governa em causa própria, tentemos ambientar em priscas eras nossa imaginação. Com certeza, nesta cena vai surgir o primeiro veja bem no seu sentido atual.

    Veremos um legislador romano, ocupadíssimo, durante uma bacanal sendo interrompido por seu jovem assistente e começando uma frase com o veja bem. E ordenando-lhe que explique (com educação) aos querelantes (que esperam à porta da casa de banhos) que “tenham um pouco mais de paciência e calma…”

    Nosso (calmo) legislador manda também dizer pelo ajudante que está ocupado. E, que para aplicar as leis precisará refletir mais algum tempo. Reafirma que sua “responsabilidade é grande demais, a vida complicada demais para a busca rápida de soluções justas. Estava julgando outras causas que já estavam na fila” mas que esteja sossegado “ a justiça tarda, mas não falha”. Sem virar-se pro lado, languidamente abre a boca para receber uma tâmara seca. Pensa com seus botões como sua atividade é estressante, fato que, aliás, pouquíssimos seres entendem. Para perceber as coisas lhes falta a consciência, a noção de ética e, principalmente, o estudo.

    Desde então, seria o descaso de um veja bem um traço cultural romano ou judiciário?

    E há mais: nomear (com ironia explícita), como descaso, a hipocrisia que encobre a impressionante discriminação do (elucidador)
    dito popular ‘quem pode mais chora menos’, seria interessante. Porém, se estas reflexões pudessem ser compartilhadas entre todos, e se pudéssemos trocar informações e debater sobre a necessidade de sermos mais letrados…

    Sintomaticamente, ao receber seu Nobel, José Saramago abriu seu discurso dizendo:

    ‘O homem mais sábio que conheci na vida não sabia ler, nem escrever’. Ele falava de seu avô.

    O acúmulo de processos – fala-se de milhares, inclusive perdidos – se deu pela simples razão de que o ser humano é empiricamente mesquinho e, assim, pretendeu sempre guardar para si o que considerava seu segredo mais valioso. Valioso, egóica e economicamente falando.

    Pelos tempos, as informações privilegiadas, os segredos, o Saber, valeram Poder que, por sua vez, valeram dinheiro. Poderiam ser trocados por posses materiais que viriam a privilegiar socialmente à seus detentores. A roda da fortuna foi alimentada pelo.

    - E você aí, veja bem!? Sabe com quem está falando?

    (De novo, ambientando e alegorizando em priscas eras)

    Não se sabe ainda, se o medo, fome, ou idiotia mesmo, fizeram com que assomasse a coragem num dos ancestrais do homem para que ele, medroso, esfomeado e idiota, na disputa pela carniça de uma gazela, pegasse um pau para enfrentar um tigre-dente-de-sabre.

    Tendo sido a fome, foi exatamente o mais esfomeado e idiota membro da tribo nomeado o herói daquele dia.

    Um magrinho bateu-lhe às costas.

    - Cara, a gazela estava diviiiina! Se não fosse você…

    E tome bajulação.

    E na escuridão da noite (nem fogo havia), quando outra vez começavam a roncar as barrigas, o fracote, perguntou ao herói da vez.

    - Você não tá com fome?

    E mesmo que não tivesse a fome orgânica, o caçador/herói, já tendo provado o gostinho da notoriedade e o calor dos afagos nas costas e corpo (eventualmente de alguma fêmea de bom apetite), ficava. Subitamente, com fome de mais afagos.

    Com isso, o magrinho nunca mais caçou, a moça engordou (literalmente) e o herói ensinou seu filho a ser herói também (e claro que a mãe aprendeu junto).

    Todavia, como a carreira do herói terminou cedo, comido por um tigre esperto, a viúva de herói tornou-se dona de duas escolas: ‘Caça ao Tigre’ e ‘Preparo de Gazelas’.

    Eram poucos os que tinham credenciais suficientes para freqüentá-la. Quem fazia os exames de admissão era o magrinho que desde então ficara amic(iiii!)íssimo da mulher do herói.

    Diriam os sábios que, esta fase de especialização, gerou caçadores especializados e estes, ampliando suas técnicas, passaram a caçar homens, terras e posses. Surgiu nesta época o uso da despensa onde se guarda a comida.

    O magrinho abriu uma escola para magrinhos e a mulher abriu uma casa de mulheres.

    Como visto, então, mesmo que os personagens sejam um pouco estereotipados, a fome especializou as atividades e, até hoje, é ela que determina e especializa o poder deste sobre aquele.

    Na história, surgiram primeiro os reis-militares que invadiam reinos para ‘dar de comer a sua tribo’. Depois, os militares estrategistas que, para vencer ‘os inimigos’, sitiavam cidades cortando suas provisões de alimento para, posteriormente tornarem-se reis que aumentavam os tributos para dar de comer a seus exércitos “que defenderiam a pátria invadindo os vizinhos que queriam roubar-lhes a comida!”

    (Por fora corriam os sacerdotes que, discorrendo sobre a virtude da frugalidade comiam muito bem, obrigado! Este capítulo, dos sacerdotes e suas fogueiras, o cheiro de carne queimada em pleno inferno-em-vida e as razões do seu ‘saber’ transcendental, nem precisa ser debatido ou levantado pois que, hoje, ainda continua muito em moda na TV.)

    Finalmente, surgiram os poderosos juristas que, nomeados pelos poderosos reis/militares estrategistas, arbitravam quanto, e como, cada cidadão poderia comer para que não faltasse comida aos menos “favorecidos”.

    Pelos tempos, o ‘Grande Saber’ cozinhou excludentemente, e em fogo lento, o pequeno saber da turba tão sequiosa de pão e circo.

    Seis ou sete mil anos depois, mais recentemente, os proprietários de redes de comunicação são os militares/reis/estrategistas/juristas/sacerdotes que acumulam o poder que suas posses, segredos, informações, alimentos, lhes auferem.

    E onde entram os juízes nesta história?

    Eles são tão humanos quanto os poderosos proprietários das redes de comunicação, tão sedentos de reconhecimento e tão exibicionistas quanto. E a vaidade do Poder embebeda, desorienta tanto quanto o vinho das bacanais romanas ou as noites nos braços da mulher desejada.

    O que os dois têm em comum?

    Acesso a informações que (teoricamente) só eles têm: Eles possuem o segredo do Grande Saber que lhes dá a chance de julgar sobre a vida e morte dos mais humanos e, portanto, menos Deuses do que Eles. Somente Eles sabem, com os olhos vendados ou não, quem merece saber quantos centímetros da táboa lhes falta para cair na boca dos tubarões.

    Na era das especializações de médicos, engenheiros, cientistas e advogados, Eles alegam que a matéria sobre a qual estão versados é tão extensa que, só cartesiana e especializadamente, se pode atuar e, para tanto, os prazos precisam ser mais demorados.

    E tome burocracia, tome carimbo, tome feudinhos de Saber, enquanto a ampulheta, lotada com toneladas de areia da mais fina granulometria funciona. Separa-se estripadoramente cada área… e o todo, se perde.

    O ambiente, e a alma das coisas, o lugar onde mora a coisa verdadeira, perde sua importância para as coisinhas paralelas. Fins e meios. Forma e conteúdo. Cachorro atrás do próprio rabo.

    Como as coisas subjacentes são mais importantes que a coisa originária, e psicólogos, professores, catedráticos, jornalistas, publicitários e juristas, sentam à mão direita dos donos do Saber e das redes de comunicação, estas, e aqueles, satisfeitos, distribuem pão (de trigo) e circo à vontade.

    Quem prefere beijum de mandioca e poesia, é sumariamente aculturado. Lhes é oferecida uma fatia do poder exalado do time que esconde da plebe a localização da Arca da Aliança.

    Desde que o mundo é mundo os sábios dividem seu quase silêncio. Dividir o conhecimento parece não constar do repertório dos Sabedores.

    Trabalhar em equipe, pensando no todo, não é definitivamente uma vocação humana. Seria sim, Supra-Humana.

    Provar e saborear o prazer do outro, ampliando as fontes de prazer individual (por exemplo, dividindo um simples sorriso), é um estágio inalcançável para o homem pseudamente evoluído. Manter o poder como fim máximo de nossa existência arraigando nossa vaidade, faz-nos únicos, mas atravanca a evolução.

    E, tome retórica!

    Mas, é possível aqui entender que somos movidos por um só raciocínio:

    “Para que continuem em segredo, meus segredos de ser humano poderoso só poderão alimentar meus pares. Só terão acesso à gazela, aqueles que me derem o prazer máximo de alguns tapinhas nas costas”.

    (Atenção à diferença interessante entre um sorriso frontal, olhos nos olhos, e um tapinha nas costas. Este, é num local que nem sequer nos deixa vislumbrar quem nos tapeia. Fica aqui subentendido que não preciso ver quem me bajula, confio nele, temos um segredo, tapinhas nos unem…)

    Já se especulou muito sobre a fonte das pulsões e do prazer mas, parece que, animalescamente, é a fome que mais uma vez move o homem.

    Manipular e controlar a torneira que libera, mais ou menos, as fontes de alimento é o truque máximo para controlar o Poder. Fazendo as refeições, acompanhadas de bajuladores, a razão de nossas vidas parece ser liberar segredos exclusivamente para quem (com tapinhas nas costas) pode nos manter no poder Mesmo esquecendo que são os segredos inexistentes, e é sua aparência de segredo que os mantêm tão secretos. Nada mais que isso.

    Escolher meus pares e dosar meus segredos resume bem o Juiz de Direito que há dentro de mim, de nós. Ou vai o leitor me dizer que não é assim?

    (Se assim for então, o fato determina inequivocamente a razão dos magistrados – não todos, só os que eu conheço – terem aquele ar de ‘me tapeie as costas que eu o convido pra cear’).

    Ora, se na hora da escolha da comunicação de nossos segredos somos todos Juízes e é proteger minha dose de ração, – afinal, eu amplio cuidadosamente meu círculo de relacionamentos para que ninguém saiba que meu Segredo (que nem existe) -, deixem-me conversar e estar com eles. Quero saber o que eles pensam, de onde vêem, e quero, antes de tudo sem segredos, ser pacientemente instruído, embora, sem aquele palavrório interminável dos códigos latino/cabalísticos. Olho no olho, e mente na mente, é bom, e eu gosto! Porque o Universo se expande, a evolução do Humano ficará mais difícil.

    Logicamente você já percebeu como é complicado tomar um café com o Millôr Fernandes ou o Luis Fernando Veríssimo.

    E entender-se um pensador, sem vê-lo pensando na sua frente e ouvir sua fala (somada às nuances de voz, olhares e gestual), depende da qualidade do texto que exprime seu pensamento.

    Então, neste quesito, os dois estão inocentados e seu cafézinho pode esfriar, ou talvez, seja melhor você tomá-lo solitariamente. Você sempre entende tudo o que eles pensam, mesmo que suas críticas comportamentais possam ser sutis como a presença dum beija-flor: quando você olha, ele não está mais lá. Quando lê seus trabalhos (é sempre bom saber que este é o trabalho deles, não é hobby), ao ver-se pensando como eles, você sente-se profundamente criticado. Bons textos são espelhos feitos dos melhores cristais.

    Imagine então se um pensador deste tipo, que tem montes de pensamentos pra dividir com você, escrevendo em Advogadês, Fisiquês, Judicialês ou outro ‘ês’ qualquer. Imaginou? Pena que eu num tenha o talento necessário pra fazer esta fantástica transcrição.

    Às vezes, me lembro do Lacan que, se é que entendi (??), era contra seus pares saírem por aí mostrando o ‘pulo do gato’ da psicanálise de sua propriedade.

    Mas a reciclagem intelectual através da troca de informações, estimula a evolução do cogitare.

    Sendo assim, entender bem o que deve ser reciclado nas nossas cabeças, precisaria ser perfeitamente assimilado e entendido para que, por comparação e posterior acréscimo, fosse e (in?) volutivamente transformado.

    Nem que, ao final de tanta cogitação, fossemos forçados ao suicídio, pois – sendo Humanos e não Divinos -, sabemos que nem todos os estágios pessoais de reflexão estão no mesmo que o meu.

    Na sua totalidade, minha opinião e estágio pessoais são intransferíveis, sou quando muito, um pálido projeto do coletivo que me reforma constantemente. Nossas respostas foram tendenciosamente escolhidas e percorreram os caminhos tendenciosos das nossas perguntas.

    Porque a subjetividade de uma opinião mereceria mais crédito que outra?

    Mas nada disso é muito complicado. Basta você, olhando bem nos seus olhos do sabedor preferido e perguntar de onde vêem suas certezas. Não sendo um cientista experimentador, ou um sábio disposto a debater, ele bocejará enfadado e lhe dará as costas (prum tapinha?).

    Enquanto o Universo se expande e as órbitas dos planetas afastam-se entre si, e enquanto as idéias e reflexões forem guardadas como tesouros e grafadas em hieróglifos, fisicamente, como elas, vão afastar-se também as possibilidades de entendimento entre os homens. No espaço, novas rotas de colisão (e embate) entre corpos celestes estão surgindo, e na terra, velhas formas de manipulação dos segredos, por medo da fome e sede de tapinhas, permanecem para evitar debates.

    Então, veja bem! Tentei aqui compreender o incompreensível, mas confesso e reconheço minha ignorância para perceber de verdade onde os vejabenzistas querem chegar.

    Reply to this comment
  10. juliana outubro 29, 13:29

    adoroh ……………

    Reply to this comment
  11. Cristian Korny dezembro 1, 23:49

    muito boa a quase conclusão do texto sobre quem fala de capital social, mas vive mesmo o capital discriminatório, abs!

    Reply to this comment
  12. matinta janeiro 17, 16:15

    Olá Maria Frô,

    Indentifiquei-me muitíssimo com isso aqui:
    “Não tenho a menor paciência para intolerância, desrespeitosos, neocons, necools ou como eu gosto de denominá-los: mudérrrnos.”

    Sou sua vizinha de WordPress… Minha ideía inicial era fazer um blog para contar um pouco da historia não contada a várias mãos, mas por enquanto só a minha mão tá na parada.
    estou aqui: http://queimaherege.wordpress.com/

    Reply to this comment
  13. carlos silva fevereiro 1, 19:37

    maria fro

    E incrivel como a falta de cultara e obsoleta .
    E como um sabio indio disse a nossa sociedade esta nascendo morta . como no poema de antonio barreto .desculpe os erros de portugues.

    Reply to this comment
  14. carlos silva fevereiro 1, 19:47

    Quando era criança quiseram me ensinar que o melhor amigo do homem fosse o cão ele pode ate ser bonzinho se voçê tratar ele com carinho , mas de fato quem e o melhor amigo do homem e o bom livro.

    Reply to this comment
  15. Vilmar Oliveira Carpter setembro 26, 18:01

    Assisti tua participação na entrevista com a Presidenta DILMA e te digo que me emocionei com tuas palavras iniciais. Disseste a ela o que eu gostaria de dizer. Expressaria ainda, todo o meu orgulho te a ter elegido e a felicidade de poder votar para reelegê-la no primeiro turno. Sei da importância do Presidente LULA, mas a capacidade dessa mulher de ter transformado este país num verdadeiro canteiro de obras em todos os sentidos dos pontos cardeais, é impressionante. A “gerentona” como dizem, tem um coração e governa para o povo. E como ela mesmo disse no seu discurso de posse que a partir daquele momento era a Presidenta de todos os brasileiros e está cumprindo.
    Parabéns pela tua participação na entrevista.

    Reply to this comment
  16. Carol outubro 1, 15:59

    Maria Frô, ajude a denunciar o vídeo do Sr. Malafaia fazendo terrorismo com a nossa presidente, editando o discurso dela na ONU.

    http://www.youtube.com/watch?v=z5nxqY2EVw8

    Vamos nos unir e denunciar.

    Eu agradeço!

    Reply to this comment
    • Maria Frô Author outubro 1, 17:33

      Carol já tinha feito isso, não só pela manipulação do discurso da presidenta como pelos ataques à toda comunidade árabe/islâmica.

      Reply to this comment
  17. Chico Notável novembro 14, 03:37

    Achei seu blog horrível. Tão previsível. E entre tantas mentiras a maior que você apresenta ao seu público e sobre você mesmo: você se define como feminista e feminina.

    Perá lá Frô: você pode ser tudo o que escreveu, mas feminina. Que isso? As soldadas de barba da antiga União Soviética que lutaram anos seguidos na 2a guerra sem nem tomar banho conseguiam ser mais femininas e atraentes do que você.

    Muda isso mulher: pega mal e constrange todo mundo que tem que fazer de conta que concorda.

    E olha, seus textinhos são tão rasos. Não consegue desenvolver nada com mais autenticidade e profundidade do que isso não?

    Adeus Frô, foi um desprazer te encontrar na net.

    Reply to this comment
    • Maria Frô Author novembro 16, 10:37

      Chico ~notável~
      O feminino é bem plural, mas em parte, sua concepção de feminino tem modelo na sociedade. Eu de fato sou bem moleca, não costumo usar maquiagem, falo alto quando estou brava e depois que convivi com minhas amigas travestis e trans descobri que elas são delicadas, falam baixinho, vivem maquiadas e são capazes de usar uma microssaia sem mostrar a calcinha. Eu jamais conseguiria tal feito.

      Reply to this comment
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