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A cara visível da tortura: general francês professor de torturas ao exército brasileiro

dezembro 20th, 2013 by mariafro
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Comissão da Verdade de SP investiga participação do francês Paul Aussaresses em aulas de tortura e táticas de repressão

Por: Thaís Barreto

17/12/2013

Apelidado de “cara visível da tortura”, general francês ministrou aulas na região da Amazônia, nas dependências do Exército brasileiro.

A revelação de que a França, país que redigiu as Declarações dos Direitos do Homem e do Cidadão, também colaborou com a Ditadura brasileira, abre mais um capítulo para investigações na Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”. A audiência pública realizada nesta terça-feira (17/12) tratou da participação do general francês Paul Aussaresses no direcionamento de aulas de tortura e outras técnicas de repressão no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus (AM).

“A Escola foi fundada em 1964 para treinar policiais na selva. Em 1966 começaram a dar os cursos”, explicou o pesquisador Fermino Alves. O presidente da Comissão “Rubens Paiva”, Adriano Diogo, vai direcionar a investigação em parceria com a Comissão Nacional da Verdade (CNV) para identificar os nomes dos adidos militares e dos alunos que participaram das aulas e como isso se espalhou em outros países da América Latina, inclusive a ligação com a Operação Condor. O CIGS, onde funcionou a escola, chegou a ter outra nomenclatura a partir de outubro de 1970, era o Centro de Operações na Selva e Ações de Comandos (Cosac).

Aussaresses, ao lado do general Jacques Massu, participou intensivamente da repressão do movimento nacionalista argelino, na Batalha de Argel, ocorrida em janeiro de 1957. Essa experiência fez com que ele fosse convidado em 1961, pelo presidente John Kennedy, para ensinar ao Exército dos Estados Unidos sua experiência. Depois veio para o Brasil, onde fez contato direto com o então chefe do Sistema Nacional de Informação (SNI), o general João Batista Figueiredo e com Sérgio Paranhos Fleury, no auge da repressão. Paul introduziu no Brasil a terminologia “Esquadrões da morte” e acabou ficando conhecido como “a cara visível da tortura”, conforme assinalou Fermino.

A partir de uma reportagem publicada na primeira pagina do Le Monde Diplomatique, na França, ele ficou amplamente conhecido e os detalhes causaram grande impacto no país. “Uma mulher contou que foi torturada e era estuprada duas vezes ao dia por soldados franceses que a estupravam em grupo. É uma historia terrível, teve repercussão enorme e o Le Monde foi procurar os militares franceses que atuaram na época”, contou a jornalista brasileira Leneide Duarte-Plon que mora na França e está escrevendo um livro sobre Paul.

“Ele revelou em detalhes como foi feita a repressão em Argel. [Na época] disse que não tinha nem arrependimento, nem remorso e faria tudo de novo. Ele acreditava que a tortura pode ser necessária”, detalhou Leneide. Paul Aussaresses morreu no último (3/12) sem responder por seus crimes. Ao publicar um livro em 2001, ele e os editores acabaram processados por “apologia de crimes de guerra” mas a Justiça o absolveu, protegido pela Lei da Anistia, conforme explicou Leneide.

“Em 1973 veio para o Brasil como adido militar, um eufemismo para uma colaboração estreita de informações e controle dos nossos exilados na França”, contou a jornalista que o entrevistou longamente. A entrevista será publicada na íntegra no livro que será lançado em abril de 2014. “Ele disse que o general Figueiredo participou diretamente [das sessões] de tortura. Fiqueiredo e o delegado Fleury eram os responsáveis pelo Esquadrão da Morte”, destacou Leneide Duarte-Plon.

América latina: técnicas de tortura

Segundo Fermino Alves, nos anos 1970, o Brasil se tornou o principal exportador e instrutor de técnicas de tortura a países como Chile, Paraguai, Bolívia e Argentina. “Os Estados Unidos não foi o único professor do Brasil. O Exército francês também fez sua parte”, destacou Fermino. O livro intitulado “Services Spéciaux-Algérie 1955-1957” é um relato frio feito por Paul Aussaresses que rendeu a indignação até do presidente Jacques Chirac que conseguiu pelo menos que ele perdesse o título Légion d’Honneur  que o condecorava no exército francês.

O pesquisador Fermino Alves afirmou que é importante tentar buscar documentos que revelem o número de pessoas que participaram das aulas. “Não sabemos quantos oficiais foram formados. No site da escola de Manaus se diz que foram 400 estrangeiros treinados, mas eu acho que foram até mais. Só o Chile mandava de um a 12 oficiais por mês, ele conhece os futuros adidos militares que foram trabalhar nesses países do cone sul que participantes no plano da Operação Condor”, destacou.

“O que a escola tem a esconder? Já se passou tanto tempo e o Brasil precisa saber da sua história. Quem é que fez curso lá? Quais foram os instrutores? Por que essa escola foi direcionada para ser uma escola do terror?” questionou Fermino, sugerindo que a Comissão “Rubens Paiva” impulsionasse ao lado da CNV a busca dessas informações.  A jornalista Leneide Duarte-Plon vai lançar em abril de 2014 na Comissão “Rubens Paiva” um livro sobre o Frei Tito de Alencar, que se suicidou na França por não suportar as amargas lembranças das torturas que sofreu nas mãos de Fleury.

Guerrilha do Araguaia
Fermino Alves chamou atenção para o que está publicado no livro Mata!: o Major Curió e as guerrilhas no Araguaia do jornalista Leonêncio Nossa. Segundo Fermino, houve as primeiras campanhas que fracassaram diante dos guerrilheiros, mas que no desfecho o Exército utilizou as técnicas orientadas pelos ensinamentos de Paul Auseresses. Desaparecer com as pessoas que foram presas e torturadas seria uma das orientações.  Fermino disse é possível localizar em alguns sites feitos pelos próprios militares, que atuaram como agentes da repressão, informações sobre a formação que tiveram, indicando treinamento no Cosac.

*Thaís Barreto é jornalista, assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”

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A classe trabalhadora vai à Universidade! MAB, MST com UFC formam 44 jornalistas

dezembro 20th, 2013 by mariafro
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A classe trabalhadora vai à Universidade, parabéns turma do Jornalismo da Terra, vocês nos enche de orgulho!

Primeira Turma de Jornalismo da Terra se forma na UFC

Por MAB- NACIONAL

13/12/2013 – 11:21

Desde novembro de 2009, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que compõem a Via Campesina, realizam o primeiro Curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Voltado para filhos e filhas de assentados da Reforma Agrária, o curso é composto por 44 estudantes vindos de diversos estados brasileiros.

A graduação teve como principal objetivo formar comunicadores populares para contribuírem na organização do Setor de Comunicação dos movimentos sociais. Com o aprendizado destes quatro anos de curso, os militantes desenvolveram técnicas que irão fortalecer a proposta de comunicação dos movimentos sociais.

“O Curso de Jornalismo da Terra é uma criação única, original, e como todo trabalho original que abre novos espaços traz uma série de questões difíceis, e o tempo todo enfrentamos problemas operacionais e burocráticos para darmos continuidade a ele. Então, ver neste momento a turma se formando é talvez um dos momentos mais importantes da minha carreira profissional, ver os trabalhos finais e ver o quanto os alunos evoluíram e estão aptos a tocar qualquer veículo de comunicação”, afirma a coordenadora do curso de Jornalismo da Terra da UFC, Márcia Vidal.

Durante este período, a turma formulou um grito que ecoa em todas as atividades: “A mídia que aliena aumenta a repressão, estamos aqui por outra comunicação”. Após algumas etapas de estudos, a turma foi nomeada como “Luiz Gama”, escravo que se tornou jornalista em 1960, após sofrer diversos tipos de discriminação e opressão.

“Fazer o curso de jornalismo nos possibilitou a apropriação de técnicas relacionas aos veículos de comunicação que iremos utilizar dentro das nossas organizações. Os conteúdos acadêmicos que aprendemos, somados à prática militante, nos darão um potencial enorme para a continuidade das práticas jornalísticas da classe trabalhadora”, relata a militante do MAB em Minas Gerais e integrante do curso, Nelsina Gomes.

A colação de grau será no dia 20 de dezembro, na Concha Acústica – UFC, com início às 16 horas. Após a cerimônia, os formandos seguirão para a festa de encerramento.

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Prefeito tucano de Esperantina flagrado recebendo propina pode perder o mandato

dezembro 20th, 2013 by mariafro
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Imagens mostram prefeito tucano de Esperantina, PI recebendo dinheiro de empresário no Piauí

19/12/2013 14h34 - Atualizado em 19/12/2013 18h15

O prefeito de Esperantina foi flagrado recebendo uma quantia de R$ 14 mil.
Vídeo foi divulgado pelo ex-secretário do gestor, Marcos Queiroz.


Veja trechos da conversa
Edmilson Portela: É o seguinte: aquele nosso negócio deu R$ 24 mil (reais) viu? O pessoal passou?
Lourival Bezerra: Não, tá com ele.
Edmilson Portela: Eu deixei lá com ele. Ele deu 24(mil reais) aí ficou 10mil(reais) lá daquele negócio, aí ficou 14 mil(reais) pra te entregar agora, certo? Nessa etapa agora. Aí na outra etapa que é no final do ano a gente vai somar o restante. Mas eu só trouxe 10 mil pra ti hoje. Terça ou quarta-feira eu te dou os outros 4 mil reais. Pode ser?
Lourival Bezerra: Pode passar para o ‘Cristão’ então. Aí tu fala pra ele aí…
Edmilson Portela: Confere logo aí, tem dez mil aí.
(atende celular)
Edmilson Portela: É bom você conferir.
Lourival Bezerra:  Aí os 4 mil (reais), tu dá na próxima semana, né?
Edmilson Portela: Os 4 mil(reais) eu dou..até quarta-feira eu lhe dou. Muita conta pra pagar, a gente tá parado aí, esses dois meses.
Lourival Bezerra:  Eu nunca consegui me recuperar não, porque não tem dinheiro. Na hora que cair dinheiro eu libero pra ti.
Edmilson Portela: Sim, como é que a gente vai fazer com a licitação? A licitação aí do esquema? Só vai começar agora em janeiro, né? Tá sabendo né?
Lourival Bezerra:  Vai começar em janeiro.
Edmilson Portela: Aí a gente tem que ajeitar a documentação pra gente.
Lourival Bezerra:  Eu converso contigo isso aí. Contigo e com o ‘Cristão’. Tudo ‘organizadim’.

Com informações do G1

Escândalo no interior do Piauí:Flagrado recebendo dinheiro, prefeito de Esperantina pode perder o mandato

180graus

19/12/2013 às 12h00

Prefeito aparece recebendo dinheiro nas imagens
FLAGRADO RECEBENDO DINHEIRO: Imagens mostram empresário falando em propina

Chegou à redação do 180graus um arquivo de vídeos que mostram o prefeito de Esperantina, Lourival Bezerra Freitas (PSDB), supostamente recebendo um dinheiro que seria uma propina oferecida por um empresário.

O dinheiro seria proveniente da venda de alimentos perecíveis para a merenda escolar comprada com recursos do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. No vídeo o prefeito recebe valores de um senhor conhecido popularmente como Didi do Açogue, que teria aberto uma empresa em nome de um laranja. A empresa possui contrato com a prefeitura no valor de R$ 406.910,00 (quatrocentos e seis mil e novecentos e dez Reais)

Em outro vídeo o presidente da Comissão Permanente de Licitação, Cristovão do Nascimento, também estaria envolvido e aparece como se estivesse explicando como uma licitação seria fraudada. Os vídeos foram feitos pelo próprio empresário que quis denunciar que estaria sendo vítima de tentativa de extorsão. A reportagem do 180graus procurou o empresário, que na verdade se chama Edmilson Portela Pires, para saber o interesse na divulgação dos vídeos, mas ele não quis se pronunciar.

PEDIDA CASSAÇÃO DO PREFEITO
Por conta do vídeo, foi protocolado na manhã desta quinta-feira (19/12) a denúncia na Câmara Municipal de Esperantina contra o prefeito Lourival. A acusação é de recebimento de propina. A denúncia foi feita com base no Decreto Lei 201/67 e é pedido o afastamento preventivo do prefeito no decorrer do processo de cassação. De acordo com a petição, assinada por Marcos Antonio Lira de Queiroz, tudo começou quando “Didi do Açougue” ganhou a licitação no inicio do ano de 2013 para a venda de gêneros alimentícios para a Rede Municipal de Ensino e o prefeito estaria lhe cobrando mensalmente a propina de 15% e este indignado se sentindo lesado, resolveu gravar o pagamento.

O prefeito teria determinado ao Presidente da Comissão Permanente de Licitação, Cristovão, para cuidar do caso. O 180graus também procurou o prefeito, mas seu telefone celular encontra-se desligado. O portal abre o espaço caso um dos citados queira se pronunciar. Contatos: redacao@180graus.com ou pelo telefone (86) 9984-2767.

Ainda de acordo com o ex-secretário Marcos Queiroz, o presidente da licitação Cristovão Nascimento, é responsável por organizar todo o sistema fraudulento a pedido do prefeito.

Em nota, Cristovão Nascimento disse que não viu os vídeos e só vai se manifestar após este procedimento, mas afirmou que as imagens não passam de uma montagem.

G1 tentou entrar em contato com o prefeito Lourival Bezerra, mas o gestor não atendeu aos telefonemas.

O Ministério Público Estadual informou que soube das denúncias, mas ainda não teve acesso ao material que mostra a suposta extorsão.

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MST e CUT comemoram Reforma Agrária em Sidrolândia, MS!

dezembro 17th, 2013 by mariafro
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Nem só de barbárie vive o campo em Mato Grosso do Sul! Finalmente uma boa notícia: 171 famílias assentadas na reforma agrária da Fazenda Nazaré.

Após 4 anos reforma agrária acontecerá em MS na Fazenda Nazaré de Sidrolândia

 Assessoria de Imprensa do MST por e-mail

Na próxima sexta-feira, dia 20, acontecerá um ato de entrega do local que assentará 171 famílias.

No dia 7 de julho de 2013 o Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) protocolou ação de desapropriação da área de 2,4 mil hectares da Fazenda Nazaré, localizada no município de Sidrolândia, na BR 163, no KM 397 e após quatro anos de espera cerca de 171 famílias serão assentadas neste final de ano. Na próxima sexta-feira (20), às 9:30, na sede da Fazenda, acontecerá um ato de comemoração que está sendo realizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e pela CUT Rural de MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul).

Na última segunda-feira (16), no final da manhã, representantes da direção e os coordenadores do acampamento “Joaquim Pereira Veraz” do MST se reuniram com o superintendente regional do INCRA/MS, Celso Cestari, para definir questões relacionadas a entrega da área e o ato de abertura do assentamento.

De acordo com o dirigente do MST, Jonas Carlos da Conceição, este é um momento muito esperado pelas famílias não só do Movimento Sem Terra como dos outros movimentos sociais, como a CUT Rural, que estão acampadas a margem da BR 163 há cerca de quatro anos. “É a hora de entrar na nossa terra, momento de emoção e vitória para todas as mais de cento e setenta famílias que aguardam ansiosamente este momento, foram muitas lutas nestes anos e para nós o assentamento nesta área significa a reabertura da reforma agrária em Mato Grosso do Sul que estava há anos estagnada”, disse.

Jonas Carlos disse ainda que o momento também é de extrema importância para o INCRA, que ficou três anos com uma do liminar do Ministério Público Federal impedido de comprar e desapropriar terras em MS. “O Incra é um órgão importante de gestão e efetivação das nossas lutas, a principal, sem dúvidas, é a reforma agrária, o processo que estava travando esta ação em MS prejudica e muito as famílias que sonham com o seu pedaço de terra. Creio que este é um momento importante não só para nós, mas também para a gestão do Celso Cestari, que recupera em pleno vapor as atividades do Instituto e coloca novamente a reforma agrária na pauta principal do nosso Estado”, conclui.

No ato de abertura do assentamento estão previstas lideranças políticas, sindicais e a presença dos representantes do INCRA.

Contato para mais informações: 9142-6522 e 9838-0139

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