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A classe trabalhadora vai à Universidade! MAB, MST com UFC formam 44 jornalistas

dezembro 20th, 2013 by mariafro
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A classe trabalhadora vai à Universidade, parabéns turma do Jornalismo da Terra, vocês nos enche de orgulho!

Primeira Turma de Jornalismo da Terra se forma na UFC

Por MAB- NACIONAL

13/12/2013 – 11:21

Desde novembro de 2009, militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que compõem a Via Campesina, realizam o primeiro Curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Voltado para filhos e filhas de assentados da Reforma Agrária, o curso é composto por 44 estudantes vindos de diversos estados brasileiros.

A graduação teve como principal objetivo formar comunicadores populares para contribuírem na organização do Setor de Comunicação dos movimentos sociais. Com o aprendizado destes quatro anos de curso, os militantes desenvolveram técnicas que irão fortalecer a proposta de comunicação dos movimentos sociais.

“O Curso de Jornalismo da Terra é uma criação única, original, e como todo trabalho original que abre novos espaços traz uma série de questões difíceis, e o tempo todo enfrentamos problemas operacionais e burocráticos para darmos continuidade a ele. Então, ver neste momento a turma se formando é talvez um dos momentos mais importantes da minha carreira profissional, ver os trabalhos finais e ver o quanto os alunos evoluíram e estão aptos a tocar qualquer veículo de comunicação”, afirma a coordenadora do curso de Jornalismo da Terra da UFC, Márcia Vidal.

Durante este período, a turma formulou um grito que ecoa em todas as atividades: “A mídia que aliena aumenta a repressão, estamos aqui por outra comunicação”. Após algumas etapas de estudos, a turma foi nomeada como “Luiz Gama”, escravo que se tornou jornalista em 1960, após sofrer diversos tipos de discriminação e opressão.

“Fazer o curso de jornalismo nos possibilitou a apropriação de técnicas relacionas aos veículos de comunicação que iremos utilizar dentro das nossas organizações. Os conteúdos acadêmicos que aprendemos, somados à prática militante, nos darão um potencial enorme para a continuidade das práticas jornalísticas da classe trabalhadora”, relata a militante do MAB em Minas Gerais e integrante do curso, Nelsina Gomes.

A colação de grau será no dia 20 de dezembro, na Concha Acústica – UFC, com início às 16 horas. Após a cerimônia, os formandos seguirão para a festa de encerramento.

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Prefeito tucano de Esperantina flagrado recebendo propina pode perder o mandato

dezembro 20th, 2013 by mariafro
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Imagens mostram prefeito tucano de Esperantina, PI recebendo dinheiro de empresário no Piauí

19/12/2013 14h34 - Atualizado em 19/12/2013 18h15

O prefeito de Esperantina foi flagrado recebendo uma quantia de R$ 14 mil.
Vídeo foi divulgado pelo ex-secretário do gestor, Marcos Queiroz.


Veja trechos da conversa
Edmilson Portela: É o seguinte: aquele nosso negócio deu R$ 24 mil (reais) viu? O pessoal passou?
Lourival Bezerra: Não, tá com ele.
Edmilson Portela: Eu deixei lá com ele. Ele deu 24(mil reais) aí ficou 10mil(reais) lá daquele negócio, aí ficou 14 mil(reais) pra te entregar agora, certo? Nessa etapa agora. Aí na outra etapa que é no final do ano a gente vai somar o restante. Mas eu só trouxe 10 mil pra ti hoje. Terça ou quarta-feira eu te dou os outros 4 mil reais. Pode ser?
Lourival Bezerra: Pode passar para o ‘Cristão’ então. Aí tu fala pra ele aí…
Edmilson Portela: Confere logo aí, tem dez mil aí.
(atende celular)
Edmilson Portela: É bom você conferir.
Lourival Bezerra:  Aí os 4 mil (reais), tu dá na próxima semana, né?
Edmilson Portela: Os 4 mil(reais) eu dou..até quarta-feira eu lhe dou. Muita conta pra pagar, a gente tá parado aí, esses dois meses.
Lourival Bezerra:  Eu nunca consegui me recuperar não, porque não tem dinheiro. Na hora que cair dinheiro eu libero pra ti.
Edmilson Portela: Sim, como é que a gente vai fazer com a licitação? A licitação aí do esquema? Só vai começar agora em janeiro, né? Tá sabendo né?
Lourival Bezerra:  Vai começar em janeiro.
Edmilson Portela: Aí a gente tem que ajeitar a documentação pra gente.
Lourival Bezerra:  Eu converso contigo isso aí. Contigo e com o ‘Cristão’. Tudo ‘organizadim’.

Com informações do G1

Escândalo no interior do Piauí:Flagrado recebendo dinheiro, prefeito de Esperantina pode perder o mandato

180graus

19/12/2013 às 12h00

Prefeito aparece recebendo dinheiro nas imagens
FLAGRADO RECEBENDO DINHEIRO: Imagens mostram empresário falando em propina

Chegou à redação do 180graus um arquivo de vídeos que mostram o prefeito de Esperantina, Lourival Bezerra Freitas (PSDB), supostamente recebendo um dinheiro que seria uma propina oferecida por um empresário.

O dinheiro seria proveniente da venda de alimentos perecíveis para a merenda escolar comprada com recursos do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar. No vídeo o prefeito recebe valores de um senhor conhecido popularmente como Didi do Açogue, que teria aberto uma empresa em nome de um laranja. A empresa possui contrato com a prefeitura no valor de R$ 406.910,00 (quatrocentos e seis mil e novecentos e dez Reais)

Em outro vídeo o presidente da Comissão Permanente de Licitação, Cristovão do Nascimento, também estaria envolvido e aparece como se estivesse explicando como uma licitação seria fraudada. Os vídeos foram feitos pelo próprio empresário que quis denunciar que estaria sendo vítima de tentativa de extorsão. A reportagem do 180graus procurou o empresário, que na verdade se chama Edmilson Portela Pires, para saber o interesse na divulgação dos vídeos, mas ele não quis se pronunciar.

PEDIDA CASSAÇÃO DO PREFEITO
Por conta do vídeo, foi protocolado na manhã desta quinta-feira (19/12) a denúncia na Câmara Municipal de Esperantina contra o prefeito Lourival. A acusação é de recebimento de propina. A denúncia foi feita com base no Decreto Lei 201/67 e é pedido o afastamento preventivo do prefeito no decorrer do processo de cassação. De acordo com a petição, assinada por Marcos Antonio Lira de Queiroz, tudo começou quando “Didi do Açougue” ganhou a licitação no inicio do ano de 2013 para a venda de gêneros alimentícios para a Rede Municipal de Ensino e o prefeito estaria lhe cobrando mensalmente a propina de 15% e este indignado se sentindo lesado, resolveu gravar o pagamento.

O prefeito teria determinado ao Presidente da Comissão Permanente de Licitação, Cristovão, para cuidar do caso. O 180graus também procurou o prefeito, mas seu telefone celular encontra-se desligado. O portal abre o espaço caso um dos citados queira se pronunciar. Contatos: redacao@180graus.com ou pelo telefone (86) 9984-2767.

Ainda de acordo com o ex-secretário Marcos Queiroz, o presidente da licitação Cristovão Nascimento, é responsável por organizar todo o sistema fraudulento a pedido do prefeito.

Em nota, Cristovão Nascimento disse que não viu os vídeos e só vai se manifestar após este procedimento, mas afirmou que as imagens não passam de uma montagem.

G1 tentou entrar em contato com o prefeito Lourival Bezerra, mas o gestor não atendeu aos telefonemas.

O Ministério Público Estadual informou que soube das denúncias, mas ainda não teve acesso ao material que mostra a suposta extorsão.

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MST e CUT comemoram Reforma Agrária em Sidrolândia, MS!

dezembro 17th, 2013 by mariafro
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Nem só de barbárie vive o campo em Mato Grosso do Sul! Finalmente uma boa notícia: 171 famílias assentadas na reforma agrária da Fazenda Nazaré.

Após 4 anos reforma agrária acontecerá em MS na Fazenda Nazaré de Sidrolândia

 Assessoria de Imprensa do MST por e-mail

Na próxima sexta-feira, dia 20, acontecerá um ato de entrega do local que assentará 171 famílias.

No dia 7 de julho de 2013 o Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) protocolou ação de desapropriação da área de 2,4 mil hectares da Fazenda Nazaré, localizada no município de Sidrolândia, na BR 163, no KM 397 e após quatro anos de espera cerca de 171 famílias serão assentadas neste final de ano. Na próxima sexta-feira (20), às 9:30, na sede da Fazenda, acontecerá um ato de comemoração que está sendo realizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e pela CUT Rural de MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul).

Na última segunda-feira (16), no final da manhã, representantes da direção e os coordenadores do acampamento “Joaquim Pereira Veraz” do MST se reuniram com o superintendente regional do INCRA/MS, Celso Cestari, para definir questões relacionadas a entrega da área e o ato de abertura do assentamento.

De acordo com o dirigente do MST, Jonas Carlos da Conceição, este é um momento muito esperado pelas famílias não só do Movimento Sem Terra como dos outros movimentos sociais, como a CUT Rural, que estão acampadas a margem da BR 163 há cerca de quatro anos. “É a hora de entrar na nossa terra, momento de emoção e vitória para todas as mais de cento e setenta famílias que aguardam ansiosamente este momento, foram muitas lutas nestes anos e para nós o assentamento nesta área significa a reabertura da reforma agrária em Mato Grosso do Sul que estava há anos estagnada”, disse.

Jonas Carlos disse ainda que o momento também é de extrema importância para o INCRA, que ficou três anos com uma do liminar do Ministério Público Federal impedido de comprar e desapropriar terras em MS. “O Incra é um órgão importante de gestão e efetivação das nossas lutas, a principal, sem dúvidas, é a reforma agrária, o processo que estava travando esta ação em MS prejudica e muito as famílias que sonham com o seu pedaço de terra. Creio que este é um momento importante não só para nós, mas também para a gestão do Celso Cestari, que recupera em pleno vapor as atividades do Instituto e coloca novamente a reforma agrária na pauta principal do nosso Estado”, conclui.

No ato de abertura do assentamento estão previstas lideranças políticas, sindicais e a presença dos representantes do INCRA.

Contato para mais informações: 9142-6522 e 9838-0139

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EDWARD SNOWDEN: CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL

dezembro 17th, 2013 by mariafro
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Seria muito bom que Dilma enfrentasse como enfrentou na ONU a política de Washington.
Acompanhemos.

CARTA ABERTA AO POVO DO BRASIL
EDWARD SNOWDEN, Tradução de CLARA ALLAIN


Glenn Greenwald/Laura Poitras /EPA/LANDOV

Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista. Compartilhei com o mundo provas de que alguns governos estão montando um sistema de vigilância mundial para rastrear secretamente como vivemos, com quem conversamos e o que dizemos.

Fui para diante daquela câmera de olhos abertos, com a consciência de que a decisão custaria minha família e meu lar e colocaria minha vida em risco. O que me motivava era a ideia de que os cidadãos do mundo merecem entender o sistema dentro do qual vivem.

Meu maior medo era que ninguém desse ouvidos ao meu aviso. Nunca antes fiquei tão feliz por ter estado tão equivocado. A reação em certos países vem sendo especialmente inspiradora para mim, e o Brasil é um deles, sem dúvida.

Na NSA, testemunhei com preocupação crescente a vigilância de populações inteiras sem que houvesse qualquer suspeita de ato criminoso, e essa vigilância ameaça tornar-se o maior desafio aos direitos humanos de nossos tempos.

A NSA e outras agências de espionagem nos dizem que, pelo bem de nossa própria “segurança” –em nome da “segurança” de Dilma, em nome da “segurança” da Petrobras–, revogaram nosso direito de privacidade e invadiram nossas vidas. E o fizeram sem pedir a permissão da população de qualquer país, nem mesmo do delas.

Hoje, se você carrega um celular em São Paulo, a NSA pode rastrear onde você se encontra, e o faz: ela faz isso 5 bilhões de vezes por dia com pessoas no mundo inteiro.

Quando uma pessoa em Florianópolis visita um site na internet, a NSA mantém um registro de quando isso aconteceu e do que você fez naquele site. Se uma mãe em Porto Alegre telefona a seu filho para lhe desejar sorte no vestibular, a NSA pode guardar o registro da ligação por cinco anos ou mais tempo.

A agência chega a guardar registros de quem tem um caso extraconjugal ou visita sites de pornografia, para o caso de precisarem sujar a reputação de seus alvos.

Senadores dos EUA nos dizem que o Brasil não deveria se preocupar, porque isso não é “vigilância”, é “coleta de dados”. Dizem que isso é feito para manter as pessoas em segurança. Estão enganados.

Existe uma diferença enorme entre programas legais, espionagem legítima, atuação policial legítima –em que indivíduos são vigiados com base em suspeitas razoáveis, individualizadas– e esses programas de vigilância em massa para a formação de uma rede de informações, que colocam populações inteiras sob vigilância onipresente e salvam cópias de tudo para sempre.

Esses programas nunca foram motivados pela luta contra o terrorismo: são motivados por espionagem econômica, controle social e manipulação diplomática. Pela busca de poder.

Muitos senadores brasileiros concordam e pediram minha ajuda com suas investigações sobre a suspeita de crimes cometidos contra cidadãos brasileiros.

Expressei minha disposição de auxiliar quando isso for apropriado e legal, mas, infelizmente, o governo dos EUA vem trabalhando arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo, chegando ao ponto de obrigar o avião presidencial de Evo Morales a pousar para me impedir de viajar à América Latina!

Até que um país conceda asilo político permanente, o governo dos EUA vai continuar a interferir com minha capacidade de falar.

Seis meses atrás, revelei que a NSA queria ouvir o mundo inteiro. Agora o mundo inteiro está ouvindo de volta e também falando. E a NSA não gosta do que está ouvindo.

A cultura de vigilância mundial indiscriminada, que foi exposta a debates públicos e investigações reais em todos os continentes, está desabando.

Apenas três semanas atrás, o Brasil liderou o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas para reconhecer, pela primeira vez na história, que a privacidade não para onde a rede digital começa e que a vigilância em massa de inocentes é uma violação dos direitos humanos.

A maré virou, e finalmente podemos visualizar um futuro em que possamos desfrutar de segurança sem sacrificar nossa privacidade.

Nossos direitos não podem ser limitados por uma organização secreta, e autoridades americanas nunca deveriam decidir sobre as liberdades de cidadãos brasileiros.

Mesmo os defensores da vigilância de massa, aqueles que talvez não estejam convencidos de que tecnologias de vigilância ultrapassaram perigosamente controles democráticos, hoje concordem que, em democracias, a vigilância do público tem de ser debatida pelo público.

Meu ato de consciência começou com uma declaração: “Não quero viver em um mundo em que tudo o que digo, tudo o que faço, todos com quem falo, cada expressão de criatividade, de amor ou amizade seja registrado. Não é algo que estou disposto a apoiar, não é algo que estou disposto a construir e não é algo sob o qual estou disposto a viver.”

Dias mais tarde, fui informado que meu governo me tinha convertido em apátrida e queria me encarcerar. O preço do meu discurso foi meu passaporte, mas eu o pagaria novamente: não serei eu que ignorarei a criminalidade em nome do conforto político. Prefiro virar apátrida a perder minha voz.

Se o Brasil ouvir apenas uma coisa de mim, que seja o seguinte: quando todos nos unirmos contra as injustiças e em defesa da privacidade e dos direitos humanos básicos, poderemos nos defender até dos mais poderosos dos sistemas.

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