Não à terceirização

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Só o Globo sabia da página do Aécio… e quando denunciamos que mídia tradicional é um partido político….

novembro 1st, 2013 by mariafro
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Fonte: Twitter

Quando denunciamos que mídia no Brasil age como um partido político somos acusados de sectários. Mas vejam vocês, o Globo ao invés de explicar porque divulgou uma página com 1 (UMA) ÚNICA CURTIDA, (o que nos permite supor que quem criou e curtiu estava querendo divulgá-la), o que faz? Apenas retira a página do ar como se nada tivesse ocorrido.

http://oglobo.globo.com/pais/depois-de-dilma-bolada-aecio-neves-ganha-versao-boladasso-10637180

Como disse o Rafucko:  O Globo é um jornal militante, a serviço da ditadura militar e complemento, hoje continua servindo à direita, aos valores conservadores, ao que há de pior e mais reacionário na política brasileira. Daqui a pouco os Marinhos se candidatam eles próprios. Não farão mais uso de intermediários, porque como podemos ver na página do Aécio que só o Globo sabia que existia, não tem jeito, nem com o Jornal O Globo, nem com todo o empenho da família Marinho pondo a conta do twitter e do facebook engajadíssimas na sua invenção, o Aécio Bolado deslanchou:

É Aécio, está feia a coisa para você, ninguém está disposto a levar um papo reto contigo:

ATUALIZAÇÃO
No Extra a matéria pode ainda ser lida na íntegra, foi de lá que acabei de fazer os prints:

http://extra.globo.com/noticias/brasil/depois-de-dilma-bolada-aecio-neves-ganha-versao-boladasso-10637810.html

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Vagner Freitas e Julia Nogueira: “Um país rico é país sem pobreza e sem racismo!”

novembro 1st, 2013 by mariafro
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A luta pela Igualdade Racial e a CUT

No mês da consciência negra, comemorado em 20 de novembro, CUT debate avanços, desafios sobre a questão racial no Brasil

Por: Vagner Freitas, Presidente Nacional da CUT, e Julia Nogueira, Secretária Nacional de Combate ao Racismo

01/11/2013

No ano em que comemora três décadas de existência, a CUT se engajou, em todos os Estados do País, na preparação da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR), que será realizada em Brasília, entre os dias 5 a 7 de novembro, mês dedicado a reflexão sobre o tema – 20 de novembro é Dia Nacional da Consciência Negra.

Essa Conferência tem como objetivo sistematizar, a partir de consultas, conceitos estratégicos a construção de uma agenda positiva para as políticas de igualdade racial no próximo período. Ela propõe quatro eixos de discussão: 1) estratégias para o desenvolvimento e o enfrentamento ao racismo; 2) políticas de igualdade racial no Brasil; 3) arranjos institucionais para assegurar a sustentabilidade das políticas de igualdade racial; e, 4) participação política e controle social.

A CUT sistematizou um documento que trata do acúmulo que tem desenvolvido ao longo de sua história sobre o combate a discriminação racial no Brasil. Nesse documento, apresentamos 3 temas que acreditamos serem fundamentais para o desenvolvimento econômico do País sem racismo: saúde, educação e trabalho.

Debater os problemas dos negros e negras brasileiros/as é um obrigação dos setores progressistas da nossa sociedade. No Brasil, talvez porque as características mais marcantes dos brasileiros sejam o bom humor e a simpatia, existe uma enorme dificuldade em se admitir o racismo. Afinal, racismo é uma crueldade inaceitável e ninguém quer ser identificado com tal perversão.

A realidade, no entanto, mostra que o racismo é estrutural em nosso País. Uma herança de vários séculos. E exatamente por isso estimula comportamentos, atitudes e pensamentos de grande parte da sociedade e garante privilégios, maiores ou menores, a determinados grupos, mesmo entre as classes subalternas.

Ignorar, não debater nem buscar soluções para o problema que o Brasil tem em relação à questão racial e a escravidão, só prolonga o sofrimento das vítimas de racismo, que convivem com o preconceito, a falta de oportunidades no mercado de trabalho e salários mais baixos, entre tantos outros problemas.

Acusar as pessoas realmente preocupadas com o combate às desigualdades raciais de racismo, é projetar seu próprio preconceito no outro para fugir covardemente do debate sério e construtivo. Vimos muito essa inversão de valores nos debates sobre as cotas. Por que uma ação afirmativa como essa ainda provoca tanta discussão contrária? Por que é tão difícil entender que cotas para negros é o resgate de uma dívida histórica com essa parcela da sociedade e não um mero problema socioeconômico.

Para nós, a cor da pele não pode, de maneira alguma, determinar o lugar de um/a cidadão/a na sociedade. É preciso dar voz e espaço aos negros e às negras e, principalmente, garantir escolaridade, trabalho e renda; e, assim, eliminar de uma vez por todas o preconceito racial da nossa sociedade.

Avanços

Não podemos negar que progredimos nos últimos 10 anos. Os avanços nas políticas voltadas a promoção da igualdade racial, por exemplo, demonstram o impacto positivo das ações afirmativas na autoimagem e na perspectiva de vida dos afrodescendentes, principalmente, os jovens que têm oportunidades que seus pais não tiveram.

Indicadores socioeconômicos apontam melhoria nas condições de vida da população negra, bem como no acesso a serviços e direitos. Aspectos como renda, expectativa de vida e acesso à educação melhoraram, mas ainda não se assemelham aos dos brancos. A ascensão da classe C no Brasil permitiu um acesso maior de parte significativa da população negra brasileira a renda e ao consumo.

Embora persistam os debates sobre ações afirmativas, é inegável que as cotas para o ingresso nas universidades e no serviço público permitiram a entrada de negros e de negras em espaços que antes eram privilégio dos brancos. Mas, essas ações de resistência contra o racismo e de ascensão social de negros precisam ser consolidadas.

Não poderíamos deixar de citar conquistas como a criação da SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (criada pela Medida Provisória n° 111, convertida na Lei 10.678) e da Lei 10639/2003, que estabelece o ensino da História da África e da Cultura afro-brasileira nos sistemas de ensino. Ambas completam dez anos esse ano.

A SEPPIR foi criada a partir do reconhecimento das lutas históricas do Movimento Negro brasileiro e do ponto de vista da institucionalização da política de promoção da igualdade racial, desencadeou no Brasil a possibilidade de criação de órgãos estaduais e municipais que são extremamente importantes para fazer chegar até as pessoas tudo que é pensado para incluir a população negra.

Já a Lei 10639 é uma das primeiras baseadas em ações afirmativas para que todos conheçam mais sobre os negros, pois além da escravidão, as pessoas precisam conhecer as lutas, culturas negro-brasileiras e contribuições dos/as negros/as para a formação da sociedade – nas áreas da política, da economia, da cultura, entre outros.

A aprovação da PEC das Domésticas, que ficou popularmente conhecida como a “Nova lei Áurea” foi mais um sopro de liberdade por reconhecer direitos para os mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras domésticas, em sua maioria negros. Esses trabalhadores que enfrentam baixos salários, longas jornadas de trabalho, escassa ou nenhuma proteção social, más condições de vida e um descumprimento generalizado das normas laborais. Agora falta, por parte do governo, a ratificação da Convenção 189, que reconhece esses direitos.

Desafios

Todos os dados estatísticos mostram que estamos muito longe de uma equidade racial. Estamos falando taxas de analfabetismo, salários mais baixos, desemprego ou subemprego.

Recente pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, aponta que, no Brasil, a probabilidade do negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior, mesmo quando se compara indivíduos de outros grupos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes. Isso significa que só o fato de nascer negro já coloca a pessoa em um grupo de risco de morte violenta.

As desigualdades sociais continuam enormes. Segundo dados da PNAD, quando observamos a evolução contingente de pobres por raça/cor e gênero, temos a comprovação do viés. Entre 2002 e 2012, a participação da população branca entre os pobres caiu 19,6% enquanto que a participação da população negra subiu 8,2%. Quando fazemos o corte por gênero e raça/cor, observamos que a maior redução se deu no caso dos homens brancos, cuja participação caiu 22,4%, seguido das mulheres brancas cuja participação entre os pobres caiu 17%. Já para o caso da população negra, o maior aumento incidiu sobre a mulher negra, cuja participação entre os pobres cresceu 10,6%, enquanto que no caso dos homens negros esse percentual subiu 5,9%.

Por tudo isso, a Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT continuará lutando para combater toda e qualquer forma de discriminação, preconceito e desigualdade, debatendo e implantando ações com o objetivo de que todos os trabalhadores e trabalhadoras possam ser tratados sem discriminação.

Um país rico é país sem pobreza e sem racismo!

Leia também:

A chance de um jovem negro ser assassinado no Brasil é 3,7 vezes maior, em comparação com um branco

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Leandro Fortes se despede da Carta Capital: “Fui, com muito orgulho, o repórter dos invisíveis.”

novembro 1st, 2013 by mariafro
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DESPEDIDA DOÍDA

Por: Leandro Fortes (enviado por e-mail)

01/11/2013

Em outubro de 2005, eu havia desistido do jornalismo.

A fúria com que a mídia havia se debruçado sobre o escândalo do “mensalão” havia, na época, iniciado uma onda de vandalismo editorial que transformara o trabalho das redações de Brasília em gincanas de uma só tarefa: derrubar o governo Lula.

Transformados em soldados de uma estrutura paralisante de pensamento único, os repórteres de Brasília passaram a gravitar em volta desse objetivo traçado pelo baronato da mídia sem maiores preocupações críticas. De repente, a ordem era adaptar todas as teses progressistas e de esquerda vinculadas ao governo do PT ao esgoto do “maior escândalo de corrupção da história do Brasil” e, a partir de então, iniciar a caçada a Lula e seu mandato presidencial. Fracassaram, mas não pararam de se multiplicar.

Assim, meia dúzia de famílias que monopolizava (e ainda monopoliza) o negócio da comunicação no País se uniu, como em 1964, para derrubar um presidente eleito pelo voto popular por meio do mesmíssimo discurso udenista de combate à corrupção agregado, a partir de uma adaptação tosca e deliberadamente manipulada, a conceitos difusos de liberdade de imprensa e liberdade de expressão – uma armadilha retórica que perdura até hoje, cujo o objetivo continua sendo o mesmo, o de não discutir seriamente nem uma coisa nem outra.

Eu havia largado empregos promissores da chamada “grande imprensa” para me dedicar a dar aulas de jornalismo em uma faculdade de Brasília. Pretendia, como acabei fazendo pouco tempo depois, criar um fórum próprio de discussão e formação em jornalismo desvinculado da crescente ideologização de direita, conservadora e medíocre da mídia nacional. Assim nasceu a Escola Livre de Jornalismo, uma arena de ideias, seminários, palestras e oficinas para estudantes e jovens jornalistas em busca de contrapontos ao mau cheiro da mídia tradicional. Dediquei-me, ainda, a escrever livros e fazer palestras Brasil afora.

A CartaCapital entrou na minha vida, em 2005, pelas mãos da mesma pessoa que me fez vir para Brasília, em 1990, Cynara Menezes – minha amiga e contemporânea dos tempos da UFBA, minha irmã querida, jornalista brilhante, desde sempre.

Eu não sabia, mas ao ser indicado por Cynara para assumir o cargo de correspondente da Carta em Brasília, eu teria a chance de viver a mais importante, relevante e satisfatória experiência da minha carreira de jornalista desde que, numa tarde de maio de 1986, eu botei os pés na redação da Tribuna da Bahia, como estagiário não-remunerado, em um velho prédio coberto de fuligem do bairro da Sete Portas, nas entranhas da velha Salvador.

A experiência na Carta traz o traço marcante da convivência com o idealizador e a alma da revista, Mino Carta, de longe o mais importante e referencial jornalista ainda em atividade no Brasil. Eu, que já havia trabalhado para as famílias Mesquita, Sirotsky, Marinho e Nascimento Brito, não sabia o que era ter como patrão um jornalista de verdade. Fosse apenas isso, ter a oportunidade de trabalhar e conviver com um profissional da qualidade – e com a sabedoria – de Mino, a experiência na CartaCapital já teria sido um presente. Mas foi mais do que isso.

Nesses oito anos de CartaCapital, moldei meu espírito de repórter no combate permanente às injustiças sociais, ao moralismo seletivo e ao mau jornalismo vendido à sociedade como suprassumo do pensamento liberal, mas que é somente subproduto risível de certa escola de reportagem a serviço do que há de pior e mais reacionário no pensamento das autodenominadas elites nacionais.

Desde a minha trincheira, na capital federal, parti para percorrer o País a fim de ouvir quem nunca tinha sido ouvido e dar voz a quem nunca pode falar.

Fui, com muito orgulho, o repórter dos invisíveis.

Agora, de partida para outras plagas profissionais, gostaria de compartilhar com todos vocês, queridos amigos, colegas e leitores, esse meu sentimento contraditório, tão típico dos que se despendem sem a certeza de que querem mesmo ir embora.

Eu devo à CartaCapital a oportunidade de ter voltado a amar o jornalismo, com todas as dificuldades e sacrifícios que esse ofício tão especial nos coloca no caminho, todo dia.

Hoje, no meu último dia de trabalho na Carta, olho para trás e espero, sinceramente, ter retribuído à altura.

 

ATUALIZAÇÃO

DAQUI PRA FRENTE

Por: Leandro Fortes em seu Facebook

Eu quero agradecer, muito emocionado que estou, por todas as mensagens que não param de chegar aqui no Facebook, depois que anunciei, mais cedo, minha saída da CartaCapital.

Sem falar nas muitas mensagens e telefonemas que estou recebendo de amigos e leitores bastante curiosos sobre minha nova empreitada profissional.

A partir da semana que vem, irei prestar consultoria à Pepper Interativa, uma agência de comunicação digital de Brasília, na área de análise e produção de conteúdo para internet. Não é jornalismo, mas vai me servir para planos futuros.

Pretendo aprender muito sobre gestão de internet para, mais para frente, lançar uma agência de notícias na rede, a partir de fundamentos jornalísticos nos quais acredito, mas que andam fora de moda, como a honestidade intelectual e a produção de notícias baseada na verdade factual.

Também pretendo usar minhas horas livres, isso se realmente eu as tiver daqui para frente, para preparar uma biografia não-autorizada de Paula Lavigne.

Muito obrigado pelo carinho de todos.

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Mano Brown falando para jovens negros da periferia de Salvador: I love Periferia

novembro 1st, 2013 by mariafro
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Este é o teaser do Piloto de I Love Periferia. Tomara que os guris do Mídia Periférica consigam recursos pra edição. Eu quero assistir \o/

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