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Elite fascista no Brasil queima, envenena, incendeia, mata mendigos a paulada, diz que devem virar farinha de peixe e quer varrê-los da rua

dezembro 8th, 2013 by mariafro
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Moradores de rua são alvo de protesto em Florianópolis: “Não precisamos de mendigos: Fora!” Li a notícia dese movimento em Florianópolis que quer varrer os mendigos de Canasvieiras como se fossem lixo. Parei para lembrar de alguns casos que chegaram até a mídia, vejamos:

Assassinos do Pataxó, Galdino dos Santos

Na madrugada de 20 de abril de 1997 Galdino, um pataxó foi queimado vivo por adolescentes de classe média na capital Federal. Durante o julgamento em 2001 os acusados disseram que o objetivo era “dar um susto”, fazer uma “brincadeira”” para que ele se levantasse e corresse atrás deles. Alegaram, ainda, que chegaram a jogar fora na grama parte do álcool adquirido num posto de gasolina, por não ser necessária toda a quantidade comprada para dar o alegado “susto”. Um dos rapazes disse à imprensa que ele e seus amigos haviam achado que Galdino era um mendigo e que, por isso, haviam decidido perpetrar o ato.

Em maio de 2011 mendigos de Belo Horizonte envenenados com veneno de rato

Em setembro de 2011, uma senhora na paulista exige que a polícia retire morador de rua paraplégico do seu caminho, chamando-o de lixo, macaco, e diante da recusa dos policiais, ela os ofende.

Em fevereiro de 2012, o estudante de Desenho Industrial Vítor Suarez Cunha, de 21 anos foi barbaramente espancado e ficou internado  com diversas fraturas na face porque tentou defender um mendigo que estava sendo agredido por 5 delinquentes, na Praça Jerusalém, no bairro Jardim Guanabara, Ilha do Governador

No mesmo mês vários moradores de rua em Salvador foram trucidados durante a greve dos policiais militares. Há suspeitas de que foram policiais, eles mesmos, os matadores.

Em maio de 2012, mendigo espancado por segurança da SuperVia na Central do Brasil

Em novembro de 2012 Guarda Civil de Santos agride morador de rua em Santos

Em Abril deste ano em Minas Gerais, Donato se diverte ‘enforcando’ mendigo em imagem divulgada na sua página pessoal do Facebook. O neonazista é acusado por agressões a negros e gays 


(Print: Facebook)
Abaixo a prisão do meliante:

Em julho, Maceió Alagoas o mendigo deficiente físico, identificado como Cícero Elias da Silva, de 41 anos é espancado e o policial civil agressor lhe aponta uma arma

Também em julho o Fantástico copiando um probrama estadunidense lança a versão tupiniquim com o tema ‘agressão a mendigo

Em outubro deste ano no Rio de Janeiro

‘Mendigo deveria virar ração para peixe’, diz vereador de Piraí, RJ ao defender projeto que proíbe voto a moradores de rua

Por isso, a elite catarinense de Florianópolis querer varrer os mendigos que ela trata sem nenhum eufemismo como “lixo” não deveria nos surpreender. O que indigna é mais uma vez isso cair no vazio, afinal os moradores com ação fascista estão organizados em uma associação, podem ser identificados, portanto, o Ministério Público não faz nada porque não quer.

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A mídia criminaliza o PT porque ela faz parte de grandes corporações favoráveis a uma agenda neoliberal e menos redistributiva possível

dezembro 8th, 2013 by mariafro
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Por que a criminalização da política interessa às grandes corporações?

Os grandes veículos são grandes corporações favoráveis a uma agenda de corte liberal e o menos redistributivista possível. Isso explica a criminalização.

Por: Fabiano Santos, Carta Maior

07/12/2012

Arquivo

O equívoco da criminalização da política brasileira, promovida pela cobertura diária da grande imprensa, e direcionada, sobretudo, para lideranças do Partido dos Trabalhadores, não decorre apenas da desinformação e de um possível viés ideológico em favor de oposicionistas ao governo. Decorre principalmente do fato de serem os grandes veículos de comunicação no país, grandes corporações e, como tal, favoráveis a uma agenda de corte liberal, tanto menos redistributivista quanto possível.
Por este motivo, o PT passa a ser o grande inimigo, porque é a mais bem sucedida experiência institucional brasileira de aliar democracia e alocação política, leia-se, através da ação governamental, de bens e valores econômicos e sociais. Ao mesmo tempo, seu relativo sucesso explica resultados de diversas sondagens, segundo as quais a taxa de identificação partidária com o PT, sempre rondando os 25%, é alta, seja em termos internacionais, seja levando-se em consideração a história brasileira.

A presença do tema da corrupção nas eleições e no debate político, neste sentido, é essencial para o campo conservador brasileiro. É imprescindível transmitir a informação de que toda forma de ação governamental é suspeita, por envolver quase que por definição desvio de recursos escassos, extraídos das famílias e das empresas. Trata-se, contudo, de estratégia perigosa, tanto mais perigosa, quanto mais consciente for a respeito de seus possíveis efeitos sobre a natureza democrática do nosso regime. Senão vejamos.

Em linhas gerais, duas correntes antagônicas buscam explicar o comportamento político em sociedades de massas, sociedades que aliam capitalismo e democracia: um primeiro conjunto de autores defende a hipótese de acordo com a qual as decisões a serem tomadas em uma democracia de massa são mais complexas do que a capacidade cognitiva do cidadão comum pode suportar; o segundo grupo é mais otimista quanto à competência política dos eleitores, ao enfatizar o papel que as instituições, como os partidos, cumprem no sentido de auxiliá-los no exercício da racionalidade em momentos de decisão política.

No primeiro caso, os eleitores são representados como seres voláteis, que consomem informação e respondem a ela de maneira afetiva, sem filtros capazes de associar a produção dos dados a seus interesses de mais longo prazo, bem como a relação destes mesmos dados com os temas fundamentais da agenda pública. Esta é a teoria do eleitor impressionista, instável, que encontra dificuldades quase que intransponíveis para exercer graus razoáveis de racionalidade em seu processo decisório. No segundo caso, os eleitores são representados como seres que selecionam as fontes de informação política e são capazes, em determinadas circunstâncias, de fazê-lo de maneira minimamente eficiente – isto é, optando por aquelas ações e decisões que melhor traduzem seus interesses.
Controvérsias à parte, algum consenso entre estas linhas existe quanto ao fato de sermos mais consistentes em nossas decisões quando decidimos em torno de fatores mais estruturais da vida política, tais como partidos, grupos sociais, ideologia e lideranças bem estabelecidas, e menos consistentes quando construímos juízos com base em variáveis mais restritivas e de curto prazo. Por exemplo, nós, cidadãos, seriamos mais ponderados na ocasião em que chamados a escolher representantes e governantes do que quando convocados a decidir sobre questões específicas da agenda pública, como ocorre nas ocasiões de plebiscitos e referendos.

Mas voltemos ao exemplo do partido político. Por que é tão fundamental no regime representativo? Basicamente porque as agremiações partidárias são uma das fontes centrais de estabilização das decisões e identidades políticas dos cidadãos numa democracia. O partido cumpre a relevante função de associar o voto dado pelo eleitor  a uma agenda de políticas públicas a ser seguida por um candidato. A informação sintetizada no partido é um dos veículos mediante os quais os eleitores são levados a apoiar os diversos candidatos em pugnas eleitorais.
Quando os partidos parecem falhar, por exemplo, quando suas lideranças são vítimas de uma cobertura monotemática em torno da corrupção, o ambiente das decisões políticas se torna mais errático e os eleitores mais sujeitos a adotar cursos de ação prejudiciais, com base em informações de curto prazo, aí sim impressionistas, em temas específicos, desprovidos de relações mais estruturais com a agenda pública. Por isso, é tão importante preservar os partidos no contexto de uma disputa eleitoral, pois eles estabilizam o processo decisório do cidadão comum, em geral desinteressado em buscar todas as evidências necessárias ao reconhecimento dos mecanismos de causa e efeito característicos do mundo político.

Ora, crises desencadeadas por denúncias de corrupção nada tem a ver com aspectos estruturais da vida política. Aliás, o tema corrupção é apenas um tema, um “tema sujo”, como diriam os teóricos da comunicação política, a partir do qual o eleitor não é capaz de derivar políticas para o país. Em outras palavras, uma campanha eleitoral cujo mote principal é a corrupção assume contorno plebiscitário, em um contexto no qual o eleitor se torna menos ponderado, mais afetivo do que propriamente capaz de associar o posicionamento dos diversos candidatos a questões centrais da agenda. O PT, em coalizão com diversas outras forças, várias das quais conservadoras, tem apresentado suas prioridades aos eleitores.
Inclusão, redução da pobreza e crescimento econômico com forte presença do estado têm sido os fundamentos de sua ação como partido do governo e no poder. Se é importante uma alternativa democrática, esta certamente não se encontra na criminalização da política e do PT, sobretudo, se pensamos em uma alternativa democrática. Boa para gerar crises, e desacreditar governos de perfil mais popular, a criminalização da política é, essencialmente, péssimo meio de pedagogia democrática.

(*) Cientista político, professor e pesquisador do IESP/UERJ

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No Brasil governado pelo PT desigualdade cai, em São Paulo governada pelo PSDB não!

dezembro 8th, 2013 by mariafro
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“Eu acho que o povo de São Paulo cansou de esperar”, afirma Lula
Durante o Encontro de Vereadores do PT Paulista, ex-presidente destacou a necessidade de preparo para 2014, falou do papel da mídia em episódios como a Ação Penal 470 e afirmou que o PT nunca esteve tão perto de uma vitória no estado de São Paulo
Por Aline Nascimento – Portal Linha Direta
7/12/2013

A cidade de Itupeva sediou o Encontro de Vereadores do PT Paulista na tarde dessa sexta-feira, dia 6. Parlamentares de todo o estado se reuniram para debater a conjuntura política e os desafios das eleições de 2014. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso de pouco mais de 40 minutos e destacou a preocupação da oposição: “Eu acho que eles têm medo da gente ganhar o estado mais importante da nação. Eles devem pensar: com o dinheiro que tem aqui, se esses caras fizerem em São Paulo o que fizeram no Brasil, nunca mais a gente volta”.

Lula lembrou que ganhar uma eleição em São Paulo não é tarefa fácil e que ele mesmo foi o primeiro candidato do PT ao cargo, ainda na década de 80. No entanto, deu seu recado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha – nome da sigla para a disputa do próximo ano. “Padilha, você tem que entender que pode ser o cara”. E completou: “Sem ser nenhum profeta: nunca estivemos tão próximos de ganhar as eleições de São Paulo como estamos hoje”.

Antes de concluir sua fala, Lula pediu para a militância e os quadros petistas se prepararem para o embate do próximo período e frisou que a imprensa dá luz a questões “o emprego do Zé Dirceu no hotel, mas não fala nada do helicóptero com meia tonelada de cocaína” apreendido na última semana nas proximidades do Espírito Santo.

O ministro Padilha focou sua fala nas ações já realizadas em âmbito nacional e que podem ganhar força no estado com uma parceria entre governos, como já é o caso do Mais Médicos. “Até março, os 2.500 médicos solicitados no Programa serão atendido, teremos médicos e mais médicos nos municípios. [...] O ponto mais estruturante do Mais Médicos é dar ao jovem brasileiro e à jovem brasileira a oportunidade de abrir mais vagas em cursos de Medicina. De várias cidades que pediram o curso, 16 foram atendidas”, afirmou a citar todas elas uma a uma.

Ela chamou a atenção para a importância da atuação dos vereadores nos municípios brasileiros: “Vocês são a expressão viva que o PT sabe ganhar uma eleição no estado de São Paulo. Não tem eleição mais dura que a de vereador e vereadora. Não é fácil você discutir, convencer. E o enfrentamento que vocês fazem é a expressão que o PT aprendeu e sabe ganhar eleição em todo estado”, concluiu.

Edinho Silva, em seu último evento oficial à frente do PT São Paulo, frisou que a unidade possibilitou à sigla chegar ao nome do Padilha muito antes do tempo convencional e que esse era o início de uma caminhada para pavimentar a vitória do partido no estado. Fala complementada pelo presidente eleito, Emidio de Souza, que citou a reeleição de Dilma. “Precisamos resgatar aquele velho coração do PT, nossa velha maneira de fazer do PT. Consolidando Dilma nossa presidenta da República”.

A mesa conduzida pelo secretário de Assuntos Institucionais (Seai) do PT-SP, Iduigues Martins, contou ainda com o prefeito anfitrião Ricardo Bocalon, que falou da emoção em receber a atividade e o presidente Lula. “O senhor é a fonte inspiradora para nós. Ensinou-nos a respeitar, não subestimar, estar no meio da população. (…) O senhor nos ensinou que governo se faz ao lado do povo e não apartado dele”. Além dele, a vereadora de Várzea Paulista, Sueli do Yakult, a coordenadora da macro Guarulhos Marisa de Sá, o senador Eduardo Suplicy, deputados estaduais, federais e lideranças.

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Folha fica para trás na cobertura do cartel do metrô e enfrenta acusações de que protege o PSDB

dezembro 8th, 2013 by mariafro
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Mudou de nome o partidarismo de extrema-direita da Folha Ditabranda, aquele jornal que defende abertamente o banditismo de máfias e quadrilhas ao desinformar a população e atribuir os crimes delas aos governos petistas, virou: ‘ficar atrás da cobertura do cartel’.

A sugestão do artigo é de Flávio Furtado Farias e as imagens são inserções do blog.

Perder esse trem

Por: SUZANA SINGER, Folha

Folha fica para trás na cobertura do cartel do metrô e enfrenta acusações de que protege o PSDB

“Coisa feia, hein, FSP? Sempre a reboque do concorrente ‘OESP’. Todo dia o ‘Estadão’ descobre algo e publica. A FSP apenas reporta. Das duas, uma: ou tem péssimos repórteres investigativos, ou não quer mexer com o P$DB. A segunda hipótese me parece mais certa.”

O comentário, postado no site da Folha na quinta-feira, resume uma cobrança que vem sendo feita quase diariamente ao jornal sobre a cobertura do cartel de trens e metrô em São Paulo.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que integra o coro dos descontentes, disse de forma educada praticamente a mesma coisa que o internauta: “Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de São Paulo e ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando ‘O Estado de S. Paulo’, não se pergunta pelo crime, recrimina-se o acusador”.

De fato, a Folha não está indo bem nessa cobertura. O jornal tem o mérito de ter dado o chute inicial da grande mídia, ao revelar, em julho, a existência de um acordo de leniência da Siemens no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A multinacional, em troca de imunidade nas investigações, delatou às autoridades antitruste brasileiras um conluio em licitações de São Paulo, que envolvia partilha de encomendas e elevação dos preços.

O jornal teve outro bom momento ao mostrar que investigações, já existentes em 2011, não prosperaram, apesar do pedido de colaboração das autoridades suíças, porque o gabinete de um procurador do Ministério Público Federal “arquivou o caso na pasta errada”.

Foram dois “furos” (informações exclusivas) importantes, mas agora o jornal parece estar perdendo esse trem. Foi o “Estado” que revelou, em outubro, mensagens de 2004 em que o então presidente da Alstom no Brasil recomendava o uso de lobistas para obter contratos no governo de São Paulo.

Mais recentemente, o concorrente divulgou documento que teria sido escrito pelo primeiro delator do caso, um ex-executivo da Siemens, que citava o envolvimento de políticos tucanos. Na semana passada, publicou primeiro um depoimento de outro funcionário da empresa sobre uma conta secreta usada para o pagamento de propina e para fazer remessas a doleiros.

Engana-se, porém, quem atribui o mau desempenho recente da Folha a preferências partidárias. As investigações sobre o cartel do metrô, conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Cade, ainda estão em curso e o que já foi apurado deveria ser mantido em sigilo. Só que, a conta-gotas, documentos têm sido vazados, quase sempre para o “Estado”.


ENQUANTO VOCÊ PAGA CARO PARA SE ESPREMER COMO EM UMALATA DE SARDINHA, SEUS GOVERNANTES GOZAM DA SUA CARA

Trata-se de uma falha da reportagem, que precisa ser sanada rapidamente, mas não há nada que indique corpo mole com o objetivo de proteger “a” ou “b”. É bom lembrar que a Folha publicou, há três meses, uma manchete (infundada) que dizia “Serra sugeriu que Siemens fizesse acordo, diz e-mail”.

Em novembro, o jornal expôs a fragilidade das iniciativas tomadas pelo governador Geraldo Alckmin para investigar o caso. Em editorial, afirmou-se que, “nas investigações sobre a CPTM, um escândalo engata-se a outro, e a omissão das autoridades paulistas tem garantido a impunidade geral”.

Aos que me acusarão, ao final de leitura deste texto, de aliviar a barra do jornal, adianto que nenhuma Redação gosta de ver escancaradas suas deficiências em coberturas importantes. E essa, que envolve um desvio de dinheiro bem maior que o do mensalão petista, é uma delas.

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