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Emiliano José sobre o rol de ilegalidades contra os presos políticos da AP470: Guantánamo, não!

dezembro 25th, 2013 by mariafro
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Por Emiliano José em seu Facebook

25/12/2013

O impossível acontece: juiz decide aplicar penas suplementares e ilegais aos presos da AP 470 da Papuda.

Primeiro, mantém em regime fechado quem devia estar em semiaberto.

Segundo, sem quê nem pra quê, manda confiscar os livros deles, entrega-os à biblioteca do presídio.

Terceiro, determina escassas duas horas de leitura por dia.

Fui preso político: passei quatro anos na PLB da Bahia. Depois da fase da tortura líamos todos os livros que passavam pela censura da Cadeia: e passava quase tudo que naturalmente não era uma censura letrada. Podíamos ler Asterix e O Capital. Ou O vermelho e o negro. E ninguém ditava nossas horas de leitura.

Agora, sob o Estado de Direito, um juiz, a seu talante, resolve atropelar mais ainda a lei, pretendendo superar a ditadura. Está conseguindo.Ganha um lugar na história. Nada honroso, é verdade. Mas, o ineditismo do ato ditatorial fora de época lhe está assegurado.

Resta, penso, que não se cruze os braços. Que haja reações. O ovo da serpente do autoritarismo está aí, chocando sob variadas formas, malgrado nossa bendita democracia. Não podemos deixar passar isso, naturalizar o arbítrio.

De tudo que sei, há ilegalidades flagrantes acontecendo. Já abriram o portão, pisaram em nossas flores. Não podemos permitir que suprimam nossa voz.Providências jurídicas já. Mobilização de nossa gente, já! 

Não bastasse o julgamento de exceção, querem também impor cumprimento de pena de exceção. Guantanamo, não!

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Paulo Zolin: Haddad dá parque ao povo, Serra deu parque à Globo

dezembro 25th, 2013 by mariafro
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Diferenças entre o modo de governar do PT e do PSDB:

O Pinheirinho da Rede Globo foi legalizado pelo Estado
Por Wilian César
27/01/2012
O mesmo governo que não legalizou o pinheirinho, presenteou a Rede Globo de televisão com um terreno de R$ 11 milhões.

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Como diria o Sílvio Santos :”É dinheiro ou não é?”

No último domingo, a Polícia Militar de São Paulo usou de sua peculiar truculência para expulsar as 1600 famílias do acampamento Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
A área foi devolvida ontem para a massa falida da empresa Selecta, do especulador Naji Nahas.

Durante os oito anos de ocupação,o prefeito José Eduardo Cury (PSDB) procurou dificultar ao máximo as negociações para que o terreno fosse declarado como “Zona especial de interesse social”, medida necessária para desapropriar e legalizar a área para os moradores.

Depois foi a vez do governador Geraldo Alckmin recusar qualquer acordo. Mesmo havendo a oportunidade de solicitar um prazo junto à Justiça para adiar a reintegração e tentar uma decisão conjunta com os governos municipal e federal, ele resolveu colocar a polícia em campo e deixou toda aquela gente na sarjeta.

O interessante nessa história toda é que o governo não apresentou o mesmo comportamento quando a invasão partiu do maior canal de tv do país.
É dela mesmo que eu estou falando, a Rede Globo de televisão.

Para quem não conhece a história, durante 11 anos a Rede Globo se apropriou de um terreno público localizado ao lado de sua sede em São Paulo.
O local fica em uma da regiões mais cobiçadas pelo mercado imobiliário, tem 11.600 metros quadrados e está avaliado em R$ 11 milhões.

A emissora dos Marinhos cercou e transformou o lugar verde de praça pública em espaço privado, de modo que qualquer cidadão (não global) que se aproximava era barrado e expulso pelos seguranças.

Em 2010, a denúncia da invasão foi ao ar no programa Domingo Espetacular, da Rede Record, então o governador José Serra resolveu legalizar o terreno para a Globo.

Na tentativa de abafar o caso, Serra e Globo firmaram um convênio e decidiram construir uma escola técnica no local. A instituição não visa oferecer cursos de interesse do público, mas sim da própria emissora: (Multimídia e Produção de áudio e vídeo).
Só para variar, Serra ainda batizou o lugar de “Jornalista Roberto Marinho”.

Governo e Globo se saíram bem na história, e não deram ao povo nenhuma explicação sobre os anos de ilegalidade do canal e omissão do Estado.

Já pensou na Polícia Militar expulsando os executivos da “vênus platinada” com tiros de borracha, bombas, cachorros e cassetetadas?

Abaixo o parque Agusta, agora definitivamente sancionado por Haddad para a população de São Paulo

 

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Haddad dá um presente para Sampa: sancionou o Parque Augusta \o/

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Haddad dá um presente para Sampa: sancionou o Parque Augusta \o/

dezembro 24th, 2013 by mariafro
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Parabéns a todos moradores do centro que lutaram para salvar o Parque Augusta, hoje foi publicada no Diário Oficial (24), a lei determina que o espaço será “implementado em área de jurisdição da Subprefeitura da Sé, localizada na confluência da rua Augusta com a rua Caio Prado e a rua Marques de Paranaguá” e que “terá como referência atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação de memória paulista”.

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O Grupo Correio da Paraíba e o radialista ofensor poderiam se espelhar na InterActive: Comentário racista no Twitter custa emprego de executiva

dezembro 23rd, 2013 by mariafro
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Comentário racista no Twitter custa emprego de executiva
Diretora de comunicação da InterActive, Justine Sacco, foi demitida neste fim de semana, depois de ter feito piada no Twitter com as vítimas da Aids na África

AFP

22/12/2013

Arquivo pessoal/LinkedIn. Justine Sacco, diretora de Relações Públicas da IAC, que fez comentário preconceituoso no Twitter sobre a África

A diretora de comunicação da InterActive Corp (IAC) – proprietária de sites como match.com, Meetic, Vimeo e The Daily Beast -, Justine Sacco, foi demitida neste fim de semana, depois de ter feito piada no Twitter com as vítimas da Aids na África.

“Indo para a África. Espero não contrair Aids. Brincadeira. Sou branca!”, publicou Justine na última sexta-feira, antes de embarcar para a África do Sul.

A mensagem, lida apenas por seus seguidores, então 200, foi encaminhada para um funcionário do site Buzzfeed.com, que lhe deu maior divulgação, segundo a imprensa americana.

Ao desembarcar, Justine apagou a mensagem e sua conta no Twitter, mas o estrago já estava feito, e o comentário virou alvo de chacota e insultos nas redes sociais, tornando a hashtag #JustineSacco uma das mais discutidas no Twitter.

Mesmo após a demissão, a gafe da executiva continuava sendo comentada nas redes. Neste domingo, o domínio justinesacco.com redirecionava o internauta a um site de doações para a luta contra a Aids na África.

“O comentário ofensivo não reflete a visão, nem os valores, da IAC”, assinalou a empresa. “Tratamos este assunto com muita seriedade, e tomamos medidas junto à funcionária envolvida. Não há justificativa para o comentário publicado, que condenamos com firmeza.”

Justine desculpou-se hoje, em um comunicado citado pela ABC News: “Palavras não podem expressar o quanto me arrependo e o quanto é necessário para mim pedir desculpas ao povo sul-africano, que ofendi com uma mensagem desnecessária e insensível.”

A executiva lembrou que nasceu na África do Sul.

“Existe uma grave crise por causa da Aids neste país. Infelizmente, é muito fácil falar com leviandade sobre uma epidemia que nunca foi enfrentada diretamente”, assinalou.

“Por ser insensível a essa crise – que não discrimina por raça, gênero ou orientação sexual, e sim nos aterroriza de forma uniforme -, e por milhões de pessoas que vivem com o vírus, sinto vergonha”, concluiu.

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