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Está na hora de Mano Brown reeditar seu vídeo sobre a Justiça: ao invés de Serra, o protagonista será Joaquim Barbosa

dezembro 22nd, 2013 by mariafro
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O IPTU é um imposto baseado no valor da propriedade, ou seja, ele incide sobre patrimônio e não sobre a renda. A proposta aprovada na Câmara é de um imposto redistributivo, paga mais (e bem pouco diante das mansões dos bairros nobres) os que vivem em melhores imóveis e em bairros valorizados e são isentos ou pagam bem pouco os que vivem em casas menores e em bairros sem grandes bens e ofertas de serviços públicos.


Arte de Flávio Furtado de Farias

A este respeito e trazendo dados reveladores o professor Pablo Ortellado escreve indignado no seu Facebook:

“O aumento médio do IPTU progressivo que foi derrubado pela FIESP e pelo PSDB era de 15 reais. Isso mesmo, o valor de um período de estacionamento em restaurante frequentado pela classe média. Argumento substantivo usado na ação? “Incapacidade contributiva”. Perde o munícipe pobre que, ao invés de ficar isento ou ter o IPTU reduzido, terá um ajuste “isonômico” de 5,6% — igualzinho o dos mais ricos. Isso é que é justiça tributária!”

A Justiça classista de São Paulo, que só defende o seu status quo barrou o aumento do IPTU redistributivo e o caso foi parar no STF e o que fez o presidente do Supremo?

Quando lemos o embromation jurídico de Joaquim Barbosa parece que ele vai cair em si e fazer justiça:

“(…) no caso em exame, não questionam o propósito e a importância dos projetos e das ações que seriam beneficiadas pela arrecadação proveniente do tributo cuja exigibilidade está suspensa em caráter geral. (p. 10)

Mas sempre há um mas:

Porém, para que se possa afirmar que os recursos provenientes do aumento do tributo seriam absolutamente imprescindíveis, seria necessário analisar toda a matriz de receitas e de despesas do ente federado…. (p. 10 e 11)”

Quando Joaquim Barbosa diz “Nego seguimento aos pedidos de suspensão da liminar” (p. 12); Joaquim Barbosa devolveu a bola pra Justiça classista e na prática escolheu Skaf e abandonou o povo paulistano, vejamos. 

Ao negar a liminar à administração da cidade ele escolheu o lado da Fiesp, o de Skaf, o de Paulo Maluf contra o povo de São Paulo: todos nós pagaremos para que esses senhores morem muito bem e a periferia continue sem os recursos necessários.

Obrigada, Joaquim Barbosa sua Justiça ‘neutra’ é igual a que Mano Brown atribuiu ao Serra:

Rovai também escreveu sobre o assunto, transcrevo logo abaixo e Eduardo Guimarães dá um dado de como estamos ferrados com a Justiça que temos: Kassab aumentou IPTU em até 357% e Fiesp não deu um pio

Valeu, Skaf: Haddad se diz socialista e sinaliza mudança de tom do seu governo

Por: Renato Rovai, em seu blog

21/12/2013

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é um político sem votos. Foi candidato a governador em 2010 e de um colégio de aproximadamente 24 milhões de eleitores que se dispuseram a ir às urnas, conseguiu que um milhão o escolhessem para o cargo. Ou seja, 4,5%.

Um fiasco para quem se gaba de presidir a principal entidade do capital industrial brasileiro. Um fiasco para quem liderou, como se fosse um Robin Hood, um movimento contra a CPMF, imposto vinculado à saúde e que, entre outras coisas, contribuía para diminuir a sonegação.

Joaquim Barbosa também é um político sem votos. É um dos juízes mais políticos de todos os tempos do Supremo Tribunal Federal. E tem utilizado seu cargo para fazer política contra o PT. Talvez por isso mais do que por qualquer outra coisa deu ganho de causa à Fiesp contra a Prefeitura na batalha do IPTU.

Skaf fez de novo o que dele se esperava. Agiu como um Hobin Hood da Fiesp, que historicamente defende que se tire dinheiro dos pobres para dar aos ricos.

Barbosa fez o que dele se esperava. Governou por decreto impedindo que a democracia seja exercida no plano da política. Tornou tanto a Câmara Municipal de São Paulo quanto o Executivo da cidade em meros figurantes do STF. Quem governa é a justiça, cravou o juiz sem votos.

E ambos contaram com o apoio irrestrito da mídia paulista, que Haddad imaginava que seria mais do doce com ele do que foi com Erundina e Marta Suplicy.

Mas o que parece uma derrota do prefeito, pode ser o inicio de uma grande virada a seu favor. Haddad parece que desistiu de fazer média com a mediocridade de uma São Paulo que se acha dona da cidade. Segundo reportagem da Rede Brasil Atual, o prefeito disse ao comentar a decisão do STF: “Sou socialista, acredito na necessidade da distribuição de renda”.

É este Haddad que precisa governar. O que deixa claro suas posições e que não tem medo de enfrentar o estabilishment. É este Haddad que contrariou interesses e criou o Pró-Uni, que implementou cotas nas universidades, que retomou a criação de universidades públicas que precisa vir à tona no governo de São Paulo. O Haddad que não tem receio de se afirmar socialista.

Ao fazer esta opção, Haddad vai conquistar boa parte dos 55% que lhe elegeram prefeito de São Paulo. E vai fazer valer os seus votos.

Porque Haddad teve votos. E os seus votos vieram majoritariamente de um pedaço da cidade que também acredita na necessidade de distribuição de renda. E defende a justiça social.

Aliás, o governo de Haddad já tem feito essa opção, o que precisa é assumir isso no discurso.

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‘Se o Brasil for Hexacampeão Mundial de Futebol em 2014, a manchete da Folha será: “Brasil não é Campeão Mundial de Basquete”‘

dezembro 22nd, 2013 by mariafro
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Por Celso Sabadin em seu Facebook

Vejam só que sensacional:

SEGUNDO A FOLHA DE S.PAULO DE HOJE, em matéria específica sobre a cidade de São Paulo, “Em dezembro de 2012, 810,5 mil pessoas aguardavam consulta médica especializada, exame ou cirurgia. No mesmo mês neste ano, o número caiu 11%”,

AINDA SEGUNDO A FOLHA DE S.PAULO DE HOJE, “No atendimento às crianças em creches e pré-escolas, a prefeitura aumentou em 5% as matrículas entre setembro de 2012 e de 2013. Isso significou 20 mil vagas a mais”.

Muito bem. E qual é uma das chamadas de capa da FOLHA DE S.PAULO DE HOJE?
É a seguinte: “Um ano da gestão Haddad: Filas continuam na Saúde e na Educação”.
Não é sensacional?

É óbvio que as filas continuam. E vão continuar por muitos e muitos mandatos, após as várias administrações desastrosas que tivemos. O jornal simplesmente percebe que os números deste primeiro ano de mandato do Haddad foram positivos, e resolve encobrir o fato com uma manchete que não é mentirosa, mas é das mais ridículas, feita para esconder a verdade. Mesmo porque todos sabem que a grande maioria só lê os títulos das matérias.

Morro de dó dos editores da FOLHA, que são obrigados pela diretoria do jornal a encobrir os fatos positivos com chamadas de capa como esta.
Se o Brasil for Hexacampeão Mundial de Futebol em 2014, a manchete da Folha será: “Brasil não é Campeão Mundial de Basquete”.

Haja paciência, né Fernando Haddad Prefeito?

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Pablo Villaça: Para ser uma criatura verdadeiramente social, devo largar as redes sociais

dezembro 22nd, 2013 by mariafro
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Entendo perfeitamente o desgaste do meu querido amigo, todos os dias eu me sinto assim. Mas me preocupo que seres pensantes, humanistas e que muito têm a contribuir no debate público e à esquerda se contrapondo à barbárie dos pitbuls, dos rottweilers, dos poodles da direita raivosa desistam de espaços como o Facebook.

Por Pablo Villaça em seu futuro Ex-Facebook
22/12/2013

Hoje tive uma conversa interessante, reveladora e que, como toda boa conversa, me fez perceber certas coisas que deveriam ser óbvias. A conversa foi com Ioná (que divide comigo a honra de ter dado origem às duas criaturinhas mais fantásticas do planeta) e começou com a informação de que ela iria largar o Facebook.

“Mas por quê???”, questionei, como se ela houvesse dito que iria entregar as crianças para adoção.

E o que ela disse a seguir não só fez todo o sentido do mundo como ainda me convenceu de que eu deveria fazer o mesmo.

O fato é que passamos a pensar em termos de redes sociais. Quando leio algo interessante, antes de refletir exatamente sobre o que estava escrito, sinto o impulso da “Curtida” e do “Compartilhamento”. De certa maneira, demonstrar que li algo tornou-se tão ou mais importante que absorver aquilo.

Este, porém, é o menor dos problemas. O mais grave é notar como a rede social pode nos tornar… menos sociais. Pessoas com as quais eu mantinha relações cordiais e das quais gostava acabaram se convertendo, em minha percepção, em figuras lamentáveis em função do que expunham por aqui. Um indivíduo com sensibilidade ímpar para a música, por exemplo, revelava-se um reacionário da pior espécie – e mesmo que meu contato com ele se restringisse à esfera musical, eu me via tentado a cortar toda e qualquer ligação por ter passado a nutrir antipatia por sua figura, esquecendo que, escrotices ideológicas à parte, ele podia ser bem divertido.

Torna-se difícil ler algo como “Cansei de pessoas que só me procuram quando precisam de algo” e não sentir vontade de dar um cascudo no autor do post. Em primeiro lugar, pela necessidade de expor ao mundo, de forma enigmática e que estimule perguntas (o objetivo final), qualquer frustração. Em segundo, por vê-lo adotar uma abordagem tangencial, claramente pouco funcional e imatura para enviar um recado oblíquo a alguém. Em terceiro, por desestimular, sem perceber, a abordagem de qualquer um – pois certamente não irei procurá-lo(a) agora e correr o risco de parecer interesseiro.

Pior, porém (e – de novo – foi Ioná quem me abriu os olhos para isso), é perceber como mesmo nutrindo aversão profunda por qualquer publicação do tipo Contigo, Caras e afins, tornei-me consumidor exatamente daquilo que vendem: da futilidade, da superfície, da aparência.

Não, pior: tornei-me também fornecedor deste produto.

Ir a um show não se resume mais a curtir um espetáculo; inclui tirar fotos no camarote, de costas para o palco, e publicar no Face para apreciação alheia.

Somos não só as estrelas, mas os paparazzi de nós mesmos.

Não quero apenas descer do palco; quero deixar de ser plateia do exibicionismo alheio. Porque isto também me faz crítico, me leva a antipatizar com pessoas perfeitamente decentes que estão fazendo simplesmente o que também sou levado a fazer em função das redes sociais: expor-me como astro de meu próprio reality show.

Não me interessa conhecer sua dúvida acerca das opções de presente de Natal ao marido ou à esposa (dica: se ele(a) tem Facebook, sua necessidade de expor o preço do regalo já suplantou o desejo de fazer uma surpresa); não me interessa se você está preso num engarrafamento e não poderá chegar a tempo (dica: em vez de publicar no Facebook, ligue para as pessoas que estão te esperando); e definitivamente não me interessa ler suas indiretas a quem quer que seja.

Mas igualmente importante: não deveria te interessar que eu fizesse exatamente o mesmo – e já fiz muito.

E devo agradecer à fantástica mãe de meus filhos esta percepção que deveria ser óbvia: a de que, para ser uma criatura verdadeiramente social, devo largar as redes sociais.
———————————————
Observação: como sou um profissional de Internet, claro que não posso simplesmente abandonar os serviços de Facebook e Twitter, que são úteis como ferramenta de divulgação de meu trabalho. Assim, quem sai do Facebook é a Pessoa Física, não a Jurídica. Continuarei a linkar para meus textos, videocasts e afins em minha página profissional (que fica em Pablo Villaça e também no Twitter.

Mas se quiser bater papo, trocar ideias e jogar conversa fora, melhor me ligar ou mandar um email. Vou tentar existir mais fora da Internet.

Beijocas.

P.S.: Ninguém deve ler os exemplos que listei no texto acima como indiretas ou referências a pessoas específicas. Foram comportamentos hipotéticos inspirados em anos de facebook.

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O PIG macartista em clima de “Is this tomorrow!”

dezembro 22nd, 2013 by mariafro
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Já passou da hora de se criar um tumblr de manchetes da Folha, Estadão e o Globo, chamado “PIG, Is this tomorrow!

Será que os barões da mídia não têm nenhum respeito a seus leitores?

A chamada do Estadão para anunciar a criação da universidade do Trabalhador é vexatória não faz inveja alguma ao senador  Joseph McCarthy:

Universidade do governo terá aulas de marxismo

 “Governo federal funda a ‘Universidade do Trabalhador’ que vai oferecer curso online com aulas de marxismo, socialismo e capitalismo.” 

Como se nas universidades públicas respeitadas de todos os governos, incluindo USP, UNICAMP e UNESP, universidades estaduais paulistas, do estado governado pelos tucanos, não houvessem inúmeros cursos das Ciências Sociais, passando pela História, Economia, Educação, Jornalismo, Arquitetura, Filosofia etc.  que ofereçam disciplinas, inúmeras delas, com aulas de “marxismo, socialismo e capitalismo”, aff!

E olhe que o João Villaverde, um dos repórteres que assina a matéria, é um um jornalista honesto e mesmo assim faz uma chamada que reforça uma identidade que a direita usa comumente para dizer que governos petistas fazem proselitismo seja nas universidades ou nos materiais didáticos.

Reforçar uma identidade de esquerda que, inclusive, boa parte dos governos petistas com seu eterno ~ espírito republicano ~ não faz questão alguma de manter não é de todo ruim, o problema é dar a ideia de que isso é exclusivo ao governo federal, exclusivo apenas a esta universidade, o que é completamente inverdade. Mas se aulas sobre marxismo, socialismo, capitalismo são ministradas em praticamente todos os cursos universitários de boas universidades por que esta chamada?

Fico imaginando como seria a chamada de jornalistas desonestos que coadunam com o espírito patronal vigente no Estadão: 

Universidade do governo terá aulas de marxismo: 


5 4, 3, 2, 1 para toda a reaçaria dos blogs aos pitbuls, rottweilers e poodles começarem as entrevistas com “A escola sem partido” e o projeto de uma Universidade do Trabalhador não sair do papel.

Universidade do governo terá aulas de marxismo

Governo vai oferecer curso à distância na Universidade do Trabalhador com aulas de marxismo, socialismo e capitalismo, diz ministro do Trabalho
MURILO RODRIGUES ALVES, JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo


Foto: Ed Ferreira/Estadão

O governo federal vai fundar, no primeiro trimestre de 2014, a Universidade do Trabalhador, plataforma de ensino à distância que oferecerá cursos de qualificação profissional tendo como principal meta a “politização” dos trabalhadores. As aulas incluem “marxismo, socialismo e capitalismo”, antecipou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, em entrevista ao ‘Estado’.

Para o representante do PDT no Ministério de Dilma Rousseff, os trabalhadores de hoje precisam de uma maior compreensão política. “Estamos vivendo um período de despolitização geral no Brasil, em todas as áreas. Os trabalhadores são peça fundamental na discussão política. Eles são os agentes que constroem com seu esforço, com seu trabalho…”, explica.

A Universidade do Trabalhador vai usar a expertise do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, projeto sob a tutela, desde 2004, da Casa Civil, com cerca de 100 mil matrículas. A ideia, porém, é aumentar exponencialmente o atendimento na nova plataforma online de ensino, que terá capacidade técnica de atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de 1 milhão de trabalhadores por dia. “Vai ser um negócio grandioso”, garante o ministro. Discute-se, até mesmo, uma internacionalização do programa, que poderia ser acessado em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Venezuela.

O primeiro convênio foi firmado com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o catarinense Manoel Dias concluiu o curso de Direito. Segundo o professor João Arthur de Souza, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, a universidade vai receber R$ 2,5 milhões pelo contrato de dois anos, dinheiro que será usado para pagar bolsas a estudantes e contratar técnicos para o projeto. A equipe responsável pela definição dos novos cursos tem 30 a 40 alunos bolsistas e profissionais de várias áreas, como Psicologia, Pedagogia, Estatística, Computação, Letras, Economia, Sociologia e Administração.

Cursos sem partido. O professor da UFSC disse que os cursos serão “apartidários”, embora admita que abordarão o contexto no qual estão inseridas as tecnologias. “O trabalhador precisa entender o impacto do que ele está fazendo na sociedade.” A próxima da fila será a Universidade de Brasília (UnB), que fechará convênio com o governo ainda em 2013. Mais três instituições virão em 2014.

Na visão do ministro do Trabalho, a Pasta deve passar a desempenhar, em 2014, o papel de “intermediadora” na relação entre os trabalhadores e as empresas. “Hoje o mundo mudou, há de ter mais negociação. Isso ajuda no crescimento, na geração de empregos. O trabalhador bem tratado produz mais, trabalha com mais prazer.”

De acordo com o especialista José Pastore, professor de Relações do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), a qualificação profissional é, de fato, uma questão crucial, mas ter como foco “politizar” os trabalhadores é uma medida “defasada”, que não resolve o problema da baixa produtividade do mercado de trabalho brasileiro.

“Uma economia globalizada exige competência, eficiência e produtividade. Muito mais conhecimento das tecnologias e do sistema de produção do que propriamente de ciência política.” Para o professor, o foco deve estar na qualidade da educação básica. Ele conta que conhece um recrutador que faz testes de ditado com candidatos a vagas para profissionais com curso superior completo porque sempre tem os que são reprovados nessa fase.

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