Maria Frô

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Mais uma campanha para recolher assinaturas: Projeto de lei de Iniciativa Popular sobre a Reforma Política

maio 10th, 2013 by mariafro
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Democratizar a mídia e fazer reforma política é importantíssimo.

Mas na minha opinião o debate sobre democratização da mídia está muito mais maduro que o da reforma política.

Vejo muita gente politizada  fazer questões como: no que consiste voto em lista? Qual mudança fundamental sobre o voto em legenda, o que garantiria que deputados que representam as empreiteiras que financiam as suas campanhas não se aboletariam das listas? Sim, sabemos que o projeto de reforma política pressupõe financiamento público de campanha, mas os deputados que já acumularam capital legislativo com seus inúmeros mandatos permitirão que um representante dos sem terra que nunca teve dinheiro para campanha ocupe o primeiro lugar da lista? Como garantir que o ~centralismo democrático~ que vigora na maioria dos partidos (não considero partidos psd, psdb, dem, pps e estas legendas de aluguel que assolam o parlamento, porque seus caciques não têm prática partidária, comercializam legendas como xuxu na feira), mas os processos democráticos que haviam no PT há muito não são mais praticados como as prévias pra escolha de candidato do executivo.

Acho que é necessária a promoção de inúmeros debates para começar a conscientizar as pessoas sobre a importância da reforma política. Falta ainda uma página na rede como o da campanha para Mídia democrática que tenha o projeto explicado tim-tim por tim-tim e todas as demais orientações para o recolhimento de assinaturas e envio dos formulários.

Como contribuição o blog Maria Frô  fez uma pesquisa na página do PT  e compartilha:

A resolução de março de 2013 do PT sobre a reforma política: PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR SOBRE A REFORMA POLÍTICA

O cartaz de  divulgação da Campanha para o Projeto de Lei de  iniciativa popular sobre a Reforma política

Se você também acha importante que a reforma política aconteça, ajude a promover debates sobre ela e a recolher assinaturas.

Aqui você encontra o modelo abaixo para baixar: abaixo-assinado Reforma Política 

Os formulários com as assinaturas recolhidas podem ser enviados para:

Diretório Nacional do PT
Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C, nº 256, Edifício Toufic,
CEP 70302-000, Brasília, DF

Também podem ser entregues nas sedes estaduais do PT.

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Velha mídia brazuca apanhando nas redes sociais: Globo sai do Facebook

maio 9th, 2013 by mariafro
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Globo explica saída do Facebook

Juarez Queiroz, CEO do Globo.com, detalha os motivos que levaram a Globo a abandonar o Facebook como plataforma para distribuição de conteúdo

Por TERESA LEVIN: Meio e Mensagem

08/05/2013

A decisão das Organizações Globo em retirar o conteúdo do Facebook, na primeira semana de abril, foi provocada por razões editoriais e comerciais, afirma Juarez Queiroz, CEO da Globo.com. De acordo com Queiroz, o tráfego com origem na rede social não tão significativo que impedisse a decisão. “O Facebook não é importante na distribuição da Globo. Representa menos de 2% na média, em alguns produtos menos de 1%”, afirma. Para o executivo, os meios de interação dos usuários com o conteúdo variam e nem sempre o resultado das ações dos veículos do grupo no Facebook eram satisfatórios.

Para explicar a decisão, o grupo baseou-se na observação de que nem tudo que os veículos publicam chega ao news feed dos usuários e que esta “edição” feita pelo Facebook, fora do controle da Globo, não era positiva do ponto de vista editorial. “São dois ambientes distintos: o news feed e a página de usuário. O comportamento das pessoas é de uma superutilização do news feed. Da mesma forma, elas não vão às fanpages, consomem o que foi publicado nelas à medida que aquilo vai saindo em seu news feed. E não necessariamente tudo que foi publicado na fanpage sai ali. Há uma edição, por meio de um algoritmo do Facebook, que faz a seleção do que vai para sua página”, descreve.

Comercialmente, o fato de que o Facebook permite que anunciantes utilizem sistemas de filtro que chegam até a grupos de usuários fãs de determinadas marcas pesou, já que, para Queiroz, isso torna o público dos produtos das Organizações Globo disponível para outros veículos e para anunciantes que possam atingir o target da Globo via rede social. “Quando você quer fazer uma ação comercial no Facebook, tem uma página desenhada especificamente para isso. Nela o anunciante diz, por exemplo, que quer mandar uma publicidade para jovens, do sexo masculino, e pode classificar por interesses que são filtros, segmentados pelas fanpages. Com isso, meu concorrente pode mandar uma comunicação para minha base”, detalha Queiroz. “Aquilo que construímos com cuidado e mantemos protegido torna-se público. Mais ainda: uma empresa que não fez uma fanpage, não construiu uma base grande de fãs, pode entrar lá e mandar uma publicidade para o meu público”.

Queiroz não acredita que seja possível negociar políticas específicas de relacionamento do Facebook com as Organizações Globo, já que a rede social tem políticas globais. “A flexibilização local é limitada. É complicado ser de um jeito no país A e de outro no B ou C. Não acredito que isso tudo implique que eles repensem sua política comercial ou modelo”, afirma.

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Reportagem do jornal O Globo tenta descreditar a Reforma Agrária frente à opinião pública por meio da manipulação dos fatos

maio 8th, 2013 by mariafro
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O que O Globo não viu no assentamento Itamarati

Reportagem do jornal O Globo tenta descreditar a Reforma Agrária frente à opinião pública por meio da manipulação dos fatos

José Coutinho Júnior, Brasil de Fato

08/05/2013

No dia 5 de maio, o jornal O Globo publicou uma matéria intitulada “De antigo império da soja à maior favela rural no interior do Brasil”. O repórter visitou o assentamento Itamarati, no Mato Grosso do Sul, e, de acordo com a matéria, o local é a prova concreta de que a Reforma Agrária no Brasil fracassou.

De acordo com O Globo, a maioria dos assentados, carentes de assistência técnica e meios para produzir, arrenda seus lotes para grandes fazendeiros: “sem financiamentos ou assistência técnica, os pequenos agricultores não conseguem sobreviver da lida no campo. Até traficantes de drogas arrendam terras por lá. Tem fazendeiro que arrenda até 15 lotes”.

O Globo também alega que os “silos e armazéns de grãos estão apodrecendo”, e que “a prefeitura de Ponta Porã aguarda até o dia em que o Incra conceda a área para o município. Ali, quer que nasça uma nova cidade”.

Estive no assentamento Itamarati no ano passado para fazer uma matéria sobre a produção local para uma revista especial que o MST irá lançar, e posso afirmar que a reportagem do jornal O Globo não corresponde à realidade.

“A maior favela rural do Brasil”, como afirma o título da reportagem, conta com duas formas de trabalhar a produção agrícola: áreas individuais e coletivas. Nos lotes individuais, de até 10 hectares, as famílias produzem frutas e vegetais, como acerola, laranja, mandioca e criam animais. Essa produção é voltada ao consumo interno e venda em pequena escala.

Já as 66 áreas coletivas têm por volta de 120 hectares e um pivô de irrigação compartilhado, capaz de concentrar a produção em larga escala, de onde se extraem os alimentos para a comercialização. Há plantação de milho, soja, amendoim, feijão e pastagem para o gado.

A produção em larga escala passa, então, para as cooperativas, criadas pelos assentados para desenvolver o assentamento. Dados da Cooperativa dos Agricultores Familiares do Itamarati (Cooperafi), responsável pela produção de leite e grãos do assentamento, apontam que a produção de leite no Itamarati chega a 500 mil litros por mês; soja, milho e feijão atingem um milhão, 800 mil e 200 mil sacas por safra, respectivamente.

Os silos e armazéns de grãos estão longe de apodrecer. Pelo contrário, a Cooperafi revitalizou o maquinário que já existia na fazenda e se encontrava deteriorado, e hoje o Itamarati, com dez silos ativos, armazena 70 mil sacas de grãos em cada um, além de contar com um silo maior capaz de comportar 1,5 milhão de sacas. Este silo maior se encontra desativado, mas Jacob Alberto Bamberg, presidente da Cooperafi, afirma que ele terá pelo menos 25% de sua capacidade reformados ainda este semestre.

O Itamarati conta com uma segunda cooperativa, chamada Cooperativa Agroindustrial Ceres (Coopaceres). Ela é responsável pela produção de sementes: na safra do ano passado, 180 produtores do assentamento receberam sementes e produziram 500 toneladas de feijão. Parte dessa produção e das sementes foi exportada para a Venezuela, que comprará mais mil toneladas na próxima safra.

O arrendamento de lotes e a falta de assistência técnica por parte do governo são problemas de fato enfrentados pelo Itamarati. No entanto, à medida que as iniciativas das duas cooperativas se solidificam, esses problemas começam a ser superados.

A Cooperafi contratou técnicos que atualmente vivem no assentamento, especializados na recuperação do solo, além de uma veterinária, também residente lá. Além disso, há planos de construção de um laticínio para agregar mais valor ao leite, de frigoríficos e de cisternas para o período das secas.

O assentamento Itamarati surgiu de uma ocupação em 2002. Nos dois primeiros anos de assentamento, porém, os agricultores perderam muito dinheiro por conta de uma seca.

Segundo Olívia de Moraes, diretora do colégio Carlos Pereira, “nos dois primeiros anos de assentamento as pessoas foram convencidas por agrônomos da região de que estas terras eram uma mina de ouro, e que todos ficariam ricos rápido. A maioria dos produtores investiu nas lavouras, mas como tivemos um período de seca, eles perderam tudo. Muitos inclusive deixaram o assentamento por conta desses primeiros anos”.

Some-se a isso o fato de que a produção de leite na região era alvo de um cartel das empresas leiteiras, que obrigavam os produtores a vender o litro de leite a R$ 0,30 centavos, e muitos produtores deixaram seus lotes ou passaram a arrendá-los por não ver uma saída.

Somente após o surgimento das cooperativas (a Coopaceres surgiu em 2006 e a Cooperafi, em 2010), é que a situação começou a melhorar para os assentados: hoje, o litro do leite, graças à Cooperafi, é vendido a R$0,78 centavos.

As sementes de feijão produzidas pela Coopaceres começam a se difundir, aumentando a produção do grão no assentamento, oferecendo mais uma alternativa economicamente viável aos produtores. Assim, mais produtores deixam de arrendar para voltar a produzir, pois notam que isso é economicamente viável agora.

A reportagem de O Globo é mais uma tentativa de descreditar a Reforma Agrária frente à opinião pública por meio da manipulação dos fatos. Estranho é que na mesma página o jornal publica uma matéria sobre os resultados positivos da Reforma Agrária no Rio Grande do Sul, mas não cita uma única vez que a cooperativa em questão é organizada pelo MST. É uma pena que a nossa grande imprensa seja capaz de um jornalismo tão ruim e tendencioso.

José Coutinho Júnior é jornalista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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Leandro Fortes: Affif no governo Dilma: o primeiro caso de infiltração política com registro no Diário Oficial da União

maio 8th, 2013 by mariafro
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O humor político dos comentários de Leandro Fortes é  a melhor coisa de seu Facebook. Leitura sempre recomendada.

MINISTRO DA OPOSIÇÃO

Leandro Fortes, Facebook

08/05/2013

A ampla e flexível política de governabilidade do PT chegou a seu paroxismo, agora, com a nomeação de Guilherme Afif Domingos, do PSD, para o cargo de ministro-chefe da Secretaria da Pequena e Micro Empresa – seja lá o que isso signifique.

Afif é vice-governador de São Paulo. Vice de Geraldo Alckmin, do PSDB. O PSDB de José Serra e Aécio Neves. Eu sei, eu não deveria mais me escandalizar com essas coisas da governabilidade, ainda mais porque vai aparecer uma tropa petista a me acusar de purista e traidor dos trabalhadores. Tem gente com vocação para o sabujismo na esquerda também.

Afif anunciou, mansamente, que irá acumular os dois cargos: será vice de Alckmin e ministro de Dilma. Será, portanto, o leva-e-traz mais conhecido da República. Engraçado que, à exceção do PSOL paulista, que bem classificou o episódio como “anomalia ética e política”, ninguém mais pareceu preocupado com essa aberração.

É normal, é a governabilidade.

Para mim, além de uma ação política vergonhosa, é uma notícia inusitada: deve ser o primeiro caso de infiltração política com registro no Diário Oficial da União.

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