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Senadores querem representação contra Bolsonaro por quebra de decoro

setembro 26th, 2013 by mariafro
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Senadores querem representação contra Bolsonaro por quebra de decoro

Karine Melo,  Edição: Davi Oliveira,  Agência Brasil

26/09/2013

O deputado é acusado de agressão física ao senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), durante visita parlamentar a quartel no Rio de Janeiro

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, nesta quinta-feira (26/9), requerimento da senadora Ana Rita (PT-ES) pedindo que a Mesa Diretora da Casa represente contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. O deputado é acusado de agressão física ao senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), durante visita parlamentar a quartel no Rio de Janeiro.

Para Ana Rita, esse fato não atinge só um senador, mas também a Comissão de Direitos Humanos e o Senado. A agressão teria ocorrido segunda-feira (23/9), durante visita das subcomissões da Verdade do Senado e da Câmara dos Deputados, com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, à sede do 1º Batalhão de Polícia do Exército, que na época do regime militar abrigou o Destacamento de Operações de Informações-Centro Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Bolsonaro nega a agressão.

Outro requerimento também aprovado hoje, também relacionado aos incidentes ocorridos no Rio de Janeiro, pede que a Procuradoria Parlamentar do Senado adote as providências legais para a defesa das prerrogativas constitucionais dos integrantes da Casa.

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Procuradoria Geral da República investigará corporativismo médico? Vamos ver se o enterramento da PEC 37 servirá para algo

setembro 26th, 2013 by mariafro
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Estou gostando de ver o empenho do Estado Brasileiro em levar médicos à população pobre deste país e enfrentar legalmente e politicamente o corporativismo dos #coxinhasdejaleco.

Vamos ver se um espaço altamente corporativo como o ministério público faz a sua parte e nos prova que enterrar a PEC 37 foi um bom negócio.

Quero ver se a elite brasileira é capaz de cortar a própria carne.

Advocacia-Geral pede à PGR que investigue conduta de CRMs que descumprem MP 621/2013

Por: Uyara Kamayurá, AGU

25/09/2013


Procurador-Geral da União protocola pedido para que a PGR investigue conduta de CRMs – Foto:Wesley Mcallister/AscomAGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apure as ocorrências de condutas ilícitas praticadas pelos Conselhos Regionais de Medicina e por seus dirigentes que se recusam a cumprir a Medida Provisória 621/2013, que institui o “Programa Mais Médicos para o Brasil”. O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (25/09) e é direcionado ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

No documento, a AGU alerta para a “reação política e corporativista” dos Conselhos contra o Programa que tem como objetivo melhorar a universalização da saúde pública no país. Sustenta, ainda, que a conduta das entidades tem causado atraso na implementação da política pública que beneficiará milhares de brasileiros que moram em municípios carentes de médicos.

De acordo com a Procuradoria-Geral da União (PGU), órgão da AGU que elaborou o pedido, a conduta dos Conselhos ao se recusarem a cumprir as normas que regulamentam o programa é um “flagrante desrespeito ao princípio da legalidade e também da impessoalidade”. O principal motivo para a alegação da Advocacia-Geral é que as dificuldades têm sido impostas apenas aos médicos estrangeiros que estão em regime de intercâmbio no Brasil.

Além disso, a Advocacia-Geral aponta que a conduta dos CRMs demonstra “uso excessivo do poder decorrente do uso do exercício da função pública em detrimento direto do direito individual dos intercambistas, bem como por consequência dos direitos da coletividade em se beneficiar da importante política pública”.

Para o Procurador-Geral da União, Paulo Henrique Kuhn, que protocolou o documento, a AGU espera que o MPF apure a conduta dos Conselhos. “No oficio ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, estamos narrando todos os fatos que aconteceram desde a instituição do Programa Mais Médicos, as dificuldades e as reações dos Conselhos. Com a narrativa dessas circunstâncias, esperamos que o MPF analise e verifique a existência de um ato ilegal ou não”, destacou
Conselhos

As entidades tentaram impedir o início do trabalho dos médicos e, consequentemente, a implantação do programa, por meio de diversas ações judicias ajuizadas em todos os estados brasileiros, exceto no Maranhão e Roraima. No entanto, em todos os casos a Advocacia-Geral da União conseguiu liminares favoráveis demonstrando a legalidade do registro provisório para os profissionais que vão atuar no programa Mais Médicos. “Diante do total insucesso no âmbito judicial, os CRM`s iniciaram então uma ação orquestrada na seara administrativa, com fins nitidamente procrastinatórios ao início efetivo do programa”, destacou trecho do pedido.

O pedido da AGU descreve, ainda, que após o prazo de 15 dias, determinado na lei para que os Conselhos Regionais de Medicina emitam os registros provisórios, as entidades passaram a exigir documentos diversos aos estabelecidos pela Medida Provisória como informações sobre localidade de desempenho das atividades médicos educacionais do inscrito no projeto e dados sobre o supervisor e tutor acadêmico que acompanharão cada médico intercambista.

O documento demonstrou que para evitar condutas “procrastinatórias” ao início efetivo do “Mais Médicos para o Brasil”, a Advocacia-Geral da União editou o Parecer nº 051/2013, aprovado pela Presidenta da República e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 16/09. O parecer afastou a possibilidade dos Conselhos Regionais de Medicina pedirem documentações extras, além das estabelecidas pela Medida Provisória nº 621/2013 para emissão dos registros.

Na análise da AGU, os Conselhos Federal e Regionais de Medicina são entidades de natureza autárquica e exercem funções tipicamente públicas, delegadas pelo Poder Público. Dessa forma, essas instituições estão submetidas aos princípios que regem a Administração Pública, em especial, o da legalidade e devem seguir o que foi definido no parecer.

Mais Médicos

Dados apontam que o Brasil possui cerca de 360 mil médicos ativos e apresenta uma proporção de 1,8 profissional para cada 1.000 habitantes, quantidade abaixo do encontrado em outros países como a Argentina (3,2), Portugal (4) e Espanha (4). Existe diferença também entre os estados. O Maranhão, por exemplo, tem um médico para cada dois mil habitantes. As informações também são preocupantes no estado do Pará que tem 0,77/por mil, Amapá com 0,76 e Acre com 0,94.

A legalidade da emissão do registro provisório para médicos intercambista foi comprovada pela AGU nos estados do Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pará, Bahia, Acre, Amapá e Distrito Federal.

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Você não sabe por que queremos médicos cubanos? Veja a pediatra surtada e entenda

setembro 26th, 2013 by mariafro
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Esta surtada (que dá porrada na mesa, grita escandalosamente nos corredores de um hospital e trata outros profissionais da saúde, pacientes crianças e seus pais como se fossem lixo) foi afastada do trabalho após se recusar a atender duas crianças e rasgar o prontuário da filha de Edinei Brandão de Souza, na madrugada de sábado (21), no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. 

De acordo com a matéria da Folha Edinei Brandão de Souza, pai da menina de 4 anos que fez o vídeo acima, disse que a confusão começou porque a médica não quis atender uma outra criança que estava com uma infecção no ouvido. “Ela chegou a atender minha filha, viu que ela estava com 38,5º C de febre e recomendou uma medicação. Depois de se descontrolar e recusar atender a filha de uma outra mulher, começou a gritar e disse que o meu caso não era grave”, afirmou.

O pai da menina disse que aguardava em fila para que a filha dele, com dor de garganta, fosse medicada quando a médica falou que não atenderia a criança diagnosticada com infecção porque o caso não era grave. A mãe da criança saiu do hospital e disse que chamaria a polícia, quando foi acompanhada pela médica, que gritava com ela.

No vídeo Brandão diz à médica surtada que os gritos estavam assustando sua filha. Enquanto filmava a ação, ele pede para que a médica pare com o barulho e ameaça acionar a polícia, mas a profissional disse não se importar, pois já havia ido diversas vezes a delegacias e tinha vários processos.

Segundo Brandão, a médica voltou atrás depois de rasgar o prontuário de sua filha e ameaçar quebrar seu celular e disse que atenderia a filha dele, mas em troca ele deveria apagar os vídeos que  fez no hospital. O pai da criança cuja médica interrompeu atendimento recusou a proposta e acionou a Polícia Militar. A filha dele foi atendida por outro profissional depois de cerca de 15 minutos.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A mulher poderá perder o cargo.

A secretaria disse ainda que o “Hospital Geral de Vila Penteado informa que todos os funcionários da unidade são orientados a tratar os pacientes com respeito e cordialidade. A direção da unidade considera inadmissível esse tipo de atitude antiprofissional, que desrespeita o paciente e os demais colegas de trabalho.”

Com informações da Folha

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Feinsilver: “Eu acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres”

setembro 26th, 2013 by mariafro
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UOL – Médicos cubanos foram perseguidos em outros países?
Feinsilver – Não! Eu acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres.

Para socióloga americana, médico brasileiro teme concorrência com cubano

Por: Cármen Guaresemin e Camila Neuman, UOL

21/09/2013

Estudiosa da diplomacia médica cubana, a socióloga norte-americana Julie Feinsilver, formada pela Universidade de Yale, é uma exceção em seu país. Admiradora da medicina praticada no país governado pelos irmãos Raúl e Fidel Castro, ela lançou em 1993 o livro “Healing the Masses” (“curando as massas”, em tradução livre), no qual abordava o modelo implantado na ilha.

Hoje, tanto o livro como artigos da socióloga se transformaram em referências para quem quer se aprofundar em medicina cubana. Feinsilver, que vive em Washington, já contou em entrevistas que teria sido vigiada pela CIA e FBI, com direito a telefone grampeado.

“Acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres”, disse Feinsilver em entrevista, por e-mail, aoUOL. “Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência.”

UOL – No Brasil, o salário de um médico cubano que participa do programa Mais Médicos será de R$ 10.000, ou cerca de US$ 4.000. No entanto, 85% desse valor vai para o governo cubano. Cuba sempre faz esse tipo de acordo?

Julie Feinsilver – Sim, o governo oferece educação gratuita e muito mais para os médicos, e atua como um headhunter encontrando os postos de trabalho e gerenciando a contratação. Em um país capitalista, os profissionais pagariam impostos por todos os serviços e necessidades sociais básicas fornecidas, além de uma taxa para o headhunter. Não é razoável que o governo cubano negocie um acordo que seja bom para ele e para os médicos?

Em relação à porcentagem real de dinheiro no contrato com os médicos cubanos, não sei se 85% é a parte do governo. Falo baseada no caso típico em que o governo recebe a parte do leão. Um amigo me informou que o Brasil tem uma lei de transparência que torna pública a informação dos salários (Lei Complementar 131, também conhecida como Lei da Transparência, sancionada em 2009 e que obriga a União, os Estados e municípios com menos de 50 mil habitantes a divulgarem seus gastos na web), o que eu acho uma excelente ideia. Infelizmente, isso não é comum na maioria dos lugares e, em alguns casos, pela própria lei, essa informação fica “escondida”, ou seja, não é fácil de ser encontrada.

UOL – Sabe qual é o salário médio que os médicos recebem em Cuba e em outros países?

Feinsilver – Não há uma média. Salários dependem do acordo feito entre governo e o país interessado. No entanto, os salários em Cuba são muito baixos porque toda a educação e cuidados de saúde são gratuitos e o restante é altamente subsidiado. Isso não quer dizer que tudo seja maravilhoso em Cuba. Não é, mas os custos beiram o insignificante para necessidades muito básicas. Você não pode comparar preços, salários e custos em Cuba aos de qualquer outro lugar. Toda economia de lá é diferente da dos países capitalistas.

Divulgação
“Healing the Masses”, livro no qual a socióloga explica o modelo de medicina cubano; a obra é inédita no Brasil

UOL – Como o governo cubano repassa o dinheiro para os médicos? É possível monitorar se eles estão repassando os valores corretamente?

Feinsilver – Seus salários são pagos para suas famílias em Cuba com bônus por estarem no exterior, e o adicional é pago a eles no país onde estão, mas eu tenho sérias dúvidas de que isso possa ser monitorado. O governo brasileiro ou empresas brasileiras permitem que estranhos monitorem como pagam seu próprio pessoal? Eu duvido. Então, por que esperar que os cubanos façam isso?

UOL – Aqui no Brasil, os médicos cubanos vão trabalhar nas regiões mais pobres e remotas, onde os profissionais brasileiros não querem ir por falta de estrutura no local. Essa diferença foi vista no Brasil, por opositores ao programa federal Mais Médicos, como uma forma de exploração de médicos cubanos. Você concorda com essa afirmação?

Feinsilver – Não. Cubanos têm uma ideologia muito diferente da dos brasileiros. Eles se voluntariam para ir a áreas remotas e carentes em outros países e consideram um dever servir no exterior e ajudar os necessitados. Ganham muito mais dinheiro e obtêm vantagens fazendo isso, apesar de parecer um ganho muito baixo para os brasileiros. Claro que também estão altamente motivados pelo dinheiro extra e benefícios que receberão prestando serviço internacional.

Queria salientar que sua formação ideológica, desde a infância, é muito diferente da de pessoas de países capitalistas. No entanto, isso não significa que eles não estão interessados em ganhar muito mais dinheiro, principalmente porque nas recentes reformas econômicas (os cubanos gostam de chamar de “atualização de sua economia”), os médicos ficaram em desvantagem se comparados às pessoas que trabalham no turismo, área na qual gorjetas e ganhos em moedas fortes são comuns.

Missões no exterior ajudam a nivelar as condições de igualdade para eles, mas com grande sacrifício pessoal, pois deixam o seu país e os seus entes queridos para viver em condições ainda mais modestas e, por vezes, muito pior em outros países onde servem os pobres. Motivação ideológica dos médicos (saúde é um direito humano básico para todos) fornece uma justificativa importante para esse sacrifício, assim como o dinheiro que ganham.

Divulgação
“Cubanos têm uma ideologia muito diferente da dos brasileiros”, diz a socióloga

UOL – As principais entidades médicas brasileiras são contra a vinda de médicos estrangeiros, especialmente os cubanos, por serem a maioria, pois não vão fazer a mesma avaliação exigida aos que estudam fora para exercer a medicina no Brasil. Concorda com esse argumento?

Feinsilver – Não, médicos cubanos vão trabalhar em áreas carentes, onde a população tem necessidades básicas de saúde e pode ser mais do que adequadamente tratada por eles. A formação e o treinamento dos cubanos são diferentes das dos brasileiros (e de profissionais de outros países) porque junto com a medicina curativa, estudam e enfatizam a atenção primária, a prevenção de doenças e epidemias e a promoção da saúde. Eles avaliam o paciente como um ser vivo bio-psico-social e trabalham em um ambiente específico que também deve ser avaliado para melhorar a saúde da população.

UOL – Médicos cubanos foram perseguidos em outros países?

Feinsilver – Não! Eu acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres. Eles [brasileiros] podem protestar para o seu governo, mas o tratamento que deram aos médicos cubanos foi antiprofissional e desumano. Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência. Porém, os médicos locais se recusam a trabalhar onde os cubanos estão dispostos a ir: as áreas remotas e os bairros pobres.

UOL – O que motivou a senhora a estudar a medicina cubana?

Feinsilver – Vi as desigualdades dentro e entre os países enquanto pegava carona ao redor da América do Sul e Europa, muitos anos atrás. Isso me levou a estudar o que, na época, era um experimento social fascinante. E a saúde universal grátis era uma parte importante dessa experiência. O fato de um país pobre e em desenvolvimento decidir ajudar outros países prestando serviços de saúde gratuitos aos pacientes foi muito impressionante e esse é o tipo de ajuda externa que muitas nações mais desenvolvidas poderiam proporcionar.

O tratamento que os profissionais brasileiros deram aos médicos cubanos foi antiprofissional e desumano

UOL – O que atrai sua atenção na medicina cubana?

Feinsilver – A vontade e a capacidade de compartilhar seus conhecimentos e habilidades, da atenção primária à evolução do desenvolvimento da biotecnologia (devacinas e tratamentos) e transplantes de órgãos sofisticados, entre outros, a populações carentes de outros países. Além de fornecer gratuitamente educação médica para dezenas de milhares de estudantes pobres do mundo em desenvolvimento desde 1961, apesar de ter perdido metade de seus próprios médicos à emigração logo após a revolução (1959).

UOL – Como foi sua experiência como consultora na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)? (A socióloga morou um período no Brasil em 1996.)

Feinsilver – Foi maravilhosa, porém, eu só fiz uma breve consultoria, muitos anos atrás. Os executivos e cientistas que conheci eram altamente qualificados, muito bem educados, trabalhadores, pessoas dedicadas, além de serem interessantes e agradáveis para se trabalhar em grupo. Eu ficaria feliz em fazer outra consultoria se surgisse uma oportunidade.

UOL – Lembra-se do que viu aqui e de como era a saúde quando nos visitou?

Feinsilver – Lembro-me muito do Brasil, pois quando fui consultora da Fiocruz não foi a única vez que eu estive aí. Na verdade, eu peguei carona por todo o país, inclusive para Manaus, muitos anos antes e até assisti a algumas conferências. Também já passei férias aí.

No que diz respeito à saúde, lembro-me de muitas áreas com necessidades de melhoria  e de médicos de classe mundial no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eu não posso falar sobre todas as cidades, mas tenho certeza de que muitas tenham igualmente bons médicos… se você puder pagar por eles.

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