Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Audiência Pública sobre a desmilitarização das polícias e o filme: Entre a Luz e a Sombra

novembro 28th, 2013 by mariafro
Respond

Audiência Pública sobre a desmilitarização das polícias

Em 28 de novembro, quinta-feira, a Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, junto com o SOS Racismo e a Comissão de Direitos Humanos, discutirá a relação entre as violações de direitos humanos da ditadura brasileira e a violência de Estado ainda hoje existente.

Na parte da manhã, a partir das 10h, no Auditório Teotônio Vilela, Luiz Eduardo Soares discutirá o tema da desmilitarização da polícia. Soares é professor de Antropologia na UERJ e um dos maiores especialistas em segurança pública do país. Ele foi Secretário de Segurança Pública no Rio de Janeiro e ocupou a Secretaria Nacional de Segurança Pública.

À tarde, a partir das 14h, no Auditório Franco Montoro, será exibido o premiado documentário “Entre a Luz e a Sombra”, de Luciana Burlamaqui, que trata da violência e do sistema carcerário brasileiro. Depois do filme, haverá uma mesa de debates com a diretora, Padre Jaime (presidente da ONG Sociedade Santos Mártires) e Marcos Fuchs (da ONG Conectas – a confirmar).

28/11 – Audiência Pública sobre a desmilitarização das polícias

Das 10h às 13h – debate com o professor Luiz Eduardo Soares

Local: Auditório Teotônio Vilela, 1º andar

Das 14h às 18h – exibição do filme “Entre a luz e a sombra” seguido de debate com a diretora Luciana Burlamaqui

Local: Auditório Franco Montoro, andar Monumental

Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera | São Paulo | SP

Tags:   · · · No Comments.

Ex-presos políticos relatam tortura no prédio da Tutóia onde funcionou a Oban e o Doi-Codi

novembro 27th, 2013 by mariafro
Respond

O Doi-Codi de SP foi o maior centro de tortura do país, por onde se estima terem passado 5000 pessoas, várias torturadas e 52 foram assassinadas pelos agentes da ditadura no local onde hoje luta-se para que seja tombado e se transforme num memorial às vítimas da ditadura militar.

Hoje (27/11), a Comissão Nacional da Verdade e as Comissões estadual e municipal de São Paulo entraram na área onde funcionou a Oban e o Doi-Codi do II Exército, entre 1970 e 1977, na rua Tutoia, em São Paulo, para realizar o reconhecimento formal do local como um centro de tortura, morte e desaparecimento de pessoas, visando acelerar o tombamento do conjunto para que no local seja erguido um memorial em homenagem às vítimas da ditadura. 52 pessoas foram assassinadas no local, muitas ainda desaparecidas.

A diligencia teve a presença do secretário de segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira, e do secretário de Cultura de São Paulo, Marcelo Araújo, e de seis ex-presos políticos que, neste vídeo, contam às autoridades e peritos da CNV presentes o Inferno que se passava no Doi-Codi do 2 Exército, no bairro do Paraíso, em São Paulo.

A CNV está preparando um laudo de reconhecimento de local para atestar formalmente que aqueles edifícios hoje ocupados por três diferentes áreas da Polícia Civil de São Paulo integravam o Doi-Codi de SP, o maior centro de tortura do país, por onde se estima terem passado 5000 pessoas.

Data: 27/11/2013

Edição: Thiago Dutra Vilela (CNV)
Vinheta: Thiago Dutra Vilela (CNV)
Trilha Sonora da Vinheta: Gustavo Lyra
Arte do canal: Paula Macedo e Isabela Miranda (CNV)
Captação de imagens e áudio: Thiago Dutra Vilela (CNV)

Tags:   · · · · · 1 Comment

Xico Sá: Lulu e a sacanagem desautorizada

novembro 27th, 2013 by mariafro
Respond

Lulu e a sacanagem desautorizada

Por: Xico Sá em sua coluna

27/11/2013

É, velho Crumb (ilustração), aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha.

Repare nessa história.

Vingativa, ela queimou o filme dele, um reles ficante –status “rolinho primavera”- no Lulu, o aplicativo que funciona como um clube onde as garotas avaliam os rapazes do desempenho sexual ao caráter propriamente dito.

Ô mundão objetivo e sem porteira. Mas pensando como cronista de costumes, Lulu é apenas uma vingança tardia das velhas notas masculinas para as moças na escola. Vingança lupicinicamente machista, óbvio,só vingança, vingança, vingança aos deuses clamar.

O Lulu é um SPC, um Serasa moral, um cadastro geral dos marmanjos para consumo.

Reproduz, para todas as mulheres do mundo, o que já se faz em pequenas rodas femininas.

Calma, meu rapaz, é só um banheiro ampliado, um tricô ao infinito, um fuxico hiperbólico.

Não vale pedir para as amigas lavar a sua honra, tornando-lhe um homem de qualidades. Relaxa. Leva na esportiva, fair play, brother, fair play.

Deu pra maldizer o nosso lar, pra sujar meu nome, me humilhar… Não passa nada.

O Lulu é a verdadeira biografia desautorizada. O Rei deve ser contra. Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer.

A avaliação de usos e costumes também está valendo: #UsaRider. Melhor ainda é o critério estético: #CurteRomeroBritto. Essa é genial.

Sim, falam até de pau pequeno (#NãoFazNemCosca é a hashtag maldita), mas, meu amigo, você também acha que tem, por mais que normal ou saído à semelhança do “jumento na sacristia”, como no conto do gênio cearense Moreira Campos. O primeiro insatisfeito nessa parada é você mesmo.

Relax, meu rapaz, leve na buena onda, no humor, na graça, ser maldito também tem seu charme e a vida é sempre mais subjetiva do que sugere o vão aplicativo. Como diz a lírica do Conde do Brega: ninguém é perfeito e a vida é assim.

Tags: No Comments.

PT: OS MÉDICOS E O MONSTRO

novembro 27th, 2013 by mariafro
Respond

OS MÉDICOS E O MONSTRO

Página do PT Brasil no Facebook

A transformação de José Genoino em um monstro amoral não tem sido apenas um exercício diário de sabujice da mídia, arquiteta de um noticiário no qual primeiro foram corrompidos os fatos para, em seguida, corromper-se a verdade em si.

Trata-se, como se percebe agora, de um método em que a mídia, embora seja fundamental para o sucesso da empreitada, funciona basicamente como suporte para uma ação judicial escrachadamente partidarizada, sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Genoino, como antes o foi José Dirceu, é vítima de um sistemático processo de demonização que teve seu ápice em 15 de novembro, quando Barbosa o fez entrar em um avião da Polícia Federal, em São Paulo, para ser exposto como atração de circo na capital federal.

Quadro histórico do PT, ex-guerrilheiro do Araguaia, deputado respeitado por cinco mandatos no Congresso Nacional, José Genoino é portador de uma grave cardiopatia, doença que, de certa forma, limitou a celebração midiática em torno de sua desgraça pessoal.

Reduzir Genoino a emblema do chamada “mensalão” pode até ser um bom negócio para o discurso udenista bancado pela mídia em favor da oposição. Matá-lo, contudo, provocaria uma perigosa inversão de expectativa.

Não por acaso, ensaiou-se repentinamente um coro de colunistas a repetir a ladainha de que, apesar do monstro que é, o petista deveria ter um tratamento humano.

Mas, claro, nem tanto.

A primeira ação de Joaquim Barbosa para evitar a reumanização de Genoino foi garantir a troca do juiz Ademar Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais de Brasília, responsável pelo caso da Ação Penal 470, por Bruno André Silva Ribeiro. O novo juiz é filho do ex-deputado distrital e membro da executiva do PSDB no Distrito Federal Raimundo Ribeiro, braço direito do ex-governador José Roberto Arruda, protagonista do chamado “mensalão do DEM”.

A mãe do juiz, Luci Rosane Ribeiro, militante virtual do PSDB, costuma lotar as redes sociais com posts antipetistas. Em um deles, sobre uma foto de Joaquim Barbosa, escreveu: “Eu me matando para julgar o mensalão e você vota no PT? Francamente!”.

Bem instruído, o juiz Bruno Ribeiro fixou nada menos que 12 condicionantes para Genoino cumprir pena em casa, logo após ele ter recebido alta hospitalar, na manhã do dia 24 de novembro, depois de sentir-se mal na cela em que o enfiaram no presídio da Papuda. Ribeiro, entre outras ações, proibiu o deputado de deixar a residência, a não ser para atendimento médico, de conceder entrevistas ou fazer manifestações à mídia em geral, o que incluiria, na avaliação de advogados, redes sociais, como Twitter e Facebook.

Antes de destruir Genoino, portanto, era preciso também calá-lo.

O passo seguinte desse processo foi o de garantir que o laudo médico encomendado por Joaquim Barbosa abrisse as brechas necessárias para levar Genoíno de volta ao cárcere. De tal forma a dar continuidade ao espetáculo mórbido que, imagina o ministro, irá entronizá-lo como justiceiro histórico da República.

A junta escolhida pelo STF para essa missão, formada por médicos da velha guarda acadêmica e empresários do setor privado de saúde, é uma mistura de militância antipetista nas redes sociais com ressentidos com o programa Mais Médicos do governo federal.

Quem descobriu tudo isso foi o jornalista Miguel do Rosário, titular do site “O Cafezinho”, que você pode ler no link:

Ou seja, basicamente, Barbosa contou em sua cruzada com um grupo sem nenhuma isenção, previamente impedido profissional e moralmente de julgar a saúde de José Genoíno, ou de qualquer pessoa do PT.

Um grupo nitidamente montado para dar continuidade ao processo de desconstrução da imagem e da história de um grande brasileiro.

E nós, do PT, não vamos ficar calados diante disso.

Tags:   · · · · · 6 Comments