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Levante Popular da Juventude: Vamos esculachar José Maria Marin!

novembro 6th, 2012 by mariafro
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Neste Domingo, 11 de novembro de 2012, vamos escrachar José Maria Marin!

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Quando? Domingo: 11/11 de 2012

Onde? Concentração às 14h, no MASP

José Maria Marin é hoje presidente da CBFe da COL, Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Mas poucos sabem que é também apontado como um dos responsáveis pela morte de Vladimir Herzog, então diretor de Jornalismo da TV Cultura, cruelmente torturado e morto nas dependências do DOI-CODI em São Paulo, aparelho do Estado responsável pela pela repressão e pela tortura de incontáveis brasileiros que lutaram contra o Regime Militar.

José Maria Marin, naquele momento deputado estadual pela ARENA, não gostava do viés jornalístico da TV Cultura, que não dava tanta importância a inaugurações da Ditadura e noticiava misérias do nosso povo, disseminando “intranquilidade” em São Paulo, conforme reprodução do seu discurso no Diário Oficial, 16 dias antes de Vlado ser “suicidado pela Ditadura”.

José Maria Marin, que viria a ser vice-governador biônico de Paulo Maluf, tendo o substituído por um ano, dias antes já declarava, também na Assembleia Legislativa de São Paulo, que devia ser reconhecida o grande serviço que Sérgio Paranhos Fleury ”e sua equipe” ofereciam ao Brasil. Fleury chefiou durante anos o DOPS, Departamento Estadual de Ordem Política e Social, responsável pela tortura, assassinato e ocultação de cadáveres de milhares de pessoas que ousaram lutar contra a Ditadura.

Domingo, 11 de novembro de 2012, às 14h, nos reuniremos no vão do MASP, na Avenida Paulista, para declararmos que não esqueceremos dos crimes da Ditadura Militar cometidos contra a população brasileira! 

Não admitimos que, até hoje, as circunstâncias que levaram a morte deVladimir Herzog não tenham sido completamente esclarecidas e seus responsáveis não tenham sido punidos!

Não consentiremos que homens dessa estirpe continuem a gozar de tal influência no governo a na sociedade!

A sociedade não tolera a impunidade, privilégio ofertado a homens como José Maria Marin!

Neste domingo, 11 de novembro de 2012, vamos escrachar José Maria Marin!

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Revisão de Plano de Carreira na EBC sofre oposição de Sindicatos e Comissão de empregados

novembro 5th, 2012 by mariafro
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Sindicatos dos jornalistas e radialistas e Comissão de Empregados repudiam postura da direção da EBC sobre revisão do plano de carreira

trabalhadores

Os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas e a Comissão de Empregados vêm a público repudiar a postura da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) diante do processo de revisão do Plano de Empregos, Carreiras e Salários (PECS).

A direção da EBC tem acusado os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras de intransigência e pessoalidade nesta discussão. Reafirmamos que sempre estivemos abertos ao debate e solicitamos diversas reuniões com a Presidência da empresa para discutir o assunto. Até hoje não obtivemos resposta, mas seguimos abertos ao diálogo.

Cabe lembrar que se existe uma ação judicial aprovada em assembleia e ajuizada pelos sindicatos cobrando a revisão do PECS é porque essa medida estava prevista no acordo coletivo vigente e não foi feita dentro do prazo estabelecido (julho de 2012).
Essa cláusula foi um compromisso da empresa durante a negociação do ano passado, que terminou sem aumento real.

Por compreendermos o importante processo de planejamento estratégico em curso na empresa, solicitamos desde o início do ano que a EBC apresentasse ao menos um cronograma de revisão. Como isso não aconteceu naquele momento, os empregados, reunidos em uma assembleia em agosto, decidiram pelo ajuizamento de ações judiciais de descumprimento e pela decretação do estado de greve.

O presidente da EBC, Nelson Breve, convocou os empregados para falar sobre o assunto e colocou a intenção da direção da empresa de realizar a revisão do PECS, mas afirmou que não poderia apresentar um cronograma. Logo após, a empresa apresentou uma proposta parcial de cronograma que previa três semanas para debates sobre os itens que seriam objeto da revisão (escopo do projeto) e o prazo de dois meses para a contratação de uma empresa de consultoria.

Novamente reunidos em assembleia, os empregados da EBC formataram uma contraproposta, que estabelecia novos pontos para a revisão, o prazo para conclusão (março de 2013) e a retroatividade dos benefícios a julho de 2012. Caso essa contraproposta tivesse sido aceita, o estado de greve seria automaticamente suspenso, conforme determinado pela assembleia.

No entanto, até hoje, a diretoria da EBC não se manifestou formalmente sobre a contraproposta e ainda afirmou que não negociaria com ações judiciais em curso. Os sindicatos e a comissão sugeriram uma reunião para que trabalhadores e empresa formatassem um pré-acordo judicial, com um entendimento entre as partes a ser levado para a audiência no Tribunal Regional do Trabalho. A empresa também não aceitou estabelecer este diálogo.

Portanto, consideramos que os muros criados neste debate não foram construídos pelos representantes dos trabalhadores, que seguem abertos ao debate. O desrespeito ao acordo coletivo é, sim, motivo para ação judicial, que é um instrumento para garantir direitos trabalhistas e deveria ser encarada de outra forma pela empresa. Esperamos que os empregados continuem mobilizados e que valorizem as decisões tomadas em assembleia no sentido de luta por direitos legítimos.

Consideramos bastante preocupante que a intransigência da direção da EBC possa se estender para o momento da revisão do PECS, independentemente do que for deflagrá-la. O compromisso sempre foi o de realizar esse processo em discussão com os empregados. A opção em contrário, em uma ação unilateral, vai ser um marco negativo da história da EBC, que em nenhum momento da sua existência chegou a esse grau de desconsideração da importância da contribuição de seus trabalhadores.

Seguimos empenhados na construção de uma comunicação pública, mas que seja efetivamente participativa e democrática. Gestão participativa não pode ser apenas um valor escrito em um Plano Estratégico, mas uma prática diária que, sem deixar de ser complexa e delicada para reunir uma gama de interesses públicos, é necessária uma vez que, para muitos que aqui estão, este não é um projeto de quatro anos, mas de vida.

Brasília, 1o de novembro de 2012,

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF
Sindicato dos Radialistas do DF
Comissão de Empregados da EBC

Contato Jonas Valente 81129868 e Juliana César 92497074

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Audiência no dia 6/11 julga ação da Ypióca contra jornalista Daniel Fonsêca

novembro 5th, 2012 by mariafro
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Reproduzo mail de Helena Martins sobre Audiência que ocorrerá amanhã da ação que a empresa Ypióca move contra o jornalista Daniel Fonsêca

Por: Helena Martins

No dia 6/11, às 10h30min, no Juizado Especial que funciona na Faculdade 7 de Setembro (Fa7), acontece a audiência de julgamento do processo que a Ypióca move contra o jornalista Daniel Fonsêca desde 2007, acusando-o de injúria, calúnia e difamação por se manifestar em defesa dos direitos dos índios Jenipapo-Kanindé e da preservação da Lagoa da Encantada, em Aquiraz. À época, ele e o professor Jeovah Meireles (UFC) foram interpelados e, depois, processados pela empresa por declarações feitas, respectivamente, em seminário e em artigo que sequer chegou a ser publicado (para detalhes, veja texto ‘Para entender’, mais abaixo).

Este e outros processos representam a judicialização de conflitos sociais na tentativa de intimidar a divulgação de manifestos, pesquisas e produções jornalísticas. Esse tipo de intimidação já tem vários precedentes no Ceará – Jeovah Meireles (UFC) e lideranças indígenas, que foram processados pela própria Ypióca; Raquel Rigotto e Islene Rosa (Núcleo Tramas/UFC), pela Nufarm -, põe em risco as liberdades dos movimentos sociais, da universidade e de outros setores que se contraponham a interesses particulares de governos e empresas.

Todos e todas ao Juizado Especial da Fa7 no dia 6/11, às 10h30min.

Mais informações sobre a declaração e a audiência com Cristina Fonsêca, nos telefones 9917.1326 (TIM), 8888.5582 (Oi).

***

PARA ENTENDER (trecho do texto de Tânia Pacheco, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental)

No I Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, realizado no final de novembro de 2005, no Rio de Janeiro, Jeovah Meireles denunciou, entre outras, a empresa Ypióca pelo uso ininterrupto da água da Lagoa Encantada (sagrada para os Jenipapo-Kanindé), para alimentar seus 4.000 hectares de monocultura de cana e produzir cachaça, e pela poluição por vinhoto do lençol freático da reserva. A exposição mobilizou o jornalista alemão Norbert Suchanek a transformá-la numa reportagem, publicada já em dezembro no site ambiental alemão Bio100 (http://www.bio100.de). Sob o título “Hipocrisia na Bio-Qualidade”, ele divulgava as informações de Jeovah e questionava o fato de a empresa poluidora ostentar o selo de bio-certificação criado pelo Instituto Von Demeter. Era o início de uma guerra. A primeira.

A Ypióca reagiu em seguida. Ameaçou os responsáveis pelo site, conseguindo que o artigo fosse retirado da internet. Em carta escrita em alemão, atacava o jornalista, afirmando que ele nunca estivera no Ceará, e buscava descredenciar seu trabalho, além de ameaçá-lo com processo por calúnia e difamação. Norbert não desistiu, entretanto. Manteve-se em contato com Jeovah e, no dia 12 de janeiro de 2007, publicou nova denúncia, agora no semanário berlinense Freitag. Sob o título “Racismo ambiental em selos orgânicos – Cachaça Ypióca ameaça lagoa de Indígenas”, ele noticiava ainda a retirada, em dezembro de 2006, do selo de certificação concedido à empresa pelo Instituto Biodinâmico, de São Paulo, o braço brasileiro do Instituto Von Demeter.

Em Fortaleza, a notícia ganhou novo formato, em reportagem do jornalista Daniel Fonseca. Recusada pelos jornais locais, ela foi divulgada exclusivamente em listas na internet. Mesmo assim, conseguiu seus efeitos; e a reação não se fez esperar. A Ypióca contratou advogado, que em junho deu entrada em processo contra Jeovah e Daniel, alegando que “Inexiste qualquer registro histórico da presença de índios naquela área do litoral cearense (Lagoa da Encantada, Aquiraz), sendo oportuno assinalar que o nome ‘Jenipapo-Kanindé’ foi criado por interessados no ressurgimento de índios no litoral cearense, em contraposição aos conceitos e regras dos arts. 231, da Constituição Federal, e do Estatuto do Índio (Lei n. 60001/73, arts 3, I e II, 17 e 23)”.

E ainda: “Não há, em toda costa cearense, qualquer comunidade que tenha ou mantenha usos, costumes e tradições tribais. (…) Pessoas interessadas, sem qualquer autoridade científica, vêm encetando movimento resurgicionista (sic) de índios no litoral nordestino, de alta valorização turística, convencendo humildes pescadores das vantagens de assumirem postura de silvícolas. ONGs internacionais, ludibriadas por essas encenações, se dispõem a remeter recursos financeiros para ajudar o que pensam ser índios de verdade.”

A tentativa de criminalização de Jeovah e Daniel teve forte resposta, entretanto. Uma nota de denúncia e repúdio – “Ypióca tenta intimidar para calar os movimentos sociais” – às ações da Ypióca e da Nova Atlântida (da qual tratarei a seguir) foi escrita e apoiada, até o momento, por cerca de 115 entidades nacionais, sete internacionais, além de mais de 220 pessoas físicas, dentre as quais muitas das entidades do GT contra o Racismo e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental. Mais que isso, teve o poder de provocar a ira do presidente da Ypióca, em carta postada dia 8 de agosto, no site CMI Brasil.

Parte da algaravia produzida pelo rábula está ali reproduzida, mas o senhor Everardo Ferreira Telles vai bem mais longe, a meu ver se arriscando – ele, agora – a dois processos: por calúnia e racismo. Sem citar nomes, refere-se à Nota de protesto classificando as pessoas que a subscrevem e o professor e os jornalistas por elas defendidos como “sacripantas” e xiitas ideológicos, que fingem abraçar causas sociais para (sic) o fim de obterem vantagens econômicas por debaixo dos panos, servindo à sua vaidade e a seus interesses espúrios”. Na sua visão, os Jenipapo-Kanindé são seres “hiposuficientes”, que vêm sendo manipulados e submetidos “a uma lavagem cerebral, visando a assimilar práticas, cultos, danças, costumes de comunidades indígenas da época da colonização”. O objetivo dos “sacripantas”, segundo ele, é “a expropriação branca, sem indenização, de amplas áreas de terras produtivas, tituladas no registro de imóveis muito antes da Constituição Federal de 1934. Trata-se de uma técnica de expropriação imobiliária baseada em fraude, usando a bandeira do indigenato”.

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Amianto: O STF terá que decidir se na defesa do capitalismo os trabalhadores pobres continuarão morrendo

novembro 5th, 2012 by mariafro
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O STF O AMIANTO E O DIREITO à VIDA

Por Mauro Santayana, em seu Blog

05/11/2012

O STF deverá decidir, nos próximos dias, se a produção de amianto será proibida ou não no Brasil – ao continuar o julgamento da ação proposta pela CNTI contra a legislação do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso e São Paulo, estados que interditaram seu uso. O julgamento foi suspenso na última quarta-feira, com o empate entre os ministros Ayres Brito, pela proibição, e Marco Aurélio, em favor da Eternit. O que está em jogo é mais do que parece: trata-se do grande problema de nosso tempo, o conflito entre a chamada livre iniciativa econômica e a necessária ação do Estado na defesa da vida.

Desde o fim do século 19, o uso industrial do amianto (que, em grego, significa “incorruptível”), ou asbesto (também do grego, não destrutível) vem sendo combatido. Seus efeitos são mais cruéis e insidiosos, no entanto, para aqueles que o extraem das minas. E sua evolução danosa no organismo pode levar 50 anos.

O uso do amianto vem sendo combatido com vigor nos últimos anos, em decorrência de pesquisas científicas realizadas na Europa e dos comprovados danos à saúde. O Tribunal de Turim condenou, no início deste ano, os controladores da Eternit – que está presente no Brasil há 70 anos – o investidor suíço Stephen Schmidheiny e o barão belga Louis de Cartier de Marchienne, a 16 anos de reclusão, pela morte de 1.830 pessoas e pelos danos à saúde de 1.027 outros, que se encontram em situação terminal na Itália. Segundo a sentença, os controladores da Eternit sabiam do mal que os seus produtos causavam, e continuaram a fabricá-los e a vendê-los.

Na França, há 15 anos que vítimas do amianto tentam uma indenização da mesma Eternit. Os diretores da empresa haviam conseguido anular a decisão de uma juíza, contra a empresa, mas a Corte de Cassação acaba de determinar o prosseguimento do processo. Na Itália, em sua maioria, as vítimas se encontram entre os moradores de residências nas quais os produtos foram usados na construção, além dos trabalhadores de suas fábricas – o mesmo ocorre na França. No Brasil, todos os mortos, e enfermos pela aspiração das fibras de amianto – que provocam a fibrose pulmonar e vários tipos de câncer – são ex-trabalhadores da SAMA (associada à Eternit), seja na mina de Bom Jesus da Serra, desativada em 1967, na Bahia, seja em Minaçu, em Goiás.

O STF terá que decidir agora se, na defesa do capitalismo, os trabalhadores pobres continuarão morrendo, ao extrair o amianto para o enriquecimento dos acionistas da Eternit. E se o Brasil, na contramão da História, já que o emprego do amianto está proibido em 50 países, neles incluída toda a Europa Ocidental, continuará permitindo a mineração e a industrialização do amianto.

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