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Quem sai aos seus não se degenera: Neto de Jango é um dos doutores do Mais Médicos

novembro 25th, 2013 by mariafro
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Quase meio século depois de seu avô ter sido deposto por um golpe militar (1964), João Marcelo Goulart, o neto de João Goulart, formado em Cuba, adere ao programa Mais Médicos e vai trabalhar na Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, RJ.

Agora é que a reaçaria enlouquecerá de vez e terá certeza que o Golpe Comunista está em curso.

Formado em Cuba, neto de Jango vai participar do programa Mais Médicos

O clínico João Marcelo Goulart deverá trabalhar em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

ROBERTO KAZ, O Globo

25/11/13: 

João Marcelo Goulart é clínico geral Foto: Jorge William / O Globo / 25-11-2013
João Marcelo Goulart é clínico geral Jorge William / O Globo / 25-11-2013

RIO. Em agosto, quando a primeira leva de profissionais estrangeiros do programa Mais Médicos chegou ao Brasil havia, entre centenas de cubanos, um brasileiro que passara os últimos seis anos estudando em Havana. Não bastasse o detalhe da nacionalidade, um segundo pormenor distinguia João Marcelo Goulart, de 24 anos, dos demais: nascido em Porto Alegre e criado no Rio, ele é neto de João Goulart, o Jango, presidente do Brasil deposto pelo golpe militar de 1964.

Ex-estudante do Colégio da Cidade, em Ipanema, João Marcelo deverá trabalhar — como antecipou ontem a coluna Panorama Político, de Ilimar Franco, — em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense. A previsão é que ele se integre à equipe de 20 médicos do programa no próximo mês.

Clínico geral, João Marcelo foi para Havana por intermédio da juventude do PDT, onde militava.
— Desde que decidi fazer Medicina, pensava em ir a Cuba. Como minha família tem um vínculo político forte, sabia que havia bolsas — ele explicou.

Já a escolha por trabalhar na Baixada foi feita em função da proximidade com a família (pai, mãe e um irmão moram no Rio), e da estrutura que, acredita, o município proporcionará.

— Quero ir o quanto antes, estou esperando sair o registro. Minha noiva (a médica equatoriana Sandra Pérez) já está lá, fazendo levantamento de campo, conhecendo comunidades. Nossa ideia é ficar no mínimo três anos.
Em paralelo, João Marcelo tem acompanhado o processo de exumação dos restos mortais do avô.

— Há dez anos a família tem dúvida se ele foi envenenado. E sempre surgem novos indícios, vindos de documentos e escutas telefônicas.

O resultado deve sair em seis meses:

— Toda essa homenagem que foi feita é importante, ainda que a exumação seja dolorosa. Será uma forma de recontar a história do país.

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Tatiane Pires sobre o Lulu: Mulheres, não se deixem enganar: nós somos o produto!

novembro 25th, 2013 by mariafro
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Após a leitura do texto de Juliana Moura Bueno que fez a análise do Lulu, a blogueira e profissional de TI, Tatiane Pires faz uma observação técnica para as meninas que estão usando ou pretendem usar o aplicativo.

Não acessei o tal aplicativo Lulu e não quero nem saber disso
Por: Tatiane Pires*

Meu ponto de vista enquanto profissional de Tecnologia da Informação é que não devemos fornecer nenhuma informação sobre assuntos pessoais, tais como relacionamentos, em nenhum site ou aplicativo.

Nossas informações são fontes de muita grana pra quem mantém tais bancos de dados.

E vocês, mulheres usuárias do aplicativo, realmente acham que não estão sendo avaliadas? O aplicativo pode traçar um perfil de cada mulher que faz avaliação dos homens, embora tais informações não sejam mostradas para quem utiliza, depende somente da maneira como foi programado.

Não se deixe enganar: mais uma vez, você, mulher que usa o aplicativo, é o produto.

*Tatiane Pires, desenvolvedora web e blogueira @ tatianeps.com.br

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De Republicanismo em Republicanismo o PT vai pagar o pato da corrupção tucana em São Paulo

novembro 24th, 2013 by mariafro
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Sobre assunto similar a respeito deste republicanismo dos governos petistas que mais parece síndrome de Estocolmo, veja a ópera bufa que quase levou à morte o deputado Genoino: É raro, mas acontece: Folha denunciando Justiça partidarizada, Toma PT!

CARDOSO, DONATO E A FABULA DA CLASSE DOMINANTE

Já está em curso acelerado articulação para inverter papéis e responsabilidades no propinoduto tucano e na máfia dos fiscais

Por: Paulo Moreira Leite, Isto É

Determinados episódios tem o poder de revelar toda estrutura da sociedade em que vivemos, mostrando quem tem o poder de verdade – e quem tem acesso, somente, a brechas e migalhas.

Estou falando da denúncia sobre o propinoduto do PSDB. O caso ficou adormecido quinze anos nas gavetas do Ministério Público e da Justiça de São Paulo. Pedidos das autoridades do paraíso fiscal suíço foram arquivados. Inquéritos eram abertos e fechados logo em seguida. Ninguém era incomodado pelas autoridades brasileiras, nem mesmo Robson Marinho, homem de confiança do ex-governador tucano Mário Covas, titular de uma fortuna em contas secretas. Mesmo a iniciativa internacional de uma das maiores empresas do mundo, a Siemens, parecia não dar em nada. Até que, uma década e meia depois da primeira denúncia, as investigações começam a andar. Surgem nomes de governadores de Estado, parlamentares, tesoureiros, operadores financeiros e dezenas de envolvidos.

Aparece, então, o vilão da história: José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça que entregou à Polícia Federal papeis que circulavam nos bastidores de políticos e empresários do país. Se tivesse engavetado o documento, Cardozo poderia ser acusado de prevaricação. Hoje, é acusado por participar de uma “trama sórdida” ao lado de um deputado estadual do PT e do presidente do Conselho Administrativo de Direito Econômico.

Na verdade, Cardozo deve ser elogiado. Mandou investigar uma denúncia de crime. Se há uma crítica a ser feita é outra: por que demorou tanto?

O episódio parece estranho mas não é. Faz parte de uma desigualdade política típica de uma sociedade dividida em 99% e 1%, na qual o acesso ao topo sempre foi muito estreito e difícil do que sugere a lenda de que vivemos numa terra de oportunidades. Para resumir, nosso subdesenvolvimento não foi improvisado. É obra de séculos, ensinava Nelson Rodrigues. Classe dominante numa sociedade subdesenvolvida é assim: domina mesmo quando não governa. As condições mudam, as facilidades se tornam menos óbvias. Mas através de mentes e fios invisíveis, mantém a capacidade de refazer os fatos, mudar a narrativa, inverter os papéis e alterar o fim da história enquanto ela está acontecendo.

O atraso econômico, a desigualdade social e a concentração de poder político se superpõem, conversam e se alimentam, atravessam gerações, se acasalam e se reproduzem. Dominam todas as instâncias políticas que não dependem do voto popular, a única forma de poder na qual, vez por outra, é possível expressar uma vontade resistência – frequentemente derrotada pelas baionetas, pela porrada e pelas regras eleitorais que autorizam o aluguel do Estado pelo poder econômico privado, que faz o possível para seduzir todos que queiram render-se a seus interesses.

Esse universo inclui as instituições que não dependem da vontade do povo, como as grandes universidades, a Justiça, o setor privado no sentido econômico, sejam sócios e parceiros internacionais, e também no sentido político, a começar pelos grandes grupos de comunicação. A verdade é que o 1% nem precisa conspirar para fazer valer seus interesses e vontades. Funciona no piloto automático, por um sistema de senhas, eufemismos e códigos ideológicos. Aquilo que se diz aqui se repete mais adiante, através de vozes que falam na mesma melodia e compasso. É onipresente a ponto de confundir-se com a natureza, num encantamento que só é possível quando se possui o monopólio da palavra – exercido como orquestra pelos meios de comunicação.

Neste ambiente, o escândalo do propinoduto é uma sombra inesperada no esforço de criminalização do condomínio Lula-Dilma em 2014. Manda calar a boca. Mostra que, além de dedicar-se a práticas lamentáveis, numa escala contínua e gigantesca sem paralelo conhecido na história brasileira, o PSDB paulista construiu uma blindagem sólida, que torna ainda mais difícil apurar e investigar qualquer denuncia – o que só agrava qualquer ilegalidade que já foi cometida. São varias raposas para tomar conta do galinheiro das verbas do metrô e dos trens urbanos.

E é por isso que até imagino que Cardozo pode ser chamado a explicar-se, no Congresso, ou lá onde for, antes mesmo que qualquer tucano emplumado, com o futuro político a beira do precipício, seja obrigado a dar explicações verdadeiramente necessárias e urgentes.

O esforço é elevar o clima de indignação, falar em aparelhismo sem constrangimento mesmo depois que se soube que o ministério público de São Paulo engavetou oito pedidos de informações internacionais do ministério publico da Suíça – elevando para um padrão internacional um comportamento patenteado pelo inesquecível Geraldo Brindeiro, aquele que engavetou até confissões de venda de votos na emenda que permitiu a FHC
disputar a reeleição.

É ridículo mas veja bem o que ocorreu na máfia dos fiscais da prefeitura.

Nenhum alto responsável por oito anos de descalabro e cobrança de propina, em São Paulo, foi localizado, investigado nem punido. O cerco se fechou em torno de Antônio Donato, o secretário da prefeitura de Fernando Haddad. Donato era um adversário notório e combativo das gestões anteriores, inimigo de qualquer aproximação com o então prefeito Gilberto Kassab. Só aceitou uma trégua por disciplina partidária, após uma luta interna renhida e pública. Só assumiu funções executivas depois que a turma já havia sido desalojada de seus postos, como resultado de uma campanha eleitoral na qual teve um papel fundamental. São credenciais que dão o direito de duvidar de qualquer uma das insinuações feitas contra ele por cidadãos em busca desesperada de uma boia de salvação, a quem a lei confere até o direito de mentir em legítima defesa. Já vimos este filme em 2005.

Depois que um protegido seu foi gravado em vídeo quando recebia propinas no Correio, Roberto Jefferson foi aos jornais, a Câmara e a TV falar do “mensalão.” A turma de 1% abençoou aquele delator benvindo e mudou a história. Quando Jefferson se desdisse, dizendo que era “criação mental,” a história já fora modificada e reescrita. Sabe o que aconteceu com a turma dos Correios? Nada. O caso está parado até hoje.

O espetáculo do poder nessa escala é conhecido. Só não é preciso bater palmas. Basta abrir os olhos.

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Comissão da Verdade de SP debate cumplicidade do empresariado com a Ditadura

novembro 24th, 2013 by mariafro
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Comissão da Verdade de SP debate cumplicidade do empresariado com a Ditadura

Do Facebook do Deputado Adriano Diogo

Audiência Pública sobre o livro “Cuentas Pendientes: los cómplices económicos de la ditadura”
Data: 25/11, 13h30
Local: Auditório Franco Montoro
Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera | São Paulo | SP

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” receberá o jornalista argentino Horacio Verbitsky na próxima segunda-feira (25/11) a partir das 13h30, para debater a cumplicidade do poder econômico-empresarial com a ditadura. O trabalho desenvolvido por Verbitsky em parceria com Juan Pablo Bohoslavsky gerou um livro lançado recentemente chamado “Contas pendentes: os cúmplices econômicos da ditadura”.

Verbitsky apresentará esse novo trabalho e discutirá de que formas o Brasil poderá aprender com a experiência argentina na luta por verdade e justiça, sobretudo no que se refere ao apoio civil à ditadura. Na Argentina, a pesquisa revelou a cumplicidade de pessoas, empresas e instituições que se beneficiaram com o terrorismo de Estado (bancos como o Loyds e o Citibank, empresas como Ford, Mercedes Benz, dentre outras).

Horacio Verbitsky trabalhou nos principais jornais e revistas argentinos. Em sua obra “O voo”, revelou, com ineditismo, como funcionavam os “voos da morte”, nos quais opositores políticos eram arremessados vivos de aviões em alto-mar pela ditadura.

Desde 2000, Verbitsky preside o Centro de Estudios Legales y Sociales (CELS), importante ONG argentina fundada em 1979 e que tem atuado diretamente nos processos judiciais contra agentes públicos que cometeram crimes contra a humanidade na Argentina.

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