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Haneen Zoabi: “O povo palestino jamais renunciará ao direito de ser livre. Derrotaremos o apartheid de Israel”

setembro 29th, 2012 by mariafro
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“O povo palestino jamais renunciará ao direito de ser livre. Derrotaremos o apartheid de Israel ”

Afirmou Haneen Zoabi, primeira mulher palestina de um partido árabe a ter assento no parlamento israelense

Por Leonardo Wexell Severo

28/09/2012

Filha da terceira geração após a Nakba, a catástrofe que caracteriza a diáspora palestina após a sua expulsão pelos sionistas em 1948, Haneen Zoabi é a primeira mulher de um partido árabe a ter assento no parlamento israelense. Integrante da “Flotilha da Liberdade” que tentou furar o criminoso bloqueio e levar remédios e alimentos para a Faixa de Gaza, foi classificada por Israel como “terrorista”. “Defensora dos direitos humanos e do valor da liberdade para todos os povos”, Haneen Zoabi sublinha que sua bússola é a da justiça num mundo de paz e coexistência, onde todos vivam “em pé de igualdade”. “O povo palestino jamais renunciará ao direito de ser livre num território livre. Derrotaremos o apartheid de Israel”, sublinhou. A parlamentar fez um “agradecimento especial à solidariedade da CUT Brasil” e destacou a relevância do nosso país para a luta contra o sionismo. Abaixo, selecionamos os principais trechos da entrevista de Haneen, concedida nesta sexta-feira (28) no clube Homs, na capital paulista, onde reforçou a convocação para o Fórum Social Palestina Livre, que será realizado de 28 de novembro a 1º de dezembro em Porto Alegre.

“Luta contra o apartheid é invisibilizada pela mídia”

“85% da população palestina foi expulsa a partir de 1948. Hoje somos a terceira geração após a catástrofe, 1,2 milhão de árabes israelenses, 18% da população de Israel, um estado racista, que utiliza ferramentas religiosas para a sua dominação. Esta é a realidade da política do apartheid, muito invisibilizada pelos meios de comunicação que funcionam como instrumento de propaganda para justificar os massacres indiscriminados contra a população, sejam mulheres, idosos ou crianças. Na propaganda do dominador, os terroristas são os palestinos”


Haneen Zoabi, primeira mulher palestina de um partido árabe a ter assento no parlamento israelense

“Israel não tem Constituição, nem fronteiras”

“Israel é um país que não tem Constituição, nem fronteiras, mas 30 leis que legitimam qualquer abuso. Há uma lei de 2003, que proíbe terminantemente o casamento entre palestinos e uma de 2011 que possibilita o confisco de terras palestinas. É uma estratégia de guerra movida e exercida contra todo um povo com lógica de mais terras, menos árabes. Os expulsos a partir de 1967 não são mais cidadãos neste estado. Devido à lei de Reunião de Família e Naturalização, por exemplo, quem deixar Jerusalém por mais de seis meses pode perder a nacionalidade. Ou seja, um judeu que nasceu no Brasil tem mais direitos que um árabe que nasceu lá. Além do confisco de terras, se construímos uma casa corremos o risco de que ela seja derrubada porque o Ministério do Interior não tem mapas que registrem estas moradias. Assim, nossas construções são ilegais, não temos legitimidade para estar ali. Sem poder ocupar terreno, construímos mais andares para cima. Temos 60 mil casas sem autorização.  Então o estado chega e destrói tudo”.

“Além do conflito pela terra, conflito pela identidade” 

Além do conflito pela terra em Israel há um conflito pela identidade, pois o racismo é muito presente. O confisco das terras palestinas, a construção e delimitação das cidades, o desaparecimento de povoados e aldeias, as leis da educação, da construção de partidos e organizações civis são partes de uma mesma política de segregação. Querem proibir o povo palestino de habitar o seu território.

“Um judeu que nasceu no Brasil tem mais direitos que um árabe que nasceu lá” 

Como palestina não posso casar com nenhum palestino, mesmo que ele seja brasileiro ou sírio. Se o pai do marido é palestino, tem sobrenome árabe e não pode casar. Quem vive na Cisjordânia vive melhor que os árabes israelenses, pois eles são palestinos, nós não somos. Devido a uma lei absurda, se falamos que temos identidade palestina não estamos sendo leais ao Estado israelense. Eu, deputada no parlamento israelense, não posso ser chamada de palestina. Nos documentos oficiais somos não judeus. Não temos identidade”.

“Ministério da Educação de Israel transforma os árabes em fantasmas”

“O Ministério da Educação de Israel tem o papel de desaparecer com a nossa identidade. Entre os objetivos está o de vincular o judeu ao Estado de Israel, vinculado à diáspora no mundo, e fortalecer a linguagem hebraica. Eu não existia antes de 1948, nós todos somos fantasmas. Nas escolas árabes, está proibido ensinar o que aconteceu. A literatura de resistência está proibida. É proibido ensinar sobre a revolução nacionalista de 1952 no Egito, falar sobre Nasser. Todos os livros didáticos da sexta série, por exemplo, são sobre o holocausto, como catástrofe humana única. Eu me identifico mais como vítima do Holocausto do que os israelenses que estão nos reprimindo. Precisamos ser leais às lições da História: não mate, não seja racista, seja leal. Ao matar e discriminar, Israel é desleal com o Holocausto”.

“Não temos direito à memória ou à história”

“Nós somos proibidos até mesmo de lembrar a Nakba, a catástrofe. Não temos direito à memória ou à história. Todas as instituições são amordaçadas, proibidas até mesmo de mencionar a Nakba. Se algum estudante ou professor fala, o Ministério simplesmente corta os recursos da instituição de ensino”.

“50% dos palestinos vivem abaixo da linha da pobreza”

“Muitas vezes o homem palestino precisa sair para outras localidades à procura de emprego, mas a mulher, por conta dos filhos, fica muito vinculada à cidade. Como o sistema de comunicação e de transporte não chega às cidades árabes, tudo fica mais difícil para as mulheres, apesar de serem 54% dos palestinos graduados e 52% dos que têm título de mestrado. Mesmo com melhor qualificação, estudamos e ficamos em casa porque não temos trabalho. O resultado disso é que o ingresso das famílias judias é três vezes superior ao das famílias árabes. 50% dos palestinos vivem abaixo da linha da pobreza”

“O sionismo é um projeto racista, uma doença obsessiva”

“Temos lutado em defesa de um Estado para todos os seus cidadãos. Este é um projeto de cidadania que se choca com a essência do sionismo, que é racista, que é o projeto de um estado judeu. Para os judeus sionistas, o perigo representado pelos árabes-israelenses é o mesmo que os reatores nucleares do Irã. Vivemos um confronto entre a democracia e a judaização, entre o colonizador e o colonizado, daí o muro de separação, daí o cerco a Gaza. A judaização do Estado é uma doença obsessiva”

“O boicote é o caminho pacífico para derrotar o apartheid de Israel”

“Israel tem 60 acordos com os países europeus e até acordo de armamento com o Estado brasileiro, para vender aviões para o Brasil. O fato é que cada vez que Israel se expande, anexando ilegalmente territórios palestinos, tem melhores relações com os países do mundo. Então o governo israelense lê isso como apoio à sua expansão, enquanto deveria pagar o preço por esta afronta às leis internacionais. Quando denunciamos esta expansão ilegal no parlamento, imediatamente sobe um ministro na tribuna e diz: não se preocupe, temos boas relações e estão melhorando a cada dia. Ou seja, quando se assina um acordo com Israel ele não é apenas econômico, como costumeiramente ouvimos dos governos, mas um acordo político. É um apoio imoral, porque Israel está cometendo crimes”

“Estamos no caminho correto”

“O governo de Israel vai proibir que me candidate  nas próximas eleições devido à minha participação na Flotilha da Liberdade, identificada como iniciativa terrorista. Pelos meios de comunicação a elite política promove o racismo e a paranoia em relação ao outro, a industrialização do medo para justificar sua política contra os árabes. Eu confio que vamos virar esta página. Confio na liberdade como instinto natural do ser humano. Uma humanidade  que Israel tentou domesticar com seu Estado militar, jogando seus tanques contra os que queremos somente sobreviver. Estou otimista, confio na força dos povos. A pergunta não é se estamos longe ou perto do objetivo, mas se o caminho é o correto. Estamos caminhando juntos pelo caminho correto”.

Leia também:
Avnery: Israel: A gangue do Parlamento

A “democracia” no Parlamento Israelense
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Humor: Veja – sempre insuperável na proteção de sua coligação partidária

setembro 29th, 2012 by mariafro
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Atualização: no Diário do Estado de São Paulo do dia 04 de outubro a gente descobre o custo desta forcinha que Veja deu ao Kassab e (ao Serra seu aliado e criador)? 500 mil reais em 5 mil assinaturas de Veja para as escolas paulistas. Não é a toa que a educação do estado de São Paulo vai de mau a pior.

Kassab, a cria de Serra que está a um passo de proibir que se respire em São Paulo, foi elogiado por Veja! Quando vi a imagem jurava que era uma capa fake, mas não é:

Do Facebook da Veja

Só rindo para não chorar do jornalismo ficcional de Veja que ainda recebe recursos das SECOMs federal, estadual e municipal!


Do Face de quem acha que a Veja é bem boazinha com Kassab

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Você sabia que, durante a gestão Serra-Kassab, o Regime Militar voltou a vigorar disfarçado em São Paulo?

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Kassab, invenção do Serra, agora não deixa feirante trabalhar

Chega logo 2013! Senão, Kassab, a cria de Serra, nos impede de respirar!

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Serra ofende repórter da Rede Brasil Atual

setembro 28th, 2012 by mariafro
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Serra diz com todas as letras que ao passar pela Mooca a ideia veio-lhe a cabeça, ou seja, não foi algo previamente pensado, planejado em um plano de governo. Aliás ele havia dito ao Estadão que não tinha plano de governo.

Ao ouvir a frase, o repórter da Rede Brasil Atual fez uma questão sobre o plano de governo do candidato. A resposta de Serra vem em forma de pergunta, ele quer saber em qual veículo o repórter trabalha. Para que Serra quer esta informação?

Na Rede Brasil Atual Serra não tem ingerência, mesmo se desejasse ele não poderá pedir a cabeça do repórter, porque a Rede Brasil atual não diz amém para Serra ou para qualquer político.

Como ele não pode se vingar do repórter fazendo com que este perca o emprego, ele ofende o rapaz. Que deselegante, candidato!

Cono diz a leitora Cíntia Costa: “Sem vergonha é um candidato não apresentar uma proposta de governo e pleitear o cargo!”

Recordando a relação de Serra com a imprensa que procura exercer liberdade de imprensa:

Segundo Ciro Gomes, Serra já mandou algemar jornalista do Estadão!

Após esta entrevista o que acho mais surpreendente é não ter uma única declaração do Estadão posterior a isso, logo o Estadão que posa de paladinho da liberdade de imprensa, que acusa Sarney de tê-lo censurado.

Nenhum veículo foi atrás de Serra ou do jornalista que de acordo com Ciro Gomes foi algemado num poste a mando de Serra!

Não é possível que uma denúncia desta gravidade não seja de interesse da imprensa que vive dizendo que o PT e os governos petistas querem censurar a mídia.

No Facebook tem a denúncia de um fotógrafo, cujo perfil é Paulo Preto (não é codinome!): fotógrafo há 23 anos, autônomo, trabalhou no Lance, no SESC, fez freelancer para vários jornais e no dia desta foto estava na pauta pela Futura Press, agência de fotografia e curiosamente não vendeu nenhuma das boas fotos que fez…

Também no Facebook o leitor Gerson Carneiro lembrou de outra denúncia da Rede Brasil Atual durante a campanha eleitoral de 2010: 

14 de julho de 2010: Serra pede desculpas a repórter da rede Globo.

Serra não gostou da pergunta feita pelo reórter e emendou: 

“De onde você é?”

Turci: “Da Rede Globo.”

“Ah, então desculpas.”

Um repórter ao lado não aguentou: “Você ouviu essa? Ele pediu desculpas porque o cara é da Globo”.

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Com medo de enfrentar Haddad, Russomano e Serra fogem do debate na Record

setembro 26th, 2012 by mariafro
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O Comunicado da Record não convenceu. A Emissora busca justificar a ausência de Russomano, mas fica evidente seu favorecimento ao candidato da Igreja Universal, do Bispo Macedo, dono da emissora.

Serra também não convenceu, embora seja real que a emissora favoreça o candidato Russomano, o debate seria um excelente momento para  se posicionar contando inclusive com os demais candidatos e denunciar publicamente este crime eleitoral e também o desrespeito às regras constitucionais por parte de uma concessão pública de tevê. Serra na verdade foge de se expor mais e aumentar ainda mais sua rejeição. Não foi o próprio Serra que afirmou no debate da Cultura que seu índice de rejeição se devia a prolongada exposição da sua imagem e do seu partido? Quanto mais ele  aparece maior é a sua rejeição!

Russomanno quando é questionado nos debates não tem o que mostrar e argumentar, fica cada vez mais evidente o despreparo e o vazio de ideias desse candidato boneco de borracharia.

Record cancela debate em São Paulo

Segundo emissora, decisão foi tomada porque os candidatos Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) não estariam presentes
Bruno Boghossian no Estado de S.Paulo
26/09/2012

A TV Record cancelou o debate que seria realizado entre os principais candidatos a prefeito de São Paulo na próxima segunda-feira, dia 1º de outubro. A emissora afirmou que desistiu de organizar o encontro pois Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) não estariam presentes.

A campanha de Serra sequer participou das negociações sobre as regras do debate. Em conversas reservadas, integrantes da equipe tucana criticavam a conduta da Record na cobertura eleitoral e apontavam que a emissora tende a beneficiar Russomanno. Seu partido, o PRB, é controlado por ex-dirigentes da emissora e da Igreja Universal, que é dona da TV.

A equipe do candidato do PSDB também estava insatisfeita com o horário previsto para o início do debate, marcado para depois das 23h.

Em nota, a Record afirmou que “os responsáveis pela campanha de José Serra não responderam aos convites para a negociação de regras e acordos do debate”, e acrescentou que “os convites foram feitos de acordo com a legislação eleitoral e protocolados na sede do partido do candidato, na coordenação de campanha e na Justiça”.

A emissora também informou que Russomano não poderia comparecer ao debate porque “de acordo com a coordenação da campanha, na mesma data, por previsão médica, deve nascer o seu filho”.

O texto divulgado pela emissora afirma que a realização do debate, “sem a participação de dois entre os três mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais, ficaria prejudicado em sua dinâmica e não cumpriria seu papel de informar o eleitor e discutir ideias para a cidade de maneira ampla e democrática”.

A Record afirma que pretende organizar um debate no segundo turno, se houver acordo entre os candidatos.

Leia também:

Gilberto Kassab: “José Serra é o meu líder”

Russomanno, o candidato 5a série: “Não apresento plano de governo porque não sou obrigado”

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