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Herança escravista? Selvageria das elites rurais? Elite empresarial predatória e concentradora de renda? Para com isso! No Brasil, a causa da pobreza – e da unha encravada – é a corrupção

outubro 7th, 2013 by mariafro
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Esquerda – Direita, Política & Corrupção

Por Arnaldo Ferreira Marques, em seu Facebook

07/10/2013

A esquerda, geralmente, adora falar com o povo.
O que é natural. A esquerda diz coisas como: vamos manter seus direitos trabalhistas; vamos aumentar o máximo possível os seus salários, principalmente os mais baixos; vamos baratear o transporte coletivo e as outras tarifas públicas; vamos cobrar mais dos ricos para dar serviços melhores a vocês.

Esse tipo de discurso agrada à massa de eleitores, e na democracia brasileira a massa de eleitores decide a eleição.

Percebam que a direita neoliberal vive criticando que as massas votam no PT porque o petismo “compra” (?) as massas com bem-estar. Como eu sempre digo, a direita neoliberal brasileira prega o voto masoquista.

Mas imaginem a direita neoliberal em uma campanha política dizendo ao povo as coisas que ela defende abertamente na Globo News (por onde o povo não passa nem por engano): tem que conter os salários para aumentar a competitividade (aumento real de salário só depois de muito aumento de produtividade); tem de extinguir os direitos trabalhistas que encarecem a produção (eles querem extinguir, além do FGTS, toda a remuneração dos dias não trabalhados: do “descanso semanal” ao 13º e às férias de 30 dias, tudo passaria a ser negociado diretamente entre patrões e empregados); tem de diminuir os impostos sobre as empresas para desonerar a produção; os juros devem ser altos para conter a bolha de consumo e brecar a inflação; o preço das tarifas públicas devem ser “realistas” (altos) para atrair investimento privado e não distorcer a economia. Etc.

Com um discurso desses não se vence eleição nem pra presidência de clube de futebol de botão, não é?

Então a direita neoliberal sabe de uma coisa: ela não pode ser sincera na sua comunicação com as massas.

Mas sendo assim, como convencer o povo que é nela que o povo deve votar?

Simples: assumindo um discurso moralista. “Vote em nós porque somos honestos. Não vote na esquerda porque ela é corrupta”. Papo simples. Papo reto.

Diz o eleitor consciente: “Ei! só isso não, é importante falar também das políticas públicas! Vamos falar de salário, de direitos trabalhistas, saúde, educação, transporte, tarifas, impostos, investimentos!”

A direita retruca na hora: Ahá, defensor da corrupção! Petralha! Querendo fugir do foco! Nada disso! Vamos falar de honestidade, só disso. Roubou, tá fora. Essa é a única discussão que importa.

Deu para entender, não é?

E essa tática, essa cortina de fumaça ideológica é mais esperta ainda, vai além.

Herança escravista? Selvageria das elites rurais? Elite empresarial predatória e concentradora de renda? Para com isso! Não, não, não! No Brasil, a causa da pobreza – e da unha encravada – é a corrupção. As elites são inocentes, tão vítimas dos corruptos como todo mundo!

Não é assim que lemos por aí? A corrupção é apresentada como o principal problema do Brasil. E, claro, como a grande chave para a solução dos problemas do povo. “Povo por favor entenda: se resolver a corrupção todo mundo vai ter bom salário, geladeira cheia, hospital e escola padrão Fifa, carro zero na garagem.”

Eis um discurso que a massa gosta de ouvir. Um discurso que atrai atenção e dá voto.

Mas a direita ainda vai além e completa a estratégia.

Uma equação de primeiro grau, redondinha.

Se a causa da pobreza é a corrupção, e a esquerda (querem eles provar) é a corrente política mais corrupta, então a causa da pobreza são os governos de esquerda! E a solução para acabar com a pobreza é votar na direita moralista! Não é genial?

Santa manipulação da realidade, Batman!

Dá para entender por que a esquerda se enfureceu quando as Jornadas de Junho, tão necessárias, foram tomadas por cartazes “contra a corrupção”?

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Renato Cinco diz em discurso na Câmara do RJ não saber quem mais o enoja: se a PM ou a Globo

outubro 4th, 2013 by mariafro
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A luta pela democratização das comunicações no Brasil é suprapartidária. No discurso  realizado em 02/10/2013  o vereador do PSOL, Renato Cinco, faz uma fala  irrepreensível. Todo ativista pela democratização das comunicações concordará com as suas colocações. Aconselho a todos os defensores da democratização das comunicações a dispensarem 10 minutos de seu tempo para ouvi-lo com atenção. 

Ele critica a maioria dos vereadores da Casa que votaram a favor de um projeto que prejudica os professores e a educação pública da cidade do Rio de Janeiro (críticas feitas também pelo vereador Reimont Otoni, PT publicadas em nota pública); Renato Cinco critica também a ação da PM que juntamente com a cobertura manipuladora da Rede Globo criminalizam os professores e suas lutas.

Cinco diz com todas as letras que tanto a polícia militar como a Rede Globo são entulhos da ditadura militar que a democracia brasileira ainda não se livrou. O vereador denuncia os interesses da Rede Globo que, por meio da Fundação Roberto Marinho, tem contratos milionários com a prefeitura do Rio de Janeiro e  por isso faz uma cobertura enviesada na defesa dos seus próprios interesses. 

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Haddad mujicando <3: prefeito de São Paulo foi trabalhar de ônibus

outubro 3rd, 2013 by mariafro
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Seria excelente se Haddad fizesse isso ao menos uma vez na semana, e fizesse várias rotas. Ele poderia ver com os próprios olhos o perrengue que passamos e certamente poderia pensar soluções para ampliar a qualidade do transporte público de Sampa.

Haddad deixa carro oficial de lado e vai trabalhar de ônibus

Vermelho

03/10/ 2013

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), se juntou a cerca de quatro milhões de paulistanos e foi trabalhar de ônibus nesta quinta-feira (3).

 
Fernando Haddad (PT) e a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB) em ônibus em São Paulo Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Cumprindo agenda na zona leste de São Paulo, o chefe do executivo revelou que foi a pé da sua casa até o ponto da avenida 23 de Maio, na faixa exclusiva, e embarcou no ônibus Terminal Grajaú – Largo São Francisco. O prefeito desceu no centro e seguiu a pé até a prefeitura.

Segundo ele, a viagem durou entre 5 a 10 minutos e o ônibus estava “com poucas pessoas”. Haddad fez o resto do trajeto até a prefeitura a pé.

De acordo com Haddad, ao longo do percurso ele só ouviu elogios sobre o modelo de prioridade ao transporte público adotado pelo governo municipal desde o início de sua gestão.

O prefeito ainda afirmou que só avisou o seu chefe de segurança que iria trabalhar de ônibus. A questão da segurança foi mencionada pelo prefeito durante sabatina na rádio CBN, no sábado (28), que seria um dos motivos pelo qual ele não teria usado o transporte coletivo ainda na capital, uma vez que ele “gostaria de usar ônibus”.

“Como prefeito, é a primeira vez que eu ando de ônibus para ir ao trabalho. Eu gostei muito. Eu gosto de ônibus”, disse. Haddad fez o trajeto com um assessor. “Tudo maravilhoso. Povo alegre. Todo mundo elogiando as faixas exclusivas”, completou, durante visita a obras na Zona Leste.

O uso do ônibus tem sido uma das principais bandeiras do prefeito, que instituiu faixas exclusivas em importantes vias da cidade e promete entregar 150 km de corredores de ônibus até o final do seu mandato. Haddad disse ter ouvido depoimentos sobre “economia do tempo” com a implantação das novas faxas exclusivas.

O prefeito diz que fez o trajeto “de pé para conversar com as pessoas” e afirmou que pretende adotar esse tipo de transporte “sempre que possível”.

“É que nem sempre eu vou para Prefeitura, mas da minha casa para o trabalho, o melhor é o ônibus. De caminhada deu 20 minutos. De carro dá um pouco menos porque eu não caminho. Se você considerar que a caminhada não é um prejuízo, eu considero caminhar um ganho, eu ganhei duas vezes”, disse.

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Rede Brasil Atual: Juventude do PT pede expulsão de Vaccarezza, ‘expoente máximo da desvirtuação’

outubro 3rd, 2013 by mariafro
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 MAU ELEMENTO: Juventude do PT pede expulsão de Vaccarezza, ‘expoente máximo da desvirtuação’

Por João Paulo Soares, RBA
03/10/2013 11:27
Militantes querem Comissão de Ética para deputado que tem contrariado diretrizes do partido, entre elas a da Reforma Política


©PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS
vaccarezza índiosVaccarezza conversa com índio na entrada do Congresso

São Paulo – A Juventude do PT do Estado de São Paulo vai protocolar nesta quinta-feira (3), no Diretório Municipal da capital, um pedido de Comissão de Ética para expulsar o deputado Cândido Vaccarezza (SP) do partido. O documento já foi enviado por e-mail e também postado na página JPT em Debate do Facebook. O pedido vem a público no dia em que Vaccarezza foi cercado por um grupo de índios que protestavam na Esplanada dos Ministérios e teve de abandonar seu carro para escapar da confusão.

Vaccarezza tem provocado descontentamentos na militância petista – e mesmo entre os dirigentes de sua corrente política interna – por posicionamentos que contrariam diretrizes partidárias e são considerados “conservadores” ou de “direita”.

Há três anos e meio, quando tentava viabilizar sua candidatura à presidência da Câmara junto a setores conservadores, Vaccarezza deu uma entrevista às páginas amarelas da revista Veja em que pregou a reforma da CLT e atacou direitos trabalhistas. A CUT e o PT reagiram. E a bancada escolheu outro nome para disputar (e vencer) aquela eleição.

Agora, o deputado bateu de frente com uma das principais bandeiras do PT desde a crise de 2005, a da reforma política.

Contra a vontade do partido e da própria bancada petista, Vaccarezza aceitou coordenar o Grupo de Reforma Política controlado pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). As propostas desse grupo, encampadas e defendidas por Vaccarezza, passam bem longe daquelas que o PT definiu como prioritárias em reuniões, encontros, convenções e congressos ao longo de sua história – entre elas o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e do voto uninominal para o parlamento.

O grupo de Vaccarezza também tem ignorado os apelos da presidenta Dilma Rousseff pela convocação de um plebiscito para decidir sobre o tema.

No documento da JPT-SP, escrito e votado durante uma reunião num assentamento agrícola, no fim de semana, a militância expressa repúdio por “alguns elementos” do PT que “se aliam aos setores conservadores da política para bombardear o projeto de reforma política construído no Partido dos Trabalhadores”.

Na sequência, diz que Vaccarezza é “o expoente máximo dessa desvirtuação”.

O texto diz ainda que a juventude petista vai exigir “atitudes coerentes das instâncias partidárias” e de seus  parlamentares, no sentido de que “se mantenham na defesa de uma constituinte exclusiva e plebiscito para a implementação de uma verdadeira reforma política no Brasil”.

Leia a íntegra:

Moção de Repúdio
Com pedido de instauração de Comissão de Ética para expulsão do deputado Cândido Vaccarezza do PT
.

Entre as diversas bandeiras defendidas por nosso partido, como reforma agrária, política de cotas e transferência direta de renda, temos também como prioritária a defesa da democracia e a ampliação desta. Neste sentido, julgamos que a reforma política nos modelos construídos pela militância partidária e pela população é objetivo central para avançar a democracia brasileira.

No entanto, alguns elementos do partido se aliam aos setores conservadores da política para bombardear o projeto de reforma política construído no Partido dos Trabalhadores. O expoente máximo desta desvirtuação do projeto petista de reforma política é o deputado federal Cândido Vaccarezza.

Reunidos na Comunidade Padre Josimo, na Agrovila Campinas, Assentamento Reunidas, no município de Promissão, reivindicamos a instalação de comissão de ética para expulsão do referido deputado dos quadros do Partido dos Trabalhadores, uma vez que este não nos representa, assim como exigiremos atitudes coerentes das instâncias partidárias.

Indicamos ainda, neste mesmo sentido, que nossos parlamentares se mantenham na defesa de uma constituinte exclusiva e plebiscito para a implementação de uma verdadeira reforma política no Brasil.

Promissão, 29 de setembro de 2013.
Juventude do Partido dos Trabalhadores do Estado de São Paulo

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