Maria Frô

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No twitter o pastor a serviço de Serra espalha mais homofobia e ataca Haddad que fala sobre Deus ou Jesus

outubro 13th, 2012 by mariafro
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Em 2010 a campanha em favor de José Serra no submundo eleitoral se esmerou no ataque à então candidata Dilma Rousseff. Campanha reacionária, que atacou os direitos reprodutivos da mulher, disseminou a homofobia e investiu no revisionismo histórico tornando torturadores heróis e bandidos os que resistiram à ditadura militar. Esta campanha nojenta foi derrotada em 2010 e será em 2012. 

Na cidade de São Paulo, no primeiro turno das eleições municipais de 2012, os eleitores disseram não a Russomanno por identificá-lo como um candidato ligado à Universal. Parece que Serra não aprendeu nada, resolveu importar do Rio de Janeiro o pastor midiático Malafaia pra fazer o trabalho sujo da campanha de ataques a Fernando Haddad, espalhando homofobia e muita desinformação.

São Paulo vai repudiar novamente esta campanha baixa que foge do debate político, da discussão de propostas pra ataques rasteiros. Diremos novamente não. 

There was a problem with the blakbirdpie shortcode

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Jogo de mensalão na rede: Barbosa atira em condenados, nem Lula escapa

outubro 11th, 2012 by mariafro
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Jogo reaça a todo vapor na internet, tiro, Lula na mira, STF conseguiu fazer algo inédito em parceria com esta mídia, trazer de volta a ideia de Justiça movida a bala (mesmo que simbólica), , que beleza, STF, que beleza!!!!

Mensalão vira jogo na internet com Barbosa atirando em condenados

No game, Lewandowski atrapalha o relator e o ex-presidente Lula aparece na tela cercado por interrogações

Eduardo Bresciani – Agência Estado

11/10/2012

O processo do mensalão serviu de inspiração para jovens de uma empresa de games do Rio de Janeiro. Eles colocaram no ar hoje um jogo virtual em que o relator, ministro Joaquim Barbosa, é o personagem principal. O game já teve mais de 5 mil jogadores cadastrados no Facebook e a meta dos criadores é superar a marca de 100 mil acessos.

Em 'A Batalha do Mensalão', relator atira contra condenados do STF. - Reprodução

Reprodução
Em ‘A Batalha do Mensalão’, relator atira contra condenados do STF.

“A gente está sempre ouvindo que jovem não liga para o mensalão, para a política. Fizemos esse jogo para mostrar que jovem tem sua voz e não está satisfeito com que temos na política”, disse Rubens Blajberj, um dos sócios da empresa PlayerUm.

O jogo, chamado de “A batalha do Mensalão” segue a lógica do clássico Space Invaders, game dos anos 70 em que o jogador tinha de matar alienígenas invasores. Na versão, o jogador controla o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) atirando contra o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério. Dirceu e Genoino valem 50 pontos, enquanto os operadores Valério e Delúbio 10.

Existem ainda outros dois personagens no game. O ex-presidente Lula passa por cima da tela cercado por interrogações. “O Lula é um convidado especial, afinal, ele não sabe de nada”, brinca Rubens. Quem conseguir acertar o ex-presidente ganha 1.000 pontos. O outro personagem é o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que votou pela absolvição de Dirceu e Genoino. Sua função no jogo é atrapalhar Barbosa.

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O STF que apesar das provas impediu a punição dos torturadores de Genoíno, agora julga e condena Genoino sem provas

outubro 11th, 2012 by mariafro
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Por: PAULO MOREIRA LEITE, em sua coluna de Época

5/10/2012

Nossos crocodilos ficaram sentimentais. Em toda parte vejo lágrimas que acompanham os votos que condenam José Genoino.

Na imprensa, em conversas com amigos, ouço o comentário, em tom de solidariedade. Parece consciência pesada, em alguns casos.

Não estamos diante de um melodrama mas de uma tragédia.

Genoino está sendo condenado num julgamento marcado por incongruências, denuncias incompletas e presunções de culpa que começam a incomodar estudiosos e acadêmicos. Foi isso que explicou Margarida Lacombe, professora de Direito da UFRJ, em comentário na Globo News. Sem perder suavidade na voz, a professora falou sobre necessidade de provas contundentes quando se pretende privar a liberdade de uma pessoa. Não falou de casos concretos, não criticou. Fez o melhor: informou. Lembrou como esse ponto – a liberdade – é importante.

Vamos começar.

O STF que está condenando Genoino absolveu Fernando Collor com o argumento de “falta de provas.”

É o mesmo STF que, em tempos muito mais recentes, impediu que o país apurasse, investigasse e punisse a tortura ocorrida no regime militar.

Então ficamos assim. José Genoino, vítima da tortura que o STF impediu que fosse apurada, será condenado por corrupção, ao contrário de Fernando Collor.

Parece o Samba do Crioulo Doido do Stanislaw Ponte Preta. É. Mas não é o texto. E a “realidade brasileira”, como se dizia no tempo em que a polícia política perseguia militantes como Genoino.

Não há provas materiais contra Genoino e tudo que se pode alegar contra ele é menos consistente do que se poderia alegar contra Collor. Mas as provas da tortura são abundantes. Estão nos arquivos do Brasil Nunca Mais e em outros trabalhos. Foram arrancadas na dor, no sofrimento, na porrada, no sangue e, algumas vezes, na morte. Em plena ditadura, 1918 vítimas da tortura deixaram registros dessa violência nos arquivos da Justiça Militar. Nenhuma foi apurada e, se depender da decisão do STF, nunca será.

Collor foi beneficiado porque provas muito contundentes contra ele foram anuladas. Considerou-se, na época, que a privacidade do tesoureiro PC Farias havia sido violada quando a Polícia Federal quebrou o sigilo de um computador que servia ao esquema. Essa decisão – em nome da privacidade — salvou Collor.

Você pode dizer que os tempos eram outros e que agora não se aceita mais tanta impunidade. Aceita-se. Basta lembrar que, na mesma época, o mensalão do PSDB-MG virou fumaça na Justiça Comum. E quando Márcio Thomaz Bastos tentou mudar o julgamento do mensalão federal, alegou-se que era no STF que os crimes graves são punidos.

Vamos continuar.

Genoino está sendo condenado porque “não é plausível” que não soubesse do esquema. “Plausível”, informa o Houaiss, é sinônimo de aceitável, razoável. Olha o tamanho da subjetividade, da incerteza.

Isso porque ele assinou o pedido de empréstimo de R$ 3,5 milhões para o Banco Rural e por dez vezes refez o pedido. Não é plausível imaginar que um presidente do PT fizesse tudo isso sem saber de nada, acreditam três ministros do Supremo.

Mas fatos que são líquidos e certos não comoveram a acusação com a mesma clareza.

O empresário Daniel Dantas deu R$ 3,5 milhões para amolecer Delúbio Soares e Marcos Valério e cair nas graças do esquema. Não foram R$ 3,5 milhões subjetivos mas inteiramente objetivos.

Um pouco mais tarde, seu braço direito Carla Cicco assinou um contrato de R$ 50 milhões com as agências de Marcos Valério para transformar a turma do PT em geléia. Chegaram tarde. Depois de pagar a primeira prestação, a casa caiu e eles suspenderam o pagamento.

Como não gosto de pré-julgar, não acho que Daniel Dantas seja culpado por antecipação. Não acho mesmo. Vai ver que estava tudo lá, bonitinho. Também podia ser ajuda para o Fome Zero rsrsrsrsrs

Ou quem sabe fosse tudo para Valubio.

Mas não teria sido melhor que ele fosse ouvido no tribunal, para mostrar sua inocência?

Não teria sido uma forma de mostrar que a Justiça é cega?

Mas ela não foi.

O esquema privado do mensalão, informa a CPMI, chegou a R$ 200 milhões. Quantos empresários foram lá, dar explicações? Nenhum.

Alguém acha plausível, aceitável, razoável, que fossem inocentados por antecipação?

Não há nada “plausível” que se possa fazer com R$ 200 milhões?

Só a Telemig, que pertencia ao grupo Opportunity, de Daniel Dantas, entregou mais dinheiro às agências de Valério do que o Visanet, que jogou o petista Henrique Pizzolato na vala dos condenados logo nos primeiros dias.

O que é plausível, neste caso?

Nós sabemos – e ninguém duvida disso – que Genoino fazia política o tempo inteiro. Fez isso a vida toda, com tamanha inquietação que, numa fase andou pela guerrilha do Araguaia e, em outra, ficou tão moderado que parecia que ia preencher ficha de ingresso no PSDB.

Chegou a liderar um partido revolucionário à esquerda do PC do B e depois integrou as correntes mais à direita do PT.

Então vamos lá. É plausível imaginar que Genoino tenha ido atrás de recursos de campanha? Sim. É plausível e até natural. Basta deixar de ser hipócrita para compreender. Política se faz com quadros, imprensa, propaganda, funcionários. Isso custa dinheiro.

Isso fez dele um dirigente que subornava adversários para convencê-los a mudar de lado, como quer a acusação? Não.

Eu não acho plausível, nem aceitável nem razoável. Duvido inteiramente, aliás.

E se eu tiver errado, quero que me provem – de forma clara, contundente. Sem essas suposições, sem um quebra-cabeças que joga com a liberdade humana.

Sem fogueira de tantas vaidades.

Não chore por nós Genoino.

Alegou-se que a tortura não poderia ser apurada para preservar a transicão democrática.

A democracia avançou, as conquistas foram imensas. Mas os perseguidos, no fundo, bem no fundo, são os mesmos.

Não é um melodrama. É uma tragédia.

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Barão de Itararé: Vamos organizar o nosso ato contra os golpistas midiáticos da SIP

outubro 11th, 2012 by mariafro
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Nesta quinta-feira, 11, às 11h haverá na sede  Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454 – 1º andar – conj. 13, República) oficina para organizar ato público contra os golpistas midiáticos da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). O ato será no dia 15.

Do site da campanha Para expressar a liberdade, via Blog do Altamiro Borges

São Paulo recebe entre 12 e 16 de outubro a Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A SIP tem sido, nos últimos anos, a principal porta voz dos donos da mídia no continente, mas suas ações não se limitam à defesa de interesses empresariais. Não por acaso, os momentos em que ela esteve mais em evidência tiveram relação com a busca de desestabilizar governos progressistas da região.

A SIP coloca-se contra qualquer tentativa de regulação democrática, e usa a bandeira da liberdade de imprensa para defender a liberdade das empresas, numa visão que exclui a liberdade de expressão de setores inteiros da sociedade. A Argentina, por exemplo, que aprovou uma legislação considerada avançada por organizações insuspeitas como a Unesco e a OEA, sofre a oposição da SIP para poder colocar a lei em prática. O mesmo acontece com qualquer tentativa de democratização da comunicação em outros países.

É verdade que a liberdade de expressão tem hoje barreiras sérias para se estabelecer no continente, mas a maior parte delas não é abordada pela SIP. Ao contrário, a entidade faz de tudo para preservar o quadro de concentração, e não tem nenhuma ação em defesa do pluralismo e da diversidade na comunicação. A única agenda comum com o conjunto dos movimentos pela democratização da comunicação é o combate a ameaças físicas e a decisões judiciais que calam blogueiros, comunicadores e jornalistas.

Depois de 11 anos, a Assembleia Geral da SIP volta a São Paulo, e não há dúvida de que eles querem transformar o evento em um palco político para suas ideias.

Para a abertura, são esperados o Prefeito da cidade, o Governador do estado e a Presidenta da República. Pensando na necessidade de um contraponto, a campanha Para expressar a liberdade, a partir da iniciativa do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e da Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, em parceria com veículos como a pósTV/FdE, a Carta Maior, Revista Fórum, Brasil de Fato e Caros Amigos, vai promover duas atividades:

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15/10

10h30 – Ato público pela ampla e verdadeira liberdade de expressão – Alameda Santos, 2233, São Paulo.

15h às 21h – Contraconferência online: Liberdade de expressão na América Latina: de que lado está a SIP? Com a participação de ativistas e especialistas do Brasil e da América Latina.

Se você defende a ampla e verdadeira liberdade de expressão, junte-se a nós!

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