Não à terceirização

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Adib Jatene: “Brasil precisa de médico especialista em gente”

julho 10th, 2013 by mariafro
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Cláudia Colluci, Folhapress via Pragmatismo Político

 09/07/2013

Cardiologista e ex-ministro da Saúde defende proposta apresentada por Dilma e diz que médico precisa se transformar num especialista em gente

O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, que preside uma comissão que auxiliou o governo na formulação do projeto para a mudança do ensino médico, defende a proposta apresentada ontem pela presidente Dilma mas afirma que não conhece a versão final.

adib jatene médico cardiologista

Adib Jatene defende médico menos robótico e mais humano (Foto: Divulgação)

Para Jatene, o ensino médico está formando candidatos à residência médica, com muito ênfase às especializações e alta tecnologia. “O médico precisa se transformar num especialista de gente.”

O que o sr. achou das mudanças propostas para a mudança do ensino médico?

O ensino médico está formando candidatos à residência médica. Isso estimula a especialização precoce. Precisamos formar um médico capaz de atender a população sem usar a alta tecnologia. O médico precisa se transformar num especialista de gente.

E como ficará a supervisão?

É a própria faculdade de medicina que cuidará disso. A proposta [original] é que ele fique dois anos no Estado que se formou, supervisionado pela faculdade. A escola vai fazer parte do sistema de saúde, não simplesmente dar o diploma. Com telemedicina e teleconferência fica fácil.

O sr. foi consultado sobre isso?

Vínhamos trabalhando nessa proposta, mas não sabíamos que já seria anunciada. O ministro Mercadante me telefonou dizendo que a presidenta Dilma iria anunciar, mas não deu maiores detalhes. Mas parece que está está dentro dos princípios.
A proposta era mesmo de aumentar para oito anos?

Sim. Quando me formei em medicina, em 1953, o curso já era de seis anos, e o conhecimento era muito pequeno. Hoje é colossal e o curso continua de seis anos.

E em relação à política para fixar médicos no interior?

Municípios pequenos deveriam integrar um consórcio para uso de alta tecnologia. Precisam, porém de um médico polivalente, que atenda de parto a uma emergência.

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Prefeitura de Sampa lança mapa interativo que permite o intercâmbio entre a administração municipal e a sociedade

julho 10th, 2013 by mariafro
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Já havia o infolocal, onde o usuário pode obter inúmeras informações públicas da cidade de São Paulo como escolas, níveis de ensino ofertados etc. Agora a PMSP acaba de lançar o mapa interativo que espera contar com a participação popular para gestão urbana. Para contribuir, clique aqui.

Prefeitura disponibiliza mapa interativo para a participação popular

Cidadãos podem registrar problemas e sugestões para a cidade no mapa interativo do site Gestão Urbana SP. Canal permite o intercâmbio entre a administração municipal e a sociedade

Imagem do postOs cidadãos de São Paulo têm mais um canal para propor soluções e registrar problemas da cidade: Trata-se do mapeamento colaborativo, ferramenta do site Gestão Urbana SP, página da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano que integra o processo de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE). A iniciativa é um dos canais criados pela Prefeitura para o intercâmbio entre a administração municipal e a sociedade civil.

Até esta sexta-feira (5), 573 contribuições foram enviadas para a plataforma digital, sendo 284 pelo mapa interativo e 289 via formulário. Dentro do site, o usuário pode ler as sugestões enviadas pelos outros internautas, divididas por bairro, de acordo com o tema e data de postagem.

No último dia 21, por exemplo, um morador da Zona Norte enviou sugestão de novos espaços para a prática de esporte e lazer no bairro São João, no Jaçanã. “Esta região é muito carente. Não existe um local público para as práticas esportivas, para a diversão”, pediu.

Participação
Ao longo do primeiro semestre, dezenas de audiências públicas de caráter consultivo foram organizadas para a participação popular nos projetos da Prefeitura – elaboração da versão final do Programa de Metas 2013-2016 e revisão do Plano Diretor Estratégico. A intenção dos encontros é entender as demandas da população para a cidade. Foi criado, ainda, o Conselho da Cidade, órgão que reúne representantes de diversos setores da sociedade.

Plano Diretor Estratégico
Aprovado em 2002, o PDE é o principal instrumento para organizar o planejamento urbano dos espaços da cidade. O documento traz, por exemplo, regras sobre como construir nos terrenos, como fazer grandes construções e garantir a preservação do meio ambiente.

Na primeira etapa de revisão do plano, realizada entre abril e junho, foram promovidas dez avaliações temáticas para discutir os seguintes temas: uso e ocupação do solo; instrumentos de política urbana; habitação; meio ambiente; mobilidade urbana; e os investimentos prioritários, planos regionais e planos de bairro. Participaram desta fase 1.804 pessoas, que contribuíram com 1.847 sugestões.

Atualmente, o programa de revisão do PDE está em sua segunda etapa, que consiste na realização de oficinas públicas para o levantamento de propostas e contribuições nas regiões das 31 subprefeituras da cidade.

Programa de Metas
Mais de 9 mil sugestões enviadas pela população foram recebidas para a elaboração da versão final do Programa de Metas, que tem como objetivo estabelecer os principais compromissos da gestão atual com a construção e a melhoria de equipamentos e serviços públicos nos próximos quatro anos.

Durante o mês de abril, foram realizadas 35 audiências públicas para a discussão das 100 metas apresentadas em março pelo prefeito Fernando Haddad. No total, mais de 6 mil pessoas compareceram aos encontros e tiveram a oportunidade de conhecer as metas propostas para cada região, debater e sugerir a inclusão de ações que beneficiam a população.

Conselho da Cidade
Criado no dia 26 de março pelo prefeito Fernando Haddad, o Conselho da Cidade conta com 136 integrantes dos mais diversos segmentos da sociedade paulistana. Entidades representativas dos estudantes, organizações não-governamentais e da classe trabalhadora, como as centrais sindicais, compõem o Conselho, que além das reuniões ordinárias, conta com grupos de trabalho para debater temas relevantes da metrópole e apresentar propostas.

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Brasil de Fato: “Parece que a Rede Globo realmente chegou no STF. Infelizmente não para sentar no banco dos réus”

julho 10th, 2013 by mariafro
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Editorial Brasil de Fato- A Rede Globo no STF

Editorial da edição 541 do Brasil de Fato

10/07/2013

Será que, enfim, a Rede Globo sentará no banco dos réus dos tribunais desse país?

O jornalista Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, denunciou que a Rede Globo, em 2002, ainda no governo FHC, promoveu uma sonegação de impostos milionária. Foram sonegados 183 milhões de reais dos cofres públicos.

Em 2006, quando a Receita Federal concluiu o processo, somados os juros e multas, a sonegação elevou-se para R$ 615 milhões. Mais de meio bilhão de reais, em valores de 2006, surrupiados do povo brasileiro. Terá sido este roubo o motivo da Globo enfatizar com insistência, e repetido em coro pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, que o chamado mensalão petista era o maior caso de corrupção do país?

O autor d’O Cafezinho é ainda mais contundente: “(…) a ficha criminal da Globo vai muito além dessas estripulias em paraísos fiscais. A Globo cometeu crimes históricos contra o Brasil. Lutou contra a criação da Petrobras. Fez parte do golpe que levou ao suicídio de Vargas. Consolidou-se financeiramente, com dinheiro estrangeiro de um lado, e de golpistas internos, de outro, sobre o cadáver da nossa democracia”.

Acrescenta-se que, durante a CPI do Carlinhos Cachoeira, que investigava as relações promíscuas do bicheiro com a revista Veja, a Globo fez chegar ao Palácio do Planalto a mensagem de que o governo seria retaliado se fossem convocados jornalistas ou empresários de comunicação.

Não é de estranhar o silêncio da revista do grupo Abril sobre essa denúncia e, muito menos, se amanhã ela retribuir o apoio recebido da família Marinho. Os conluios geram compromissos de mútua proteção.

Agora, através do blog O Escrivinhador, do jornalista Rodrigo Vianna, soube-se que a Receita Federal, quando concluiu o processo, solicitou a abertura de uma Representação para Fins Penais – uma investigação criminal – contra os donos da Globo. Isso em 2006!

Por que o Ministério Público Federal engavetou esse pedido e tornou-se conivente dessa ação criminosa? O mesmo MPF que, liderado por Gurgel e com apoio da Globo, fez a população brasileira acreditar que a aprovação da PEC 37 iria favorecer a corrupção no Brasil. Ambos, Globo e MPF, ao segurar os cartazes nas passeatas, não estavam somente nus. Estavam, também, cagados. Deve, o MPF, uma resposta à população brasileira sobre o porquê não investiga a Rede Globo.

Vianna faz outra denúncia grave: os funcionários da Receita Federal no Rio estão em pânico porque o processo contra a Globo simplesmente sumiu! É um processo que vai além dos R$ 615 milhões sonegados. Ele revela as contas da família Marinho nos paraísos fiscais.

Ora, é assim que os ricos se livram das condenações, fazendo os processos desparecerem? Atestam suas inocências promovendo novas ações criminosas? Certamente, se comprovada essa denúncia, o sumiço do processo exigiu corromper alguns novos funcionários públicos. O cheiro de esgoto que exala da vênus platinada é cada vez mais forte.

Dizem, os gaúchos, que o diabo faz a panela, mas não faz a tampa. Espera-se que este caso da Globo sonegar impostos não desacredite o ditado.

Mas há sinais desalentadores. Em março o jornal O Globo premiou Joaquim Barbosa como Personalidade do Ano. Em maio, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, usou o dinheiro público para pagar a passagem aérea de uma jornalista do jornal O Globo para cobrir sua participação em um seminário sobre liberdade de impressa (não há ironia nesse fato!), na Costa Rica. No dia 02 de junho, o presidente do STF e seu filho, Felipe, assistiram ao jogo Brasil x Inglaterra, no Maracanã, no camarote de Luciano Huck, apresentador da Rede Globo. Agora em julho, a Rede Globo contratou Felipe para ser seu funcionário.

A jornalista Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual, revela, nessa semana, outra coincidência envolvendo Felipe, o filho de Barbosa. De 2010 até ser contratado pela Globo, ele foi funcionário do grupo Tom Brasil. Essa empresa é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado mensalão petista. O inquérito identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. O pagamento foi autorizado por Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 junto com o petista Henrique Pizzolato.

Parece que a Rede Globo realmente chegou no STF. Infelizmente não para sentar no banco dos réus.

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Trabalhadores vão para as ruas no dia 11 de julho contra o projeto de Sandro Mabel: Não à Terceirização!

julho 10th, 2013 by mariafro
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Projeto da Terceirização: CUT divulgará nomes de deputados que votarem contra a classe trabalhadora

Por: Luiz Carvalho

09/07/2013

Em visita aos parlamentares, Central afirmou que fará material sobre traidores favoráveis ao PL 4.330

Comissão de trabalhadores cutistas durante encontro com deputado Décio Lima

Comissão de trabalhadores cutistas durante encontro com deputado Décio Lima

Cerca de 100 trabalhadores bancários da CUT visitaram nesta terça-feira (9) os gabinetes de parlamentares que compõem a Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara (CCJC) para deixar o recado: a Central divulgará em todos os estados os nomes daqueles que votarem a favor do Projeto de Lei (PL) nᵒ 4.330, de 2004.

A expectativa é que o PL de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-BA) e relatoria do também deputado Arthur Maia (PMDB-BA), que já deu aval ao texto, siga para a votação nesta quarta-feira (10) na comissão.

Sob a justificativa de regulamentar a terceirização, o projeto precariza ainda mais as relações trabalhistas, ao permitir a contratação de terceirizados também na atividade-fim, a principal da empresa, que poderá funcionar sem nenhum contratado direto. A medida fragilizará a organização e a representação sindical.

Além disso, o texto praticamente extingue a responsabilidade solidária, aquela em que a tomadora de serviços não precisará quitar obrigações trabalhistas caso não sejam cumpridas pela terceirizada.

Relator concorda com trabalhadores

Ao término da terceira reunião da Mesa de Negociação Quadripartite sobre a terceirização (clique aqui para ler mais), realizada também nesta terça, a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, destacou que Arthur Maia foi convencido pelos trabalhadores de que o projeto não oferece segurança jurídica. Contudo, ainda há resistência dos empresários.

“Precisamos de uma legislação que dê segurança não só às empresas, mas também aos trabalhadores. Conseguimos avançar, há uma sinalização do relator da necessidade de continuar a negociação e discutir o conteúdo. Porém, a bancada dos empresários está bastante resistente e defende que o projeto seja aprovado amanhã, da forma como está, para discutir depois no Senado e na Câmara. Não concordamos com isso”, reforçou.

A Central propõe que a votação seja suspensa para que as negociações prossigam no mês de julho e, ao final do recesso parlamentar, em 5 de agosto, o PL seja votado.

Presidente da CCJC assume compromisso –Ao final da tarde, a comissão de trabalhadores reuniu-se com o presidente da CCJC, o deputado federal Décio Lima (PT-SC), para discutir o PL.

Da esquerda para a direita: Pedro Armengol (secretário Adjunto de Relações do Trabalho), Graça Costa, Antônio Lisboa (diretor Executivo da CUT) e Carlos Cordeiro, durante encontro de avaliação da mobilização, na CUT-DF

Da esquerda para a direita: Pedro Armengol (secretário Adjunto de Relações do Trabalho), Graça Costa, Antônio Lisboa (diretor Executivo da CUT) e Carlos Cordeiro, durante encontro de avaliação da mobilização, na CUT-DF

“Ele (Décio Lima) nos garantiu que, como presidente, já retirou o projeto de pauta, mas outro parlamentar pode apresentar um requerimento extra-pauta, ter 34 assinaturas, isso ser votado, aprovado e, assim, voltar para a pauta como prioridade”, alertou o secretário de Organização da Confederação do Ramo Financeiro (Contraf), Miguel Pereira.

Por isso a necessidade de ampliar a mobilização. Segundo o dirigente, Lima vota com o Partido dos Trabalhadores (PT), que fechou posição contrária ao PL.

De qual lado estão os deputados –Além do PT, lideranças do PSD, PSB e PDT assumiram compromisso com a comissão cutista de ir contra o projeto de lei da precarização. Vale saber se a prática seguirá o discurso.

Presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, ressaltou que a visita foi fundamental, inclusive para mostrar em detalhes o tamanho do prejuízo que a aprovação causaria.

“Conversamos com as assessorias para que nosso posicionamento pudesse chegar rapidamente a esses parlamentares, apontando que esse projeto, caso avance, irá precarizar as condições de trabalho. E percebemos que muitos conhecem apenas o que foi passado pelo Sandro Mabel e pelo Arthur Maia. Isso torna essa visita ainda mais importante”, explicou.

Terceirizados ganham menos e adoecem mais – De acordo com um estudo de 2011 da CUT e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas a mais semanalmente e ganha 27% a menos. A cada 10 acidentes de trabalho, oito ocorrem entre terceirizados.

Estima-se que o Brasil tenha 10 milhões de terceirizados, o equivalente a 31% dos 33,9 milhões de trabalhadores/as com carteira assinada no país.

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