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Sociólogo italiano Domenico de Masi: O futuro no Brasil já chegou

junho 13th, 2014 by mariafro
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Pela segunda vez o sociólogo italiano Domenico de Masi faz elogios rasgados ao Brasil. Seria bom que a elite vira-lata lesse e aprendesse. E a repórter da BBC deveria explicar a Masi que o povo brasileiro não é pessimista, quem não acredita no Brasil e tenta o tempo inteiro sugá-lo é a elite com complexo de vira-latas.
A charge abaixo é didática para Masi entender o que aconteceu no Brasil. Ela mostra o ‘povo braZileiro #padrãoFifa”. Foi esta elite made in Brazil que boicotou a Copa do princípio ao fim por interesses eleitoreiros, porque apostava no insucesso do governo Dilma. Esse “povo” ariano que tem dinheiro para fazer selfie no estádio só nasceu no Brasil, mas para ela o povo brasileiro é um estrangeiro.
Domenico também precisa entender que a mídia brasileira é um partido político reacionário, não faz jornalismo, faz negócios, defende seus interesses. E seu principal interesse hoje é eleger um candidato que faça exatamente o que ela deseja, um candidato que vai acabar com as políticas públicas inclusivas e destruir o Estado, reconstruído às duras penas. A mídia monopolizada no Brasil há 12 anos tem um único objetivo: derrubar os governos progressistas eleito pelo povo brasileiro.
Sugiro alguns textos para Domenico entender a esquizofrenia desta elite vira-latas e oportunista:

Bob Fernandes sobre os oportunistas contra a copa: Há um discurso destrutivo…escondido pelo biombo da cobrança de legado. Como se a miséria secular fosse fruto de… geração espontânea

Arnaldo Marques: “Ah, que tempos dissimulados!” O Brazil tem nojo do Brasil e sua mais recente vítima é a Copa

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‘Não entendo o pessimismo com a Copa’, diz autor de ‘O Ócio Criativo’

Luiza Bandeira, Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

12/06/2014


Domenico de Masi (Divulgação)

Sociólogo diz que Brasil não pode mais copiar modelos estrangeiros: país precisa criar modelo autônomo.
Em passagem pelo Brasil às vésperas da Copa, o sociólogo italiano Domenico de Masi, autor de O Ócio Criativo, diz não compreender o desânimo dos brasileiros com o evento. “Não entendo por que o pessimismo. Para uma pessoa não brasileira, é difícil entender”, afirmou em entrevista à BBC Brasil.
“Os dados estatísticos são todos positivos. Há 196 países no mundo, são 189 abaixo do Brasil. Em qual posição o Brasil deveria estar para ser mais otimista?”, provocou o sociólogo.

O entusiasmo com o Brasil fica claro no livro que De Masi veio lançar no país. Em O Futuro Chegou – Modelos de vida para uma sociedade desorientada, o italiano parte da premissa de que tanto o comunismo quanto o capitalismo falharam. Analisa, então, 15 diferentes modelos de desenvolvimento com o objetivo de, a partir deles, propor um novo modelo.

“O Brasil copiou a Europa por 450 anos, mas agora o modelo da Europa está em crise. O Brasil copiou o modelo americano por 50 anos, mas agora esse modelo também está em crise. Agora, o Brasil não pode mais copiar modelos. Precisa criar um modelo seu, autônomo”, disse.
Na obra, De Masi destaca a “concepção poética, alegre, sensual e solidária da vida, uma propensão à amizade e à solidariedade, um comportamento aberto à cordialidade”. Afirma ainda que os índios já viviam em “ócio criativo”, numa síntese de estudo, trabalho e lazer.

Nesta entrevista, rebateu reportagem da revista britânica The Economist, que afirmou que os brasileiros eram improdutivos e que, “a partir do momento em que você pisa no Brasil, você começa a perder tempo”.
“Eu, quando chego ao Brasil, fico super produtivo”, rebateu.
De Masi destaca que o Brasil ainda não cumpriu seu potencial, mas é o “melhor que o Brasil já foi até hoje”. “O futuro já chegou, não precisa mais esperar. Se um país é o 7º do mundo, significa que o futuro já chegou.”
Leia abaixo trechos da entrevista.

Brasil

A atual sociedade global não tem modelo, é preciso criar um. Para isso, temos que analisar todos os modelos, pegar as coisas boas e tirar o negativo.
O Brasil tem como positivo a alegria, a solidariedade, o otimismo, o senso estético. Negativos são a violência, corrupção, analfabetismo e a distância entre ricos e pobres.
O Brasil atual não é o melhor Brasil possível, mas é o melhor que o Brasil já foi até hoje. Há mais longevidade, aumentou o PIB geral e o per capita, há mais universidades, escolas, e a democracia é completa.
Formação cultural

O Brasil tem quatro matrizes culturais: índia, portuguesa, africana e mundial, europeia, mas também oriental, asiática.
Do modelo índio, pode-se pegar a dimensão estética, a convivência, a relação harmoniosa com a natureza.
Do modelo português podemos pegar o empreendedorismo, o espírito de aventura.
Da matriz africana, a preocupação com o corpo, a musicalidade, o sincretismo religioso, e do modelo que vem dos outros países do mundo, a globalidade.
Pessimismo

No livro, digo que os brasileiros são otimistas, com base em uma pesquisa. O resultado dela é que aspectos importantes do Brasil são a solidariedade, alegria, sensualidade, espírito de acolhimento.
Não entendo por que o pessimismo com a Copa. Para uma pessoa não brasileira, é difícil entender. Os dados estatísticos são todos positivos, não são negativos.
O Brasil é o sétimo maior PIB do mundo. Sabe quantos são os países? 196. O Brasil é o 7º posto. São 189 países abaixo do Brasil, de acordo com o PIB. Em qual posição o Brasil deveria estar para ser mais otimista?
Não é fácil explicar o pessimismo. Se o país fez um investimento no evento, o dinheiro gasto é maior ou menor que o dinheiro que vai ganhar? Se a percepção é que os gastos serão maiores, por que o Brasil fez a Copa? Para mim, não está claro se é bom ou não.

A Copa e a Olimpíada não vão fazer os serviços melhores? Eu vi todos os aeroportos renovados. Porto Alegre, Brasília, São Paulo, Rio, estavam fazendo reformas em tudo. Aqui no Rio só vejo obras. A impressão é que há coisas mudando, mas isso vocês também podem ver.

Protestos

Eu penso que os protestos são uma fase de maturação do Brasil. A corrupção sempre esteve no Brasil. Mas a contestação à corrupção é um fato novo. É interessante porque foi a primeira vez que houve uma forte contestação contra a corrupção.
Produtividade

Eu, quando chego ao Brasil, sou super produtivo. A falta de produtividade no Brasil se deve muito à desorganização urbana. O trânsito em São Paulo é sempre terrível, por exemplo. As pessoas perdem horas pra chegar ao trabalho, perde-se muita produção.

O modelo brasileiro de produtividade é muito bom, porque a relações não são só racionais, são emotivas. Isso é ótimo. Mas contra a produtividade há a desorganização e a burocracia.
Aquilo que é necessário hoje a uma pessoa que trabalha é a criatividade. A criatividade é uma síntese entre fantasia e concretude. A fantasia é emotividade, e a concretude é racionalidade.
O brasileiro é mais criativo, porque há fantasia e concretude. Os americanos só têm concretude. Os napolitanos, só fantasia.

Distribuição de riqueza

Os economistas falam de crise, mas não há uma crise. A crise é algo que acaba, e esse processo que está acontecendo no mundo não vai acabar. Há uma redistribuição da riqueza mundial. Os países pobres ficarão sempre mais ricos e os ricos, mais pobres.

Não li o livro do [economista francês] Thomas Piketty (O Capital no Século XXI), por isso não posso fazer um comentário. Mas esse aumento na diferença entre poucos ricos e muitos pobres não é novidade, foi dito há 15 anos no meu livro.

Há uma diferença da situação mundial e daquela de dentro dos países. A riqueza do mundo aumenta em geral 3 pontos por ano. Alguns países pobres, como a China, Índia e Brasil, há 30 anos aumentam a riqueza. Mas dentro da China, dentro do Brasil, dentro da Índia, alguns estão ficando mais ricos, e outros mais pobres.
País do futuro

O Brasil copiou a Europa por 450 anos, mas agora o modelo da Europa está em crise. O Brasil copiou o modelo americano por 50 anos, mas agora esse modelo também está em crise. Agora, o Brasil não pode mais copiar modelos. Precisa criar um modelo seu, autônomo

Jorge Amando, em um livro de 1930, disse em um certo ponto que Brasil era o país do futuro. Depois, em 1941. Stefan Zweig [escritor austríaco] escreveu Brasil, um país do futuro.
Depois, o governo militar, de 1964 a 1984, dizia sempre que Brasil era o país do futuro. Eu digo que o futuro já chegou, não precisa mais esperar. Se um país é o 7º do mundo, significa que o futuro já chegou.

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Jandira Fegali: Os gols da Copa

junho 11th, 2014 by mariafro
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Os gols da Copa 

METRÔ DE SALVADOR É UM LUXO SÓ…LEGADO DA COPA PRA CIDADE! (via TV Reviravolta)

Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade. É este lema da propaganda nazista, ecoado por Goebbels na década de 30, que devemos combater ao enfrentar o diálogo sobre o legado da Copa do Mundo. Mais de mil vezes se repete que os investimentos para o Mundial colidem com os necessários gastos nas áreas sociais. Que esses recursos fazem falta em hospitais ou escolas. Mas, ao analisar o orçamento federal, vemos que o argumento não prospera, apesar de ter ganho o status de verdade. Isso porque os investimentos em infraestrutura não concorrem com os gastos em saúde e educação, todos importantes.

Vamos aos dados. Para cada R$ 1 real de investimento público, outros R$ 3,4 vieram do setor privado. Dos R$ 25 bilhões investidos, entre recursos públicos e privados, quase R$ 18 bilhões (72%) foram destinados a obras de infraestrutura e melhoria de serviços, com destaque para transportes, portos, aeroportos, telecomunicações e setor de turismo. São recursos carimbados para a infraestrutura em áreas importantes para a população, com ou sem Copa.

É preciso tratar com honestidade o legado do Mundial. Ele não é composto só de aeroportos melhores e mais modernos, ou das obras que favorecem a mobilidade urbana. Passam pelo avanço da internet banda larga, a ampliação da rede de energia e o aperfeiçoamento da segurança. Esse conjunto de aportes geraram empregos em setores como construção civil, indústria de materiais de construção e eletroeletrônicos, além de impulsionar os serviços turísticos e o varejo.

Os investimentos na agilidade e eficácia do deslocamento urbano atingem atualmente 40 empreendimentos sobre mobilidade espalhados pelo país. Ao fim das obras terão sido construídos ou aprimorados mais de 450 quilômetros de trilhos e corredores de transportes rodoviários pelas cinco regiões onde os jogos ocorrerão.

Da fibra óptica na Amazônia ao 4G nas grandes metrópoles, do surgimento de novos VLTs aos BRTs, do investimento em capacitação via Pronatec ao aumento da capacidade produtiva, do fomento ao esporte estudantil ao atleta de ponta, o país alia a oportunidade de sediar um evento de grande porte com crescimento econômico e social.

É claro que há contrastes a serem observados neste caminho. Não podemos, nem devemos fechar os olhos para intervenções indevidas no espaço urbano que, em algumas áreas, foi apropriado por grandes corporações privadas. Da mesma forma é necessária visão crítica a processos de deslocamentos e remoções de grupos e comunidades sem ausculta e respeito às suas histórias no contexto das suas cidades.

Mesmo com a necessidade de avançarmos em diversas análises, a Copa do Mundo, distante da campanha baixo-astral que setores da mídia e de grupos políticos de oposição tentam instalar, se revela mais que uma tentativa de conquistar o sexto campeonato em casa. Um grande evento deve ser incorporado como algo benéfico à nação e tratado patrioticamente acima das disputas político-eleitorais. Devemos ser brasileiros altivos do nosso país e do nosso povo, principalmente quando os olhos do mundo estão voltados para nós.

*Jandira Feghali é médica, deputada (RJ) e líder do PCdoB na Câmara dos Deputados

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Bob Fernandes sobre os oportunistas contra a copa: Há um discurso destrutivo…escondido pelo biombo da cobrança de legado. Como se a miséria secular fosse fruto de… geração espontânea.

junho 10th, 2014 by mariafro
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Bob Fernandes também dá um recado para os coxinhas com complexo de vira-latas, para os oportunistas que pegam carona nos movimentos sociais, mas o que querem mesmo é manter o Brasil desigual: Milhões querem um Brasil melhor. Outros dizem querer; desde que a "PEC das Domésticas" não eleve o gasto com seus empregados. 

Querem… desde que cotas não "roubem" vagas dos seus filhos. E que o Bolsa-Família não "torre" R$ 70 por pessoa para famílias que vivem com menos de R$ 140.

Copa: Os protestos legítimos e a farsa dos oportunistas

POR BOB FERNANDES, no Terra Magazine

10/06/2014

A FIFA queria 8 sedes. São 12 por que 18 estados e suas populações queriam sediar a Copa. 
 
Agnelo Queiroz, do PT, fez estádio de R$ 1 bilhão e 700 em Brasília. O Maracanã, de Sergio Cabral e PMDB, custou R$ 1 bilhão e 200.
 
Minas, governada por Aécio e Anastasia, do PSDB, fez o Mineirão de R$ 700 milhões. O Pernambuco de Eduardo Campos (PSB) ergueu estádio de R$ 650 milhões. 
 
A Copa vai começar. Com protestos legítimos, justos. E também com a farsa de oportunistas e hipócritas. 
 
Quem nada ou quase nada tem, está fora dos estádios. E doido para estar dentro.
 
Como quer estar dentro das melhores escolas, universidades, ter melhor serviço de saúde, melhor segurança. 
 
Quem está fora quer o que têm os que, já dentro dos estádios, fazem de conta que gostariam de estar fora da Copa. 
 
Milhões querem um Brasil melhor. Outros dizem querer; desde que a "PEC das Domésticas" não eleve o gasto com seus empregados. 
 
Querem… desde que cotas não "roubem" vagas dos seus filhos. E que o Bolsa-Família não "torre" R$ 70 por pessoa para famílias que vivem com menos de R$ 140.
 
É obrigação cobrar legados e denunciar: Copa e Olimpíada desabrigaram milhares de famílias.
 
Como é obrigação lembrar: 10% dos mais ricos concentram 42% da renda do país… E escondem US$ 520 bilhões em paraísos fiscais.
 
A propósito de legados: o Brasil ainda é um dos 10 países mais desiguais do mundo. 
 
Há um discurso destrutivo…escondido pelo biombo da cobrança de legado. Como se a miséria secular fosse fruto de… geração espontânea.
 
Só falta querer negar também o futebol e sua alegria a quem nada tem. 
 
Como se o futebol e a seleção brasileira não fossem parte nuclear da cultura, da memória afetiva do Brasil.

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Movimentos dos Sem Ingresso: vereadores paulistanos travam votação do plano diretor porque para eles #naovaitercopa

junho 10th, 2014 by mariafro
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UAI,  a oposição sem voto não estimulou tanto o #naovaitercopa?  Daí vemos a hipocrisia desta turma.

Nadia Campeão poderia mandar os ingressos pra esta blogueira que adoraria ir ver a Copa :)

Sem ingresso para a abertura da Copa vereadores travam a votação do plano diretor

Por: Diego Zanchetta, Política Paulistana

10/06/2014

Um dos motivos que travam neste momento a votação do Plano Diretor na Câmara Municipal é a falta de ingressos para a abertura da Copa do Mundo entre 40 dos 55 vereadores paulistanos. Como os ingressos foram enviados pela vice-prefeita, Nadia Campeão, apenas aos 14 líderes de bancada e ao presidente José Américo (PT), os outros 40 parlamentares, inclusive 10 vereadores petistas, se revoltaram contra o governo.

Em solidariedade aos colegas sem ingresso, os 14 líderes e o presidente informaram o governo que não aceitariam a cortesia. Ao todo os 14 líderes e a presidência receberam 18 ingressos do Comitê Organizador da Copa, coordenado pela vice-prefeita do PCdoB. “Os ingressos não vieram em número suficiente e nós devolvemos”, afirmou Américo, que admitiu ter recebido reclamações de vereadores. “Recebi reclamações. Muita reclamação. Mas ninguém condicionou a votação do Plano aos ingressos”, despistou.

A votação do Plano Diretor deveria ter começado às 11 horas, mas até agora não houve acordo entre os líderes para iniciar a leitura do relatório final do governo, que será feita pelo vereador Nabil Bonduki (PT). Neste momento, por volta das 16h10, os líderes de bancada estão reunidos com o prefeito Fernando Haddad (PT), na qual defendem que a transformação do terreno onde está a Ocupação Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste da capital, em zona de interesse social (Zei) seja feita por meio de outro projeto de lei, e não por meio da segunda votação do Plano Diretor.

Mas o motivo maior de toda a indignação, segundo relatos de vereadores e assessores da Casa, é a falta de ingressos para o jogo entre Brasil e Croácia, no dia 12. Políticos influentes na Casa como o ex-presidente Roberto Tripoli e os campeões de voto Milton Leite (DEM) e Goulart (PSD) ficaram sem ingressos e estão indignados. Eles já foram atrás da vice-prefeita para fazer a cobrança, mas ela “está incomunicável”, segundo um assessor próximo de Nádia, responsável por organizar a Copa na capital paulista. Muitas autoridades e funcionários de alto escalão da Prefeitura não param de procurar a vice-prefeita atrás de ingressos para a abertura, segundo relato do assessor do governo.

Os vereadores contam que o presidente da CBF, José Maria Marin, havia prometido à presidência da Casa, no mês passado, enviar bilhetes à organização do Mundial para todos os vereadores. Os parlamentares dizem que foram avisados no final de maio que o vereador Netinho de Paula, também do PCdoB, iria entregar pessoalmente os bilhetes. Mas ontem 18 bilhetes foram encaminhados em envelopes pela própria vice-prefeita ao líderes do Legislativo. Procurada, Nadia não foi localizada pela reportagem.

“Com certeza ela distribuiu os ingressos dos vereadores para os seus ‘cupinchas’ do PCdoB e deixou a gente sem”, disparou um parlamentar, que pediu sigilo do nome. Oficialmente, os vereadores dizem que não podem votar um Plano Diretor que “fica a mercê da vontade do senhor (Guilherme) Boulos, líder dos sem-teto”, como argumenta o vereador Eduardo Tuma (PSDB).

“Pelo menos deveriam dar a oportunidade de a gente comprar os ingressos”, argumenta Goulart. “Não importa o preço, gostaria de poder comprar para meus dois filhos”, acrescentou o vereador. Os vereadores ainda reclamam que o Comitê Organizador da Copa teria 90 ingressos para serem distribuídos ao Legislativo paulistano e que teriam sido retidos pela vice-prefeita.

Em entrevista concedida à imprensa para falar sobre a falta de ingressos por volta das 17h15, o vereador Adilson Amadeu (PTB) atacou duramente a vice-prefeita. “Acho que ela errou de Câmara, porque ela mandou só 18 ingressos. E aqui somos em 55, será que ela não sabe?”, questionou Amadeu. “É uma medida que complica a situação na Casa. Mas não tem problema, vamos mandar colocar um telão lá fora e assistir daqui mesmo, trabalhando”, acrescentou.

A vice-prefeita Nadia Campeã, procurada pela reportagem, não retornou às ligações até as 17h31.

DEFESA

Alguns vereadores tentaram, no início da noite, logo após encontro com o prefeito Haddad, minimizar o mal estar gerado pela falta de ingressos da Copa. “É patético dizer que alguém não vai votar o Plano Diretor por falta de ingresso. Eu nem sabia que a Câmara tinha que receber ingresso. O que houve foi uma reunião com o prefeito, para discutir detalhes do plano”, argumentou Andrea Matarazzo (PSDB), ao lado do vereador Jair Tatto (PT).

Outros vereadores como Marco Aurélio Cunha (PSD) e Ricardo Nunes (PMDB), líderes de suas bancadas, também tentaram dizer que não foi a falta de ingressos que travou a votação do Plano Diretor.

Ingresso para a abertura da Copa no Itaquerão: 40 dos 55 vereadores não foram convidados para o evento

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