Não à terceirização

Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

O que incomoda é o jornalismo preguiçoso, o jornalismo leviano, o jornalismo classe média

junho 26th, 2013 by mariafro
Respond

Reproduzo o belíssimo texto do Gilherme Aglio (via Facebook) sobre as armadilhas do discurso da neutralidade no jornalismo apartado da sociedade brasileira. Leitura recomendadíssima, assim como as intervenções do Guilherme Amaral e do Álvaro Capra também destacadas abaixo

Assistindo ao programa do Caco Barcellos, o Profissão Repórter, me ocorreram algumas reflexões sobre o jornalismo e o ser esquerda.

Hoje tinha uma jovem repórter, que cobria a perigosa prática dos moradores da paupérrima região do norte de Minas Gerais de guiar seus carros e motos. Crianças sendo levadas pra escola sem capacete, sujeitos dirigindo seus carros sem habilitação, casos de atropelamento e de acidentes até de cavalo. Pessoas enrugadas de sol e pobreza foram inquiridas com perguntas que inicialmente soavam inofensivas, como preza a típica cartilha do jornalismo “imparcial”. “Mas você não acha isso perigoso?”"Mas você deixou sua filha sair mesmo assim?”"Por que você ta levando essa garotinha pra escola sem capacete?”

Eu não sei se a jovem jornalista sabia que se tratava de uma das regiões mais pobres, com um dos piores IDHs do Brasil. Eu não sei se ela se importa com isso. Eu não sei se o Caco Barcellos se importa com isso. Já ouvi dizer que ele é um excelente profissional por gente que eu considero excelente profissional. O que eu sei é que não da pra considerar a imprudência no trânsito numa região como aquela sem falar da violência das contradições sociais que o nosso capitalismo predatório e concentrador criou. Não dá, é impossível. Não é uma questão apenas de imprudência, mas de cultura de sobrevivência.

E isso passou a me incomodar. Porque é de cima pra baixo. Porque essa “imparcialidade” é falsa e esse tipo de pergunta que a repórter fez é a pergunta que ela faria pro vizinho dela, com os valores dela, com a sociedade dela, e longe das contradições. Essa “imparcialidade” é um ato político, e reforça um discurso de dominação. Por que é ético dirigir de cinto, ou guiar moto de capacete e é indiferente se a sua moto serve pra você levar frutas entre cidades sem asfalto o dia inteiro para garantir o salário mínimo que vai sustentar a sua família ou se você ta batendo um pega na Niemeyer?

Eu não quero um jornalismo que se posicione indiferente às nossas contradições sociais, que não investigue suas causas e que seja cúmplice, através do silêncio da “imparcialidade”, dos desmandos desse modelo do grande capital. Esse jornalismo é alienador, ele esconde um contexto que, dado o exemplo, é totalmente relevante pra minha visão sobre um fato. Eu quero um jornalismo que se posicione criticamente e que entenda o fato como ele é, considerando todo seu contexto; eu quero um jornalismo que não naturalize as relações de dominação; que não faça as pessoas acharem normal ser uma lindeza com fiação subterrânea e calçada com paisagismo o lugar que algumas poucas pessoas moram e não ter nem asfalto no lugar onde elas próprias moram. Essas relações não são aleatórias. Quem decide isso – quem tem infraestrutura, saúde, “educação” e saneamento básico – é o capital privado que suprime o interesse público, mesmo nas relações do Estado com a população, e isso não pode ser indiferente pro jornalismo. Esse é o modelo de cidade, de nação, que é naturalizado por essa mídia que pergunta pro trabalhador no norte de Minas se ele se sente culpado em não colocar o capacete na filhinha que ele ta levando pra escola. Não tocar nesse tipo de assunto é uma opção política.

Não confundir esse discurso com um discurso pró regulamentação da comunicação. É extremamente importante um marco regulatório, mas essa não é necessariamente uma questão da mídia hegemônica. Isso é um problema ideológico do formador de opinião mesmo: é preciso que as pessoas entendam que ser de esquerda não é uma opção de quem simplesmente vê as coisas diferente das que são de direita (ou das que acham que nada são). Ser de esquerda é ter o seu maior interesse no outro, e não em si mesmo. E é isso que a gente tem que ser: livre, solidário, cidadão e humano. Ser de esquerda é lutar por isso.

E por isso, a gente tem que lutar por uma mídia de esquerda, que não seja “imparcial” nem “indiferente”.

O debate sobre o tema está riquíssimo, como a intervenção do Gustavo Amaral:

Eu acho que o que você chama de “imparcialidade” é o que eu chamo de ” ignorância irresponsável demais por parte de quem a pratica”. O Bill Maher fala de algo que eu acho parecido. Ele diz que, na época em que estabeleceram uma recompensa pelo Bin Laden, ele não foi capturado. Daí, meses depois, o governo dos Estados Unidos aumentou a recompensa pra ver se dessa vez ia. Esse é o tipo de mentalidade que está tão estabelecida num contexto capitalista a ponto de não conseguir enxergar de outra forma. Nas palavras do próprio Maher: “Você realmente acha que um cara que mora no deserto cuidando de cabras não capturou o cara porque considerou o preço inicial um ultraje?”. Penso que, por parte de um jornalista, fazer esse tipo de pergunta é uma irresponsabilidade quanto à própria profissão. Guardadas as devidas proporções, é como aquele vídeo do cara perguntando pro Amarante sobre por que eles não tocam “Anna Júlia” e ouvindo aquela resposta bem dada do cara:

Já num sentido contrário a isso, há um tipo de postura que muito me agrada e que reflete bem o que eu espero, principalmente para o Brasil. Uma vez, foi à Esdi o organizador de um grupo que trabalha com projetos de empreendedorismo realizados em favelas no Rio. E a postura dele foi um chute na bunda de qualquer designer medíocre. Ele dizia que não queria estabelecer contato com alguém que fosse à favela para levar princípios que nada têm a ver com aquele contexto, o que é muito comum em designers e, como vimos no seu texto, em jornalistas. O ideal para ele era que um designer fosse lá para aprender. Nas palavras dele: “Nós é que estamos certos. Nós somos o exemplo a ser seguido”. Acho que isso demonstra uma diversidade muito bonita e enriquecedora e um possível futuro em que os grupos que a “maioria” chama de “minoria” sejam o nosso cerne ao invés da nossa margem. Não que isso fosse possível no contexto da reportagem que você citou, mas é o tipo de coisa que me nutre.

Fora isso, não consigo mais assistir TV. Não tenho TV em casa faz mais de um ano e acho que foi uma das decisões mais sábias que eu já tomei. Só vejo quando vou à casa da minha mãe e está cada vez mais difícil de digerir.

Ou ainda a intervenção do Álvaro Capra:

Só acho que esse questionamento tem a ver com a regulamentação da mídia sim… tenta fazer um trabalho crítico que contrarie os interesses patronais e vê se os chefões das grandes mídias vão aceitar… vão te mandar fazer um blog, rs

Tags:   · · 10 Comments

Carta da 1ª Conferência Nacional de Educação da CUT: Vitória! garantidos os 10% do PIB para a educação

junho 26th, 2013 by mariafro
Respond

De 19 a 21 de junho de 2013 a CUT realizou a 1ª Conferência Nacional de Educação onde foram debatidos os principais problemas da educação brasileira, as soluções para resolvê-los e as políticas públicas já implementadas.

Ontem, com a votação dos 75% do royalties do petróleo para educação ao menos uma vitória dos movimentos sociais ocorreu: a distribuição dos royalties do petróleo garantirá os 10% do PIB pra educação  já que  os recursos vão passar de 28 bilhões para 300 bilhões, pois a  incidência sobre o Fundo Social mudou, agora ela incidirá  não mais sobre os rendimentos do fundo, mas sobre todo o fundo, daí viabilizar a grande luta dos educadores e do movimento estudantil pelos 10% do PIB.

Abaixo a Carta da Conferência Nacional de Educação da CUT, é bom que esta geração do #gigantequeacabadeacordar se dê conta do quão árdua foi esta luta e passe agora a fiscalizar estes recursos.

Carta da 1ª Conferência Nacional de Educação da CUT

Educação Pública com Qualidade Social tem de ser prioridade

A 1ª Conferência Nacional de Educação da CUT realizou-se num momento em que manifestações encabeçadas pela juventude tomaram conta das ruas de capitais e cidades de todo o país mobilizando centenas de milhares de pessoas. Motivadas pelos aumentos de tarifas de transportes públicos, as manifestações destacaram também a exigência de melhorias nos serviços públicos, em particular na Saúde e Educação Públicas.

Todos nós trabalhadores representados pela CUT, que sempre lutamos pelo Ensino Público e gratuito em todos os níveis, por verbas públicas exclusivamente para a Educação pública, saudamos as manifestações populares que reforçam as nossas demandas de 10% do PIB para a Educação Pública e de Qualidade, de aplicação integral da Lei do Piso do Magistério e de mais investimento nas escolas públicas em todos os níveis.

Mesmo com todos os investimentos feitos na busca da ampliação do acesso e permanência dos alunos na escola, na profissionalização de funcionários/as e educadores/as e na ampliação da oferta de vagas, a educação publica brasileira ainda vive em um cenário de precarização: índices significativos de evasão, número insuficientes de profissionais, infraestrutura inadequada, planos de carreira defasados, baixos salários, entre tantos outros indicadores.

Por estas razões, a CUT enfatiza que para um processo de desenvolvimento econômico e social sustentáveis, é mais que urgente para além do discurso institucional que os Governos, em todas as esferas da União, assumam a educação pública como prioridade das prioridades sob pena de consolidarmos um modelo de desenvolvimento paradoxal que, por um lado avança no processo de distribuição de renda, mas de outro não tem sido suficiente para a superação do quadro histórico de desigualdade social.

Para a CUT, assumir a educação pública como prioridade das prioridades, significa um amplo investimento na valorização dos profissionais da educação; implementar o piso salarial nacional nas carreiras do magistério e investir em infraestrutura adequada e que favoreça as melhores condições no processo de ensino-aprendizagem.

Outra condição que avaliamos fundamental para a conquista de um novo padrão educacional que reflita uma compreensão republicana do papel da educação, diz respeito à necessidade da organização e Regulação do Sistema Nacional de Educação, como articulador do conjunto das políticas e programas educacionais e catalisador de uma política nacionalmente articulada de financiamento da escola pública.

Neste momento, com mais de três anos de atraso, o Congresso Nacional discute o novo Plano Nacional de Educação – PNE. Dentre as metas do PNE está a destinação de percentual mínimo equivalente a 10% do Produto Interno Bruto para a educação pública. Para que esta meta seja alcançada é necessária a ampliação das fontes de recursos e, por isso defendemos a utilização dos recursos provenientes do pré-sal e dos royalties no financiamento da educação brasileira, meio pelo qual o Brasil pode dar o salto de qualidade tão almejado pela sociedade.

A concepção de educação que defendemos é aquela que possibilita um processo de ensino-aprendizagem em uma perspectiva que garanta a integração dos conhecimentos das áreas da ciência, da cultura e das tecnologias. No entanto, o currículo das escolas ainda é fortemente influenciado pela agenda do capital, que não mantém harmonia com os anseios de uma educação plural e com perspectivas de novas oportunidades para todos e todas. Ao se investir no reducionismo do currículo, com foco na noção das competências laborais, a escola passa a atender unicamente aos objetivos do aumento da produtividade e do crescimento econômico, sem se preocupar com o desenvolvimento de caráter estrutural e benéfico a todos os sujeitos sociais.

Defendemos qualidade na educação pública em todas as modalidades e níveis. Por isso, enfatizamos também a necessidade de um profundo debate sobre as políticas e programas no campo da educação profissional e tecnológica.

Para a CUT a formação profissional e tecnológica é parte integrante de um projeto educativo global e emancipador. Portanto, deve ser entendida como exercício de uma concepção radical de cidadania e, por esta razão recusa toda e qualquer concepção de formação profissional como simples adestramento ou treinamento para a garantia e promoção da competitividade dos sistemas produtivos.

Assim, apontamos a necessidade do investimento em projetos político-pedagógicos que rompam com a dualidade persistente entre educação geral e formação técnica e que afirmem a politecnia como referencia na superação das simplificações curriculares e da racionalidade instrumental, perspectivas que se referenciam na noção da formação profissional para a empregabilidade.

Neste sentido, os participantes da 1ª Conferência Nacional de Educação da CUT manifestam suas preocupações com os fundamentos que balizam a concepção do PRONATEC que, além de não romper com a lógica minimalista e instrumental da pedagogia das competências, transfere montantes significativos de recursos públicos para o setor privado, em detrimento dos investimentos necessários na construção, pela escola pública, de alternativas que possibilitem a construção um currículo que expresse o anseio da classe
trabalhadora de uma escola unitária e universal.

Por ser uma das entidades signatárias da concepção de educação integral, defendemos o PROEJA como um instrumento que em sua concepção e estratégia vem ao encontro do projeto político-pedagógico que defendemos, através do qual é possível a integração das dimensões da educação profissional e da educação propedêutica (elevação de escolaridade).

Assim sendo, esta 1 ª Conferencia Nacional de Educação da CUT aponta como proposta para a constituição de uma agenda de intervenção da CUT em defesa da educação pública, as seguintes diretrizes:
1. Reafirma as Resoluções do 11º CONCUT no que tange:

 A defesa do Plano Nacional de Educação – PNE que aponta a necessidade de melhorias nas condições de trabalho dos/as profissionais da educação, garantindo formação inicial e continuada, condições salariais dignas e a implantação de planos de carreira.

 Ampliação da Luta pela implantação do Piso Salarial Nacional cuja votação no Supremo
Tribunal Federal consagrou a sua constitucionalidade.

 A defesa de uma política de educação do campo, que reconheça e promova as identidades das populações rurais, assegurando o acesso de todos e todas aos diferentes níveis de ensino (infantil, fundamental, médio e superior) e estimulando a permanência no campo e na agricultura familiar;

 Redefinição do financiamento da educação para garantir a ampliação orçamentária dos recursos da União, investindo especificamente e diretamente na carreira e remuneração docente com verbas públicas sendo destinadas exclusivamente para o Ensino Público.

2. Para além da reafirmação das Resoluções do 11º CONCUT, esta 1ª Conferência Nacional de Educação da CUT, propõe:

 Que a CUT organize e implemente em todo o país uma campanha em defesa da educação pública e um abaixo-assinado cujo objetivo é obter 1.000.000 de assinaturas em apoio a um projeto popular a ser apresentado no Congresso Nacional, propondo a utilização de 100% dos recursos do pré-sal e dos royalties no financiamento da educação pública

 Fortalecer, durante a realização da II Conferência Nacional de Educação – CONAE, a defesa do Plano Nacional de Educação que interessa a sociedade, como condição para a implementação do Sistema Nacional de Educação.

 Mobilizar suas instâncias para que se somem aos Trabalhadores da Educação na luta pela implementação do Piso Salarial Nacional em todos os estados e municípios.

 Inserir na mesa nacional de negociação, conquistada junto ao governo federal, as demandas setoriais de qualificação profissional como condição para reformulações no âmbito do PRONATEC e PRONATEC CAMPO.

 Lutar para que os recursos públicos destinados às ações do PRONATEC sejam investidos prioritariamente nas Redes Públicas Federais, Estaduais e Municipais.

 Exigir do Governo Dilma, a implantação do Conselho Nacional do PRONATEC com a efetiva participação dos atores do mundo do trabalho e dos Estudantes. Que o mesmo seja organizado de forma quadripartite, com representação do governo, trabalhadores/as, empregadores, estudantes e, seja paritário.

 Consolidar um campo de alianças com setores dos movimentos sociais e do poder público que defendem o PROEJA e o PROEJAFIC como programas estratégicos no atendimento das demandas de qualificação sócio-profissional do público jovem e adulto que apresentam déficits de escolarização.

No atual cenário em que os movimentos sociais, sobretudo a juventude, ocupam as ruas reivindicando melhores condições de vida e mais participação, a CUT conclama todos/as os/as trabalhadores e trabalhadoras a se somarem e fortalecerem a luta em defesa da educação pública de qualidade social, democrática e solidária.

Guarulhos, 21 de Junho de 2013.

Tags:   · · 3 Comments

Quando Serra e PSDB eram a favor da vinda de medicos cubanos

junho 26th, 2013 by mariafro
Respond

Quando José Serra e o PSDB também queriam dar o ~golpe comunista~ e importar ~guerrilheiros cubanos~ disfarçados de médicos.


——–

FOLHA

São Paulo Sábado 15 de Janeiro de 2000

Governo regula trabalho de médicos estrangeiros no país

Por: Daniel Nahass, free-lance para a Folha

Pela primeira vez o governo federal vai regulamentar a atuação de médicos estrangeiros no Brasil. O Ministério da Saúde elaborou um decreto que está na Casa Civil da Presidência da República e deve ser assinado nos próximos dias.

O decreto autoriza a atuação de médicos estrangeiros onde não haja médicos brasileiros.

Levantamento do CEM (Conselho Federal de Medicina) constatou que 59,4% dos médicos brasileiros trabalham nas capitais e apenas 39,5% atuam no interior.

O Ministério da Saúde informou que não existem médicos em 850 dos 5.507 municípios brasileiros (veja texto abaixo e quadro ao lado).

Poderão trabalhar no Brasil médicos de países que mantêm relação comercial com o Brasil. Segundo a Folha apurou, o objetivo do decreto é regulamentar a atividade dos médicos cubanos que estão atuando irregularmente na região Norte, principalmente no Estado do Tocantins.

O acerto com o governo cubano teria sido feito pessoalmente pelo ministro José Serra (Saúde) quando ele esteve em Cuba em 1999.

Dados do CFM demonstram que os médicos brasileiros se concentram nas capitais do país, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões Norte e Nordeste há carência de médicos, principalmente no interior.
O decreto estabelece algumas regras para contratação de estrangeiros. A prefeitura tem de provar que tentou durante um mês conseguir um profissional brasileiro para a vaga.

Será criada uma comissão do governo federal e da sociedade civil para avaliar se o currículo do médico estrangeiro é compatível com os padrões brasileiros. A comissão visitará universidades estrangeiras para avaliá-las.

O médico estrangeiro só poderá trabalhar até três anos no Brasil.

Esse profissional também ficará proibido de se candidatar a cargos eletivos e não poderá fazer parte dos conselhos de medicina.

O presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade, afirmou que a entidade é contra a regulamentação do trabalho de médicos estrangeiros no Brasil.

Segundo ele, o que falta no país é uma política que incentive os médicos brasileiros a irem trabalhar no interior. “Nunca houve uma política de interiorização no Brasil”, disse.

_________

Maria Leite: Os médicos cubanos que iriam ou irão vir ao Brasil não são médicos formados na ELAM

Ministro da Saúde nega fala atribuída a ele no Terra e El Pais

Padilha: Médicos estrangeiros sim! Os cidadãos brasileiros não podem esperar

Fatos sobre a presença de médicos estrangeiros no Brasil desenhados até para Daniela Schwery entender

Mário Scheffer: A saúde é uma discussão política. A sociedade brasileira, por acaso, se orgulha do SUS?

Professor Hariovaldo criou uma página no Facebook

Tags:   · · · 24 Comments

Ives Gandra virou “mensaleiro”, “corrupto”, “petralha”?

junho 25th, 2013 by mariafro
Respond

Um dos argumentos mais toscos que ouço contra a PEC 37  é que só ~petralhas, mensaleiros, corruptos~, blá, blá, blá wiskas sachê defendem a PEC 37.

A grande mídia resolveu chamá-la de PEC da Impunidade, logo após coxinhas ‘sem partido’ na Paulista sequestrarem as manifestações do MPL,  mas no entanto, olhem que curioso, em maio, a mesma Globo convidou o jurista Ives Gandra que é contra a bolsa família, contra a política de cotas, contra creio eu todas as políticas públicas do governo Lula e pelo que me conste nunca foi petista, quiçá de esquerda.

Ives, vejam vocês! defende a PEC 37 e mais, ele a chama de PEC DA LEGALIDADE!
E aí branquim que não consegue pensar em Estado de Direito, como é que fica?

PEC 37 e o discurso do JN from Francisco Machado Filho on Vimeo.

Leia mais sobre o tema:

Solano de Ibanhes e Camila Miotto explicam o que é a PEC37

Igor Nogueira: DO PORQUÊ DEVEMOS SER A FAVOR DA PEC 37

“Por que você é contra a PEC 37?” Jovem: “Afff véio….porque, porque…”

Tags:   · 4 Comments