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Sindicato dos Jornalistas do RJ vem sofrendo linchamento na grande mídia, por que será?

agosto 1st, 2014 by mariafro
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Circula uma petição na internet em apoio ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, os ataques da grande mídia são provenientes da postura da atual diretoria do Sindicato, ela comete o crime de respeitar e considerar a “comunicação comunitária e às mídias alternativas, os profissionais que nela trabalham como jornalistas que merecem igualdade de tratamento em relação aos colegas da imprensa de grandes empresas da mídia. Com essa postura, o SJMRJ constantemente é apontado na imprensa tradicional como sendo contrário aos interesses dos jornalistas, sempre entendidos exclusivamente como os trabalhadores das grandes empresas citadas.”

Para assinar a petição de apoio aos jornalistas que ainda fazem jornalismo no Rio, acesse a petição.

Apoio à atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Para: Jornalistas, movimentos sociais, movimentos de direitos humanos, movimento de democratização da comunicação

Em apoio ao Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, que vem sofrendo um processo de linchamento na imprensa, foi produzida a nota abaixo. O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro assumiu um importante papel nos acontecimentos políticos que no último ano tomaram a nossa cidade. A atual diretoria, que tomou posse em agosto de 2013, corajosamente rejeita o apoio irrestrito às linhas editoriais pautadas pelos interesses das grandes empresas de comunicação, que há décadas monopolizam os meios de comunicação e ameaçam o direito à informação no Brasil.

Uma das marcas disso é o respeito à comunicação comunitária e às mídias alternativas, considerando os profissionais que nela trabalham como jornalistas que merecem igualdade de tratamento em relação aos colegas da imprensa de grandes empresas da mídia. Com essa postura, o SJMRJ constantemente é apontado na imprensa tradicional como sendo contrário aos interesses dos jornalistas, sempre entendidos exclusivamente como os trabalhadores das grandes empresas citadas.

Desde junho de 2013 foram inúmeros os ataques sofridos por jornalistas. A maioria deles proveniente das forças policiais, mas alguns desferidos por manifestantes, sendo o caso mais dramático o do cinegrafista Santiago Andrade, morto pelo disparo de um rojão. O SJMRJ cumpre seu papel de defender a liberdade de imprensa, seja qual for, e se opõe, como se espera de qualquer entidade classista, à qualquer tipo de violência que impeça o trabalho de profissionais que ele representa. Buscando garantir entendimentos e diálogo, o SJMRJ organizou uma reunião entre jornalistas e manifestantes.

Consideramos iniciativas como essa um sinal de uma atuação democrática e que rompe com corporativismos que são contrários à construção de um jornalismo compatível com a democracia. Democratizar as comunicações é tarefa de toda a sociedade, mas também dos profissionais de comunicação. E acreditamos que o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro é fundamental nessa luta.

Adilson Vaz Cabral Filho – UFF
Adriana Carvalho Lopes – UFRRJ
Adriana Facina -UFRJ
Adriana Vianna – UFRJ
Aline Pinto Pereira – jornalista
Ana Lucia Enne – UFF
Andrea Moraes – UFRJ
Angela Arruda – UFRJ
Antonio Carlos de Souza Lima -UFRJ
Augusto Lima – jornalista
Carlos Palombini – UFMG
Cecília Coimbra- psicóloga, UFF
Demian Bezerra de Melo – UFF
Dênis de Moraes -UFF
Fabíola Camargo professora
Gustavo Gindre – jornalista
Fábio Caffé – fotógrafo Imagens do Povo
João Guerreiro – IFRJ
João Paulo Carneiro -professor da Educação Básica.
Johann Heyss – músico/escritor/tradutor
Juliana Bessa de Mendonça- professora
Léo Lima – Favela em Foco
Lia Rocha – UERJ
Luísa Côrtes – jornalista
Luiz Eduardo Soares – UERJ
Marcos Alvito – UFF
Maria Helena Moreira Alves, Cientista política, UERJ, aposentada.
Marianna Araujo – ECO/UFRJ
Marize Cunha – FIOCRUZ
Otávio Brum da Silva – jornalista
Pâmella Passos – IFRJ
Patrícia Lânes – antropóloga
Patrícia Reinheimer – UFRRJ
Paulo Carrano – UFF
Rafael Deminicis – Arqueólogo e Educador
Raquel Boechat – jornalista
Renata Menezes – UFRJ
Rubens Casara – AJD e Ibmec/RJ
Silvana Sá – jornalista
Sonia Lucio R. de LIma- UFF
Stela Guedes Caputo – UERJ
Suely Gomes Costa – UFF
Tatiana Lima – jornalista/UFF
Thainã de Medeiros – Coletivo Ocupa Alemão e Papo Reto
Veríssimo Júnior – professor da rede municipal e diretor teatral
Conceição Oliveira, blogueira

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O diploma e a urna: pela primeira vez na história do Brasil eleitores com ensino superior ultrapassam analfabetos

agosto 1st, 2014 by mariafro
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Este é o Brasil governado há 12 anos pelo PT, nunca dantes na história deste país tivemos este índice:

“Houve aumento da participação de todas as faixas de eleitores de escolaridade considerada alta, com ensino médio completo ou maior e redução em todos os segmentos de menor escolaridade. A participação do eleitorado com ensino superior aumentou 54,6% desde a última eleição geral, o maior avanço de todas as faixas. Passou de 5,1 milhões em 2010 para 8 milhões em 2014.”

E mais, acabou o discurso da classe média de que a ‘culpa’ de se eleger maus políticos são dos analfabetos.

Pela 1ª vez, eleitores com ensino superior ultrapassam analfabetos

Por Pedro Parisi | De Brasília no Valor

30/07/2014

Pela primeira vez, o Brasil terá mais eleitores com ensino superior completo que analfabetos. O balanço oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentado nesta terça-feira (29), mostra que nas eleições de 5 de outubro, votarão 8 milhões de graduados. Os analfabetos somam 7,4 milhões. Na últimas eleições gerais, em 2010, participaram da disputa 6,2 milhões de formados em universidades, enquanto o número de pessoas que não sabem ler nem escrever era de 7,8 milhões. No total, o país terá 142,8 milhões de pessoas aptas a votar, um crescimento de 5,17% em relação a 2010, quando a quantidade de eleitores era de 135,8 milhões.

Houve aumento da participação de todas as faixas de eleitores de escolaridade considerada alta, com ensino médio completo ou maior e redução em todos os segmentos de menor escolaridade. A participação do eleitorado com ensino superior aumentou 54,6% desde a última eleição geral, o maior avanço de todas as faixas. Passou de 5,1 milhões em 2010 para 8 milhões em 2014.



Um ano depois que o país registrou algumas de suas maiores mobilizações de rua da história o número de jovens eleitores registrados para votar caiu. O número de jovens eleitores, com 16 anos, caiu de 900 mil em 2010 para 480 mil este ano.

Os dados do TSE mostram que o eleitorado está envelhecendo, enquanto jovens perdem participação, pessoas com idades acima de 35 anos ganham espaço. A faixa etária predominante em 2014 é a de eleitores com idade entre 45 e 49 anos, com 23,66% do total. Em 2010 a concentração era na faixa dos jovens adultos, com idade entre 25 e 34 anos. Os idosos com mais de 60 anos aumentaram a participação em relação às últimas eleições presidenciais. Hoje são 17,1% do eleitorado contra 15,29% em 2010. O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, explicou que isso é o reflexo do envelhecimento da população como um todo. “A cada eleição, diminuirá o número de eleitores em faixas etárias mais baixas em relação às mais altas”, disse, em entrevista.

De acordo com o professor da Universidade de Brasília, especialista em evolução do eleitorado, Alexandre Gouveia, o crescimento dos graduados é o reflexo do aumento do número de vagas em universidades e da queda abrupta do valor das mensalidades: “Há cursos que custam R$ 199 por mês.”

Os investimentos agressivos de fundos estrangeiros na compra de grandes grupos educacionais brasileiros, é um dos componentes que justificam a queda nos preços e o aumento da oferta de cursos superiores. Conglomerados como o Kroton Educacional e o Anhanguera Educacional, que se fundiram no ano passado, são exemplos disso. Juntos, possuem mais de um milhão de alunos e 800 escolas de ensino superior.

O TSE também apresentou estatísticas relacionadas ao gênero dos eleitores. A proporção de votantes do sexo feminino em comparação ao do sexo masculino aumentou este ano em comparação com 2010. São 74,5 milhões de eleitoras, ou 52,13%, contra 65,3 milhões de eleitores, que representam 47,8% do total. Há quatro anos a proporção era de 51,8% de mulheres para 48,7% de homens.

O TSE também divulgou que a quantidade de registros fora do país aumentou 76,75%. Em 2010 eram 200 mil contra 354,2 mil este ano, sendo que mais da metade estão localizados nos Estados Unidos. Toffoli atribuiu o crescimento à campanha publicitária realizada pelo TSE em emissoras brasileiras que transmitem no exterior.

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FGV revela: 73% da PM é favorável à desmilitarização e 93% diz que corrupção é o principal problema da corporação

agosto 1st, 2014 by mariafro
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É um verdadeiro alento ler o resultado desta pesquisa.

Quem sabe agora Congresso e Senado tiram da gaveta a PEC 51?

73% dos policiais são favoráveis à desmilitarização da PM, aponta pesquisa

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revela, também, que 93% dos servidores acreditam que a corrupção é o principal problema da corporação

Por Redação, Revista Fórum

30/07/2014

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) revelou que 93,6% dos policiais militares acreditam que a corrupção compromete a eficiência do trabalho das corporações.

73,7% defendem a desvinculação da carreira com o exército, e quando o recorte é feito apenas aos policiais militares, este índice sobe para 76%. Fato que, de acordo com o estudo, significa que os servidores da PM são favoráveis à sua desmilitarização e que o Brasil precisa aprofundar o debate sobre o assunto.

Outro dado unânime entre os entrevistados foi a questão salarial: 99% consideram que ganham um salário baixo e 98% declararam que a formação e o treinamento são deficientes. 83% afirmaram que, em caso de morte de suspeitos, os policiais devem ser investigados, e outros 43% disseram que o agente deve ser inocentado. Por fim, 43,2% acreditam que o policial que mata um criminoso deve ser premiado.

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de junho e 18 de julho com integrantes das polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal e também do Corpo de Bombeiros. Um questionário foi enviado a 463.790 policiais e foi respondido por 21,1 mil agentes de segurança de todo o país.

Foto: Reprodução

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Resultado da gestão tucana: crise financeira fecha 3 escritórios da USP no exterior

julho 30th, 2014 by mariafro
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Sério, tô com preguiça de listar todos os programas, universidades, investimento em pesquisa, Pronatec, Escolas técnicas, Ciências sem Fronteiras, aumento de matrículas nas universidades, Prouni, 10% para Educação no PNE….

Vou destacar só um aspecto:

“De acordo com dados do Censo da Educação Superior 2012 (link is external) (MEC), o Brasil tem 2.416 instituições de ensino superior, 304 das quais públicas, sendo 103 federais. Até 2002, o Brasil tinha 43 universidades federais, com 148 campi. Em 2012 (link is external), eram 59 universidades federais, com 274 campi. A projeção é fechar 2014 com 63 universidades federais e 321 campi espalhados por todo o Brasil. Em 10 anos, a rede pública cresceu 74%.

Mais de 85% das universidades construídas nos últimos 12 anos localizam-se fora das capitais – o que significa que fazer faculdade não quer dizer necessariamente deixar a terra natal em busca de melhores oportunidades na cidade grande. As melhors oportunidades, agora, estão em todo canto – no interior e na capital,no sertão, na Amazônia, no Pantanal e nos Pampas. Quer exemplos? Nos governos Lula e Dilma, foram criadas universidades dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, do Semi-Árido, do Recôncavo Baiano, da Grande Doutados, do Triângulo Mineiro e dos Pampas, entre várias outras.  O número de municípios com universidades federais é de quase 240. E sabe qual foi o resultado? Pela primeira vez, em 2012, superamos 1 milhão de estudantes no ensino público superior! ” (Mais aqui)

Agora, faz um favor, acesse as n páginas que falam dessas e muitas outras políticas dos governos petistas. Listei algumas aqui.

Agora, compare com a educação do governo tucano do estado mais rico no país, naquela que foi a mais importante universidade do Brasil:

USP decide fechar os três escritórios da instituição no exterior

O Estado de S. Paulo
30/07/2014

Decisão foi motivada pela crise financeira da universidade e por ajustes no programa de internacionalização
SÃO PAULO – O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, fechou os três escritórios da instituição no exterior, abertos no começo do ano passado. Os núcleos de internacionalização ficavam em Boston, nos Estados Unidos, Londres, na Inglaterra, e Cingapura. A decisão foi motivada pela crise financeira da instituição, que gasta quase toda a receita com salários, e ajustes no programa de internacionalização.

A rede de escritórios, que também tinha um núcleo em São Paulo, foi um programa-piloto iniciado pelo ex-reitor João Grandino Rodas. A previsão era de que durasse até janeiro deste ano, com possibilidade de prorrogação por mais quatro anos, a depender do aval da nova gestão.
O custo estimado dos núcleos internacionais, criticados por vários professores e sem resultados expressivos, era de R$ 400 mil anuais. Zago prefere apostar no intercâmbio de docentes e pesquisadores.

Greve de professores faz Unicamp adiar volta às aulas em um mês

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