Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Complexo de Vira-latas, uma dica para coxinhas da moda Ellus e todo o resto da vira-latice

maio 27th, 2014 by mariafro
Respond

Vários intelectuais argumentam como se construiu uma visão racista, depreciativa sobre o Brasil e o povo brasileiro.

Hoje, acho que o feitiço virou contra o feiticeiro, a elite é vira-lata, tem complexo de colonizado, não consegue olhar para o seu próprio país. Queria ter nascido nos Estados Unidos. O povo brasileiro não é assim, ele está aprendendo que o Brasil é um país rico exatamente pelo povo que tem, pela diversidade, pela capacidade de rir de si mesmo e de se reconstruir.

Essa ideologia de quem não tem amor a si mesmo e a seu país no máximo é da elite brasileira, inculta, consumista e exibicionista, no máximo consegue atingir uma parcela da classe média que sonha em ser elite e não em ser cidadã reproduz o sentimento de vira-latice.

O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.

Direção
Leandro Caproni

Roteiro
Leandro Caproni
Priscila Chibante

Produção
Diego Silva
Bruno Silveira
Nathália Bomfim
Priscila Chibante
Bruno Aranha

Leitura da Crônica
Wallace Soares

Uma produção Cabrueira Filmes e Sem Cortes Filmes
semcortesfilmes@gmail.com

https://www.facebook.com/SemCortesFilmes

https://www.facebook.com/leandrocaproni

Leia também

Luíza Trajano para empresários estilo Ellus: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país!”
Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada
Da série: Tudo culpa do PT 2: ONU confirma: Brasil cumpriu COM ANOS DE ANTECEDÊNCIA 2 dos 8 objetivos do Milênio

Tags:   · 15 Comments

Luíza Trajano para empresários estilo Ellus: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país!”

maio 26th, 2014 by mariafro
Respond

Há uma diferença e tanto entre a Luiza, uma das musas do Cansei e a realidade das mudanças no país nos últimos 12 anos, quem tem o mínimo de honestidade intelectual não briga com os fatos. Luiza demonstra que tem. A entrevista é uma jamanta por cima dos donos escravagistas da ELLUS, a marca dos coxinhas que odeia o povo brasileiro.

A Ellus, denunciada por fazer uso do trabalho escravo em suas confecções, produziu uma camiseta desrespeitosa para todos os brasileiros que só encanta uma elite ignorante sociocultural e política que tem um grande complexo de inferioridade e não tem identidade com o país em que nasceu.

A reação nas redes foi astronômica. Só este post – teve mais de 5 mil likes no facebook, quase mil compartilhamentos e alcançou mais de 100 mil pessoas. Vários artistas, escritores, diretores escreveram sobre o complexo de vira-latice, vários consumidores brasileiros se manifestaram, iustradores fizeram charges, e centenas de outras manifestações no Facebook contra uma empresa que lucra com o atraso, explorando escravos em suas confecções e escravos da moda que não se incomodam de vestir camisetas feitas com suor escravo e com uma multinacional que deprecia o nosso país e o povo brasileiro, gerando lucro só para si.

Com vocês, Luiza, que parece ter aprendido que luxo é ter auto-estima!

“Eu costumo dizer para os colegas empresários que pensam muito negativo: ‘Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país’. Trabalha aqui, ganha dinheiro aqui e acha que está tudo ruim? O Brasil é nosso. Não adianta eu reclamar de mim mesma. À medida que eu estou reclamando do país eu estou reclamando de mim. O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.”

Com a palavra

“Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país!”, diz Luiza Trajano

Cadu Caldas, Zero Hora

cadu.caldas@zerohora.com.br

24/05/2014 | 13h04

Empresária mantém o viés otimista pelo Brasil, conta como a empresa precisou se reorganizar depois de quase dobrar de tamanho e diz ser garota-propaganda daquilo que dá certo

A gente vive do consumidor, então é preciso ser muito transparente, diz Luiza Trajano Foto: Regis Filho / Valor Econômico/Agência O Globo

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, presidente do conselho de administração da rede de lojas Magazine Luiza, é diferente da maioria dos empresários brasileiros. Não só pelo fato de ser mulher — é uma das poucas na posição —, mas pelo viés otimista que enxerga o Brasil. Enquanto boa parte da iniciativa privada adota tom mais ácido ao falar das ações do atual governo, essa paulista de Franca afirma que prefere ver o copo “meio cheio” em vez de “meio vazio”e diz não temer ser vista como garota-propaganda do Planalto.

De tão identificada com a rede que comanda, Luiza é associada à marca. Na realidade, o nome vem da tia, Luiza Trajano Donato, que comprou uma pequena loja de presentes em 1957, A Cristaleira, com o marido Pelegrino José Donato.

Depois de quase dobrar de tamanho entre 2007 e 2010, a empresa sentiu as dores do crescimento. Em 2012, amargou prejuízo de R$ 6,7 milhões, resultado que empurrou o preço das ações para baixo e obrigou a empresa a diminuir o ritmo de expansão. Novas aquisições estão fora dos planos este ano, diz Luiza.

A meta em 2014 é crescer de forma sustentada. Para isso, conta com o bom desempenho das vendas no Rio Grande do Sul, que costuma visitar com bastante frequência. O hino rio-grandense ela já sabe de cor. Falta só aprender a tomar chimarrão.

Enquanto outras redes destacam a qualidade do produto ou o preço mais barato, o slogan da Magazine Luiza faz um convite: vem ser feliz!. Luiza Trajano é uma mulher feliz?

Eu sou muito feliz (risos). Felicidade é muito você aceitar as coisas da maneira como vêm. Há quatro anos, perdi meu marido subitamente e foi muito triste. Mas acredito que as coisas sempre vêm para que as pessoas possam desenvolver, melhorar. Lógico, sofremos, temos problemas. Mas felicidade é muito simples. É preciso querer ser feliz. Agradecer o que acontece de bom. Detesto a frase “era feliz e não sabia”. Quando meu marido morreu, a única coisa que me consolava era isso. Eu era feliz e tinha sabido aproveitar isso.

O que a faz rir à toa?

Meus netos e boas vendas. Fico muito alegre vendo as pessoas crescendo e conseguindo vencer os obstáculos. Pessoas com garra e determinação, que não reclamam muito das coisas. Gente que faz acontecer, de princípios, que luta por uma causa.

Uma de suas marcas é o otimismo sobre o Brasil. É avaliação de cenário ou é nato?

Não é que eu seja otimista e ache que tudo está certo. Apenas costumo ressaltar também as coisas positivas. Vivemos uma onda de pessimismo. O Brasil incluiu 5 milhões de pessoas no mercado de trabalho e parece que não foi nada.

Uma década atrás, quando tínhamos uma loja com 50 vagas ficavam 2 mil pessoas na fila por um emprego.

E agora, mudou?

Agora abrimos uma outra filial na mesma cidade no interior de São Paulo, Rio Preto, tinha só 100 pessoas. E metade já tinha emprego. Sou daquelas que gosta de ver o copo do lado cheio. O lado vazio tem muita gente para mostrar. O Brasil precisa de líderes que também saibam ver o lado positivo.

Há motivos para as queixas dos empresários?

Eu costumo dizer para os colegas empresários que pensam muito negativo: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país”. Trabalha aqui, ganha dinheiro aqui e acha que está tudo ruim? O Brasil é nosso. Não adianta eu reclamar de mim mesma. À medida que eu estou reclamando do país eu estou reclamando de mim. O que eu posso fazer para ajudar? Não é um otimismo sem participação. É se sentir responsável por construir um país melhor. Quem se sente responsável não aponta dedo.

Há um certo ranço do mercado em relação ao governo?

A campanha eleitoral começou muito cedo este ano e isso traz muita coisa à tona. Temos muitos problemas para vencer. A infraestrutura está sendo enfrentada. Mesmo assim, temos conquistas. O país passou por uma crise global (2008) quase ileso. Afetou todo mundo e nós não sentimos. Dia desses recebi um empresário espanhol que me contou que os jovens na Espanha não têm emprego. E nossos jovens têm. Há coisas para melhorar, mas só nós conseguiremos isso. A renda triplicou em 10 anos.

A senhora fez sucesso nas redes sociais quando corrigiu Diogo Mainardi, no programa Manhattan Connection, sobre inadimplência no varejo. Mandou mesmo o e-mail a ele?

Nunca mandei um e-mail ou carta de retorno para ele. Tudo que andam dizendo na internet é mentira. A única coisa que fiz foi agradecer as milhares de mensagens de apoio que recebi. Tenho um respeito muito grande por toda a equipe do Manhattan. O que aconteceu é que eu sou uma pessoa preocupada com a inadimplência. Toda segunda-feira, recebo dados atualizados, tanto da minha empresa quanto dados gerais. Inadimplência é igual a cupim, corrói o negócio por dentro. Nem sou tão ligada em números, mas esse tema é algo que acompanho muito de perto. Mesmo tendo certeza do contrário, quando o Diogo Mainardi disse que a inadimplência havia aumentado eu não retruquei. Apenas disse que ia encaminhar o e-mail. Mas nunca enviei. O que tem é muita gente aí escrevendo mensagens falsas no meu nome.

Por que a resposta da senhora fez sucesso entre os jovens?

Eu me assusto com o pessimismo dos jovens. Eles vivem uma fase sem esperança, e de repente alguém mostra o copo cheio, o que o país tem de bom. E também porque o número que eu dei estava certo. E na semana seguinte foram divulgados dados mostrando que o país estava com os índices mais baixos de inadimplência.

O estilo da resposta contribuiu para a repercussão?

A forma como conduzi, firme, sem ser agressiva, também ajudou. Não sou analista de comunicação, mas acho que foi isso. Era uma coisa que tinha de ser. Não me preparei. Tinha chegado aquele dia mesmo dos Estados Unidos. Nunca mais vou ser tão inocente (pausa). Apesar de que, no programa do João Dória, fui do mesmo jeito (risos).

A inadimplência preocupa? Os índices voltaram a subir no início deste ano…

Continua em queda. A prova disso é que os bancos têm aprovado mais crédito. Teve um pouquinho de alta sim, o que é comum para o período.

Ainda há espaço para expandir o consumo no Brasil?

Falar em opção por consumo ou por infraestrutura é um erro. Infraestrutura é necessária, mas para garantir não é preciso abrir mão do consumo. Sem consumo não tem emprego. No Brasil só 54% da população tem máquina de lavar, só 10% tem televisão de tela plana e só 1% tem ar-condicionado. E ainda precisamos construir 23 milhões de casas para ter um nível satisfatório de igualdade social para um país em desenvolvimento. Nenhuma indústria vive sem consumo. Nos Estados Unidos, as pessoas já estão na oitava geração de TVs de tela plana. A gente ainda precisa de uns 20 anos de progresso.

Sem medo de ser feliz Luiza não teme ser vista como garota-propaganda do governo porque aposta no que dá certo. Foto: Divulgação, BD/7/7/2011

A senhora foi chamada de garota-propaganda do governo. O rótulo incomoda?

Não. Sou garota-propaganda daquilo que dá certo. Qualquer coisa que for. Não tenho partido político.

Faço propaganda do Brasil que dá certo. O que não funciona, muita gente mostra e eu não preciso falar. Visito várias comunidades carentes, tenho ligação direta com o povo. Estive com 400 mulheres metalúrgicas há pouco tempo, vejo um Brasil que se esforça para dar certo. E sinto que a maioria gosta disso. Claro que tem gente que mete o pau, critica, diz que sou do governo. Mas a gente nunca consegue agradar a todos. Mas tenho uma missão, que é ajudar a construir o Brasil para meus netos e as gerações futuras.

Tem candidato à Presidência?

Não gostaria de falar sobre isso.

O aumento na taxa de juro para segurar a inflação não é um banho de água fria para o varejo?

Aumentar juro não é bom para quem compra em prestação. Mas nada pior que inflação. O que não pode é deixar a inflação disparar. A presidente tentou baixar a taxa de juro no Brasil. Focou muito nisso nos dois primeiros anos de governo e teve de subir de novo. Juro alto não é bom, mas a inflação corrompe.

Em recuperação Rede começou a vender ações na bolsa em 2011 e enfrentou queda, mas Luiza garante que melhorou. Foto: Pedro Vilas Bôas, Divulgação, BD, 2/5/2011

De 2007 a 2010, a rede cresceu bastante, praticamente dobrou de tamanho. Foi um passo necessário para não ser engolido por outras gigantes do varejo?

Volume no varejo é importante. Não quer dizer que as pequenas e médias empresas não sobrevivam. São elas, afinal, que geram a maioria dos empregos no país. Mas chega a um ponto em que ou você vende ou você cresce. A Magazine Luiza já comprou 13 redes, inclusive a Arno no Rio Grande do Sul. Outras três em Santa Catarina, duas no nordeste e outras no interior paulista. Era necessário, mas foi difícil. Tínhamos 250 lojas com menos de dois anos. As questões contábeis sacrificam muito os dois primeiros anos. Fazer uma integração dar lucro demora. Hoje estamos totalmente integrados. Agora vamos dar uma respirada e crescer organicamente.

Como foi a adaptação ao mercado gaúcho?

A gente teve muito cuidado para mudar a marca. Tanto que hoje nosso desempenho no Rio Grande do Sul é muito bom. Levamos dois anos para mudar a marca, convidamos a Hebe Camargo como garota-propaganda. Hoje vários dos nossos gerentes eram vendedores na época da Arno.

Cores e letras do Sul Compra de rede gaúcha, em 2004, fez a empresária aprender a cantar o hino-rio-grandense. Foto: Nereu de Almeida, BD, 16/6/2004

O que foi essencial para a boa transição?

Tem um prêmio por produtividade que distribuímos todos os anos entre os funcionárias da rede. E sempre vai para os gaúchos. As gaúchas são muito determinadas. Só não tomo chimarrão. Até cantar o hino eu já sei. Toda segunda-feira, cantamos o Hino Hacional e da empresa em todas as unidades. O Rio Grande do Sul é o único Estado que canta o hino estadual também.

A rede sofre muito assédio de empresas estrangeiras?

Não. Mas respeito. Tanto os concorrentes nacionais quanto os estrangeiros. Concorrente é para ser respeitado, não importa o tamanho.

Em 2011, a Magazine Luiza entrou na bolsa de valores. O valor da ação começou bem, caiu pela metade e agora se recupera devagar. O valor da ação tira o sono da senhora?

Eu sempre tratei o minoritário de igual para igual. Bem antes de abrir o capital. Quando entramos na bolsa, já estávamos acostumados a prestar contas. Claro que oscilações ocorrem, e ninguém gosta. Em relação a transparência, feedback, não mudou nada.

Nos últimos anos, a bolsa brasileira não teve exatamente um bom desempenho. Houve muita cobrança?

O preço da ação preocupa. Não para minha família, mas para investidores, especuladores, sim. Agora, quem investiu no longo prazo está mais confiante. O último trimestre do ano passado foi bom. E sobre este último eu ainda não posso falar. Mas temos clareza de onde queremos chegar.

Apesar da evolução nas discussões de gênero, ainda são poucas as mulheres que ocupam cargos de presidente em grandes empresas. A senhora já enfrentou algum tipo de preconceito?

Nunca. Eu me sinto capaz de vencer o preconceito. Não me sinto vítima. Antes de alguém vir com preconceito eu já me posiciono. Não é fácil. Mas as mulheres já tiveram muitas conquistas. O fato de termos uma presidente mulher ajudou bastante. Os pais começaram a ver que as filhas também podem almejar coisas grandes.

A senhora tem alguma atuação nessa questão de igualdade de gêneros?

Faço parte de um movimento de mulheres do Brasil para apoiar a causa. Lutamos para ter cotas de participação das mulheres em conselhos. Faz muitos anos que estacionamos nos 7% de participação feminina. Essa diversidade ajuda. Cota é um processo transitório para resolver as desigualdades. As mulheres já ocupam cargos de chefia média nas empresas, mas para chegar ao topo demora muito mais se não tiver uma certa ajuda. Não somos contra os homens, mas a favor das mulheres.

Como é a Luiza Trajano gestora? Muito durona?

É uma questão um pouco complicada. Qualquer coisa que uma mulher fale de forma mais firme já provoca comentários, costuma se atribuir ao fato de que seria muito durona. Se é um homem está no comando e age da mesma forma, é considerado normal. Sou muito agregadora, muito descentralizadora, mas bastante firme. Peço todos os dias que Deus me dê três coisas: sabedoria, autoridade e justiça. Um líder precisa de autoridade. Agora, se as pessoas me acham mandona, não saberia dizer.

Quem são as pessoas que inspiram a senhora?

Primeiro foi minha tia, que também se chama Luiza. Meu nome foi uma homenagem a ela, que não tem filhos. Ela sempre foi superfocada no consumidor. Essa coisa de não ter medo do futuro, de ter vontade de trabalhar, foi tudo com ela. Mas estou sempre aprendendo. Com um, com outro.

O que a senhora procura em um funcionário?

Hoje em dia, nem sou eu que contrato, isso fica a cargo do Marcelo Silva, nosso CEO (presidente-executivo da rede). Mas percebo que tem sido difícil selecionar. É preciso ter valores e espírito empreendedor. O salário é feito por eles, com remuneração por desempenho. Um perfil de alguém que entende de pessoas, da vida, mas que também tenha garra de empreendedor e queira ganhar dinheiro não é fácil de encontrar.

A essa altura, o varejo pode ignorar as redes sociais?

A empresa valoriza muito. Estou no Instagram, no Twitter. Se o cliente reclama, imediatamente a gente fica sabendo e tenta resolver. A gente vive do consumidor, então é preciso ser muito transparente.

Existem projetos de novas aquisições para este ano?

Vamos ter expansão de 30 lojas. Neste ano, não está nos planos comprar novas redes porque precisamos consolidar o lucro. Crescemos bem ano passado e vamos crescer bem este ano. Quando se compra uma rede demora a acertar. Os dois primeiros anos são difíceis do ponto de vista financeiro.

Leia também:

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

A mídia descolada da realidade e que não aguenta o tranco da blogosfera

Enquanto Mainardi quer vender Magazine Luiza para o Amazon, Dono da Riachuelo afirma: Vai ser a década do varejo

Ela é tucana e musa do Cansei, mas nem ela aguenta as bobagens do Mahattan Connection

O poder não tem ideologia: Empresária do Cansei em futuro ministério de Dilma

Virou moda roqueiro virar reaça, papagaio de mídia golpista, envelhecer de modo tão caquético?

Mainardi não lê nem o jornal da empresa em que trabalha

Tags:   · · · · 12 Comments

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

maio 25th, 2014 by mariafro
Respond

Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente texto denúncia sobre este acinte agressivo da Ellus, cujo desfile teve inspiração militar (saudades dos tempos da ditadura militar, Ellus?)

Uma empresa denunciada na Justiça pelo uso de trabalho escravo resolveu ‘protestar’ em suas camisetas, vendidas por módicos 100,00, para consumidores com complexo de colonizado desfilarem desinformação autodepreciativa pelos mundinhos fashion que essa gente frequenta.

Será que todo consumidor com complexo de vira-latas que está usando uma camiseta pela qual desembolsou 100 reais sabe que a peça foi produzida por trabalho análogo à escravidão?

O que exatamente esta gente superficial, consumista e exibicionista faz para o bem do país?

Onde será que estarão Cauã Reymond, os gerentes da Ellus e os coxinhas da moda durante a copa? Trabalhando para melhorar o Brasil ou em suas festinhas vips depois de cada jogo?

Vamos entrar na onda do #protestoEllus: exigimos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012, que instaurou um inquérito civil e convocou representantes da Etiqueta Ellus através da portaria 1083/2012. O Processo corre na 2ª Região do Ministério de Trabalho, vamos acompanhar e pressionar a Justiça.

Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.

Vamos exigir que os Cauãs Raimundos, os Ronaldos da vida não apareçam nos estádios durante a Copa, afinal o ‘Brasil atrasado’ está sediando o campeonato.

Vamos exigir que modelos e consumidores desta marca desrespeitosa e fora da lei sejam menos exibicionistas, passem a ler mais e falar menos bobagem por meio de seus corpos sarados de mentes vazias.

Tags:   · · · · · 24 Comments

Da série: Tudo culpa do PT 2: ONU confirma: Brasil cumpriu COM ANOS DE ANTECEDÊNCIA 2 dos 8 objetivos do Milênio

maio 23rd, 2014 by mariafro
Respond

“Tendemos a olhar a mudança [no Brasil] como superficial e quando vemos os objetivos [cumpridos] e características estruturais, como mortalidade infantil, acesso à creche, vamos ver que é uma transformação profunda, no sentido de estrutural e na base”, disse Marcelo Neri.

“A gente sabe bem que o Brasil não é feito por aquilo que é divulgado na mídia. O Brasil é feito por milhões de movimentos, organizações, de pessoas anônimas que lutam para construir um processo de participação de defesa dos seus interesses, e de fato esse conjunto de pessoas não aparece. Então em um premio como o ODM, de dimensão nacional, mas que tem implicações internacionais, aqui elas estão nítidas, e todos devemos reconhecer a iniciativa desses homens e mulheres, que levaram algo significativo para o nosso País”

ONU: Brasil cumpriu com antecedência dois Objetivos do Milênio

Carolina Sarres e Yara Aquino, Editora: Graça Adjuto, Agência Brasil
23/05/2014

O Brasil cumpriu integralmente dois dos oito Objetivos do Milênio (ODM) das Nações Unidas (ONU) com anos de antecedência. A meta de reduzir a mortalidade infantil em dois terços em relação aos níveis de 1990 até 2015 foi cumprida em 2011, quatro anos antes do prazo assumido perante a organização. A meta de reduzir a fome e a miséria foi outro objetivo cumprido antes do prazo. De acordo com a ONU, a extrema pobreza tinha de ser reduzida pela metade até 2015 em relação aos níveis de 1990. O Brasil adotou metas mais rigorosas e estabeleceu a redução a um quarto desse mesmo nível, o que foi cumprido em 2012.

Os dados estão no Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, entregue hoje (23) à presidenta Dilma Rousseff, durante cerimônia de lançamento da Política Nacional de Participação Social. No documento estão dados sobre os principais indicadores sociais relacionados a esses objetivos – como índices nas áreas de saúde, educação, trabalho e meio ambiente.

Dilma comemorou os dados do Brasil. “Nós, de fato, reduzimos a desigualdade, não reduzimos tirando de ninguém, mas aumentando o crescimento da renda dos mais pobres. Os mais ricos do Brasil, a renda deles cresceu, mas foi muito menos do que cresceu a renda dos mais pobres. É uma onda que vai empurrando de baixo para cima todo mundo e a onda é mais forte naqueles que queremos pegar primeiro, que são os eternamente excluídos deste país”.

Em relação às metas cumpridas com antecedência, a taxa de mortalidade no Brasil, de 53,7 óbitos por mil nascidos vivos em 1990, diminuiu para 17,7 em 2011. Os dados do relatório mostram que a redução mais intensa dos óbitos ocorreu na faixa de 1 a 4 anos de idade. O avanço é atribuído ao incentivo ao aleitamento materno, ao acompanhamento pelos programa Saúde da Família e Saúde Indígena.

“Porém, o nível de mortalidade ainda é elevado. Por essa razão, muita ênfase tem sido dada às políticas, aos programas e às ações que contribuem para a redução da mortalidade na infância”, informa o relatório.

Sobre a redução da extrema pobreza, o nível atingiu 3,6%, mais de dez pontos percentuais a menos do que em 1990 – quando 13,4% da população viviam com menos de R$ 70 por mês, considerado o limite de extrema pobreza para a ONU.

“Já atingimos há alguns anos a meta de redução da extrema pobreza. Com isso, estamos próximos da superação”, explicou o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri. De acordo com parâmetros do Banco Mundial, quando a taxa de extrema pobreza está abaixo dos 3%, considera-se que está superada.

O Objetivo do Milênio de melhorar a saúde da gestante e reduzir a mortalidade materna não será cumprido – nem pelo Brasil nem pelo restante do mundo. O número de óbitos maternos a cada 100 mil nascimentos no país passou de 143, em 1990, para 63,9, em 2011. Para reduzir a meta a um quarto do nível de 1990, seria preciso chegar a 35. Ainda assim, os níveis do Brasil são melhores do que os dos países em desenvolvimento em geral e da América Latina – de 240 e 72 óbitos a cada 100 mil nascidos vivo, respectivamente.

“No Brasil, um fator que dificulta a redução da mortalidade materna é o elevado número de cesarianas. O percentual desse tipo de parto tem se mantido em patamares muito altos e com tendência de crescimento em todas as regiões”, conforme o relatório. Do total de partos feitos em 2011, 54% foram cesáreas. Em 1996, esse índice era menos de 41%.

Em relação aos demais objetivos, as perspectivas são positivas e o Brasil acredita que as metas serão cumpridas. Em educação, cuja meta é a universalização da educação primária, o país está com 97,7% das crianças de 7 a 14 anos frequentando o ensino fundamental – mais do que os 81,2% de 1990.

Nos demais ODMs – paridade de gêneros, combate a HIV/Aids, qualidade de vida, respeito ao meio ambiente e parceria mundial para o desenvolvimento – a expectativa é seguir avançando nos índices.

“Tendemos a olhar a mudança [no Brasil] como superficial e quando vemos os objetivos [cumpridos] e características estruturais, como mortalidade infantil, acesso à creche, vamos ver que é uma transformação profunda, no sentido de estrutural e na base”, disse Marcelo Neri.

Tags:   · · · 11 Comments