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Entidades manifestam apoio a Chávez e lançam comitê de solidariedade
julho 27th, 2012 by
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Por Luiz Felipe Albuquerque, Fotos Douglas Mansur, Da Página do MST
25/07/2012
América Latina,
Quatro e Zamponhas
Cordilheiras e florestas,
Uma América que sonhaMescla de tanta gente,
Lutadores e idealistas,
Nesta terra de Guevara
Por um sonho socialistaVenezuela segue em frente,
Nossa voz e nossa vez,
O Brasil está contigo,
Chávez, Chávez!Pedro Munhoz, cantor e compositor
É por meio desta forma lúdica que movimentos sociais, partidos políticos e entidades brasileiras demonstraram o apoio e a solidariedade ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que disputará eleições no dia 7 de outubro.
Durante o encontro realizado nesta terça-feira (24/7) – aniversário de Simon Bolívar – diversas organizações se reuniram na sede do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para manifestar apoio à chamada Revolução Bolivariana e discutir iniciativas de apoio o presidente Chávez no embate nos próximos meses.
Leia e assine o manifesto Brasil com Chávez
Para João Pedro Stedile, da Direção Nacional do MST, o processo venezuelano é o centro da disputa dos projetos políticos em jogo no continente latino-americano. Ele avalia que o Império, representado pelos Estados Unidos, colocam toda sua energia e se utilizarão de todas suas armas para derrotar Chávez.
“Uma vitória do Chávez é uma vitoria de todo o povo latino-americano. Mas o contrário também é verdadeiro: uma derrota de Chávez seria uma derrota de todo o processo que está em curso nos últimos 12 anos na América Latina”, disse Stedile.
De acordo com Valter Pomar, secretário-executivo do Foro de São Paulo, que reúne organizações de esquerda do continente, as organizações progressistas precisam se empenhar para mobilizar a opinião pública contra o descrédito que constantemente é construído para prejudicar o projeto político de Chávez, organizar ações de solidariedade à Revolução Bolivariana e alertar a opinião pública sobre o plano posterior às eleições da direita para desmoralizar o processo eleitoral.
O encontro definiu a criação de um comitê para a construção da campanha Brasil está com Chávez. A primeira atividade desse fórum é a organização de um grande ato, no dia 31 de julho, em frente ao Palácio do Planalto, para receber Hugo Chávez e manifestar apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.
As entidades discutem a construção de um ato político-cultural da campanha no final de agosto em São Paulo e prometem fazer um esculacho se o candidato Henrique Capriles, da oposição de Chávez, visitar o Brasil.
Carlos Ron, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), agradeceu o apoio das organizações brasileiras. “O poder popular é que pode acabar com a pobreza, a exclusão, a desigualdade, cujo processo latino-americano em curso significa a alteração das relações de poder em favor da maioria”, disse.
Articulação da direitaAs organizações denunciaram que existe uma articulação das forças da direita continental para barrar ou mesmo destruir os avanços progressistas em curso na América Latina.
“Quando dizemos que a vitória do Chávez é a nossa vitória, não é um mero slogan. O que está em jogo é correlação de forças na geopolítica da América Latina”, colocou Ioli Ilíada, secretária de Relações Internacionais do PT.
Um exemplo dessa articulação, de acordo com Ioli, é a tentativa de Henrique Capriles se associar à imagem do ex-presidente Lula, que foi frustada com a divulgação de vídeo de apoio de Lula ao Chávez (veja aqui). “Não podemos subestimar a força da direita e a falta de escrúpulos que algumas forças podem ter. Tomemos como exemplo o Paraguai (ao referir-se ao golpe de estado sofrido pelo Fernando Lugo)”, atentou a dirigente do PT.
Stedile alertou que a direita brasileira já tem seu comitê. Segundo ele, os setores conservadores da Venezuela tinham como fonte de notícias veículos de comunicação de Miami (Estados Unidos) e Madri (Espanha) para deslegitimar o governo de Hugo Chávez. A partir desta ano, o difusor central de informações contra o governo é o Brasil.
“A direita daqui coloca na imprensa brasileira uma noticia, que às vezes nem tem tanta repercussão interna, mas imediatamente a direita venezuelana amplifica essa notícia colocando como fonte a imprensa mundial”, disse.
Duas campanhas eleitorais
Ricardo Abreu, secretário de relações internacionais do PCdoB, ressaltou a importância de Chávez para o fortalecimento da integração solidária sul-americana. Com a recente entrada do país no Mercosul, setores da direita brasileira usaram os meios de comunicação contra a adesão e decretaram uma suposta morte do bloco econômico. “O que morreu foi o projeto de Mercosul que eles propunham. No entanto, nós dizemos viva o Mercosul”, disse.
Para Gilberto Maringoni, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), a esquerda brasileira tem duas frentes de batalha nos próximos meses: derrotar a direita no Brasil e contribuir para Chávez vencer as eleições na Venezuela. “A tarefa muito semelhante ao que passa Chávez é derrotar a direita aqui dentro. A maior solidariedade que podemos oferecer é derrotá-la”, disse Maringoni.
Juventude
Caio Santiago, do Levante Popular da Juventude, disse que os jovens vão organizar um esculacho se Capriles vier ao Brasil. “A juventude não pode ficar alheia a essa disputa, já que é um dos setores mais afetados dentro do outro modelo proposto. Por isso, o papel da juventude em contribuir nas ações para levar o debate a toda população, com ações, agitação e propaganda”, defendeu.
“A mídia bate forte, apresenta o Chávez como inimigo do Brasil, e precisamos dizer à população que a vitória dele é também uma vitoria do povo brasileiro”, propôs Ismael Cardoso, da União da Juventude Socialista (UJS).
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A vitória de Chávez é a vitória de toda a esquerda latinoamericana
julho 27th, 2012 by
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Lançamento do Comitê Unidos pela Venezuela
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Governo propõe conceder parte de terreno da Marinha para quilombolas
julho 27th, 2012 by
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Terreno da Marinha ou dos Quilombolas? Os Quilombolas do Rio dos Macacos estão na região há mais de 200 anos.
Governo propõe conceder parte de terreno da Marinha para quilombolas
Por: Luciana Lima e Gilberto Costa, Repórteres da Agência Brasil, Edição: Carolina Pimentel
Brasília – A proposta a ser apresentada pelo governo aos moradores do Quilombo Rio dos Macacos, inclui a redução da área considerada pela Marinha do Brasil como de sua propriedade. O governo já vinha trabalhando na proposta alternativa, antes da ocupação da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Salvador feita ontem (26) pelos quilombolas.
De acordo com o assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoino, a intenção do governo já era apresentar na próxima semana a proposta aos moradores, em vez de executar a reintegração de posse da área. “Nesta proposta, a Marinha cede uma parte do que tem hoje para fixar esses moradores”, disse o assessor em entrevista à Agência Brasil.
Os moradores ocuparam ontem, por quase dez horas, a sede do Incra na capital baiana. Eles só saíram do prédio, após um compromisso do governo de não efetuar a reintegração de posse marcada para o dia 1º de agosto.
Na proposta do governo, os moradores irão receber um terreno maior, localizado a 500 metros da área onde estão instalados atualmente. Com a concessão de parte do terreno da Marinha, haverá a abertura de uma entrada independente para os moradores, que não terão mais de passar pelo controle dos militares, como ocorre hoje.
Genoino informou que o governo pode se comprometer a construir casas para os quilombolas seguindo as orientações deles. A proposta foi elaborada por vários órgãos do governo. “Nós fizemos uma reunião e a Marinha fez uma proposta alternativa que eu considero boa, porque amplia a área para os moradores do Rio dos Macacos, diminuindo a parte da Marinha. Eles terão entrada autônoma. Suas casas seriam construídas de acordo com a localização e as exigências dos moradores. Eles passarão a ter circulação livre fora da área da Marinha”, detalhou.
Desde 2010, membros da comunidade e da Marinha disputam na Justiça a área conhecida como Barragem dos Macacos. Em novembro do mesmo ano, o juiz Evandro Reimão dos Reis ordenou o despejo das 34 famílias que ocupam o terreno no prazo de 120 dias, de acordo com informações da Defensoria Pública da União.
A Justiça Federal vem adiando o cumprimento da sentença. A primeira prorrogação foi concedida para que as entidades que acompanhavam o conflito encontrassem um terreno para abrigar os moradores, caso o despejo fosse de fato levado adiante.
Em outubro de 2011, a Fundação Palmares reconheceu os moradores da região como quilombolas por meio da Portaria de Certificação 165/11. No entanto, essa portaria não tratou da posse do terreno. Vários acordos de adiamento da reintegração de posse foram firmados, o último deles com prazo de cinco meses para que o relatório técnico elaborado pelo Incra fosse finalizado. O prazo vence no dia 31 de julho e, por isso, os moradores temiam a reintegração no dia 1º de agosto.
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