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Luís Fernando Tofoli: MIMIMI, COXINHAS E JALECOS

julho 9th, 2013 by mariafro
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Quem me acompanha no Facebook já deve ter visto como desço das tamancas várias vezes quando topo com mais uma declaração coxinha de jaleco.

99% dos ~médicos~ que  se manifestam no Facebook são coxinhas de jaleco e acho que nunca desenvolvi uma antipatia tão grande por uma classe, quer dizer, por uma corporação de ofício.

Eles são tão tacanhas que acham que o governo vai acabar com o Revalida. Não conseguem sequer perceber que restringir aos médicos estrangeiros o acesso ao Revalida é um modo de proteger o mercado dos coxinhas de jaleco para que os médicos estrangeiros não possam atuar pra todo o sempre no Brasil. Daí uma avaliação específica, vinculada ao compromisso do médico estrangeiro ir para as áreas que mais necessitam de médicos e que os coxinhas de jaleco se recusam a ir. Quer saber? Minha bandeira será: Médicos estrangeiros façam o Revalida que é pra ver se implode a grotesca reserva de mercado destes senhores que estão cagando e andando pra Saúde Pública.

Segue o texto do Tófoli, médico doutor, que qualifica o debate e bota os devidos pingos nos is dos coxinhas de jaleco.

MIMIMI, COXINHAS E JALECOS

Luís Fernando Tofoli*, via Facebook

09/07/2013

Em primeiro lugar, quero explicitar que:

• não concordo com a importação de médicos sem revalidação de diplomas e acredito no escopo e na equipe do atual Revalida;

• incluir dois anos a mais no curso de Medicina é uma decisão que não poderia ter sido tomada sem maior discussão com a sociedade, e poderá significar o fim de uma especialidade importante, a Medicina de Família e Comunidade;

• no caso de ser adotada a medida de serviço civil obrigatório, ela deveria ser adotada também por todas as outras profissões da saúde e, quiçá, de outras áreas também; • faltam financiamento e melhor estruturação de gestão no SUS;

• a fixação do Governo em melhorar a saúde somente aumentando o número de médicos é populista, ainda que atenda aos anseios das entidades médicas em ressaltar que os médicos são o pilar fundamental da saúde (mudaram o discurso agora porque viram o tiro que deram no pé).

• partindo do exemplo de como se deu o PROVAB, podemos prever, no início do programa, muita bagunça e falta de planejamento, salvo engano de minha parte.

• não morro de simpatias pela Dilma e muito pelo Padilha, que jogaram no lixo uma série de causas importantes do SUS, da saúde mental à área de HIV/AIDS.

Posto tudo isso, gostaria de dizer que a reclamação geral de médicos e estudantes de Medicina, da forma como está se dando nas redes sociais, só angaria mais antipatia a uma classe que é, salvo exceções, mal letrada politicamente e excessivamente centrada em privilégios alcançados em décadas e décadas de desigualdades sociais replicadas no campo da saúde. Percebe-se uma total falta de crítica do que significa, para a população geral, ver gente choramingando e esbravejando que terá a garantia de um salário de 10 mil reais por mês, assim que se formar. Só para comparação, o salário nominal de um professor-doutor da UNICAMP, como eu (aliás, professor da Faculdade de Ciências MÉDICAS), é menor do que isso.

Os satélites da subjetividade médica orbitaram durante tanto tempo ao redor de um sol cuja autoridade emanava, em grande parte, da mentalidade da Casa Grande brasileira, que agora ela está despreparada para a suposta festa do consumo da Senzala, que alçou-se à classe C e exige Saúde. Volto a insistir: ou se luta pela Saúde Coletiva como um todo, e nisso se implicam todas as categorias e forças, ou nós, médicos, seremos para sempre os coxinhas de jaleco.

*Luís Fernando Tófoli é médico, professor-doutor no Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

 

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Frente Nacional de Prefeitos comemora o lançamento do Programa #MaisMedicos

julho 9th, 2013 by mariafro
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Governo Federal atende às reivindicações da FNP e lança programa “Mais Médicos”

Por: Rodrigo Eneas, Frente Nacional de Prefeitos

08/07/2013

A presidenta da República, Dilma Rousseff, lançou hoje (08), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o programa “Mais Médicos para o Brasil”. De acordo com a presidenta Dilma, a prioridade do programa é atender as periferias das grandes cidades e os municípios do interior, especialmente das regiões Norte e do Nordeste do país. O programa atende às reivindicações da Frente Nacional de Prefeitos, que em janeiro deste ano lançou a campanha “Cadê o Médico?”, na qual reivindicava ações imediatas do Governo Federal para a contratação de mais médicos para o programa Saúde da Família do Sistema Único de Saúde.

O evento contou com a presença de várias autoridades, entre ministros, governadores, e secretários municipais de saúde. Diversos prefeitos que integram a Diretoria da FNP estiveram presentes. O presidente da FNP e prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati, o segundo vice-presidente da FNP e prefeito de Aparecida de Goiânia (GO), Maguito Vilela, e o Coordernador Institucional da FNP e prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda, o secretário-geral e prefeito de São Bernardo do Campo (SP), vice-presidente para assuntos de Políticas para as Mulheres da FNP e prefeita de Cubatão (SP), Márcia Rosa, e o prefeito de Caxias do Sul (RS), Alceu Barbosa. Prefeitos de várias capitais também participaram do ato.
O Programa

Segundo Dilma, o “pacto pela saúde contempla a aceleração dos investimentos já contratados para melhorar a estrutura da rede pública do Brasil”. Ela afirmou que o Governo Federal está investindo R$ 7,4 bilhões na construção, reforma e compra de equipamentos para postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, e os hospitais.

“Este programa atuará seguindo três eixo: acelerar o investimento em equipamentos e estrutura médica; Formação de médicos; e esforços imediatos para suprir a falta de médicos no país”, explicou Dilma.

A presidenta disse ainda que Governo Federal vai autorizar a vinda de médicos estrangeiros, que deverão trabalhar exclusivamente nos postos de saúde por um período de três anos.

“Nós sabemos que os nossos médicos estão comprometidos com a qualidade do serviço público, mas, infelizmente, eles ainda são em número insuficiente para garantir atendimento em toda a rede pública de saúde. Essa falta de médicos é um problema muito sério, que irá ficar mais grave na medida em que aumentamos os investimentos na construção de novas unidades de saúde”, completou Dilma.

Formação

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, também defendeu a medida de importar médicos, ao comparar os dados de pessoas que se formam nos cursos no país com o de outros países e principalmente com o total de médicos em comparação à população. “Por dez mil habitantes, o Brasil tem um número de estudantes muito baixo. Menos que os Estados Unidos e a Inglaterra, abaixo da Austrália e similar ao do Canadá, que importa médicos”.

O ministro afirmou que o objetivo é aumentar o número de vagas nos cursos de medicina, principalmente em residência, e descentralizar os locais que oferecem as vagas. “Até 2017, serão abertas mais de 1800 vagas nos cursos de medicina no país. Além disso, mais 60 municípios receberão o curso, aumentando para 117 o número de municípios brasileiros com graduação em medicina no país”, frisou.

Investimentos

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que com o investimento de mais de 7 bilhões de reais serão destinados par a construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h)  e de 15977 Unidades de Básicas de Saúde. “O Ministério já recebeu o sinal verde para investir em mais 225 UPAs 24 horas; disponibilizará mais 2 bilhões nos hospitais universitários; abrirá mais 1.292 vagas pra residência médica nas regiões Norte e 4 mil na Nordeste”, explicou Padilha.

Com a implantação do programa, o Brasil saltará de 374 mil médicos para 600 mil até 2026, conforme explicou o ministro Padilha.

Atuação da FNP

A presidenta Dilma agradeceu ao presidente da FNP, José Fortunati, por trazer a demanda dos municípios para o debate com o Governo Federal. “Agradeço ao presidente da Frente Nacional de Prefeitos a coragem de propor um programa como o ‘Cadê o Médico?’, e colocar na agenda do Governo Federal essa demanda tão importante para o povo brasileiro”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante seu discurso acentuando a importância da campanha da FNP por mais médicos.

O presidente da FNP ratificou o apoio da entidade com o programa “Mais Médicos”. “Entendemos que este momento, presidenta Dilma, passará para a história. Com toda certeza, com todos os esforços que os municípios fazem no investimento na área da saúde, seriam em vão se não se investirmos na formação do profissional e na acolhida aos profissionais que vêm de outros países. Somos ardorosos defensores do Sistema Único de Saúde (SUS), mas precisamos dos instrumentos para que este modelo de saúde funcione, que são os médicos e profissionais da área”, disse Fortunati.

“A FNP não somente quer ratificar, mas endossar, agradecer e aplaudir sua atitude, senhora presidenta. Somos parceiros na busca e concretização deste projeto”, finalizou José Fortunati.

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Professor Hariovaldo criou uma página no Facebook

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Querem saber se existe racismo no Brasil? Façam o Teste do Pescoço!

julho 9th, 2013 by mariafro
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Por Luh de Souza e Francisco Antero

Créditos da foto: Illinois Times

1. Andando pelas ruas, meta o pescoço dentro das joalherias e conte quantos negros/as são balconistas;

2. Vá em quaisquer escolas particulares, sobretudo as de ponta como; Objetivo, Dante Alighieri, entre outras, espiche o pescoço pra dentro das salas e conte quantos alunos negros/as há . Aproveite, conte quantos professores são negros/as e quantos estão varrendo o chão;

3. Vá em hospitais tipo Sírio Libanês, enfie o pescoço nos quartos e conte quantos pacientes são negros, meta o pescoço a contar quantos negros médicos há, e aproveite para meter o pescoço nos corredores e conte quantos negros/as limpam o chão

4. Quando der uma volta num Shooping, ou no centro comercial de seu bairro, gire o pescoço para as vitrines e conte quantos manequins de loja representam a etnia negra consumidora. Enfie o pescoço nas revistas de moda , nos comerciais de televisão, e conte quantos modelos negros fazem publicidade de perfumes, carros, viagens, vestuários e etc

5. Vá às universidades públicas, enfie o pescoço adentro e conte quantos negros há por lá: professores, alunos e serviçais;

6. Espiche o pescoço numa reunião dos partidos PSDB e DEM, como exemplo, conte quantos políticos são negros desde a fundação dos mesmos, e depois reflitam a respeito de serem contra todas as reivindicações da etnia negra.

7. Gire o pescoço 180° nas passeatas dos médicos, em protesto contra os médicos cubanos que possivelmente irão chegar, e conte quantos médicos/as negros/as marchavam;

8. Meta o pescoço nas cadeias, nos orfanatos, nas casas de correção para menores, conte quantos são brancos, é mais fácil;

9. Gire o pescoço a procurar quantas empregadas domésticas, serviçais, faxineiros, favelados e mendigos são de etnia branca. Depois pergunte-se qual a causa dos descendentes de europeus, ou orientais, não são vistos embaixo das pontes ou em favelas ou na mendicância ou varrendo o chão;

10. Espiche bem o pescoço na hora do Globo Rural e conte quantos fazendeiros são negros, depois tire a conclusão de quantos são sem-terra, quantos são sem-teto. No Globo Pequenas Empresas& Grandes Negócios, quantos empresários são negros?

11. Nas programações das Tvs abertas, acessível à maioria da população, gire o pescoço nas programações e conte quantos apresentadores, jornalistas ou âncoras de jornal, artistas em estado de estrelato, são negros. Onde as crianças negras se veem representadas?

Sugestões enviadas:
1 – Enfiar o pescoço dentro das instituições bancárias e contar quantos negros são gerentes, quantos são caixas e quantos são faxineiros. (Margot Jung)
.
2. Nunca tive professores negros. Nunca fui consultada por médicos negros. Em contas bancárias, nunca tive gerentes negros. E muitos ainda insistem em dizer que em nosso país todos têm os mesmos direitos e oportunidades. Onde estão? (Priscila Gomes)

Aplique o Teste do Pescoço em todos os lugares e depois tire sua própria conclusão. Questione-se se de fato somos um país pluricultural, uma Democracia Racial e se somos tratados iguais perante a lei?!

* Você descobriu mais alguma coisa? Envie-nos para acrescentarmos a esta lista.

* * Este teste me foi ensinado pelo amigo Francisco Antero, e tenho adaptado no meu dia a dia. Foi assim que eu comecei a perceber todas as desigualdades existentes no meu país e mudei a minha opinião à respeito das Cotas Raciais para Negros e Índios.

*Curta a página e saiba nossa história preta! História Preta – Fatos & Fotos.

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Dilma defende legislação que garanta privacidade e soberania do país

julho 9th, 2013 by mariafro
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Blog do Planalto

08/07/2013 às 19h30

Presidenta: Me desculpem gente, está um tumulto danado. Uma pergunta…

Jornalista: O caso de espionagem no governo americano, Presidente?

Presidenta: Olha, nós ontem tomamos várias medidas. A primeira medida foi justamente encaminhar ao nosso embaixador nos Estados Unidos um pedido de explicações. Em segundo lugar, fizemos a mesma coisa aqui no Brasil em relação ao embaixador americano. Uma outra questão muito importante é que nós, a partir daí, decidimos apresentar também uma discussão na União Internacional de Telecomunicações, com sede em Genebra, pedindo justamente que se assegure segurança cibernética tanto para telecomunicações como para todas as outras formas de comunicação que usem redes, que usem internet, enfim…

E, ao mesmo tempo, também vamos apresentar uma proposta junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU, uma vez que um dos preceitos fundamentais é a garantia da liberdade de expressão, mas é também a garantia de direitos individuais, principalmente ao direito à privacidade, aliás, garantido na nossa Constituição, se eu não me engano Artigo V, inciso 12º.

Isto foi em termos dessa medida. Ao mesmo tempo, tomamos as providências para solicitar à Polícia Federal e à Anatel a investigação para saber das condições que dizem respeito a essa informação veiculada pela imprensa que uma empresa – ou empresas de telecomunicação brasileiras – participaram desse tipo de espionagem de dados absolutamente privados, de pessoas e de empresas privadas brasileiras.

Além disso, nós tomamos uma decisão: de rever várias legislações que estão em curso. Está na Câmara Federal, ou no Senado, eu não sei bem direito… é na Câmara, o Marco Civil da Internet. Nós vamos dar uma revisada no marco civil da internet porque achamos também que uma das questões que nós devemos observar é a questão de onde se armazenam os dados. Porque muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil, principalmente os dados do Google. Então nós queremos prever a obrigatoriedade de armazenagem de dados de brasileiros no Brasil. E vamos fazer uma revisão para ver o que é possível melhorar aí em termos de garantir essa privacidade.

Além disso, também estamos avaliando as garantias… tem um projeto que está ainda em discussão dentro da Justiça a respeito de dados, da privacidade dos dados. E também vamos avaliar isso. E obviamente esse é um processo que passa também pela interlocução com a sociedade. Todo mundo vai participar disso. Acho importante nessa hora que se tenha a tranquilidade de fazer consultas, de dialogar, e de investigar para ver o que tudo isso tem de verídico, o que tudo isso tem de fundamental, gente, fundamentado, desculpem a palavra.

Acho que, sobretudo, o Brasil tem que dar garantias, tem que dar garantias, e tem que construir uma legislação que dê a seguinte segurança: primeiro, aos direitos humanos, ao direito à privacidade, de cada pessoa, de cada cidadão brasileiro. E segundo, mas não nessa ordem, ou seja, simultâneo, a garantia de soberania do Brasil. São duas ações que nós estamos extremamente interessados.

Jornalista: Foi violada a soberania, Presidenta?

Presidenta: Se houver participação de outros países, outras empresas, que não aquelas brasileiras, seguramente é violação de soberania, sem dúvida, como é violação de direitos humanos. Agora, temos que ver sem precipitação, sem pré-julgamentos, temos que investigar. Agora, a posição do Brasil nessa questão é muito clara e muito firme: nós não concordamos de maneira alguma com interferências dessa ordem não só no Brasil como em qualquer outro país.

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