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SORRIA VOCÊ ESTÁ SENDO ESPIONADO!

julho 8th, 2013 by mariafro
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Dilma considera caso de espionagem ‘violação de soberania e de direitos humanos

TAI NALON, BRENO COSTA, FLAVIA FOREQUE e JOHANNA NUBLAT, Folha
08/07/2013 – 18h13

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (8) que o episódio de espionagem no país “é violação de soberania e de direitos humanos”.

A fala foi após a cerimônia de lançamento do programa de ampliação do número de médicos no país, no Palácio do Planalto. O anúncio faz parte da série de “pactos” estabelecidos como prioridade pela presidente em resposta às recentes manifestações pelo país.

“Mas temos que ver sem precipitação, sem prejulgamento. Mas a posição do Brasil é clara. Não concordamos com interferências dessa ordem não só no Brasil”, disse a presidente.

Segundo o jornal “O Globo” publicou nesta segunda, pelo menos até 2002, funcionou em Brasília uma das estações de espionagem nas quais funcionários da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) e agentes da CIA trabalharam em conjunto.

O texto de “O Globo” também mostra que existe um conjunto de documentos da NSA, datados de setembro de 2010, cuja leitura pode levar até a conclusão de que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência em algum momento. O jornal, porém, diz que não foi possível confirmar a informação e nem se esse tipo de prática continua.

Tais documentos da NSA foram vazados pelo técnico em informática Edward Snowden, que trabalhou para a CIA durante os últimos quatro anos. Em junho, o jornal britânico “The Guardian” publicou reportagens com as primeiras revelações de Snowden sobre o monitoramento de milhões de telefones e de dados de usuários de internet em todo o mundo.

O governo brasileiro enviou neste fim de semana ao embaixador brasileiro nos Estados Unidos e a seu semelhante no Brasil um pedido de explicações. Também decidiu, segundo ela, encaminhar uma discussão na União Internacional de Telecomunicações pedido para tomar medidas que assegurem a segurança cibernética.

“E, ao mesmo tempo, vamos apresentar proposta junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU, uma vez que um dos preceitos fundamentais é a garantia da liberdade de expressão, mas também de direitos individuais, principalmente o da privacidade –aliás garantido na nossa Constituição Federal.”

“Se houver participação de outros países e outras empresas que não aquelas brasileiras, seguramente é violação de soberania, sem dúvida. Como é violação de direitos humanos”, disse a presidente.

Dilma também citou que o governo terá como prioridade aprovar na Câmara e posteriormente no Senado o marco civil da internet. A legislação pretende regular o uso de internet no Brasil, mas encontra-se parada na Câmara após uma série de votações malsucedidas no fim do ano passado.

“Vamos dar uma revisada porque uma das questões que devemos observar é onde se armazenam os dados. Porque muitas vezes os dados são armazenado fora do Brasil, principalmente o do Google. Queremos obrigatoriedade de armazenamentos de dados de brasileiros no Brasil. E fazer revisão para ver o que pode garantir melhor a privacidade”, disse a presidente.

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Mais Médicos: A partir de 2015: Médicos terão de atuar dois anos no SUS para se formar

julho 8th, 2013 by mariafro
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Não reclamem, coxinhas corporativistas, para isso vocês receberão bolsa.

Curso de medicina passará de 6 para 8 anos de duração a partir de 2015

Medida anunciada por Dilma incluirá dois anos de atuação obrigatória em serviços públicos de saúde na formação dos médicos

Por: Lígia Formenti, de O Estado de S. Paulo

 08/07/2013

BRASÍLIA – O curso de medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. A mudança integra um pacote de medidas anunciado nesta segunda-feira, 8, pela presidente Dilma Rousseff para ampliar a oferta de médicos no País e melhorar a formação dos profissionais. Definida numa Medida Provisória, a ampliação deverá ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação, num prazo de 180 dias.

O programa, batizado de Mais Médicos, inclui ainda o recrutamento de profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas prioritárias, a abertura de 11.447 novas vagas para graduação e outros 12.376 postos de especialização em áreas consideradas prioritárias até 2017. O novo formato do curso de Medicina é inspirado no modelo existente em países como Inglaterra e Suécia, diz o Ministério da Saúde.

Concluído o curso de seis anos, o estudante passa para um segundo ciclo, de dois anos, onde terá de atuar em serviços públicos de saúde. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada da ensino.

No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil).

No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica. No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados. A carga horária ainda não foi definida.

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo. Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente.

Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.

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Uma análise sobre necessidade de médicos e condições de trabalho em prefeituras, com base em minha experiencia em saúde publica

julho 8th, 2013 by mariafro
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QUEM DERA FOSSE SIMPLES ASSIM

Uma análise sobre necessidade de médicos e condições de trabalho em prefeituras, com base em minha experiencia em saúde publica.

Por: Ricardo Wândega*, em seu Facebook, via Renam Brandão

Existe muita generalização, na discussão dos médicos estrangeiros. Diversas outras coisas têm de ser observadas.

Não sou contra a vinda de médicos. Isso é corporativismo puro. Com menos vagas livres o salário médio tende a abaixar ou demorar pra reajustar, pois diminui o poder de barganha.

Enquanto classe essencialmente capitalista da até pra entender que os médicos reajam assim. Mas veja como no afã de desqualificar esquecemos de coisas mais importantes. Por exemplo: muitas vezes esses salários não são pagos em dia e as condições de trabalho são péssimas.

O problema da falta de médico é multifatorial. Já existem investimentos em faculdades, novos cursos e até em mudança da grade priorizando matérias de saúde publica, coletiva e sanitária. Os investimentos federais são imensos. Aí vem o problema maior que ninguém fala: as prefeituras e secretarias de saúde muitas vezes são puramente bunkers políticos, centralizados em poucas pessoas.

Quem tem noção de qualidade em saúde pública está limitado ou atado por gente que não sabe nada do setor, e só quer usar (não só os médicos) os profissionais e os serviços de saúde, pensando em objetivos eleitorais. Não se consegue mudar saúde só com dinheiro. As prefeituras não utilizam as verbas corretamente, isso se utilizarem. Perdem muitos investimentos por falta de projetos, ou porque não deram a contrapartida financeira. Muitas atrasam os salários, ou não pagam o prometido, não investem nos hospitais (a não ser que o dinheiro seja investimento federal ou estadual direto).

Como exemplo: meu salario atrasou 3 meses, eu sou o único gastro endoscopista da microrregião que trabalho… Mesmo assim não me contrataram de novo, provavelmente por motivos políticos, ou “contenção” de despesas. Preferiram ficar sem.

A classe medica é no geral, elitista e egoísta e quase sempre o dinheiro vem antes de tudo. As exceções não têm vencido a batalha do público x privado. Não me sinto representado pela minha própria classe. Não consigo sequer conversar alguns minutos com colegas, sobre assuntos como esse sem me irritar (preconceitos escorrem da boca a cada frase). Apesar disso não acredito realmente que alguém deixaria outro morrer na emergência, como vi em algumas postagens.

Que fique claro que não defendo essa guerra entre médicos e sociedade. O que realmente mudaria a cabeça desse pessoal seriam boas grades curriculares, e um sistema publico que atraísse e fosse gratificante de ser defendido, com sólidos e consistentes planos de carreira, e estrutura (tem hospitais e postos, que avalio ser mais seguro arriscar, ficando em casa!). A verdade é que o futuro profissional já sai da faculdade com a ideia de que o SUS é só uma etapa ruim, que vai passar. Eu passei 7 anos sendo médico de família e sanitarista…. E estou completamente decepcionado por não conseguir fazer as coisas que pretendia. Culpo principalmente as prefeituras. E Deus sabe o quanto eu briguei (Na Bahia ainda é pior). Infelizmente, hoje só estou trabalhando no setor privado, às vezes prestando serviço pra prefeituras.

Sinto-me vazio sem os pacientes do serviço público, mas o nível de exploração e uso político das prefeituras pequenas (que é meu nicho de trabalho) estava insuportável. Enfim, não dá pra reduzir tudo a médicos sem coração e falta de médicos.

Existe muita gente dedicada e comprometida com a saúde pública. Meu intuito era mostrar que a discussão está sendo feita de forma rasa e superficial. Quem dera fosse simples assim.

*RICARDO WÂNDEGA – Médico Sanitarista – Especialista de Família e Comunidade.

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Paulo Sant’ana e seu delírio de implodir o Mercado Público

julho 8th, 2013 by mariafro
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Paulo Sant’ana e seu delírio de implodir o Mercado Público

Do Aldeia Gaulesa, por sugestão de Marta Agustoni

08/07/2013

O incêndio no Mercado Público deixou a todos nós chocados. Felizmente o estrago não foi tão grande como se fazia crer pelas imagens que acompanhávamos no momento do ocorrido. Infelizmente, mesmo em momentos de tragédia, tem aqueles que buscam, de alguma forma, “faturar com a desgraça”.Na edição de hoje (08/07) do jornal Zero Hora, vimos um  um bom exemplo disso. Em um exemplar caso de “jornalismo” a serviço dos patrões, Paulo Sant’ana, malandramente, propôs em sua coluna  a ” implosão do Mercado Público” e a construção de um novo mercado, com estacionamento dentro de um “padrão shopping center”. Só faltou ele propor que a Maiojama seja a empreiteira da obra.O jornalista Juremir Machado tem uma outra interpretação, também bastante razoável sobre as motivações que levaram Paulo Sant’ana a publicar esta “pérola”.Felizmente, não são só Sant,anas em nossa imprensa, temos também Juremirs.

Uma ideia estúpida: implodir o Mercado Público

Por Juremir Machado

Há momentos em que a franqueza deve ser brutal: a ideia, defendida por um comunicador razoavelmente conhecido abaixo do Mampituba, de que seria o momento de se aproveitar o incêndio para derrubar o Mercado Público e construir outro prédio com estacionamento, fazendo surgir da cinzas um edifício moderno, é a coisa mais idiota que li nos últimos anos. Há quem diga que essa estupidez tem por objetivo favorecer os interesses imobiliários da empresa onde o jornalista trabalha, mas eu não acredito. É senilidade mesmo. Não escrevo a palavra senilidade como uma injúria nem como uma marca de desprezo pelos senis, mas como uma constatação, um fato triste da vida do qual só escapamos pela morte. Alguns, prudentes, retiram-se antes da cena pública. Farei isso.
O Mercado Público é um patrimônio histórico. Até um néscio entende isso. Patrimônios históricos têm uma função simbólica que vai além das suas funcionalidades primárias. O Mercado Público não é um shopping popular. É muito mais do que isso. É uma marca estética, cultural, social, política e imaginária. É isso. O Mercado Público é um imaginário. O imaginário é uma aura, uma atmosfera, um excedente, uma cobertura que dá sentido, que produz significação. Só a obtusidade intelectual profunda pode impedir de perceber esse elemento fundamental da estrutura de um imaginário. Eu fico me perguntando: como alguém ainda lê um sujeito que escreve uma coisa dessas? O fulano é conhecido pela sua prepotência, pela sua arrogância, pela sua violência verbal, por ser rasteiro. Agora já não é rasteiro, é subterrâneo mesmo. O Rio Grande do Sul merece muito mais.
Há tempo eu não lia algo tão pobre intelectualmente. Já tivemos grandes colunistas, cronistas e poetas. Chegamos ao fundo do poço. Um sapo teria mais a dizer. Nem a tentativa de ironizar um pouco ao final salva o autor da proposta da inépcia em que se meteu por conta própria. Triste é saber que não lhe faltarão adeptos. Os sedentos por negócios devem estar esfregando as mãos. Felizmente a ideia é tão ridícula que não irá adiante. O simples fato de ter sido concebida revela algo terrível: a senilidade destrói até os cérebros pouco privilegiados. Como dizia a velha Nésia, em Palomas:
– A caduquice revela a natureza das pessoas.
Há, porém, caducos generosos e caducos do mal.

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