Maria Frô - ativismo é por aqui

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Parabéns ao MPL pela vitória da redução da tarifa, quais serão as próximas pautas, juventude?

junho 19th, 2013 by mariafro
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Os meninos e meninas do Movimento Passe Livre trucaram de uma só vez as duas maiores capitais brasileiras, governo tucano e petista e pmdebista, prefeituras e governos do estado. Haddad demorou, mas ao menos sentou pra conversar. Picolé de Xuxu nem isso, foi arrastado na enxurrada, mas conseguiu tirar uma casquinha. Fizeram a direita babar e achar que podia se aproveitar e fizeram os partidos de esquerda tirarem a teia de aranha. Bem-vindos jovens de esquerda, bem-vindos movimentos sociais não aparelhados.

Bóra pensar a próxima pauta? E os manifestantes presos na quinta-feira? São dez que foram parar em presídios de segurança máxima.

E o projeto levado a cabo com apoio de gente como Aloysio Nunes (quem te viu quem te vê) que quer criminalizar ativistas de movimentos sociais como terroristas?

E a ação da polícia antes, durante e pós quinta-feira na batalha do vinagre? Leonardo Sakamoto lembra que “A força policial tem sido célere em agir contra manifestantes que caminham de forma pacífica. Contudo, demora para evitar saques ou destruição gratuita realizada por quem não está lá para reivindicar, mas sim promover o caos atendendo à sua pauta própria. Paga ou não. Por que? É uma boa pergunta a fazer aos comandantes das operações.”

E como lidar com o crescimento do MPL sem que ele caia nas mãos dos patéticos coxinhas e anauês?

Leitura obrigatória: o texto do Sakamoto: Em breve, o preço da passagem será o menor dos problemas do poder público

o texto do Rovai: O Movimento Passe Livre e a política na Era Informacional

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Humor: Quando o vinagre entornou, alguém gritou: Meu koo é laico, Feliciano!

junho 19th, 2013 by mariafro
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Quando a marcha do vinagre azedou uma das coisas chatas foi constatar a falta de originalidade dos cartazes e das manifestações.

Quem foi aos atos do churrasco de gente diferenciada que começou em Higienópolis e seguiu para a Cracolândia sabe do que estou falando. Tanto os cartazes como as performances da meninada eram geniais.

Depois de quinta, quando a polícia militar reprimiu de modo ensandecido um movimento pacífico e legítimo, muitos aderiram ao movimento do MPL em solidariedade à violência. Mas outros também viram nisso um modo de capitalizar uma oposição sem votos e aí o movimento sofreu um processo de coxinização gigantesco. Nem os tumblr dos protestos dos coxinhas estão ajudando, pelo visto gente despolitizada não é criativa é só chata mesmo.

Então, as manifestações na Paulista estão ficando aquelas coisas boring (quem sabe assim esta gente que desfila na Paulista com um cartaz com o mapa do Brasil escrito em inglês “For a better country” me entenda…)

Mas eis que no meio da mesmice surge algo que vale a pena. Quem me mostrou a foto foi a Ruth Alexandre, não sei  se é dela. Já a legenda incidental foi via Paulo Preto.


“Fiscais de cu alheio. Onde vivem, de onde vem, o que comem…Veja, no Globo Repórter desta noite”

E a Marina Miyazaki em seu Facebook faz uma boa pergunta:

A Unimed cobre esse tratamento ~cura gay~? Cumpre carência de dentro do armário ou só quando sai?

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Paulo Moreira Leite: Os protestos pegaram o mundo político de calças curtas

junho 19th, 2013 by mariafro
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Um pouco além dos protestos

Por Paulo Moreira Leite, Isto É

19/06/2013

Os protestos pegaram o mundo político de calças curtas.

 Comecemos pela oposição.

Depois de passar a última década procurando convencer a população a sair às ruas com base num moralismo falso e seletivo, a oposição reagiu de acordo com o reflexo condicionado do conservadorismo brasileiro.

Sua primeira atitude foi clássica: dar porrada nos protestos e na mobilização popular. Tratou todo mundo como baderneiro e aplaudiu balas de borracha. No momento mais difícil, vangloriou-se do que fazia.

Ao perceber que os “vândalos”  e “baderneiros”  poderiam ter uma função útil caso fossem instrumentalizados para combater o governo Dilma, a oposição procura promover uma transmutação política.

Quer entrar no vácuo da luta contra os 0,20 centavos e encontrar novos aliados em sua guerra eleitoral para 2014.

É por isso que muitos observadores e comentaristas insistem em dizer que a luta envolve bandeiras maiores e mais amplas. Receosos de entrar num terreno perigoso, o das reivindicações populares, a tática é criar um guarda-chuva ideológico.

Tenta-se diluir um compromisso que interessa à maioria da população, para criar um atalho para 2014.

Vamos combinar.

Para quem perdeu três eleições presidenciais desde 2002 e arranca os cabelos diante das pesquisas eleitorais disponíveis para 2014, até uma insólita aproximação com o anarquismo e práticas autonomistas se tornou uma esperança.

E se pelo menos uma fatia dessa juventude resolver engrossar o bloco de oposição no ano que vem?

É este o exercício que o conservadorismo brasileiro decidiu experimentar.

Resta saber se será bem-sucedido neste canto de sereia – ou não.

Em vez de seguir o tratamento de “vândalos” pré-criminosos, eles foram repaginados, tomaram um banho de butique ideológica e agora são apresentados com bons moços,  herdeiros das melhores lutas políticas de um país onde, mais uma vez, se diz que “tudo” precisa mudar.

(Na real, este “tudo” consiste em revogar as principais conquistas sociais instituídas de 2003 para cá e dar um jeito de tirar essa discussão sobre tarifa de ônibus da frente…)

Mas a mobilização também pegou o PT e seus aliados no contrapé.

Os protestos revelaram a distancia entre um partido que tem um histórico na melhoria do transporte público, a começar pela criação do Bilhete Único, e os militantes independentes que há anos se dedicam a esse combate, preferindo seguir uma direção própria, com métodos próprios de organização e reivindicação.

Há anos que o MPL denuncia o preço das passagens nas principais capitais do país. A história lhe deu razão.

Centro das manifestações em função de um aumento de 0,20 centavos, a prefeitura de São Paulo perdeu uma ótima oportunidade para negociar.

Durante três dias, Fernando Haddad fez companhia a Geraldo Alckmin, o governador que tem imposto um ambiente de Estado Policial a São Paulo toda vez que é colocado diante de mobilizações de caráter político.

Não vamos esquecer. Neste período foram feitas dezenas de prisões arbitrárias e vários militantes foram enquadrados em crimes absurdos e inaceitáveis para quem exerce o direito legítimo de defender seus direitos – como formação de quadrilha.

Neste jogo delicado, incerto, pode-se resolver um trunfo importante da campanha de 2014.

Todos estarão atentos e cada movimento pode ser decisivo.

Ninguém é bobo embora muita gente goste de se fazer de ingênuo.

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Alguns Deputados Federais do Rio de Janeiro falam conjuntamente aos manifestantes: é tempo de “escutatória”

junho 19th, 2013 by mariafro
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Interessante ver deputados de partidos do campo progressista assinando juntos um documento. Chico Alencar(PSOL), Edson Santos(PT), Glauber Braga(PSB), Jandira Feghali(PCdoB), Jean Wyllys(PSOL), Jorge Bittar(PT) todos deputados pelo Rio de Janeiro divulgam carta conjunta aos manifestantes.

Os críticos pessimistas vão dizer que é inócuo, eu acho que pode ser um exemplo interessante vê-los se unir pra algo.

CARTA ABERTA AOS MANIFESTANTES

Nós, deputados federais do Rio de Janeiro, sentimo-nos estimulados e saudavelmente cobrados por essas manifestações que tomam as ruas das nossas cidades. Aos milhares que, mobilizados pela internet, saem para as passeatas, transitando do virtual para o presencial, dizemos: VOCÊS NOS REPRESENTAM! Inclusive quando questionam o padrão rebaixado da política movida a interesses menores e também distante de ideias e causas.
Temos orgulho de nossos mandatos políticos e queremos colocá-los à disposição das justas demandas por transportes públicos eficientes, redução das tarifas, educação e saúde pública de qualidade, ética na política, transparência e prioridade social nos orçamentos públicos. As grandes lutas sociais de nossa história, que alcançaram vitórias concretas, tiveram a participação de organizações partidárias vinculadas ao povo.
Quem está na vida pública usa (e às vezes abusa) da oratória. Aprendemos que é tempo de “escutatória”: ouvir o clamor das praças e a linda luta por direitos, para renovarmos nosso comportamento e a própria República.

Assinam os parlamentares,

Chico Alencar

Edson Santos

Glauber Braga

Jandira Feghali

Jean Wyllys

Jorge Bittar

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