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Uma menina contra os covardes: Maria Clara Bubna

junho 26th, 2014 by mariafro
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A jornalista Eliane Dal Colleto assim apresenta o manifesto de Maria Clara Bubna, a estudante de direito assediada pelo seu professor e por um membro da ‘academia de ciência da Veja”

“Se você ainda lê algo de Rodrigo Constantino, aquele da revista Veja, mesmo que pequenos trechos, mesmo que ‘somente’ aqui no facebook… Recomendo que tenha vergonha. E não vamos esquecer a história dessa menina, quase uma criança de primeiro período universitário: Maria Clara Bubna. Ela sou eu, é você, é a mulher que você encontra ao lado, todos os dias.”

Quanto a mim espero imensamente que esses covardes e toda a corja dos fascistas que eles alimentam tenham o rigor da lei algum dia em suas vidas.

SOBRE O SILÊNCIO OU MANIFESTO PELA VOZ

Por muitos dias, eu optei por permanecer calada. Talvez numa tentativa de parecer madura (como se o silêncio fosse reflexo de maturidade) ou evitando que mais feridas fossem abertas, eu escolhi, nesse último mês, por vivenciar o inferno em que fui colocada com declarações breves e abstratas e conversas pessoais cautelosas. Mas se tem uma coisa que eu descobri nesse mês é que a maior dor que poderiam me causar era o meu silenciamento, o meu apagamento por ser mulher, jovem, “elo fraco” de toda relação de poder. Eu decidi portanto recuperar minha voz. Esse texto é um apelo a não só o meu direito de resposta, mas o meu direito a existir e me manter de pé enquanto mulher.

Eu nunca vi necessidade de esconder meus posicionamentos. Seja sobre o meu feminismo ou minhas preferências políticas, sempre fui muito firme e verdadeira com o que acredito. Mantive sempre a consciência de que minha voz era importante e que, junto com muitas outras vozes, seriamos fortes. Exatamente por isso, nunca vi necessidade de me esconder. Decidi fazer Direito baseada nessa minha ideia de que a união de vozes e forças poderia mudar a quantidade brutal de situações hediondas que o sistema apresenta.

Dentro da Faculdade de Direito da UERJ, acabei encontrando um professor que possui postura claramente liberal. Ele também nunca fez questão de esconder suas preferências políticas, mesmo no exercício de sua função. Apesar de ser meu primeiro ano na faculdade, passei alguns muitos anos no colégio durante os ensinos fundamental e médio e tive professores militares, conservadores, cristãos ferrenhos. Embates aconteciam, mas nunca ninguém se sentiu ofendido ou depreciado pelas suas preferências ideológicas. O debate, quando feito de maneira saudável, pode sim ser enriquecedor. Para minha surpresa, isso não aconteceu no ambiente universitário.

Ouvindo Bernardo Santoro se referir aos médicos cubanos como “escravos cubanos”, a Marx como “velho barbudo do mal”; explicar o conceito de demanda dizendo que ele era um “exímio ordenhador pois produzia muito leitinho” (sic) e que o “nazismo era um movimento de esquerda”, decidi por me afastar das aulas e tentar acompanhar o conteúdo por livros, gravações, grupos de estudo… Já ciente do meu posicionamento político e percebendo minha ausência, o professor chegou a indagar algumas vezes, durante suas aulas: “onde está a aluna marxista?”

No dia 15 de maio deste ano, Bernardo postou em sua página do Facebook, de maneira pública, um post sobre o feminismo. Usando o argumento de que se tratava de uma “brincadeira”, o docente escarneceu da luta feminista e das mulheres de maneira grosseira e agressiva. A publicação alcançou muitas visualizações, inclusive de grupos e coletivos feministas que a consideraram particularmente grave, em se tratando de um professor, como foi o caso do Coletivo de Mulheres da UFRJ, universidade em que Bernardo também leciona.

A partir do episódio, o Coletivo de Mulheres da UFRJ escreveu uma nota de repúdio à publicação do professor, publicada no dia 27 de maio na página do próprio Coletivo, chegando rapidamente ao seu conhecimento.

Foi o estopim. Fazendo suposições, o professor começou a me acusar pela redação da nota de repúdio e a justificou como fruto de sua “relação conflituosa” comigo, se mostrando incapaz de perceber quão problemático é escarnecer, de maneira pública, de um movimento de luta como o feminismo.

Fui então ameaçada de processo. Primeiro com indiretas por comentários, onde meu nome não era citado. Alguns dias se passaram com uma tensão se formando, tanto no meio virtual quanto nos corredores da minha faculdade. Já se tornava difícil andar sem ser questionada sobre o assunto.

Veio então, dias depois, uma mensagem privada do próprio Bernardo. A mensagem me surpreendeu por não só contar com o aviso sobre o “processo criminal por difamação” que o professor abriria contra mim, mas por um pedido do mesmo para que nos encontrássemos na secretaria da faculdade para que eu me desligasse da minha turma, pois o professor não tinha interesse em continuar dando aula para alguém que processaria.

Nesse ponto, meu emocional já não era dos melhores. Já não conseguia me concentrar nas aulas, chorava com uma certa frequência quando pensava em ir pra faculdade e essa mensagem do professor serviu para me desestabilizar mais ainda. Procurei o Centro Acadêmico da minha faculdade com muitas dúvidas sobre como agir. Foi decidido então levar o assunto até o Conselho Departamental que aconteceria dali alguns dias.

No Conselho, mesmo com os repetidos informes de que não se tratava de um tribunal de exceção, Bernardo agiu como se fosse um julgamento. Preparou uma verdadeira defesa que foi lida de maneira teatral por mais de quarenta minutos. Conversas e posts privados meus foram expostos numa tentativa de deslegitimar minha postura. Publicações minhas sobre a militância feminista e textos sobre minhas preferências políticas foram lidos pelo professor, manipulando o conteúdo e me expondo de maneira covarde e cruel. Dizendo-se perseguido por mim, uma aluna do primeiro período, Bernardo esqueceu-se que dentro do vínculo aluno/professor há uma clara relação de poder onde o aluno é obviamente o elo mais fraco.

Eu, enquanto aluna, mulher, jovem, não possuo instrumentos para perseguir um professor.
O Conselho, por fim, decidiu pela abertura de uma sindicância para apurar a postura antipedagógica de Bernardo. Não aceitando a abertura da sindicância, o professor, durante o próprio Conselho, comunicou que iria se exonerar e deixou a sala.

Foi repetido incansavelmente que a questão para a abertura da sindicância não era ideológica, mas sim sobre a postura dele como docente. Bernardo, ao que parece, não entendeu.

No dia seguinte, saiu uma reportagem no jornal O Globo sobre a questão. O professor declara que eu sempre fui uma “influência negativa para a turma”. Alguns dias depois, a cereja do bolo: seu amigo pessoal, Rodrigo Constantino, publicou, em seu blog na Revista Veja, uma reportagem onde eu era completamente difamada e exposta sem nenhum aviso prévio sobre a citação do meu nome. A reportagem por si só já era deprimente, mas o que ela gerou foi ainda mais violento.

Comecei a receber mensagens ameaçadoras que passavam desde xingamentos como “vadia caluniadora” até ameaças de “estupro corretivo”. Meu e-mail pessoal foi hackeado e meu perfil do facebook suspenso.

A situação atual parece estável, mas só parece. Ontem, no meu novo perfil do facebook, recebi mais uma mensagem de um homem desconhecido dizendo que eu deveria ser estuprada. Não, eu não deveria. Nem eu nem nenhuma outra mulher do planeta deveria ser estuprada, seja lá qual for o contexto. Nada nesse mundo justifica um estupro ou serve de motivação para tal.
Decidi quebrar o silêncio, romper com essa postura conformista e empoderar minha voz. É preciso que as pessoas tenham noção da tensão social que vivemos onde as relações de opressão estão cada vez mais escancaradas e violentas.

Em todo esse desenrolar, eu me vi em muitos momentos me odiando. Me odiando por ser mulher, me odiando por um dia ter dado valor à minha voz. Me vi procurando esconderijos, me arrependendo de ter entrado na faculdade de Direito, de ter acreditado na minha força. Me detestei, senti asco de mim. Mas eu não sou assim. Eu sou mulher. Já nasci sentindo sobre mim o peso da opressão, do machismo, do medo frequente de ser violada e violentada. Eu sou forte, está na minha essência ter força. E é com essa força que eu escrevo esse texto.

Estejamos fortes e unidos. A situação não tende a ficar mais mansa ou fácil. Nós precisamos estar juntos. É essa união que vai criar rede de amor e uma barreira contra essas investidas violentas dos fascistas que nos cercam. Foi essa rede de amor e apoio que me manteve sã durante esse mês e é essa rede que vai nos manter vivos quando o sistema ruir. Porque esse sistema está, definitivamente, fadado ao fracasso.

Abrace e empodere sua voz.

Maria Clara Bubna
Rio de Janeiro, junho de 2014.

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Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times

junho 24th, 2014 by mariafro
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No artigo reproduzido abaixo - Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times – a questão que se coloca é, seja via programas como Prouni seja na construção de 18 universidades públicas (regionalizadas) e investimento das que estavam depauperadas, ou na possibilidade de intercâmbios ainda na Graduação (como o Ciência sem Fronteiras), coisa impossível nos tempos de FHC, é inegável o investimento no ensino superior pelos governos petistas.

E pelo visto, diferente do DEM, dos Tucanos e dos representantes do Sindicato dos Proprietários de Faculdades, parece que os estadunidenses estão de olho também na fatia dos investimentos do governo no ensino superior, como as editoras estrangeiras também já perceberam e correm para cá para fazer suas obras didáticas e vender para os programas de livro didático. Nesse mercado o Brasil concentra 40% de toda a América Latina.

Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times
Fonte: R7, Divulgação/USP, via Portal CMConsultoria

21/06/2014
Lucro das empresas é garantido pelo governo que investe em educação privada de baixo custo

As universidades públicas brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e pesquisa

O jornal norte americano The New York Times ressaltou em reportagem publicada na sexta-feira (20), que a educação superior no Brasil se tornou um grande negócio para empresas que buscam lucro neste setor.

Enquanto as instituições privadas sofrem nos Estados Unidos, a indústria da educação no Brasil está recebendo um caloroso incentivo, uma vez que o governo tenta cobrir a demanda por educação superior privada de baixo custo.

Entre os programas que auxiliam o crescimento do mercado estão o ProUni (Programa Universidade para Todos), que financia bolsas e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que concede empréstimos para os estudantes.

O crescimento do negócio pode ser comprovado nos números. Segundo a reportagem do jornal americano, de 2002 a 2012, o número de estudantes em universidades do Brasil dobrou e atingiu 7 milhões. Mesmo assim, com apenas 17% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos em faculdades, há um buraco que precisa ser coberto.

A meta do governo brasileiro é elevar esse índice para 33% em 2020. Para cobrir essa demanda, fundos americanos e brasileiros e companhias que investem essencialmente em empresas não são listadas em bolsa de valores, com o objetivo de alavancar seu desenvolvimento estão comprando e realizando fusões de instituições educacionais em um ritmo muito rápido.

Especialistas alertam, no entanto, que a ênfase na educação como um negócio nem sempre coloca o estudante em primeiro lugar. Apesar dessa preocupação, esse sistema tem se mostrado eficiente para um governo com poucos recursos.

Universidades públicas

As universidades públicas brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e pesquisa. Mas os estudantes dessas universidades vêm de famílias mais ricas e generosos orçamentos para pesquisa torna o custo por estudante três vezes e meia mais alto do que nas instituições privadas.

O investimento do setor privado em educação técnica, primária e fundamental no Brasil também está crescendo, cita o texto. A firma inglesa Pearson comprou em dezembro último a Multi, uma rede de ensino de idiomas, em um negócio avaliado em US$ 880 milhões. As 10 maiores redes de educação do Brasil atendem 35% dos estudantes.

A Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional são as duas maiores do Brasil, menciona a reportagem.

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Aos que xingaram Dilma: chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil

junho 23rd, 2014 by mariafro
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José Miguel Wisnik  formula, a meu ver, a melhor leitura sobre a elite vip vira-latas que xingou Dilma na abertura da Copa.

Eu venho falando desta prepotência e arrogância que prescinde dos fatos e da racionalidade que invadem os espaços públicos das redes, os colunistas de jornal e revista desta mídia monopolizada (e infelizmente as concessões públicas de rádio e tv) e que vem contaminando a mente dos mais vulneráveis (ver  aqui e aqui:

“O ataque verbal a Dilma no Itaquerão era, além de tudo, um chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil.”

Superficial e pesado
José Miguel Wisnik, O Globo

21/06/2014 6:10

A famigerada vaia a Dilma, na abertura da Copa, tem alguma coisa de destampatório infantil

Não gostei de me ler no GLOBO falando sobre a vaia verbal a Dilma na abertura da Copa. Quando recebi o telefonema da repórter, imaginei que se tratava do formato enquete, em que se colhe uma frase de cada uma entre muitas pessoas, e não uma entrevista com destaque e fotografia, sugerindo a intenção de um pensamento completo. Prezo muito o esforço para se chegar à formulação de um pensamento minimamente sustentável. É o que tentarei fazer aqui.

Vaias e aplausos são ruídos com sinais opostos. Não têm palavras, mas têm direção e sentidos. Ruídos são ondas sonoras desorganizadas, caóticas, com poder destruidor e mortífero. Mas na forma de aplausos, produzidos pela cascata do bater das mãos, resultam numa soma de frequências graves, médias e agudas que se parecem com o chamado “ruído branco” do mar, lavando o aplaudido num banho consagrador. Já os apupos são viscerais, guturais, contínuos, monocórdicos, como se tentassem soterrar a vítima num monte de excremento sonoro.

Discursos em estádios de futebol são candidatos praticamente eleitos a tomar vaias. O jogo de futebol, que não se faz com palavras, ocupa um espaço imaginário que está no avesso dos cerimoniais e das solenidades. Estas afirmam as hierarquias, os papéis e os valores que sustentam a ordem estabelecida. A massa no estádio de futebol, que tem muito de um carnaval acirrado pela disputa, quer se ver livre disso. É o que diz a frase de Nelson Rodrigues, “estádio de futebol vaia até minuto de silêncio”. A massa vaia o presidente, a presidenta, o juiz, o morto, o que estiver atrapalhando a promessa de gozo. E os brasileiros, diferentemente dos argentinos, vaiam a sua seleção, se esta estiver atrapalhando a promessa de gozo.

A famigerada vaia a Dilma, na abertura da Copa, tem alguma coisa desse destampatório infantil. Mas é menos, ou nada, inocente. Mais que vaia, era um mote verbal ofensivo, dirigido, pontual. Sem nada de original, adaptava uma frase ritmada recorrente em estádios, especialmente em São Paulo, onde a massa é menos imaginativa: “ei, juiz, vai tomar no cu”. Sempre achei esse mote, mesmo no contexto futebolístico, um atestado de primarismo, com sua métrica estropiada e sua rima caolha. Com o nome “Dilma” mal ajambrado ritmicamente no lugar de “juiz”, resulta em definitivo no que há de mais tosco em matéria de “dinamogenia política”, como chamava Mário de Andrade essas manifestações de massa, cuja riqueza ele analisou num comício em São Paulo em 1930.

Frases ritmadas, cantadas em coro pelas multidões, em aglomerações esportivas ou políticas, são sintomáticas do que está acontecendo ali, tanto nos conteúdos quanto nas formas, que são, aliás, inseparáveis. Há uma rica variedade de cantos de torcidas, por exemplo, no futebol do Rio de Janeiro. Freud fala em chistes, cuja elaboração verbal, brotada do inconsciente, com suas rimas, ritmos e duplos sentidos, gratifica o prazer da língua, ao atingir seus alvos de maneira tendenciosa. Cita chistes agressivos, que substituem com palavras o ataque físico, e chistes obscenos, que desnudam e humilham alguém perante outros. Mas, num caso ou no outro, justificados pela engenhosidade do trocadilho, pelas aliterações, pela imaginação que faz rir, por um senso certeiro da carnavalização. O ataque verbal a Dilma no Itaquerão era, além de tudo, um chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil.

Já que os estádios não são mais caldeirões sociais, mas arenas para o consumo abonado (e por isso mesmo foram todas construídas ou reconstruídas para a Copa), faço coro à vaia aos VIPs, como escreveu Augusto de Campos, ao protestar contra o uso banalizador, distorcido e ambíguo do seu poema “VIVA VAIA” pela “Folha de S.Paulo”. E também, em desagravo, ao seu VIVA DILMA. A vaia tem um recorte de classe.

Ao mesmo tempo, reverbera aquelas vibrações rancorosas e obscuras que perpassam a sociedade brasileira. As culturas combinam seus aspectos superficiais com seus aspectos profundos, seus pesos com suas levezas. No Brasil, reina uma conhecida alergia àquilo que é profundo e pesado, e uma considerável congratulação com o que é leve e superficial. No entanto, muito das suas mais geniais criações, na literatura, na canção e no futebol, participam de uma etérea e singular leveza profunda. Muito da alegria da Copa do Mundo, agraciada pela dimensão latino-americana que ela assumiu em território brasileiro, é expressão disso. A vaia verbal a Dilma, por sua vez, representa o que pode haver de pior nisso tudo, numa direção ou noutra: a sombria conjunção do superficial com o pesado.

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Depois do PSDB reconhecer na Justiça que é fantasma do Passado a Folha reconhece que não é imprensa brasileira

junho 22nd, 2014 by mariafro
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Divertidíssimo ler os comentários sobre o texto do Nelson de Sá (reproduzo o texto e dois dos comentários abaixo).

Nelson de Sá fez jornalismo, o problema é que o jornal no qual ele escreve não faz jornalismo há muito tempo.

Tempos atrás o PSDB foi para a Justiça contra uma propaganda do PT porque a carapuça serviu direitinho, mesmo o PT não tendo feito uma menção ao PSDB, é o mesmo que ocorre agora com a Folha, só que a Folha aposta na falta de memória de seus leitores e atribui à imprensa estrangeira o que ela e todo o monopólio midiático fez diuturnamente: desinformou sobre as obras da Copa, fez política partidária contra o governo de Dilma Rousseff usando a Copa.

Mas leitores críticos não esquecem como a mídia monopolizada usou seu monopólio pra fazer campanha contra o governo federal travestida de cobertura jornalista.

Aliás ao ver a ~cobertura~ da mídia monopolista antes da abertura da Copa sempre pensava: como farão quando a Copa ocorrer os brasileiros começarem a enfeitar suas casas, carros, torcerem? Quando o jornalismo vira partido de oposição golpista e abandona o fazer jornalístico só briga com os fatos: a Copa no Brasil não apenas vem sendo apontada como uma das melhores dos últimos tempos, como em algumas mídias estrangeiras como a melhor Copa ever).

Outra dúvida me assolava ao ver a porca cobertura jornalística que tentou de todas as forma minar a autoestima do povo brasileiro. Como esta mesma mídia iria lucrar com os anunciantes se afastassem o povo da Copa? A Globo está pagando um alto preço, o índice de rejeição dos brasileiros ampliou em muito, quem mandou apostar na ruína do evento, resta saber se os anunciantes vão socializar as perdas.

Reproduzo os comentários do historiador Arnaldo Marques e do jornalista Victor Farinelli sobre o texto de Nelson de Sá:

“O Brazil se assumindo com todas as letras:
“Prenúncio de que Copa seria o ‘fim do mundo’ não aguentou 3 dias
Início do Mundial no Brasil reverteu expectativa da MÍDIA INTERNACIONAL de que o evento seria desastroso para o país” [grifo meu]
Nelson de Sá deixa claro que a Folha, Veja, Estadão não são brasileiros.
São brazilians, fazem parte da mídia internacional.
A sinceridade campeia, finalmente.” Arnaldo Marques

Eu sidivirto só de ver os vira-latas se rasgando de raiva. O espírito de porco dos que xingam a presidenta porque a Copa é um absurdo, mas estão lá no estádio, pagando caro e sendo engolidos pela torcida mexicana. Os que torceram pro caos, pra que a Copa fosse um lixo, porque acham que é assim se faz política, e agora ficam com essa esquizofrenia, porque muitos adoram futebol e estão perdendo a #CopaDasCopas, e quando acham que pelo menos vai sobrar uma crítica pra salvar o dia, descobrem que até a Folha, porta-voz da hecatombe, tenta disfarçar sua culpa jogando na conta da imprensa estrangeira – os meios que tentam se desculpar com seus leitores mundo afora: “desculpem, acreditamos na imprensa brasileira, dissemos que o Brasil era uma bomba-relógio, e ao chegar percebemos que não era nada disso, o país é uma festa e a Copa está maravilhosa”. Pergunta: cadê aquele suposto jornalista dinamarquês agora?” Victor Farinelli

E Ruy Castro bota os pingos nos is: Nossa imprensa tem espírito de porco! Não faz jornalismo, já que apostou no caos da Copa antes mesmo do evento acontecer:

http://sportv.globo.com/videos/copa-2014/t/ultimos/v/jornais-elogiam-copa-e-ruy-castro-diz-imprensa-brasileira-teve-espirito-de-porco-antes/3441880/

Pra gringo ver: O fim do mundo não veio

Por: NELSON DE SÁ, na Falha

19/06/2014

Sob o título “Previsão de dia do juízo final dá lugar a soluços menores”, o “New York Times” examinou a infraestrutura na Copa. Abriu listando profecias não realizadas: “Um estádio não ficaria pronto a tempo. Outro não ficaria pronto nunca. Protestos suplantariam tudo”. Disse que nem tudo está às mil maravilhas, mas lembrou que até uma semana antes os Jogos de Londres, em 2012, também eram “zona de capacetes de proteção”. Citou, entre os soluços, “fios visíveis” na Arena Corinthians e “fogos de artifício” chilenos na Arena Pantanal.

E foram chilenos também que invadiram o Maracanã. É o maior problema até aqui, disse o correspondente da Al Jazeera, Gabriel Elizondo, ironizando que “a segurança era da Fifa”. A agência americana Associated Press acrescentou que a Fifa apelou à segurança brasileira.

Falhas menores

Quase uma semana e também o “Wall Street Journal” publicou seu diagnóstico. No título, “Só umas poucas falhas menores”. Abrindo o texto, “o Brasil pode respirar aliviado”.

Nada de caos

Também o “Guardian” fez balanço da Copa, mais focado nos “arrepios” trazidos pelos gols. Sublinhou que, “fora do futebol, as previsões de derretimento aéreo e caos logístico não se realizaram até agora”.

Espírito de festa

Fechando os balanços, o “Telegraph” deu a longa análise “Copa do Mundo 2014: Jogadores e torcedores estão gerando um espírito de festa que a Fifa jamais será capaz de roubar”. Lembra, porém, que “uma Copa não cura nada” em educação etc.

Copa & inflação

Na direção contrária do oba-oba, a Reuters despachou que a “Copa põe a inflação do Brasil próxima do teto da meta”. Os dados divulgados pelo IBGE, no entender da agência anglo-canadense, sugerem alta “no momento em que a Copa do Mundo eleva a demanda por passagens aéreas” e quartos de hotel.

#occupyestelita

A boa vontade com o evento fez desaparecer o noticiário sobre os problemas. Uma exceção é o site da Al Jazeera, que informou como a polícia pernambucana “expulsou os manifestantes do movimento #ocupeestelita”. Reproduz até um tuíte de ativista que tentou chamar a atenção do “NYT”, sem sucesso: “@nytimes War in Recife, Brazil #occupyestelita”.

GOOGLE DOODLE

O buscador postou sua 15ª imagem sobre a Copa, nas páginas iniciais de EUA, Europa, Ásia, além de Brasil, com um bonequinho batendo bola em favela

Doodle do Google de 18 de junho de 2014

GRINGO NO MORRO

Bloomberg e “Daily Beast” (acima) destacaram que as favelas foram tomadas por turistas em festa e que as UPPs e outras ações aproximaram os barracos dos imóveis mais caros do Rio

Site faz referência ao filme "Quem quer ser um milionário?" ao falar sobre moradores das favelas do Rio

 

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