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Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times

junho 24th, 2014 by mariafro
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No artigo reproduzido abaixo - Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times – a questão que se coloca é, seja via programas como Prouni seja na construção de 18 universidades públicas (regionalizadas) e investimento das que estavam depauperadas, ou na possibilidade de intercâmbios ainda na Graduação (como o Ciência sem Fronteiras), coisa impossível nos tempos de FHC, é inegável o investimento no ensino superior pelos governos petistas.

E pelo visto, diferente do DEM, dos Tucanos e dos representantes do Sindicato dos Proprietários de Faculdades, parece que os estadunidenses estão de olho também na fatia dos investimentos do governo no ensino superior, como as editoras estrangeiras também já perceberam e correm para cá para fazer suas obras didáticas e vender para os programas de livro didático. Nesse mercado o Brasil concentra 40% de toda a América Latina.

Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times
Fonte: R7, Divulgação/USP, via Portal CMConsultoria

21/06/2014
Lucro das empresas é garantido pelo governo que investe em educação privada de baixo custo

As universidades públicas brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e pesquisa

O jornal norte americano The New York Times ressaltou em reportagem publicada na sexta-feira (20), que a educação superior no Brasil se tornou um grande negócio para empresas que buscam lucro neste setor.

Enquanto as instituições privadas sofrem nos Estados Unidos, a indústria da educação no Brasil está recebendo um caloroso incentivo, uma vez que o governo tenta cobrir a demanda por educação superior privada de baixo custo.

Entre os programas que auxiliam o crescimento do mercado estão o ProUni (Programa Universidade para Todos), que financia bolsas e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que concede empréstimos para os estudantes.

O crescimento do negócio pode ser comprovado nos números. Segundo a reportagem do jornal americano, de 2002 a 2012, o número de estudantes em universidades do Brasil dobrou e atingiu 7 milhões. Mesmo assim, com apenas 17% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos em faculdades, há um buraco que precisa ser coberto.

A meta do governo brasileiro é elevar esse índice para 33% em 2020. Para cobrir essa demanda, fundos americanos e brasileiros e companhias que investem essencialmente em empresas não são listadas em bolsa de valores, com o objetivo de alavancar seu desenvolvimento estão comprando e realizando fusões de instituições educacionais em um ritmo muito rápido.

Especialistas alertam, no entanto, que a ênfase na educação como um negócio nem sempre coloca o estudante em primeiro lugar. Apesar dessa preocupação, esse sistema tem se mostrado eficiente para um governo com poucos recursos.

Universidades públicas

As universidades públicas brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e pesquisa. Mas os estudantes dessas universidades vêm de famílias mais ricas e generosos orçamentos para pesquisa torna o custo por estudante três vezes e meia mais alto do que nas instituições privadas.

O investimento do setor privado em educação técnica, primária e fundamental no Brasil também está crescendo, cita o texto. A firma inglesa Pearson comprou em dezembro último a Multi, uma rede de ensino de idiomas, em um negócio avaliado em US$ 880 milhões. As 10 maiores redes de educação do Brasil atendem 35% dos estudantes.

A Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional são as duas maiores do Brasil, menciona a reportagem.

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Aos que xingaram Dilma: chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil

junho 23rd, 2014 by mariafro
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José Miguel Wisnik  formula, a meu ver, a melhor leitura sobre a elite vip vira-latas que xingou Dilma na abertura da Copa.

Eu venho falando desta prepotência e arrogância que prescinde dos fatos e da racionalidade que invadem os espaços públicos das redes, os colunistas de jornal e revista desta mídia monopolizada (e infelizmente as concessões públicas de rádio e tv) e que vem contaminando a mente dos mais vulneráveis (ver  aqui e aqui:

“O ataque verbal a Dilma no Itaquerão era, além de tudo, um chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil.”

Superficial e pesado
José Miguel Wisnik, O Globo

21/06/2014 6:10

A famigerada vaia a Dilma, na abertura da Copa, tem alguma coisa de destampatório infantil

Não gostei de me ler no GLOBO falando sobre a vaia verbal a Dilma na abertura da Copa. Quando recebi o telefonema da repórter, imaginei que se tratava do formato enquete, em que se colhe uma frase de cada uma entre muitas pessoas, e não uma entrevista com destaque e fotografia, sugerindo a intenção de um pensamento completo. Prezo muito o esforço para se chegar à formulação de um pensamento minimamente sustentável. É o que tentarei fazer aqui.

Vaias e aplausos são ruídos com sinais opostos. Não têm palavras, mas têm direção e sentidos. Ruídos são ondas sonoras desorganizadas, caóticas, com poder destruidor e mortífero. Mas na forma de aplausos, produzidos pela cascata do bater das mãos, resultam numa soma de frequências graves, médias e agudas que se parecem com o chamado “ruído branco” do mar, lavando o aplaudido num banho consagrador. Já os apupos são viscerais, guturais, contínuos, monocórdicos, como se tentassem soterrar a vítima num monte de excremento sonoro.

Discursos em estádios de futebol são candidatos praticamente eleitos a tomar vaias. O jogo de futebol, que não se faz com palavras, ocupa um espaço imaginário que está no avesso dos cerimoniais e das solenidades. Estas afirmam as hierarquias, os papéis e os valores que sustentam a ordem estabelecida. A massa no estádio de futebol, que tem muito de um carnaval acirrado pela disputa, quer se ver livre disso. É o que diz a frase de Nelson Rodrigues, “estádio de futebol vaia até minuto de silêncio”. A massa vaia o presidente, a presidenta, o juiz, o morto, o que estiver atrapalhando a promessa de gozo. E os brasileiros, diferentemente dos argentinos, vaiam a sua seleção, se esta estiver atrapalhando a promessa de gozo.

A famigerada vaia a Dilma, na abertura da Copa, tem alguma coisa desse destampatório infantil. Mas é menos, ou nada, inocente. Mais que vaia, era um mote verbal ofensivo, dirigido, pontual. Sem nada de original, adaptava uma frase ritmada recorrente em estádios, especialmente em São Paulo, onde a massa é menos imaginativa: “ei, juiz, vai tomar no cu”. Sempre achei esse mote, mesmo no contexto futebolístico, um atestado de primarismo, com sua métrica estropiada e sua rima caolha. Com o nome “Dilma” mal ajambrado ritmicamente no lugar de “juiz”, resulta em definitivo no que há de mais tosco em matéria de “dinamogenia política”, como chamava Mário de Andrade essas manifestações de massa, cuja riqueza ele analisou num comício em São Paulo em 1930.

Frases ritmadas, cantadas em coro pelas multidões, em aglomerações esportivas ou políticas, são sintomáticas do que está acontecendo ali, tanto nos conteúdos quanto nas formas, que são, aliás, inseparáveis. Há uma rica variedade de cantos de torcidas, por exemplo, no futebol do Rio de Janeiro. Freud fala em chistes, cuja elaboração verbal, brotada do inconsciente, com suas rimas, ritmos e duplos sentidos, gratifica o prazer da língua, ao atingir seus alvos de maneira tendenciosa. Cita chistes agressivos, que substituem com palavras o ataque físico, e chistes obscenos, que desnudam e humilham alguém perante outros. Mas, num caso ou no outro, justificados pela engenhosidade do trocadilho, pelas aliterações, pela imaginação que faz rir, por um senso certeiro da carnavalização. O ataque verbal a Dilma no Itaquerão era, além de tudo, um chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil.

Já que os estádios não são mais caldeirões sociais, mas arenas para o consumo abonado (e por isso mesmo foram todas construídas ou reconstruídas para a Copa), faço coro à vaia aos VIPs, como escreveu Augusto de Campos, ao protestar contra o uso banalizador, distorcido e ambíguo do seu poema “VIVA VAIA” pela “Folha de S.Paulo”. E também, em desagravo, ao seu VIVA DILMA. A vaia tem um recorte de classe.

Ao mesmo tempo, reverbera aquelas vibrações rancorosas e obscuras que perpassam a sociedade brasileira. As culturas combinam seus aspectos superficiais com seus aspectos profundos, seus pesos com suas levezas. No Brasil, reina uma conhecida alergia àquilo que é profundo e pesado, e uma considerável congratulação com o que é leve e superficial. No entanto, muito das suas mais geniais criações, na literatura, na canção e no futebol, participam de uma etérea e singular leveza profunda. Muito da alegria da Copa do Mundo, agraciada pela dimensão latino-americana que ela assumiu em território brasileiro, é expressão disso. A vaia verbal a Dilma, por sua vez, representa o que pode haver de pior nisso tudo, numa direção ou noutra: a sombria conjunção do superficial com o pesado.

Leia também:

Depois do PSDB reconhecer na Justiça que é fantasma do Passado a Folha reconhece que não é imprensa brasileira

Sensacional! Augusto de Campos à Folha (que não publicou): VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.

A opinião do verdadeiro Brasil sobre a copa, aprendam vira-latas grosseiros com Dona Maria Sueli, catadora

O papelão do candidato dos coxinhas: Militância paga lança candidatura de Aécio-5 na disputa presidencial

A elegância e o republicanismo de Dilma ao responder os vira-latas que pararam na fase anal

Saul Leblon: A elite reserva ao país o mesmo lugar exortado à Presidenta

Eliane Trindade: Xingamento de ‘yellow blocs’ da elite foi machista e vergonhoso

Trajano, da ESPN, dá um recado à elite vira-latas, leitora de Veja: não sou da laia de vocês

Bichos escrotos que saíram dos seus condomínios esgotos para envergonhar o Brasil ganham ‘homenagem’ de Chico César

Lula faz desagravo à presidenta Dilma Rousseff e fala da grosseria da elite vira-latas

Dilma Rousseff: Não me abaterei com baixarias, o povo brasileiro é civilizado, generoso e bem educado

Bob Fernandes sobre os oportunistas contra a copa: Há um discurso destrutivo…escondido pelo biombo da cobrança de legado. Como se a miséria secular fosse fruto de… geração espontânea

Arnaldo Marques: “Ah, que tempos dissimulados!” O Brazil tem nojo do Brasil e sua mais recente vítima é a Copa

Arnaldo Marques: Folha mente, manipula e desinforma sobre despesas com a Copa

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

Complexo de Vira-latas, uma dica para coxinhas da moda Ellus e todo o resto da vira-latice

O moralista Falcão que estimula plateia atacar presidenta expulsou Yuka do Rappa quando este ficou paraplégico

Luíza Trajano para empresários estilo Ellus: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país!”

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada

Da série: Tudo culpa do PT 2: ONU confirma: Brasil cumpriu COM ANOS DE ANTECEDÊNCIA 2 dos 8 objetivos do Milênio

Falcão aposta na despolitização da massa, prega voto contra Dilma e ganha contrato do empresário que financiou campanha de Marina

Quando o tucano coxinha-mor tem a mesma opinião dos ‘vândalos’ sobre a copa e sobre o Brasil

Da série “Lula explica”: o desafio de fazer uma imprensa relevante quando acabar a era da mídia monopolizada

Escosteguy: Carta aberta a Ney Matogrosso

PSD, PSDB, DEM PPS contra a participação popular, vamos reagir!

Conselhos da sociedade civil são constitucionais, mas a oposição acha que são ‘antidemocráticos’

Dilma consolida democracia participativa e espanta fantasma da ditadura

O decreto 8.243/2014 e a tentativa de “carteirada” de articulistas da grande imprensa

O debate sobre o Decreto 8.243: Caminho da servidão ou medo do povo?

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Depois do PSDB reconhecer na Justiça que é fantasma do Passado a Folha reconhece que não é imprensa brasileira

junho 22nd, 2014 by mariafro
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Divertidíssimo ler os comentários sobre o texto do Nelson de Sá (reproduzo o texto e dois dos comentários abaixo).

Nelson de Sá fez jornalismo, o problema é que o jornal no qual ele escreve não faz jornalismo há muito tempo.

Tempos atrás o PSDB foi para a Justiça contra uma propaganda do PT porque a carapuça serviu direitinho, mesmo o PT não tendo feito uma menção ao PSDB, é o mesmo que ocorre agora com a Folha, só que a Folha aposta na falta de memória de seus leitores e atribui à imprensa estrangeira o que ela e todo o monopólio midiático fez diuturnamente: desinformou sobre as obras da Copa, fez política partidária contra o governo de Dilma Rousseff usando a Copa.

Mas leitores críticos não esquecem como a mídia monopolizada usou seu monopólio pra fazer campanha contra o governo federal travestida de cobertura jornalista.

Aliás ao ver a ~cobertura~ da mídia monopolista antes da abertura da Copa sempre pensava: como farão quando a Copa ocorrer os brasileiros começarem a enfeitar suas casas, carros, torcerem? Quando o jornalismo vira partido de oposição golpista e abandona o fazer jornalístico só briga com os fatos: a Copa no Brasil não apenas vem sendo apontada como uma das melhores dos últimos tempos, como em algumas mídias estrangeiras como a melhor Copa ever).

Outra dúvida me assolava ao ver a porca cobertura jornalística que tentou de todas as forma minar a autoestima do povo brasileiro. Como esta mesma mídia iria lucrar com os anunciantes se afastassem o povo da Copa? A Globo está pagando um alto preço, o índice de rejeição dos brasileiros ampliou em muito, quem mandou apostar na ruína do evento, resta saber se os anunciantes vão socializar as perdas.

Reproduzo os comentários do historiador Arnaldo Marques e do jornalista Victor Farinelli sobre o texto de Nelson de Sá:

“O Brazil se assumindo com todas as letras:
“Prenúncio de que Copa seria o ‘fim do mundo’ não aguentou 3 dias
Início do Mundial no Brasil reverteu expectativa da MÍDIA INTERNACIONAL de que o evento seria desastroso para o país” [grifo meu]
Nelson de Sá deixa claro que a Folha, Veja, Estadão não são brasileiros.
São brazilians, fazem parte da mídia internacional.
A sinceridade campeia, finalmente.” Arnaldo Marques

Eu sidivirto só de ver os vira-latas se rasgando de raiva. O espírito de porco dos que xingam a presidenta porque a Copa é um absurdo, mas estão lá no estádio, pagando caro e sendo engolidos pela torcida mexicana. Os que torceram pro caos, pra que a Copa fosse um lixo, porque acham que é assim se faz política, e agora ficam com essa esquizofrenia, porque muitos adoram futebol e estão perdendo a #CopaDasCopas, e quando acham que pelo menos vai sobrar uma crítica pra salvar o dia, descobrem que até a Folha, porta-voz da hecatombe, tenta disfarçar sua culpa jogando na conta da imprensa estrangeira – os meios que tentam se desculpar com seus leitores mundo afora: “desculpem, acreditamos na imprensa brasileira, dissemos que o Brasil era uma bomba-relógio, e ao chegar percebemos que não era nada disso, o país é uma festa e a Copa está maravilhosa”. Pergunta: cadê aquele suposto jornalista dinamarquês agora?” Victor Farinelli

E Ruy Castro bota os pingos nos is: Nossa imprensa tem espírito de porco! Não faz jornalismo, já que apostou no caos da Copa antes mesmo do evento acontecer:

http://sportv.globo.com/videos/copa-2014/t/ultimos/v/jornais-elogiam-copa-e-ruy-castro-diz-imprensa-brasileira-teve-espirito-de-porco-antes/3441880/

Pra gringo ver: O fim do mundo não veio

Por: NELSON DE SÁ, na Falha

19/06/2014

Sob o título “Previsão de dia do juízo final dá lugar a soluços menores”, o “New York Times” examinou a infraestrutura na Copa. Abriu listando profecias não realizadas: “Um estádio não ficaria pronto a tempo. Outro não ficaria pronto nunca. Protestos suplantariam tudo”. Disse que nem tudo está às mil maravilhas, mas lembrou que até uma semana antes os Jogos de Londres, em 2012, também eram “zona de capacetes de proteção”. Citou, entre os soluços, “fios visíveis” na Arena Corinthians e “fogos de artifício” chilenos na Arena Pantanal.

E foram chilenos também que invadiram o Maracanã. É o maior problema até aqui, disse o correspondente da Al Jazeera, Gabriel Elizondo, ironizando que “a segurança era da Fifa”. A agência americana Associated Press acrescentou que a Fifa apelou à segurança brasileira.

Falhas menores

Quase uma semana e também o “Wall Street Journal” publicou seu diagnóstico. No título, “Só umas poucas falhas menores”. Abrindo o texto, “o Brasil pode respirar aliviado”.

Nada de caos

Também o “Guardian” fez balanço da Copa, mais focado nos “arrepios” trazidos pelos gols. Sublinhou que, “fora do futebol, as previsões de derretimento aéreo e caos logístico não se realizaram até agora”.

Espírito de festa

Fechando os balanços, o “Telegraph” deu a longa análise “Copa do Mundo 2014: Jogadores e torcedores estão gerando um espírito de festa que a Fifa jamais será capaz de roubar”. Lembra, porém, que “uma Copa não cura nada” em educação etc.

Copa & inflação

Na direção contrária do oba-oba, a Reuters despachou que a “Copa põe a inflação do Brasil próxima do teto da meta”. Os dados divulgados pelo IBGE, no entender da agência anglo-canadense, sugerem alta “no momento em que a Copa do Mundo eleva a demanda por passagens aéreas” e quartos de hotel.

#occupyestelita

A boa vontade com o evento fez desaparecer o noticiário sobre os problemas. Uma exceção é o site da Al Jazeera, que informou como a polícia pernambucana “expulsou os manifestantes do movimento #ocupeestelita”. Reproduz até um tuíte de ativista que tentou chamar a atenção do “NYT”, sem sucesso: “@nytimes War in Recife, Brazil #occupyestelita”.

GOOGLE DOODLE

O buscador postou sua 15ª imagem sobre a Copa, nas páginas iniciais de EUA, Europa, Ásia, além de Brasil, com um bonequinho batendo bola em favela

Doodle do Google de 18 de junho de 2014

GRINGO NO MORRO

Bloomberg e “Daily Beast” (acima) destacaram que as favelas foram tomadas por turistas em festa e que as UPPs e outras ações aproximaram os barracos dos imóveis mais caros do Rio

Site faz referência ao filme "Quem quer ser um milionário?" ao falar sobre moradores das favelas do Rio

 

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governos do PT mais ações para o coletivo, do PSDB ações voltadas para o individualismo

junho 22nd, 2014 by mariafro
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Por Arnaldo Ferreira Marques em seu Facebook

22/06/2014

Talvez muitos não se recordem, mas em meados de 2012 eu escrevi um texto de apoio à candidatura de Fernando Haddad, que acabou sendo eleito prefeito de São Paulo.

No clima de FlaxFlu que se instalou no debate político brasileiro, esse tipo de tomada de posição (pelos conservadores ou pelos progressistas) automaticamente adquire características de “opção ignorante ou corrupta”, dependendo da ideologia de quem julga.
Cada um dos lados adquire características de anjos ou demônios.
Como se sabe, ninguém pode analisar nem ponderar, muito menos discutir, sobre anjos e demônios. Anjos são bons e devem ser defendidos. Demônios são maus e devem ser exorcizados.
E assim, nesse Fla-Flu demoníaco/celestial, todo o funcionamento da democracia, que é totalmente dependente do debate sem preconceitos (pré-conceitos), vai pelo ralo, fica impedido.
Eu dizia que Haddad era o candidato do coletivo, contra um Serra, candidato do individualismo.
Traduzindo isso para questões municipais, concretas, Haddad era o candidato do transporte coletivo, Serra do automóvel. Para Haddad mobilidade é andar de ônibus (corredores, BRTs, trem, metrô), para Serra andar de automóvel (como ele e seus aliados haviam feito, com mais e mais pistas para carros).
Haddad defendia barrar a especulação imobiliária, Serra deixá-la em paz.
Haddad defendia a inclusão dos moradores de rua e cortiços, Serra de enxotá-los para longe dos olhos da classe média.
Um ano e meio de governo Haddad indicam isso mesmo. Ênfase nos corredores de ônibus e na reformulação do sistema de ônibus. O cancelamento do grande túnel para automóveis que ligaria a Águas Espraiadas à Imigrantes. O programa Braços Abertos na cracolândia. A nova proposta de Plano Diretor, procurando barrar (ou ao menos controlar) a especulação imobiliária.
Já o perfil de José Serra e Geraldo Alckmin fica claro pelas ações dos últimos 19 anos e meio, em obras como as novas pistas para automóveis da Marginal Tietê (Serra); o programa de repressão e internação compulsória dos dependentes de crack (Alckmin), as rampas antimendigos (Serra), a duvidosa expansão do metrô (Serra/Alckmin) de São Paulo (que não visa desafogar as linhas já superlotadas, como a Vermelha Leste-Oeste, mas apenas estender eleitoreiramente novas linhas a bairros ainda não servidos, jogando os novos usuários para as antigas linhas).
Este texto de Luis Nassif aponta mais uma diferença de filosofia entre Serra/Alckmin e Haddad.
Discussão com dados objetivos, não com demonização automática ou santificação vazia.
Vale a pena ler.
Mais reflexão racional, menos exorcismo.
Que bom.

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Caso MPL: um Secretário da Segurança a serviço da intolerância

Por: Luis Nassif, Jornal GGN

22/06/2014

A postura do Secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, condenando a tentativa de acordo da Polícia Militar (PM) com o Movimento Passe Livre (MPL) mostra claramente onde se situa a raiz da intolerância na segurança pública paulista.

Na última manifestação, houve um pacto de não agressão proposto pelo MPL: a PM ficaria à distância e o MPL ajudaria a segurar os vândalos. Falhou. No final da manifestação, black blocs partiram para a quebradeira.

Segundo o G1, “como membros do movimento chegaram a fazer cordão de isolamento para proteger bancos e concessionárias, a Polícia Civil investiga a possibilidade de que o vandalismo tenha sido praticado por black blocs infiltrados no ato”. Ou seja, dentro de suas possibilidades, o MPL cumpriu sua parte do acordo. E, rompendo uma tradição de beligerância, a PM manteve-se à distância.

Não deu certo porque, terminada a manifestação, os black blocs partiram para a quebradeira. O MPL não tinha mais como segurá-los e a PM estava à distância. A quebradeira decorreu de um problema operacional, não do acordo em si.

Está-se discutindo há tempos a falta de uma metodologia da PM para atuar em manifestações pacíficas, separando manifestantes civilizados de vândalos. Esse acordo com o MPL foi o primeiro gesto – de lado a lado – para um novo modelo de atuação recíproca.

A base inicial é virtuosa e deveria ser perseguida. O vandalismo final deveria servir de base para aprimoramento do modelo, definindo maneiras da PM não ficar tão ostensiva que parecesse provocação, nem tão distante, que parecesse desinteresse.

Mas aí entra o fator Grella condenando acerbamente o acordo em si e desautorizando os oficiais de boa vontade que ousaram negociar com manifestantes pacíficos.

Comprova as conclusões de um dos Brasilianas.org sobre segurança. A PM, em si, é uma organização hierárquica, que obedece ordens. Quando os sinais da cúpula – e, por tal, entenda-se do governador e do Secretário de Segurança – são de endurecimento, endurece; quando são de contenção, se contém.

A visão medievel da segurança

O governador Geraldo Alckmin tem uma visão medieval de segurança. Foi a partir dessa visão que, na maior parte do seu governo, indicou Secretários de Segurança violentos e anacrônicos.

Um deles, Saulo Castro tornou-se responsável por dois massacres jamais apurados pelo MInistério Público Estadual: o do Castelinhos e o de maio de 2006, mais de 600 pessoas assassinadas, muitas delas sem antecedentes criminais, em represália contra a invasão do PCC.

O outro é Grella, sucedendo a um Secretário de Segurança igualmente truculento.

A Operação Braços Abertos, da prefeitura na Cracolândia, quase foi comprometida pela ação do DENARC (Departamento Estadual de Narcóticos) invadindo a área em plena operação. A truculência mereceu nota de apoio de Grella. Pelo inusitado, supus que fosse apenas uma maneira do Secretário não se mostrar desautorizado ou tendo sido pego de surpresa.

Ele me enviou um email indignado, dizendo que tudo foi feito com seu conhecimento e aprovação.

Portanto, de-se um desconto para a PM. Por trás das infindáveis mortes em periferia, do clima de guerra que tem vitimado pessoas dos dois lados, existem oficiais tentando trazer a força para os limites da civilidade; mas existem um governador e um Secretário de Segurança que enxergam São Paulo com os olhos de Alfredo Issa, o temível Secretário de Segurança dos anos 30.

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