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Agronegócio amplia uso de venenos e aplica 820 mil toneladas de agrotóxicos

abril 20th, 2013 by mariafro
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MST, agricultura familiar seus lindos, vende direto para nós, sem passar pela intermediação dos Pães de Açúcar que triplicam o preço dos orgânicos.

Tomara que Haddad com dó de nós, faça feiras livres semanais do orgânicos, que tal gente, bora reivindicar?

São Paulo não tem terras pra repartir, o que Haddad pode negociar com o MST são os produtos da reforma agrária para alimentação das crianças, aliás há uma lei que garante que 30% das compras da prefeitura seja da agricultura familiar.

O primeiro passo ele já deu, recebendo o MST e literalmente botando o chapéu.

Audiência do prefeito Fernando Haddad @Haddad_Fernando com João Pedro Stédile e a direção do MST na manhã de sexta, 19/04. Foto: gentilmente cedida pelo Igor Felippe Santos, MST, durante a plenária da FNDC.

Os assentados e a agricultura familiar precisam de apoio pra distribuição, só para exemplificar: um suco de uva orgânico chega aos grande supermercados por X e são vendidos por 3X, não dá! Se houver políticas que permitam que estes produtos sejam distribuídos sem intermediação logicamente eles vão chegar até nossas mesas mais baratos.

Do contrário nos restará o envenenamento.

Agronegócio amplia uso de venenos e aplica 820 mil toneladas de agrotóxicos

Por Gerson Freitas Jr, Do Valor Econômico,via MST

18/04/ 2013

Impulsionado pela venda de inseticidas, o mercado brasileiro de defensivos agrícolas cresceu 14,4%, ou US$ 1,2 bilhão, e alcançou a marca recorde de US$ 9,71 bilhões (cerca de R$ 19,5 bilhões) em 2012. Ao todo, foram comercializadas 823,22 mil toneladas de produtos químicos para o controle de pragas e ervas daninhas nas lavouras, um aumento de 12,6%.

Com isso, o Brasil mantém a posição de segundo maior mercado mundial para agrotóxicos. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, onde as vendas movimentaram US$ 12,9 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) no ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Em moeda local, o setor consumiu o equivalente a 7,9% do valor bruto da produção agrícola do Brasil, estimado pelo governo em R$ 246,2 bilhões no ano passado.

Os dados sobre o mercado brasileiro foram apresentados ontem por representantes do Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Agrícolas (Sindag) e da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

Segundo as entidades, os inseticidas responderam pela metade do crescimento e foram, pelo segundo ano seguido, a categoria de produto que concentrou o maior volume de vendas.

O segmento gerou uma receita de US$ 3,6 bilhões, o que significou um crescimento de 22,4%, ou US$ 660 milhões, sobre 2011. Com isso, sua participação na receita total cresceu de 35% para 38%.

Os inseticidas são o segmento de maior valor agregado para a indústria de defensivos. Respondem por quase 40% da receita, mas representam apenas 22% do volume.

O diretor-executivo da Andef, Eduardo Daher, afirma que as vendas de inseticidas foram puxadas pela maior incidência de lagartas, apesar do crescimento da área plantada com transgênicas resistentes ao inseto.

O representante lembra que o resultado ainda não leva em conta a venda de produtos para o combate da helicoverpa armigera, espécie identificada pela primeira vez no Brasil na safra 2012/13 e que já causou prejuízos da ordem de R$ 2 bilhões aos produtores de soja e algodão.

Em março, o governo liberou, em caráter emergencial, a importação de defensivos à base de benzoato de emamectina para combater a nova espécie. “A lagarta será controlada neste ano, mas ainda não sabemos a que custo. O produtor vai sentir falta de produtos que eram eficazes e foram proibidos no Brasil”, afirma Daher, referindo-se ao agrotóxico metamidofós, banido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho do ano passado por oferecer riscos à saúde humana.

As vendas de herbicidas (produtos usados no combate a ervas daninhas) avançaram 14,2%, ou US$ 392 milhões, para US$ 3,13 bilhões no ano passado – o equivalente a 32% de toda a receita do setor. Em volume, o segmento cresceu 16,9%, para 469,72 mil toneladas, o que representa quase 60% de todo o volume de agrotóxicos movimentado no Brasil.

Já o mercado de fungicidas cresceu 6,6%, ou US$ 153 milhões, para US$ 2,46 bilhões, embora o volume tenha caído 11,3%, para 96,99 mil toneladas – um reflexo da estiagem que comprometeu a produção de grãos na região Sul do país na safra 2011/12.

Mais de 80% das vendas de defensivos no Brasil são destinadas a cinco culturas – soja, cana, milho, algodão e café. A soja é o principal mercado para os fabricantes de defensivos. No ano passado, a receita gerada pela cultura cresceu 23,6%, para US$ 4,56 bilhões ou 47% das vendas totais. Só a venda de produtos para combater a ferrugem da soja totalizou US$ 1,5 bilhão.

A cana-de-açúcar é o segundo principal produto. No ano passado, o segmento consumiu US$ 1,2 bilhão em defensivos, um aumento de 26,8%. O milho superou o algodão e se tornou o terceiro maior consumidor desse insumo, tendo movimentado US$ 915 milhões no ano passado – aumento de 23,5%.

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Atualização: Não deixe de ver a situação dos agrotóxicos no Brasil, no documentário de Sílvio Tendler: O Veneno está na mesa.

 

 

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Maurilo Andreas: Cresci homofóbico, cresci fazendo bullying

abril 18th, 2013 by mariafro
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Não há nada demais no texto, a não ser o seu autor fazer de modo muito didático um exercício de autorreconhecimento e de observação do mundo ao seu redor e experimentar sentir empatia. Pensando bem, quem tem toda esta disponibilidade? Aí está a grandeza do texto.

Por Maurilo Andreas em seu Facebook

17/04/2013

Eu cresci homofóbico e eu cresci fazendo bullying. Naquela época era normal e pareceria até estranho não agir dessa forma.

A questão da homossexualidade era vista por mim e por quase todos os meus amigos como algo estranho. Ser chamado de “veado” competia com ser chamado de “filho da puta”. As piadas com os gays estavam na televisão, vinham de nossos pais e colegas e, pra dizer a verdade, quase não conhecíamos homossexuais. Claro que havia, por exemplo, o cabelereiro gay, mas que tratávamos como uma excentricidade.

O tempo foi passando e eu comecei a conviver com homossexuais, primeiramente através da minha mãe, que tinha muito contato com gays. Aos poucos, muito lentamente, fui percebendo que essas não eram pessoas afetadas, sem profundidade, apenas personagens exóticos que circulavam enquanto nós vivíamos.

Comecei a notar que pagavam contas, batiam ponto, se decepcionavam, eram amigos, discordavam, concordavam, enfim, faziam tudo como eu.

A estranheza ia diminuindo, mas pra mim eles estavam bem como pessoas que eu encontrava de vez em quando. Eles lá e eu cá.

Só um bom tempo depois, quando comecei a ter amigos homossexuais e a realmente conviver com eles, é que percebi que a orientação sexual era como a cor do cabelo: não era credencial para mais nada a não ser a orientação sexual em si.

Existem gays e heteros chatos, negros e brancos engraçados, gordos e magros cruéis, altos e baixos com um coração de ouro. O que importa é a pessoa e não quem ela ama ou deixa de amar, com quem ela transa ou deixa de transar.

Ir contra esse direito da busca pela felicidade é ir contra o ser humano. É abrir espaço para que amanhã os perseguidos sejam os evangélicos ou os turcos ou os homens de cabelos cacheados.

Eu considero essa visão política e religiosa dos direitos dos homossexuais tão estúpida quanto era há alguns anos questionar, com base na religião e na política, o direito dos negros à liberdade e à igualdade. Mas ela existe e precisa ser combatida.

Eu, que durante muito tempo achei que não tinha problema criticar, menosprezar ou humilhar alguém por ser gay, estou aprendendo o quanto isso é idiota. Eu que achava que minhas piadas não feriam e que se ferissem, foda-se, penso um pouco mais antes de falar.

Ainda sou homofóbico em medidas que não percebo, racista em medidas que não percebo, machista em medidas que não percebo e faço bullying em medidas que não percebo. Se você procurar nas coisas que disse e fiz, certamente vai achar idiotices que me deixariam com vergonha e me colocariam ao lado de quem eu hoje sou contra.

Mas pelo menos agora tento ser consciente e pensar no outro ser humano que é tão sensível, falível, forte, estúpido e genial quanto eu e que simplesmente prefere fazer amor com alguém do mesmo sexo.

É que eu acho que a homofobia acaba primeiro na gente. E sei que ainda estou longe, mas não sigo mais de olhos fechados.

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Dialogando com a ‘Carta da Patroa’, prima-irmã do chorume do advogado trabalhista do gagau

abril 18th, 2013 by mariafro
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Nem sei como este texto chegou em meu correio eletrônico, mas ele é do estilo do chorume do advogado trabalhista que não sabe fazer gagau pra sua sua filha.

Não, não vou me dar ao trabalho de desconstruir o discurso paternalista travestido de moderninho porque em síntese esta senhora está p. da vida por não poder mais usar e abusar da relação Casa Grande e Senzala. Fiz apenas alguns apontamentos ao longo do texto, só por diversão.

Mas fico estarrecida com a quantidade de textos da Casa Grande produzida em pleno século XXI quando se faz a segunda abolição. Será que no século XXII, XXIII os sinhôs e sinhazinhas desta terra escravocrata se acostumarão com o fato de empregados domésticos terem garantido direitos trabalhistas mínimos?

CARTA DA PATROA

Prezada empregada doméstica,

Quero cumprimentá-la porque, finalmente, a sua classe passou a ter os mesmos direitos do restante dos trabalhadores do nosso país. (mentira, a autora da carta está P da vida com a segunda abolição) Agora as suas horas extras serão remuneradas, você terá direito ao FGTS, seguro desemprego, intervalo na jornada de trabalho e mais uma série de benefícios. Parabéns pela conquista ! (dá pra ver o desespero da patroa classe média que sabe que terá de pagar caso contrário irá se ver com a justiça do trabalho)

Mas, posso informar-lhe que, para mim, pouca coisa mudará… (mentira, se isso fosse algo que não afetasse o seu bolso, a autora não teria se dado ao trabalho de escrever este texto vergonha alheia) Afinal estou acostumada ao dia a dia do mercado de trabalho e, com certeza, saberei me adaptar rapidamente às novas regras. (hummmm quantas vezes você trabalhou como empregada doméstica, cara patroa?) Apertando um pouco mais o orçamento, conseguirei pagar todos os ônus da nova lei, (grifos nossos, aqui bem caberia algo como, a mentira tem perna curta) porém me preocupo com o novo tratamento que terei de dar a você (brasileiro é tão bonzinho….), pois “para todo bônus, o seu ônus”.

Você será reconhecida por mim, financeiramente, mas precisará comprovar-me que está apta a ser tratada como profissional. (ah! entendo, quer dizer então que antes a relação não era de patrão e empregado, não era uma relação profissional e vc não exigia uma profissional pra cuidar de sua casa, sua família, seus bens, ãh hã, senta lá, Claudia) Adeus às velhas desculpas de que o ônibus atrasou… Agora tenho que registrar sua entrada e sua saída, para computar as horas extras a que você tenha direito… (Você cara patroa, ‘tão acostumada ao dia a dia do mercado de trabalho’, nunca usou o trânsito para justificar seu atraso, ãh hã, senta, lá).

Não me peça para não descontar suas faltas! Inevitavelmente terei que contribuir para um fundo de garantia por seu tempo de serviço [FGTS] e, por isso, você precisa vir trabalhar. (Sei, quer dizer que durante anos vc pagou uma pessoa que não aparecia pra trabalhar? Diga-me onde você mora que vou ser sua empregada doméstica)

Lembre-se, também, que não aceitarei as desculpas de que você não sabe cozinhar, passar, lavar roupas, pois estas aptidões são necessárias para o seu trabalho. Siga as minhas orientações e cumpra as minhas determinações. (Nossa, você tem empregada doméstica pra fazer bonito para os vizinhos? Por que vem cá, a pessoa não sabe lavar, passar, cozinhar e mesmo assim você a contrata para enfeitar a sua casa?)

Para atender às necessidades do meu lar, tal como acontece nas empresas (veja o comércio), busque a capacitação e a reciclagem, esteja atenta às boas relações interpessoais, para que eu possa honrar com prazer os seus direitos ora adquiridos. (Entendi, você aturava uma empregada doméstica antes da PEC das domésticas, nossa como você é uma alma caridosa!)

Não vale mais ser doméstica e estudar datilografia (ah! Isso era antigamente, agora é informática…), (olha, patroa, a senhora veio direto do século XIX, mas a moçada não aprende mais informática não, sabe, já tem até smartphone e internet movel, #fikadica) ou passar horas mexendo e aprendendo tudo do celular ou ouvindo radinho sem se importar em esmerar-se para atender às necessidades do meu lar, pois isso é o que o seu emprego requer!… Deixe o lazer para o período de descanso… (hummmm sei, no escritório onde você  trabalha, ‘tão acostumada ao dia a dia do mercado de trabalho’,  você nunca abriu o seu facebook pra dar uma curtida em uns memes, né? Tá boa, santa? Acostume-se jovens querem aprender e vão aprender e sim empregada doméstica vai desaparecer, vai ser aquelas miragens de romance do século XIX).

Você alcançou uma posição privilegiada, é uma profissional com todos os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho, igual a qualquer empregado de uma empresa, embora meu lar e a minha família não se enquadrem nessa categoria e não tenham fins lucrativos. (ONGS não tem fins lucrativos, escolas públicas não tem fins lucrativos, hospitais públicos e uma infinidade de outros prestadores de serviço também não tem, mas, veja você, são regidos ou por CLT ou por regime de servidores públicos, mas de qualquer modo há leis e elas devem ser cumpridas, quem disse que trabalho só visa lucro de patrão ou patroas???) Portanto, acostume-se a ser advertida, afinal tarefas não realizadas contarão também para demissão por justa causa. (Aonde isso? Olha aconselho você a reler a CLT, você uma pessoa ’tão acostumada ao dia a dia do mercado de trabalho’, está me parecendo mal informada).

Prejuízos ocasionados pela má utilização dos pertences de minha residência [seu local de trabalho], serão tratados como patrimônio, que você terá obrigação de zelar e ressarcir-me, caso venha a danificá-lo. E isso inclui as minhas roupas que você costuma manchar ao lavar e/ou queimar ao passar. (Não estou dizendo, a patroa tem de ser canonizada, gente! Até então numa terra sem lei para as patroas esta senhora aturava tudo isso, aff!) Mas não se preocupe, quando eu fizer a reposição do item por outro igual, apresentarei o cupom fiscal a você. (brasileiro é tão bonzinho…)

Sentirei no bolso, é verdade, (pera, patroa, decida-se, sentirá no bolso ou acreditamos no seu 2º parágrafo “pouca coisa mudará”) mas a grande privilegiada será você, pois até que enfim alguém pensou em sua classe, no seu crescimento pessoal e profissional, espero que com a aquisição de todos esses benefícios você consiga manter-se no mercado de trabalho , buscando sempre o aprimoramento profissional. (Espera nada, tava regulando até um ‘curso de informática!)

Espero, ainda, que esse pouco dinheiro que chegará às suas mãos, uma vez que grande parte dele vai mesmo ficar para o governo, (ai, ai, ai, tucana,  pagar imposto tu não gostas, mas na hora que o câncer chega, um transplante é necessário tu corres pra porta do SUS pra falar com aquele médico amigo pra achar uma vaga no Sírio, no Einstein… via SUS, né?) lhe dê condições de sustentar a sua família, pagar os cursos que você precisa fazer e ainda assim ser a amiga e companheira que nos auxilia ao longo de nossas vidas. (Com amizade e companheirismo é mais caro, patroa!)

Atentando para tudo isso, nossa relação de amizade não sofrerá a menor mudança. Respeito o seu trabalho, preciso de sua ajuda em meu lar e confio no seu potencial. Por isso, espero que essa nova lei seja um marco para nós duas. (Cara de pau não tem limites)
Um abraço e muito sucesso para você!
Sua patroa.

Conclusão, cara, ‘Patroa’  você aí que ama tanto os EUA, azoropa está indignada com a segunda abolição, reconheça! Enfim, podemos tirar a classe média do século XIX, mas o século XIX não sai da classe média, ô dureza!

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Bancários: dia nacional de luta

abril 18th, 2013 by mariafro
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Foto: Joka Madruga / Terra Livre Press.

O Dia Nacional de Luta, promovido pelos bancários nesta quinta-feira (18), paralisou 26 agências mais o Centro Administrativo Palácio Avenida, em Curitiba e 22 no interior do Paraná.

O autoatendimento funciona normalmente.

Os trabalhadores lutam contra as demissões, o assédio moral, a pressão pelo cumprimento de metas abusivas e o desrespeito do banco aos direitos da categoria.

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