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Presidenta da CDH-Senado oficia MP de São Paulo contra Sheherazade por violações de direitos humanos na TV

fevereiro 7th, 2014 by mariafro
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“Quero ver qual das histórias das mil e uma noites a Sheherazade vai contar dessa vez.” Renam Brandão.

Vinicius Ehlers – assessor de comunicação e imprensa da CDH-Senado

via Página 13

06/01/2014

Senadora Ana Rita PT-ES

A presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, senadora Ana Rita (PT-ES), oficiou nesta quinta-feira (06/02) a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo sobre o caso do editorial proferido pela jornalista Rachel Sheherazade, do Jornal do SBT, solicitando instauração de procedimento e providências por violações aos direitos da pessoa humana e incitação à violência. Junto ao ofício foi encaminhada a nota de repúdio publicada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética sobre as violações de direitos cometidas pela jornalista ao afirmar em rede nacional que são “compreenssíveis” as práticas do grupo que acorrentou um jovem acusado de prática de furtos e roubos, o espancou, mutilou e divulgou sua imagem na internet.

Assista aqui o editoral

O discurso enfático da jornalista, proferido no Jornal do SBT no programa exibido no dia 4 de fevereiro, motivou a solicitação da Comissão de Direitos Humanos, “porquanto violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que ‘num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”, como pontuou ofício enviado ao procurador Marcio Fernando Elias Rosa, da Procuradoria de São Paulo.

Nota do sindicato

Na nota do Sindicato, que foi anexada ao ofício, ficou clara a violação do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, apontando as violações do código. “O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014”, diz a nota.

A nota pede ainda a investigação da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pelas práticas e ressaltou que a concessão para radiodifusão é pública, não podendo atentar contra os direitos humanos sem responsabilidade.

 Ofício da presidenta da CDH-Senado ao MP-SP

“Encaminho cópia da Nota de repúdio do Sindicato dos Jornalistas e da Comissão de Ética contra declarações da jornalista Rachel Sheherazade do SBT, solicitando a instauração do competente procedimento para investigar e responsabilizar a jornalista  Sheherazade, porquanto violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.”

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Enderson Araújo: O Sistema é cruel de todas as maneiras, contra os jovens negros, inclusive a mídia

fevereiro 7th, 2014 by mariafro
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O Sistema é cruel de todas as maneiras, contra os jovens negros, inclusive a mídia

Por Enderson Araújo, Correio Nagô

5/02/2014

Raquel de sobrenome estranho, louca, descontrolada e em defesa de uma classe que desde os primórdios foi opressora e oprime os negros em suas cozinhas, jardins, como seus motoristas, enfim, exploram os nossos com suas mãos de obra. Aprendi uma coisa com a Vilma Reis que disse o seguinte uma vez:

“Todo branco quer ter seu negro de estimação”. Logo aprendi aquela história de “dou emprego a seu filho também”. Essa é uma estratégia para nos afastar das universidades, nos afastar de gerir negócios próprios, fazendo com que além da burguesia ter nossos pais como empregados, nos ter também como escravos de seus filhos, e assim continuar o ciclo, onde eles são os patrões e nós os empregados.

Esses senhores do século XXI esquecem seletivamente o que é “Causa e Efeito”, a falta de oportunidades, de políticas públicas dos governos, a falta de assistência quanto à Saúde, à Educação de qualidade, o transporte público digno.

Como o menino espancado, mutilado, humilhado, preso completamente despido com um cadeado de bicicleta em seu pescoço, após ser socorrido pelos bombeiros iria dar queixa de tantas agressões? Sabemos como age a polícia e a quem ela protege. No mínimo ele receberia mais uma sessão de espancamento.

Enfim, Raquel de sobrenome estranho, seus descendentes vieram para o Brasil e tiveram oportunidades, ganharam terras para produzir, ganharam créditos dos bancos. Já os meus foram alforriados no dia 13 de maio de 1888 e no dia 14 estavam sendo presos, porque criaram a tal Lei da Vadiagem. Não receberam nenhum pedaço de terra, nenhuma indenização sobre os séculos a que foram escravizados. Essa não reparação, com algumas políticas inclusivas apenas no governo Lula,  dura até os dias de hoje, afinal foram quase 4 séculos de escravização do meu povo e mais cem anos sem qualquer política de reparação.

Hoje, o seu povo que concentra quase toda a terra do Brasil  quer tirar nossos povos dos quilombos, quer explorar as águas que trazem o sustento para os povos dos quilombos, acha que a única solução é matar os jovens negros de periferia.

O furto que esse garoto cometeu, o roubo de uma furadeira,  dá direito de quase 30 playboys do seu povo fazer Justiça com as próprias mãos, a um adolescente de 15 anos do meu povo violentado cotidianamente pelo sistema? A verdadeira vitima desta história é este menino de rua, sem oportunidades, esquecido por todos.

Marcola, chefe do PCC em São Paulo disse uma vez:  ”Hoje sou assistido por diversos benefícios do governo, eu tenho um peso no orçamento, o Estado me protege, mas tive que ser notado para que isso acontecesse”.

Escrevo esse texto, revoltado com tamanha brutalidade que tratam os nossos, e como uma forma de exorcizar o meu medo, pois por ser negro, pobre, da periferia e ainda pelas roupas que uso, posso ser acusado na rua de roubo ou outro crime hediondo. Estou defendendo não apenas este garoto para o qual a Segurança Pública não existe, estou defendendo todo jovem negro que é alvo dos playboys de seu povo e dos capitães de mato da polícia que só protegem ao seu povo e nos torna alvo constante de suas armas, de sua tortura.

Você, Sheherazade,  que ao se apropriar do nome de uma das mais belas personagens da literatura mundial, envergonha a narradora das Mil e uma noites, comentou sobre o Justin Bieber quando ele foi detido pichando as ruas do Rio de Janeiro. Sua “sentença” de juíza acima das leis do Brasil, para  um jovem branco, rico, famoso e estrangeiro foi a de que ele precisava fazer tratamento com psicólogos. Mas a mesma “juíza” da sentença branda para Bieber. Para o jovem negro, morador de rua, sem qualquer proteção de família ou Estado, sem nenhuma oportunidade, você reservou o tronco do século XXI: o poste e o cadeado de bicicleta. Esta é a “Justiça” que você propõe em rede nacional num canal de concessão pública, senhora Raquel.

Dane-se o ECA, dane-se a Constituição Brasileira, dane-se as leis relativas às Comunicações no Brasil, dane-se a ética jornalística! O que importa é uma branca, vestida como se fosse uma pessoa séria estimular playboys justiceiros a fazer justiça com as próprias mãos sempre com vítimas pretas.

Vejam no seguinte link, a jornalista e seus dois pesos e duas medidas:

A grande mídia no Brasil é criminosa, o Congresso brasileiro é leniente por não cassar concessão pública de quem comete crimes contra o ECA, a Constituição Brasileira, estimula a violência contra grupos mais vulneráveis e exorta justiceiros.

*Enderson Araujo, Jovem Negro, Pobre, que também é considerado suspeito se tiver andando na rua depois das 22h.

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fevereiro 7th, 2014 by mariafro
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Existem Sheherazades brotando na Academia.

Que vergonha alheia sinto de professores universitários e até de reitor de uma universidade federal expressarem tanto preconceito.

Não seria o caso do MEC tomar medidas cabíveis em relação a este reitor? Afinal o que é um reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) ficar de piadinha com uma desocupada preconceituosa no Facebook?

E este senhor que foi exposto, uma foto foi tirada sem sua autorização e publicada numa rede com mais de 2 bilhões de pessoas, pode fazer o quê em relação a esta desocupada preconceituosa?

Por Preto Zezé* em seu Facebook

ATO FALHO DA CASA GRANDE!
O interessante de ver a Casa Grande externando seu incômodo no convívio com a Senzala, em espaços antes segregados, feitos para excluir a gente mais simples, é que revela quem nós somos!

A professora , mesmo pedindo desculpas, revela o que parte de nossa sociedade sente e pratica. Isso é terapeuticamente bacana, pois só se pode tratar de uma patologia social (racismo e discriminação) se assumirmos, como fez a ‘culta’ professora e o ‘instruído’ reitor e seus amigos acadêmicos.

E os amigos e amigas que vêm falar que incentivamos o ódio de classe? Cadê vocês? É bom saber que existe e temos que superá-lo.

Gente, o grande e interessante fenômeno do acesso a bens e serviços por parte dos pobres, é que ele vai revelar o quanto e de que forma o racismo e a discriminação operam e em que espaços operam e quais são seus operadores(as).

Quantos mais a economia possibilitar que os pobres, em sua maioria formada por negros, acessem espaços antes restritivos somente a brancos de classe média alta, mais ficará claro o problema que temos nascido de uma sociedade desigual e apartada!

Como sou sempre otimista e propositivo, sugiro o projeto social para a classe média: (aproveito para parafrasear o conterrâneo BELCHIOR, por indicação de um amigo assistente social), o nome do programa social seria : sem medo de pobre no avião!

Quem sabe depois disso, sem recalque, trauma ou paranóia, a classe média possa cantar para os pobres: “que eu segurei, pela primeira vez na sua mão!”

 ‪#‎racismoabrasilera ‪#‎afavelachegou‬ #‎aeromocaporfavorumacerveja‬
‪#‎comissarioafavelatanaarea‬ ‪#‎éporqueasenhoranuncapegou1onibusnavida‬ #‎temancalassemerdia‬ ‪#‎creditaaiminhamilhagem‬ ‪#‎meudinheiroéigualaoseu‬

Professores universitários ironizam foto de passageiro em aeroporto

Por: Ana Carolina Pinto, EXTRA

Post de professora da PUC-Rio gerou polêmica no Facebook: preconceito?
Post de professora da PUC-Rio gerou polêmica no Facebook: preconceito?
Foto: Reprodução/Facebook

A professora universitária Rosa Marina Meyer está no meio de uma polêmica, após um comentário no Facebook. Rosa Marina, que ocupa o cargo de diretora da Coordenação Central de Cooperação Internacional da PUC Rio, publicou uma imagem em seu perfil, onde aparece um homem lanchando antes do embarque no Aeroporto Santos Dumont. Na legenda, uma pergunta irônica: “aeroporto ou rodoviária?”.

Entre os comentários no perfil pessoal da professora, está a do reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Luiz Pedro Jutuca. “O ‘glamour’ foi pro espaço”, escreveu o também doutor em Matemática, ao que Rosa responde: “Para glamour falta muito! Está mais para estiva!”.

Logo abaixo, a professora de Português para Estrangeiros completa: “O pior é que o Mr. Rodoviária está no meu voo! Ao menos, não do meu lado! Ufa!”. Outra professora da PUC-Rio, também de Letras, Daniela T. Vargas, também comenta: “O pior é quando esse tipo de passageiro senta exatamente do seu lado e fica roçando o braço peludo no seu, porque – claro – não respeita (ou não cabe) nos limites do assento”.

No perfil da personagem Dilma Bolada, os internautas acusam os professores de preconceito
No perfil da personagem Dilma Bolada, os internautas acusam os professores de preconceito Foto: Reprodução/Facebook

 A conversa foi compartilhada e chegou até a página da personagem Dilma Bolada, onde já teve mais de seis mil e duzentas curtidas e mais de mil compartilhamentos. Para os internautas, os comentários foram preconceituosos.

“Deve ser do tipo que acha certo acorrentar bandido pelado em poste.”, postou Caio Costa. Outro seguidor da página de humor, Marcus Vinícus, também se indignou: “Que mania feia de julgar o próximo por sua aparência … conheço tanta gente que tem bala na agulha e anda de chinelo e calção. Sabe pq ? Pq o dinheiro não subiu a cabeça, não o faz achar que é melhor que ninguém …. Lamentável …”.

No início da noite desta quinta-feira, a professora Rosa Marina se desculpou publicamente em seu perfil na rede social.

“Sabedora do desconforto que posso ter criado com um post meu publicado ontem à noite, peço desculpas à pessoa retratada e a todos os que porventura tenham se sentido atingidos ou ofendidos pelo meu comentário. Absolutamente não foi essa a minha intenção.”

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Associação Médica Brasileira (AMB) que rechaçou médicos cubanos quer contratar Ramona Matos Rodriguez

fevereiro 6th, 2014 by mariafro
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Nada como um dia atrás do outro,  para a Associação Coxinha de Jaleco mor, médico cubano era uma porcaria, era escravo, não tinha revalida e blá, blá, blá. Agora a Associação Médica Brasileira que tentou boicotar o Mais Médicos até ser derrotada vai contratar a médica cubana faltosa do Mais Médicos que quer ir para Miami. É cômico, gente, trágico é a palhaçada da direita brasileira.

Cubana que abandonou Mais Médicos trabalhará na administração da AMB

Associação Médica Brasileira se manifestou contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma desde o início do programa

 

DA REDAÇÃO, O Tempo

06/02/14 – 14h17

medica cubana ramona
Ramona chegou a receber outra proposta para emprego, esta vinda da Fenam (Federação Nacional dos Médicos). A médica acabou recusando a oferta
Depois de pedir asilo ao governo brasileiro, a médica cubana que abandonou o programa Mais Médicos recebeu, nesta quinta-feira (6), uma oferta de trabalho na Associação Médica Brasileira (AMB). Ramona Matos Rodriguez, de 51 anos, irá trabalhar na área de administração da entidade a partir da próxima semana.

Desde o início da divulgação do programa Mais Médicos, a AMB se manifestou contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma. Em agosto de 2013, quando os primeiros médicos cubanos começavam a chegar ao Brasil, a Associação entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para tentar suspender a realização do governo.

Em nota oficial publicada na época, o advogado da AMB chegou a declarar o Mais Médicos “criaria duas medicinas no País, uma de livre exercício e outra “de escravidão moderna”’.

“A primeira terá os que poderão exercer a profissão livremente em todo o território nacional. A segunda é composta pelos médicos intercambistas, que terão seu exercício profissional limitado, com qualidade duvidosa para atender a população” escreveu Carlos Michaelis Jr.

Além da AMB, Ramona chegou a receber outra proposta para emprego, esta vinda da Fenam (Federação Nacional dos Médicos). A médica acabou recusando a oferta.

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