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Excluídos das turmas regulares são tratados como sujeitos capazes de aprender nas salas de EJA

abril 16th, 2013 by mariafro
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Tô vivendo dias de intensas emoções, aquelas genuínas que nos humanizam. Hoje passei algumas horas com Washington, o rapaz negro, autista, irmão gêmeo de outro autista que a escola não consegue lidar, porque seu tipo de autismo é de completo isolamento em seu próprio mundo e apenas o pai consegue conviver com ele.


A cultura da Globalização consegue falar até para os autistas. Washington ao ver o desenho de um urso de pelúcia ou a fotografia de um gatinho diz que é um rato. Mas não erra quando vê um smartphone: celular.

O pai é admirado por toda escola, um senhor branco pequenino, que dedicou a sua vida para cuidar de seus gêmeos autistas, altos, fortes, negros. Ver o trio é algo impressionante, comovente.

Washington é tranquilo e interage bastante. Eu lia a palavra e pedia para ele a encontrar no diagrama. Ele fazia isso mais rápido que eu.


Ele fez este exercício com muita rapidez.

A professora, judia, com um percurso profissional impressionante: letras, pedagogia, enfermagem, passagem por Israel aprendendo experiências pedagógicas de educadores de lá lida com esta sala de inclusão como se estivesse lidando com alunos sem nenhum tipo de deficiência e há síndromes e distúrbios que nem consegui identificar no grupo.

Há numa turma pequena de menos de 20 alunos autistas, down, cadeirantes e quase 50% de idosos. Há alguns com alguma espécie de esquizofrenia (um deles invadiu a sala e estava atrás de revistas e chegou a segurar a professora).

Tenho um irmão com deficiência motora severa e com uma doença degenerativa que há alguns anos mergulhou numa profunda depressão e isolamento que praticamente só se relaciona com a minha mãe. Constato que a escola para estes jovens e adultos excluídos é uma experiência de socialização importantíssima. Mas os educadores do EJA, ao menos deste EJA tem uma gana inimaginável de educar a todos. Eles não passam o tempo, eles investem em estratégias de aprendizagem. Por mais que a socialização seja uma parte significativa da aprendizagem dos seres humanos, os educadores do EJA querem mais, querem que cada aluno possa desenvolver o máximo que seja possível a cada um desenvolver.

Hoje, tive um enorme orgulho de ser um educador, minha admiração pelos professores de EJA (onde comecei minha carreira) cresceu ainda mais. Os professores de turmas regulares tem muito a aprender com professores do EJA, a lição básica é: não desistir de seus alunos.

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DS: PED e Estatuto do PT: Está em questão a concepção de partido: se militante aberto à ampla participação consciente ou controlado pela burocracia e mandatos

abril 15th, 2013 by mariafro
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Impressão minha ou não tem uma única tendência petista feliz?

PED e Estatuto do PT: Concepção e prática de partido em questão

Democracia Socialista

15/04/2013

A última reunião do Diretório Nacional do PT, realizada sexta-feira (12), alterou a interpretação consensual, que havia no partido, após as mudanças estatutárias relizadas pelo 4º Congresso. Essas novas interpretações se deram em dois aspectos fundamentais referentes à participação dos filiados e filiadas. Alterou também a decisão anterior, do próprio Diretório, no que refere ao montante da contribuição básica de todo filiado.

O Estatuto, representando a vontade majoritária do partido e sua crítica aos descaminhos verificados em PEDs anteriores, modificou a forma de filiação ao condicioná-la a uma identidade básica com a história e a concepção socialista do PT, com os direitos e deveres do filiado/a e com o estímulo à participação política petista. Para isso, definiu a plenária de filiação como um ato partidário comum a todas as correntes e de criação de identidade partidária e participativa. A decisão do DN dilui esse caráter e passa a solicitar aos mandatos parlamentares que assumam também essa tarefa, desde que convocados e acompanhados na sua realização pela instância partidária local através de um ou mais dirigentes. O mesmo se dá em relação às atividades partidárias que passaram a contar como requisito para o direito de voto.

No que se refere à contribuição financeira obrigatória do filiado/a – uma vitória decisiva do 4º Congresso sobre os que defendem um partido dependente de doações privadas – a redução do montante de R$15 para R$10, em si mesma, não parece mais do que é: uma redução. O seu conteúdo, no entanto, é enfraquecer a conquista do 4º Congresso, tentando transformar um compromisso do filiado/a – que deve ser formado e que precisa de forte empenho da direção para ser autêntico – em um entrave para aquelas composições de força que substituem o filiado/a nesse compromisso, inclusive como forma de controle e expediente de embalagem das chamadas “garrafas” na disputa interna.

Essas alterações, no seu conteúdo e na forma como foram apresentadas, representam a reação conservadora dos que perderam o 4º congresso. É de se registrar, inclusive, que algumas das propostas iniciais de, ao que parece, um novo campo majoritário em articulação, foram retiradas por não serem admissíveis em razão de confrontarem aberta e literalmente o texto do Estatuto.

O resultado do PED definirá se esses setores terão força e unidade para prosseguir na sua disposição de voltar ao sistema antigo de filiações sem participação, de diluição maior das instâncias partidárias e, sobretudo, do velho estilo “rolo compressor” do campo majoritário. Ao mesmo tempo, definirá também a força do movimento que foi vitorioso no 4º Congresso e que teve na Mensagem ao Partido uma vertente central.

A firme convicção e a capacidade de debater do nosso movimento mostraram-se presentes no Diretório Nacional, impedindo medidas de pura e simples desmontagem das conquistas do novo Estatuto. É preciso levar esse debate agora a todas as instâncias, correntes e à base do partido.

O que está em questão é o respeito ao 4º Congresso, ou mais claramente, à construção de uma direção que respeita e constrói organizativamente as diretivas do Estatuto. Isso quer dizer, em outras palavras, que está em questão a concepção de partido: se a de um partido militante aberto à ampla participação consciente ou a de um partido controlado pela burocracia e mandatos.

Mais uma vez, o nosso movimento, a Mensagem ao Partido, deve estar na vanguarda desse debate estratégico. Ele se conjuga plenamente com a ideia central da revolução democrática, que é a de uma participação popular livre dos valores liberais-conservadores, tradicionais na política brasileira.

* Carlos Henrique Árabe é secretário Nacional de Formação do PT e membro da Coordenação Nacional da DS.

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2º Paraná Blogs: Requião fala de seu projeto de direito de resposta e como usa a internet para divulgar suas opiniões

abril 15th, 2013 by mariafro
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Já tinha dito aqui (Requião participa neste final de semana do 2º Paraná Blogso quanto me sentia honrada de participar de um debate com a presença de Roberto Requião. Reafirmo: foi interessante como imaginava e ainda mais divertido.

2º Paraná Blogs: Requião fala de seu projeto de direito de resposta e como usa a internet para divulgar suas opiniões

Por: Gabinete Senador Roberto Requião

“Temos que ter uma perspectiva otimista de mudança”. Com esta frase o senador Roberto Requião (PMDB/PR) iniciou o debate “Ativismo nas Redes Sociais”, realizado dentro do 2º Paraná Blogs, evento que reuniu blogueiros de todo o país em Curitiba, no último final de semana, para falar de democracia e liberdade de expressão. No mesmo debate, estiveram presentes os blogueiros Luiz Carlos Azenha, Conceição Oliveira e Tarso Violin.

Requião contou que é o senador mais processado do país. Nunca por corrupção. Mas por crimes contra a honra. “Pilantras que chamei de ladrões. Eu chamei de ladrão, por exemplo, aquele pessoal que roubou R$ 140 milhões da Copel no fim do governo Lerner. Eles ainda não foram citados. E eu já paguei uma indenização de R$ 40 mil”.

O senador também citou outro caso, que aconteceu no início de seu segundo mandato como governador. A gestão anterior havia gasto mais de R$ 2 bilhões com publicidade. Requião optou por investir esta quantia em saúde e educação, ao invés de gastar com propaganda. A partir daí, passou a não ter mais espaço na mídia e a ser criticado diariamente. “Cortei a verba de comunicação e apanhei até o último dia”, lembrou.

Como alternativa para prestar conta à sociedade, Requião passou a usar a TV Educativa para divulgação dos atos de governo. “Estou sendo processado e já há uma condenação em primeira instância para pagar o que supostamente teria custado (a transmissão) a Escola de Governo e todas as mensagens do Estado do Paraná pela TV Educativa”, relatou.

Outro espaço que o senador encontrou foi nas emissoras de rádio. “Tem rádio demais para ser comprada pela opinião de um grupo econômico. Esta contradição faz com que se abra um espaço plural. As rádios são o único e verdadeiro espaço democrático que nós temos”, explicou.

Ainda como prefeito de Curitiba, na década de 80, Requião já tinha adotado a mesma política com a verba de publicidade. “A Globo pensa que o povo é bobo, mas não é. O negócio chegou num nível tal que de repente os pobres repórteres da Globo iam em uma favela de Curitiba e jogavam pedras neles”.

A internet tem sido o principal canal de comunicação de Requião. O senador contou que opera pessoalmente seu perfil do Twitter (@requiaopmdb) e seu site (www.robertorequiao.com.br). Já seu perfil no Facebook é administrado pela assessoria. Com estes canais, ele consegue divulgar seus projetos e discursos no Senado.

Direito de resposta – Requião explicou seu projeto de Direito de Resposta que tramita no Senado. Ele apresentou o projeto no seu primeiro mandato de senador e agora, eleito novamente para o cargo, retomou o tema. “É o contraditório, é o que existe no Direito. Você pode processar qualquer pessoa e esta pessoa vai ter a oportunidade de coloca suas razões no processo”.

O projeto foi aprovado por unanimidade e deveria partir para votação na Câmara dos Deputados. No entanto, dez senadores sugeriram emendas que alteraram a principal função do projeto: a celeridade no direito de resposta. Segundo Requião, o projeto será votado no plenário do Senado provavelmente na próxima quarta-feira (17).

Liberal – Requião classificou a gestão da presidente Dilma Rousseff como liberal e criticou o excesso de ministérios – já chegam a 40. “O país está parado. O crescimento do PIB foi de 0,9%. E a nossa coligação PT-PMDB está pensando apenas em se manter no poder. Há um silêncio absurdo no Congresso e a imprensa diz que somos um governo de ladrões”, resumiu.

Requião criticou os movimentos de privatização que o governo federal tem feito, sobretudo com os portos brasileiros. “O problema é silagem, organização de estradas, pedágio, ferrovias privatizadas”, citou. O senador lamentou que o mesmo processo esteja ocorrendo no Paraná, onde a adoção do software livre pelo seu governo foi trocada por um contrato com a Microsoft.

Assista a íntegra da fala do senador Roberto Requião: http://www.robertorequiao.com.br/participacao-no-2parana-blogs/

Confira as resoluções do 2º Paraná Blogs, aqui

Leia também:

Requião defende a liberdade de expressão e o jornalismo de verdade

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Flagrante da prisão pela GCM de Americana-SP do suspeito de enforcar morador de rua e se exibir no Facebook

abril 15th, 2013 by mariafro
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Leia também:

Mapa da intolerância no Brasil: Região Sul, SP, DF e Minas Gerais com mais ‘neonazistas’ no país

Vídeo mostra prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH

Redação de Belo Horizonte de A a Z

15/04/2013

A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira.

O grupo prega intolerância e ataca moradores de rua, usuários de drogas, homossexuais, punks, skatistas e negros. Donato já responde a dois processos por agredir gays em Belo Horizonte.

O caso ganhou destaque na mídia mineira após Donato compartilhar um texto que surgiu de uma apuração do Centro de Mídia Independente (CMI) e da coluna do historiador Matheus Machado, que escreve para o portal Bhaz. Na ocasião, o neonazista criticava o estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel Spínola. Nos comentários em seu perfil, ele dizia que conhecia o jovem e insinuava que o trote na instituição de ensino teria desencadeado investigações contra o grupo do qual faz parte.


Foto: Reprodução/Facebook

No perfil de Antônio Donato, que foi deletado logo após a repercussão do caso, havia várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

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