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Leandro Fortes: A DOR DE PAULO PAVESI

abril 17th, 2013 by mariafro
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História pavorosa, pavorosa,não dá nem para imaginar tantos requintes de crueldade com uma criança. Que este miserável de Alvaro Inhaez que não pode ser chamado de médico apodreça o resto de sua miserável vida na cadeia.

E como é que pode um deputado, tucano, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que o nomeou em 2003 presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos era subordinada  estar envolvido com a MÁFIA DOS TRANSPLANTES!!!!!???  INACREDITÁVEL! REPUGNANTE!

E  vivemos em um país que protegem bandidos de alta plumagem mesmo que eles sejam assassinos que arrancam córneas de crianças quando elas ainda estão vivas, mesmo que esses animais estuprem crianças e temos de ainda tolerar vindo da esquerda e da direita um discurso que quer encarcerar nossas crianças e adolescentes infratores, fruto de nosso total abandono, da incompetência de nossas políticas públicas para educar e impor limites e ensinar valores humanistas. Me sinto destruída.

A DOR DE PAULO PAVESI

Por Leandro Fortes (CartaCapital)

17/04/2013

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas. Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas. Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada. Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais. Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar. De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

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A relação dos venezuelanos com a sua Constituição

abril 17th, 2013 by mariafro
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Venezuelanos tem acesso à sua Carta Magna em qualquer lugar do país, até mesmo nas ruas com ambulantes, como mostra o registro do repórter fotográfico Joka Madruga, do ComunicaSul.

Sobre as eleições 2013 na Venezuela leia também:

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de Maduro

Gerson Carneiro, ombdsman do PIG, explica o atraso de hoje nas redações

A cobertura fotográfica das eleições venezuelanas por Joka Madruga

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NOTA DA FENAJ SOBRE OS ASSASSINATOS DOS PROFISSIONAIS DA IMPRENSA NO VALE DO AÇO

abril 17th, 2013 by mariafro
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Violência contra jornalistas: o medo não deve vencer a esperança

Por: Diretoria da FENAJ

17/04/2013

O assassinato do repórter-fotográfico Walgney Assis Carvalho, ocorrido no dia 14 de abril, em Coronel Fabriciano, na região do Vale do Aço (MG) evidencia, mais uma vez, que o Estado não pode ficar inerte diante deste cenário de crescente impunidade e violência contra os profissionais de Jornalismo no Brasil. A FENAJ, o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e a sociedade exigem dos governos federal e estadual de Minas, do Congresso Nacional e do Judiciário rápidas e eficientes medidas para que a política do terror e do medo não sobrepujem a esperança de um futuro melhor para o Brasil.

Carvalho foi executado por volta das 22 horas, 30 minutos após chegar a um pesque-pague, por um homem que desferiu-lhe três tiros pelas costas. Tal ocorrência sucede-se à morte do radialista e jornalista Rodrigo Neto menos de dois meses antes. Ambos trabalharam juntos na cobertura de diversas pautas e Walgney Carvalho era testemunha nas investigações sobre o assassinato de Neto.

Tudo indica que os dois crimes estão relacionados. Assim como outros crimes cometidos contra profissionais de imprensa, não podem ficar impunes nem ter sua completa elucidação postergada, pois além de configurarem violenta agressão às liberdades de expressão e de imprensa, atentam contra o direito da sociedade à informação. Ademais, semeiam a insegurança, o medo e o sentimento de que a transgressão às liberdades democráticas – sem a rápida apuração e punição de seus autores e mentores – faz do Brasil uma terra sem lei.

A FENAJ soma-se aos clamores dos familiares e amigos de Walgney Carvalho e de Rodrigo Neto por justiça. A situação que se registra no Vale do Aço cobra da presidente Dilma Roussef, do Ministérios da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, bem como do governo do Estado de Minas Gerais, respostas e ações urgentes.

Igualmente é preciso celeridade do Congresso Nacional na apreciação do Projeto de Lei que propõe a federalização das investigações de crimes contra profissionais da imprensa, mais atenção das autoridades à proposta já formulada pela FENAJ de criação do Observatório de Crimes contra Jornalistas e ações do Judiciário para coibir a impunidade e acelerar o julgamento de tais casos, que infelizmente vêm figurando crescentemente nas manchetes rotineiras da violência no Brasil.

Mais do que a infeliz orientação de uma autoridade policial de Minas Gerais no sentido de que “os jornalistas tomem muito cuidado”, sugerimos e cobramos das autoridades federais e estaduais que tenham muito zelo com o clamor social e dos jornalistas de garantias à segurança pública e ao livre exercício profissional do Jornalismo.

Também neste sentido, lembramos aos dirigentes das empresas jornalísticas que não basta condenarem tais atos violentos e evocarem as liberdades de expressão e imprensa. É preciso que assumam a sua responsabilidade na maximização de esforços para assegurar condições de trabalho aos profissionais que contratam (no caso de Walgney, não havia nem mesmo um contrato de trabalho; ele era freelancer). A FENAJ e os Sindicatos da categoria reivindicam há muito tempo das empresas o debate e assinatura de um Protocolo Nacional de Segurança para os jornalistas.

Os assassinatos de Walgney Carvalho e Rodrigo Neto entristecem o Brasil e fazem ecoar um grito de alerta: é hora de respostas efetivas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e dos detentores do quarto poder, os donos dos veículos de comunicação.

Brasília, 17 de abril de 2013.

Diretoria da FENAJ

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A diferença abissal de quando elegemos um prefeito ou um pulha

abril 17th, 2013 by mariafro
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Recebo a imagem abaixo em tempo real de Branca Mandetta que informa que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad acaba de descer para falar com os manifestantes de diferentes movimentos por moradia :


Porta da Prefeitura agora – diversos movimentos por moradia, juntos, sendo recebidos pelo Secretário de Habitação.


O prefeito Haddad sobre o caminhão falando aos manifestantes

Me lembrei de quando fui cobrir (eu mesma uma vítima da enchente) a manifestação dos movimentos de moradia que protestavam e exigiam respostas de Kassab para dois meses de um bairro embaixo das águas: Para o poder público de SP o povo é lixo e deve ser tratado a porrada e gás de pimenta


09/02/2010


09/02/2010

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