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Amaury Ribeiro Júnior em coletiva no Barão rechaça neoliberalismo e afirma: “concessão é privatização”

abril 24th, 2013 by mariafro
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Campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganha corpo e avança contra FHC

Em coletiva no Barão de Itararé, autor de “A privataria tucana” rechaça neoliberalismo e afirma: “concessão é privatização”

Por Leonardo Wexell Severo

24/04/2013

Foto: Elineudo Meira – Chokito

Altamiro Borges, Amaury Ribeiro Júnior e Paulo Henrique Amorim, durante coletiva no Barão de Itararé,

A campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganhou novo impulso após a entrevista coletiva realizada com nomes pesados da globosfera e da mídia alternativa – transmitida ao vivo pela TVT -, na noite desta terça-feira (23), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo. Durante uma hora e meia, o autor de “A privataria tucana” demonstrou as razões pelas quais sua candidatura à “imortalidade” vem mobilizando tanta gente, em contraposição à indicação de Fernando Henrique Cardoso.

Esbanjando bom humor, Altamiro Borges – Blog do Miro-  e Paulo Henrique Amorim – Conversa Afiada  fizeram o preâmbulo, ridicularizando o mau gosto da indicação do tucano, citado para a cadeira 36 da ABL pela pena de Celso Lafer, o submisso ex-ministro de FHC. Sem o mínimo de dignidade e respeito à representação do povo brasileiro, de forma vexatória, recordaram, Lafer retirou os sapatos para entrar nos Estados Unidos.
Eduardo Guimarães – Blog Cidadania -  lembrou que o silêncio dos grandes conglomerados de comunicação sobre a obra “imortal” de Amaury fala por si, e da repulsa popular à grande “obra” de Fernando Henrique, a dilapidação do patrimônio público nacional. “Na caminhada até a sede da ABL para protocolar a candidatura do Amaury vamos lançar a campanha ‘A cadeira 36 é nossa’, para que FHC não a privatize”, ironizou Sérgio Cruz, representando o jornal Hora do Povo.
Rodrigo Viana – Escrevinhador – condenou a tentativa de “assassinato da reputação” de Amaury, jornalista que trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”, e que já ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. “Esses jornais que Amaury trabalhou, inclusive para a família Marinho, começaram a tratá-lo como um cidadão de segunda classe, quase como um bandido”, frisou Rodrigo, denunciando o “cerco pessoal” a que o jornalista foi submetido.
Para Joaquim Palhares, coordenador da Carta Maior, como a figura de Fernando Henrique está colada com as privatizações, “com um governo que quebrou o país três vezes”, a candidatura de Amaury representa o necessário contraponto das forças progressistas e da nação brasileira.

CONTRA DILMA, MÍDIA TIROU A MÁSCARA
Amaury avalia que os conglomerados privados de mídia tiveram um papel militante, de oposição à candidatura de Dilma Rousseff, perfilados com o tucano José Serra. “Na eleição passada a imprensa tirou a máscara mesmo, nem tentou disfarçar, e partiu para a canalhice de vez. Disseram: nós temos candidato e vamos fazer qualquer jogo sujo. Perderam a vergonha mesmo. Só não foi uma tragédia graças a vocês, que eles chamam de ‘blogueiros sujos’, que fizeram a diferença e evitaram um massacre. Se não fossem vocês, eu também estaria morto”, declarou.

Essa campanha de desinformação e calúnias da mídia tinha um propósito. “Todos os dias eles me colocavam no jornal Nacional como um bandido”, lembrou o autor, alertando que para levar Serra ao segundo turno era necessário blindá-lo e acusar os denunciantes sobre os crimes da privatização. Essa “verdadeira roubalheira” tem sido escondida, “porque não há um promotor de justiça, delegado da Polícia Federal ou juiz que não tenha o livro, só não tem apuração”.

“CONCESSÃO É PRIVATIZAÇÃO”
Ao condenar a “maquiagem de privatização” atualmente em curso no país, Amaury destacou que “concessão como a dos aeroportos, de certa forma é privatização”. “Isso foi a maior bobagem que esse governo fez, pois conseguiu levantar uma coisa que estava praticamente morta”. [O processo de “privatizações através de concessões” foi assumido pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que tem outra avaliação sobre a “bobagem”]. Infelizmente, disse Amaury, “agora temos que ouvir a Elena Landau dizer que a Dilma é a mãe das privatizações”, o que além de ser ruim para o país, desarma a militância do ponto de vista político e ideológico e confunde a população. Essa inflexão do governo, informou, repercutiu negativamente nas vendas do seu livro, que tiveram vertiginosa queda após o anúncio dessas “concessões”, jogando um balde de água fria na contundência da denúncia.

Anunciando que vem aí a Privataria II, o autor recordou que o tema das privatizações é uma marca de um momento histórico cuja “tragédia” não deveria ser jamais esquecida, pelo que representou enquanto dilapidação e entrega do patrimônio público, mas também enquanto dramas pessoais, pois “teve gente que se matou”.

Sobre a campanha popular em defesa da vaga na ABL, o autor foi enfático: “O candidato é o livro, a privataria é imortal”.

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Nota da Altercom: Estudo da Secom comprova concentração das verbas nos grandes veículos

abril 23rd, 2013 by mariafro
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Nota da Altercom: Estudo da Secom comprova concentração das verbas nos grandes veículos

A Secretaria da Comunicação (Secom) da presidência da República, responsável pelo investimento publicitário das verbas do governo federal, autarquias e empresas estatais, publicou texto assinado pelo seu secretário questionando críticas realizadas por pequenas empresas de comunicação e empreendedores individuais, entre eles blogueiros, acerca dos seus critérios.

A Altercom como entidade tem defendido os interesses da sua base e proposto entre outros pontos que se estabeleça como política a destinação de 30% das verbas publicitárias às pequenas empresas de comunicação. Pratica adotada em outros setores da economia, como na compra de alimentos para a merenda escolar. E também em outros países onde a pluralidade informativa é obrigação do Estado, inclusive do ponto de vista do financiamento.

Em nome da qualidade do debate democrático, a Altercom utilizará os números do estudo divulgado pela Secom para defender sua tese de que a política atual do governo federal está fortalecendo os conglomerados midiáticos, não garante a pluralidade informativa e mais do que isso não reflete os hábitos de consumo de comunicação e informação do brasileiro. Tem como única referência os parâmetros das grandes agências de publicidade e seu sistema de remuneração onde o principal elemento é a Bonificação por Volume (BV).

A partir disso, seguem algumas observações que têm por base os números do estudo publicado e assinado pelo secretário executivo da Secom.

Em 2000, ainda no governo FHC, o meio televisão representava 54,5% da verba total de publicidade que era de 1,239 bilhão. Em 2012, esse percentual cresceu para 62,63% de uma verba de 1,797 bilhão. Ou seja, houve concentração de verba em TV mesmo com a queda de audiência do meio e o fortalecimento da internet.

Em 2011, os grandes portais receberam 38,93% das verbas totais de internet. Em 2012, os grandes portais passaram a receber 48,57% deste volume. Mesmo com a ampliação da diversidade na rede a Secom preferiu a concentração de recursos.

Também de 2011 para 2012, a Rede Globo aumentou sua participação no share de Tvs. Saiu de 41,91% em 2011 para 43,98% no ano passado.

Se a Secom utilizasse como base o que a TV Globo recebeu da sua verba total ano a ano, o resultado seria desprezível do ponto de vista da desconcentração como defendido a partir do estudo. Em 2000 a TV Globo teve 29,8% do total da verba da Secom e em 2012 esse percentual foi de 27,5%. Neste número não estão incluídas as verbas para TV fechada, que eram de 2,95% em 2000 e passaram para 10,03% do total do meio TV em 2012. Nesse segmento, provavelmente a maior parte dos recursos também vai para veículos das Organizações Globo que ainda tem expressivos percentuais dos recursos para jornais, rádios, revistas, portais etc.

Utilizando os dados da Secom também é possível chegar a conclusão de que em 2000, a TV Globo ficava com aproximadamente 370 milhões das verbas totais de publicidade do governo federal. Em 2012, esse valor passou a ser de aproximadamente 495 milhões.

O secretário executivo da Secom também afirma que houve ampliação do número de veículos programados de 2000 para 2012, o que a Altercom reconhece como um fato. Essa ampliação foi significativa, mas no texto não é informado qual a porcentagem do valor total destinado a esses veículos que antes não eram programados.

Por fim, no estudo o secretário parece defender apenas o critério da audiência quantitativa como referência para programação de mídia. Sendo que a legislação atual não restringe a distribuição das verbas de mídia ao critério exclusivo de quantidade de pessoas atingidas. Aponta, por exemplo, a segmentação do público receptor da informação e o objetivo do alcance da publicidade, entre outras questões. E é notório também que a distribuição dos recursos deve considerar a qualidade do veículo programado e a sua reputação editorial.

Considerando que a Secom está disposta ao diálogo, o que é bom para o processo democrático, a Altercom solicita publicamente e por pedido de informação que será protocolado com base na legislação vigente, os seguintes dados.

A lista dos investimentos em todas as empresas da Organização Globo no período do estudo apresentado pela Secom (2000 a 2012).

O número de veículos programados pela Secom ano a ano no período do estudo (2000 a 2012)

Quanto foi investido por cada órgão da administração direta e indireta no período do estudo (2000 a 2012).

Quais foram os 10 veículos que mais receberam verbas publicitárias em cada órgão da administração direta e indireta em cada meio (TV, rádio, jornais, revistas, internet etc) no período do estudo (2000 a 2012).

A curva ABC dos veículos e investimentos realizados pela Secom. Ou seja, o percentual de verbas aplicadas nos 10 maiores veículos, nos 100 maiores e nos demais no periodo de 2000 a 2012.

O que justifica do ponto de vista dos hábitos de consumo da comunicação a ampliação do percentual de verbas publicitárias de 2000 para 2012 no meio TV.

O sistema e o critério de classificação e ranqueamento que estaria sendo utilizado pela Secom para programação de mídia.

A Altercom tem outras ponderações a fazer a partir do estudo apresentado, mas confiando na postura democrática da atual gestão avalia que os pontos aqui levantados já são suficientes para que o debate seja feito em outro patamar.

Reafirmamos nossa posição de que a distribuição das verbas publicitárias governamentais não pode atender apenas a lógica mercadista. Elas precisam ser referenciadas nos artigos da Constituição Federal que apontam que o Estado brasileiro deve promover a diversidade e a pluralidade informativa.

A Altercom também reafirma a sua sugestão de que a Secom deveria adotar o percentual de 30% das verbas publicitárias para os pequenos veículos de informação, o que fortaleceria toda a cadeia produtiva do setor da comunicação. E colocaria o Brasil num outro patamar democrático, possibilitando o fortalecimento e o surgimento de novas empresas e veículos neste segmento fundamental numa sociedade informacional.

São Paulo, 23 de abril de 2013

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Assista ao vivo: Amaury Ribeiro Junior detonando o PIG, os tucanos e o PT que se acovarda

abril 23rd, 2013 by mariafro
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Alejandra Benítez, a nova ministra dos Esportes da Venezuela

abril 23rd, 2013 by mariafro
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A esgrimista Alejandra Benítez será a nova ministra dos Esportes da Venezuela. Touché!!

De 23 de abril de 2013
Alejandra Benítez representou a Venezuela em três Olimpíadas

do MundoDeportivo.com

A nomeação de Alejandra Benítez como nova ministra dos esportes da Venezuela causou furor no país, também fora dele.

Alejandra, de 32 anos, é um dos nomes mais importante da história da esgrima venezuelana. Representou o seu país em três edições dos Jogos Olímpicos: Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. A moça, que também possui um diploma universitário de odontologista, já havia dado alguns passos na política, como suplente deputada da bancada do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), representando a região de Caracas.

A jovem ministra coleciona importantes conquistas esportivas: foi campeã mundial juvenil por equipes em 1999, medalha de bronze no mesmo torneio no ano seguinte, ganhadora da Copa do Mundo de Esgrima em 2005, bronze em 2008 e vice-campeã dos Jogos Panamericanos de 2003 (em Santo Domingo, República Dominicana) e 2011 (em Guadalajara, México). Ademais, Alejandra também chama a atenção por sua beleza física, a que tem sabido explorar em sensuais reportagens fotográficas.

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