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Associação Médica Brasileira (AMB) que rechaçou médicos cubanos quer contratar Ramona Matos Rodriguez

fevereiro 6th, 2014 by mariafro
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Nada como um dia atrás do outro,  para a Associação Coxinha de Jaleco mor, médico cubano era uma porcaria, era escravo, não tinha revalida e blá, blá, blá. Agora a Associação Médica Brasileira que tentou boicotar o Mais Médicos até ser derrotada vai contratar a médica cubana faltosa do Mais Médicos que quer ir para Miami. É cômico, gente, trágico é a palhaçada da direita brasileira.

Cubana que abandonou Mais Médicos trabalhará na administração da AMB

Associação Médica Brasileira se manifestou contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma desde o início do programa

 

DA REDAÇÃO, O Tempo

06/02/14 – 14h17

medica cubana ramona
Ramona chegou a receber outra proposta para emprego, esta vinda da Fenam (Federação Nacional dos Médicos). A médica acabou recusando a oferta
Depois de pedir asilo ao governo brasileiro, a médica cubana que abandonou o programa Mais Médicos recebeu, nesta quinta-feira (6), uma oferta de trabalho na Associação Médica Brasileira (AMB). Ramona Matos Rodriguez, de 51 anos, irá trabalhar na área de administração da entidade a partir da próxima semana.

Desde o início da divulgação do programa Mais Médicos, a AMB se manifestou contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma. Em agosto de 2013, quando os primeiros médicos cubanos começavam a chegar ao Brasil, a Associação entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para tentar suspender a realização do governo.

Em nota oficial publicada na época, o advogado da AMB chegou a declarar o Mais Médicos “criaria duas medicinas no País, uma de livre exercício e outra “de escravidão moderna”’.

“A primeira terá os que poderão exercer a profissão livremente em todo o território nacional. A segunda é composta pelos médicos intercambistas, que terão seu exercício profissional limitado, com qualidade duvidosa para atender a população” escreveu Carlos Michaelis Jr.

Além da AMB, Ramona chegou a receber outra proposta para emprego, esta vinda da Fenam (Federação Nacional dos Médicos). A médica acabou recusando a oferta.

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Pergunta que não quer calar: O que Sheherazade está fazendo no SBT?

fevereiro 6th, 2014 by mariafro
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Segundo Silvio Santos, em um programa de março de 1988,  o jornalixo praticado por Rachel Sheherazade numa concessão pública não é o jornalismo que ele quer ver no SBT. Sílvio Santos mudou de opinião ou não assiste a sua contratada tresloucada que incita a violência contra adolescentes negros e louva justiceiros que querem praticar justiça com as próprias mãos, à revelia da lei?

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O Brasil que relincha aplaude Sheherazade

fevereiro 6th, 2014 by mariafro
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A melhor definição dada à sociedade bestializada que tem justificativa e aplaude criminosos em concessão pública que incita a violência foi de Matheus Pichonelli: “O Brasil que relincha”.

“Tá com dó? Leva pra casa”

Com os clichês de sempre, o Brasil que relincha tenta justificar, em horário nobre, a ação de quem espancou e amarrou garoto nu em um poste no Rio

Por: Matheus Pichonelli, Carta Capital

05/02/2014 14:28, última modificação 06/02/2014 12:36


Jovem foi amarrado em poste no Rio após ser espancado; para o senso comum, é assim que deixaremos de ser o “país da impunidade”

No fim do ano passado, três presidiários do Maranhão foram degolados por grupos rivais diante de uma câmera de celular. Divulgado nas redes, o vídeo chocou a comunidade internacional. Era o retrato de um país em que um detento é morto a cada dois dias de forma violenta. Quem assistiu às cenas não levaria dois segundos para concluir: este país pode ser tudo, menos um paraíso para bandidos.

Atualmente existe um déficit de 200 mil vagas no sistema penitenciário brasileiro. São 563.723 presos para 363.520 vagas. A lei da física segundo a qual dois corpos não ocupam o mesmo espaço não vale para quem está condenado pela vida antes da própria Justiça, morosa a julgar boa parte de seus enjaulados, muitos deles com mais tempo de detenção do que de condenação.

Diante do quadro, ter pena ou não dos condenados chega a ser infrutífero. Piedade não resolve a tragédia; a racionalidade, sim. Esta não desconhece que o “país da impunidade” tem mais presos do que sua capacidade permite.

E questiona: impunidade para quem? Neste país, negros e brancos cometem exatamente os mesmos crimes, mas uns são maioria nas cadeias e outros, nas faculdades. Os segundos, não importam as atrocidades cometidas nas vidas pública ou privadas, serão chamados de cidadãos de bem; os primeiros terão sorte se não forem degolados. Mas, de acordo com o relato do senso comum dos almoços de domingo, os primeiros estão no paraíso, o “paraíso dos bandidos do país da impunidade”; os segundos, no inferno. De vez em quando, suas carteiras são surrupiadas, e a Terceira Guerra será proclamada. Os primeiros, quando pegos, são enquadrados na lei que o segundo grupo finge desconhecer. Se tiverem sorte. Se não, ouvirão gritos, tapa na cara de policial, de delegado, da vítima, será amarrado em postes ou vai mofar na cadeia até que alguém, com pena ou não da sua situação, lembre de vez em quando que uma vida vale mais que um iPod roubado. Ou uma carteira velha de cartões desbloqueados.

Esta é a vida real. Mas, no discurso moralizante, céu e inferno estão em lugares invertidos. Este discurso antes estava restrito ao ambiente familiar: o xucro falava atrocidades, se enfurecia, ficava vermelho, ameaçava infarto mas, ao fim do jantar, servia-se do café e se acalmava nos primeiros segundos da novela. Voltava a hibernar em paz sobre o sofá com uma baba pastosa no canto da boca. Depois o xucro descobriu a internet e se transformou em comentarista oficial de portais. É lá que ele transpõe tudo o que sabe sobre leis, direitos de ir e vir, humanidade e segurança pública, sempre sob o lema “bandido bom é bandido morto” e suas variações: “direitos humanos são direitos dos manos”, “direitos humanos para humanos direitos”, “tá com pena do bandido, leva pra casa”, “estatuto de criança e adolescente protege o jovem bandido”, etc.

A sofisticação de seu raciocínio denota uma deficiência lógica e cognitiva. Lógica porque vê impunidade em presídios superlotados destinados a animais, não para humanos. E cognitiva porque confessa a incapacidade de reconhecer a humanidade no outro – o outro é sempre o “bandido”, mas também pode ser a “biscate”, o “drogado”, o “mano”, o “playboy” e até o “que tem dó de bandido”. Para ele, não há nada, nem carne nem osso nem sangue debaixo do rótulo: tudo é uma questão de senso de oportunidade. Daí a paranoia, daí a patologia. O conselheiro Aires, célebre personagem de Machado de Assis, é quem costumava dizer: “a ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito”.

Esse comentarista de portal, também chamado de “sommelier de pena”, conseguiu emprego com um raciocínio parecido. Hoje é comentarista profissional. Disposto a jogar no lixo anos de lutas históricas, direitos adquiridos e proteção humana pelo fato de pagar imposto demais em seus produtos eletrônicos (que ele associa à corrupção, ao estado de insegurança, à impunidade, à ação de justiceiros e à necessidade do retorno ao estado de natureza), migrou o comentário de efeito retórico que apavorava os filhos (ou os pais, pois muitos mal saíram da fralda) para a internet e até para a tevê. Ali, seus delírios são reproduzidos como sentença definitiva. Por exemplo. Um menino, negro, é amarrado ao poste pelo pescoço, com a trava de uma bicicleta, nu e com a orelha cortada, em meio a uma movimentada avenida do Rio de Janeiro. Nestes delírios midiáticos, não se cogita sequer a possibilidade de ele ser inocente. Até que prove o contrário, é o “trombadinha” que transformava a vida das pessoas de bem em um inferno naquele trecho da Cidade Maravilhosa. Não importa se na Carta de 1988 não consta o vexame e exposição pública, com direito a mutilação, como meio de punir um crime antes de ser indiciado, denunciado, enquadrado, julgado e condenado.

Importa apenas o delírio.

Neste delírio, o inferno são os outros, e já que não inventaram uma capsula protetora para separar os que têm fome e os que não têm, resta esticar até o impossível a lógica de um argumento em partes desconectadas: “pagamos muitos impostos”, “a Justiça é morosa”, “vivemos no País da impunidade”, “a lei só protege bandidos”. E pronto: meia dúzia de clichês e embasamento mambembe e a salada está à mesa e os crimes, equiparados. É quando uma orelha decepada se torna menos grave que um suposto crime contra o patrimônio. Este país que aplaude o justiçamento é o mesmo que ignora uma questão histórica: o açoite é causa, não consequência, da tragédia – e esta não foi abolida com o fim da escravidão.

Para quem tem a solução debaixo do braço, a História é para os fracos. Para quem tem pena de quem não merece pena. Pela lógica dos comentaristas profissionais de portais, a ação dos justiceiros está legitimada quando a “pena” que tolera o crime é eliminada. Se a moda pega, não vai ter mão para amarrar nem desamarrar uns aos outros: uns farão justiça contra quem rouba carteiras; outros, contra quem desejar a mulher do próximo; outros, contra quem compra ou vende produto pirata; outros, contra suborno ao guarda para fugir da multa; outros, contra quem aceitar propinas; outros, contra quem faz vistas grossas sobre a venda ou consumo do crack nas grandes cidades. Se a lei não existe, tudo é permitido, e o Brasil se transformaria, assim, em uma grande Itaguaí  - com o perdão, novamente, a Machado de Assis, que criou a cidade onde todos os habitantes, de diferentes graus de insanidade, foram parar no hospício até que não sobrasse ninguém nas ruas no conto O Alienista.

Em algum momento da vida, todos passariam pelo educativo processo de purificação dos pecados: seriam açoitados em praça pública até refletir sobre os próprios atos, e não sobre a própria fome. Ficariam amarrados, inclusive, os que tem pena de quem não teve pena de quem não tem pena.

Nossa sede de justiça seria, assim, parte da paisagem sem precisar levar ninguém para casa. Estaria exposta e à vista de todos, como a desfaçatez de quem perdeu a vergonha de relinchar em horário nobre.

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Luz no fim do túnel: Jornalistas repudiam em nota a tresloucada da Sheherazade

fevereiro 6th, 2014 by mariafro
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Há luz no fim do túnel, os jornalistas, alguns pelo menos, aqueles que ainda têm vergonha na cara e não rasgam seu diploma, soltam nota de repúdio a incitadora de crime Sheherazade que acha justificável que se prenda com um cadeado de bicicleta num poste, completamente nu, um adolescente negro como se estivéssemos no século XIX.

Mas os jornalistas, aqueles que realmente prezam pelo seu diploma devem fazer mais, devem abraçar a luta pela democratização pelas comunicações e serem os maiores ativistas em defesa do PLIP de Lei Democrática, só assim, figuras tristes como esta senhora não terão espaço para espalhar suas sandices irresponsáveis e anti-civilizatórias.

E espero que o Ministério Público mostre para que ele serve e aja contra esta tresloucada e em defesa do Estado de Direito e dos cidadãos tratados por esta sujeita como ‘bandidos’ que devem ser exterminados por ‘justiceiros’.


Foto: Carta Capital

Jornalistas divulgam nota de repúdio contra apresentadora do SBT

Por Redação – do Rio de Janeiro, Correio do Brasil

6/2/2014 12:07

A apresentadora Rachel Sheherazade é acusada de cometer ato racista, que poderá ser punido até com a prisão

A apresentadora Rachel Sheherazade é acusada de cometer ato racista, que poderá ser punido até com a prisão

A apresentadora Rachel Sheherazade, do SBT, uma das empresas do comerciante Silvio Santos, foi duramente criticada em nota do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, por ler um editorial em que considera “até compreensível” que grupos fascistas, organizados no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio, tenham prendido a um poste, com um cadeado de motocicletas aferrolhado ao pescoço, completamente nú, um jovem negro e pobre, acusado de furtos aos moradores.

A “Nota de repúdio do Sindicato e da Comissão de Ética contra declarações da jornalista Rachel Sheherazade”, divulgada nesta quarta-feira, requer um posicionamento firme por parte da Federação Nacional dos Jornalistas Brasileiros contra a apresentadora. Ainda segundo os jornalistas cariocas, “canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas”.

Leia, adiante a nota dos jornalistas:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT.

O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014. Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.

O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:

Art. 6º É dever do jornalista:

I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:

V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.

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