Para expressar a liberdade

Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Mais um lançamento da Geração Editorial: A Outra História do Mensalão

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
Respond

Uma verdade incômoda

O bate papo com o autor, o jornalista Paulo Moreira Leite, com transmissão via TVT, está marcado para o dia 19/02, no Barão de Itararé, com coquetel.

Neste livro corajoso, A Outra História do Mensalão – As contradições de um julgamento político (R$ 34,90, pag. 352), independente e honesto, o jornalista Paulo Moreira Leite, que foi diretor de Época e redator-chefe de Veja, entre outras publicações, ousa afirmar que o julgamento do chamado mensalão foi contraditório, político e injusto, por ter feito condenações sem provas consistentes e sem obedecer a regra elementar do Direito segundo a qual todos são inocentes até que se prove o contrário.

Os acusados estavam condenados – por aquilo que Moreira Leite chama de opinião publicada, que expressa a visão de quem tem acesso aos meios de comunicação, para distinguir de opinião pública, que pertence a todos – antes do julgamento começar. Naquele que foi o mais midiático julgamento da história brasileira e, possivelmente, do mundo, os juízes foram vigiados pelo acompanhamento diário, online, de todos os seus atos no tribunal. Na sociedade do espetáculo, os juízes eles se digladiaram, se agrediram, se irritaram e até cochilaram aos olhos da multidão, como num reality show.

Este livro contém os 37 capítulos publicados pelo autor em blog que mantinha em site da revista Época, durante os quatro meses e 53 sessões no STF. A estes artigos Moreira Leite acrescentou uma apresentação e um epílogo, procurando dar uma visão de conjunto dos debates do passado e traçar alguma perspectiva para o futuro. O prefácio é do reconhecido e premiado jornalista Janio de Freitas, atualmente colunista da Folha de S. Paulo. Esse é o 7° titulo da coleção Historia Agora, lançada pela Geração Editorial, entre os livros desta coleção está o best seller, A Privataria Tucana.

Ler esses textos agora, terminado o julgamento, nos causa uma pavorosa sensação. O Supremo Tribunal Federal Justiça, guardião das leis e da Constituição, cometeu injustiças e este é sem dúvida um fato, mais do que incômodo, aterrador.

Como no inquietante Processo, romance de Franz Kafka, no limite podemos acreditar na possibilidade de sermos acusados e condenados por algo que não fizemos, ou pelo menos não fizemos na forma pela qual somos acusados.

Num gesto impensável num país que em 1988 aprovou uma Constituição chamada cidadã, o STF chegou a ignorar definições explícitas da Lei Maior, como o artigo que assegura ao Congresso a prerrogativa de definir o mandato de parlamentares eleitos.

As acusações, sustenta o autor, foram mais numerosas e mais audaciosas que as provas, que muitas vezes se limitaram a suspeitas e indícios sem apoio em fatos.

A denúncia do “maior escândalo de corrupção da história” relatou desvios de dinheiro público mas não conseguiu encontrar dados oficiais para demonstrar a origem dos recursos. Transformou em crime eleitoral empréstimos bancários que o PT ao fim e ao cabo pagou. Culpou um acusado porque ele teria obrigação de saber o que seus ex-comandados faziam (fosse o que fosse) e embora tipificasse tais atos como de “corrupção”, ignorou os possíveis corruptores, empresários que, afinal, sempre financiaram campanhas eleitorais de todos, acusados e acusadores.

Afinal, de que os condenados haviam sido acusados? De comprar votos no Congresso com dinheiro público, pagando quantias mensais aos que deveriam votar, políticos do próprio PT – o partido do governo! – e de outros partidos. Em 1997 um deputado confessou em gravação publicada pelo jornal Folha de S. Paulo que recebera R$ 200 mil para votar em emenda constitucional que daria a possibilidade de o presidente FHC ser reeleito. Mas – ao contrário do que aconteceu agora – o fato foi considerado pouco relevante e não mereceu nenhuma investigação oficial.

Dois pesos, duas medidas. Independentemente do que possamos aceitar, nos limites da lei e de nossa moral, o fato é que, se crimes foram cometidos, os criminosos deveriam ter sido, sim, investigados, identificados, julgados e, se culpados, condenados na forma da lei. Que se repita: na forma da lei.

É ler, refletir e julgar. Há dúvidas – infelizmente muitas – sobre se foi isso o que de fato aconteceu.

Titulo: A outra história do mensalão
Autor: Paulo Moreira Leite
R$ 34,90
Formato 16×23
Número de páginas 352
Edição 1

Tags:   · · · · 11 Comments

Que política cultural você deseja para São Paulo? Venha discutir com o secretário Juca Ferreira

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
Respond

A PósTV vai transmitir ao vivo, acesse aqui

Tags:   · · · 1 Comment

Até tucano deve estar arrependido de não ter votado em Haddad: wifi em toda a cidade digratis!

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
Respond

PAULISTA TERÁ WI-FI GRÁTIS

Simão Pedro, da pasta de Serviços, diz que teste de internet sem fio começa até o meio do ano na avenida; promessa é ampliar sinal para a cidade inteira

ADRIANA FERRAZ , ARTUR RODRIGUES

O Estado de S.Paulo
01/02/2013

A Prefeitura de São Paulo promete que vai oferecer internet grátis em toda a cidade. O projeto-piloto será colocado em teste até o meio do ano e vai atender inicialmente cinco locais com fluxo intenso de pedestres. Ontem, em entrevista à TV Estadão, o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, afirmou que a Avenida Paulista deve ser a primeira a ser contemplada pela ideia.

“Áreas do centro da cidade, como o Vale do Anhangabaú, e bairros periféricos, como Cidade Tiradentes e São Miguel Paulista, na zona leste, também estão na fila”, anunciou o secretário, que é deputado estadual pelo PT. Segundo ele, o projeto é um pedido pessoal do prefeito Fernando Haddad (PT), para atender também os turistas que visitarão a capital durante a Copa do Mundo, no ano que vem.

“É um absurdo uma cidade moderna, grande como São Paulo, não oferecer internet gratuita e sem fio à população. Osasco, Guarulhos, Diadema e tantas outras já oferecem. Outro dia fui à Registro, uma cidade pequena no Vale do Ribeira, e lá os jovens vão para as praças com seus lap tops”, afirmou Pedro.

Além de elaborar o projeto para oferecer Wi-Fi grátis, a secretaria assumirá ainda a função de administrar e modernizar toda a rede de telecentros da capital. “Hoje, são cerca de 350 unidades, mas a maior parte delas está defasada e com baixa qualidade de atendimento. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) se preocupou em ampliar a rede, mas nós vamos transformá-la. A ideia é fazer minicentros de cultura digital, adequados à realidade de cada comunidade.” A mudança exigirá uma nova licitação.

ILUMINAÇÃO
Mais difícil será a troca do sistema de iluminação pública, cujo contrato vence em 30 de julho. Na avaliação de Haddad, o consórcio responsável pela troca de luminárias na cidade não faz um bom trabalho. São Paulo tem hoje pelo menos 16 mil pontos escuros. “Essa é uma demanda que já deveria ter sido resolvida até pela questão da segurança da população”, disse Simão Pedro. De forma emergencial, a secretaria vai listar os pontos de maior movimento de pedestres, como escolas e terminais de ônibus, para definir prioridades na instalação dos pontos. Ao todo, a capital tem hoje 540 mil ligações públicas de energia – é a maior rede da América Latina.

A modernização do sistema é outra meta do prefeito, que já solicitou um estudo para enterrar a fiação elétrica pelo menos nos principais calçadões da cidade. Há uma estimativa de que enterrar os fios em toda a cidade custe R$ 15 bilhões.

RECICLAGEM
Para elevar o índice de reciclagem em São Paulo, que hoje é de apenas 1,5%, Simão Pedro cogita modificar o modelo existente, que repassa todo o material a cooperativas cadastradas no programa municipal, que é socioambiental.

No início do ano, a coleta de lixo reciclável atrasou em várias partes da cidade porque algumas cooperativas entraram em férias. Para evitar depender apenas das centrais de triagem, estuda-se criar um “modelo misto”, com participação de empresas.

“O modelo atual é muito paternalista. A Prefeitura coleta e entrega tudo nas centrais. Temos de investir na autonomia, capacitação dessas cooperativas e até mesmo dividir esse trabalho a partir de outras possibilidades, como um sistema misto, com espaço a empresas interessadas em participar desse serviço.”

Segundo ele, devem ser criadas mais 17 centrais de triagem até 2016. Só assim a cidade poderá tirar o atraso no Plano Resíduos Sólidos, que estabelece meta que o índice de reciclagem suba para 10%.

O sistema de coleta de lixo comum também será reformulado. No Brás, por exemplo, ela será feita no período da manhã. O lixo seria retirado entre as 7h30 e 9h para evitar que seja remexido durante a madrugada. “Vamos iniciar a partir do dia 6 uma campanha de informação e pedido de apoio.”

O secretário afirma que o atual contrato de limpeza da cidade dá pouca margem de fiscalização à Prefeitura. “Queremos criar um sistema de fiscalização mais eficiente, até com a participação do cidadão”, explica Simão Pedro. “Apenas um terço do entulho da cidade vai para aterros”, diz o secretário, que lembra que há cerca de 800 pontos viciados de descarte irregular. Em toda a Grande São Paulo são 1,5 mil. / COLABOROU FELIPE TAU

O SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SERVIÇOS DE SÃO PAULO, SIMÃO PEDRO (PT) CONCEDEU ENTREVISTA À TV ESTADÃO NESTA QUINTA-FEIRA, 31/01/2013. ACOMPANHE OS MELHORES MOMENTOS

Tags:   · · · · 2 Comments

Da série boas notícias para a nossa Sampa: ciclovias e corredores de ônibus \o/

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
Respond

Como diria Dilma Bolada: Eta prefeito El bonitón competente e sabido! Existe esperança para Sampa pós dupla demolidora higienista Kassab-Serra.

Clipping da Associação Nacional de Transportes Públicos

SP | O Estado de SP

05/02/2013

Novas faixas vão dividir espaço com ciclovias

Novos corredores de ônibus de São Paulo vão incluir ciclovias em seus trajetos

Os novos corredores de ônibus de São Paulo vão incluir ciclovias em seus trajetos. Mas os caminhos para os ciclistas não ficarão no canteiro central das avenidas e sim perto de suas calçadas. O secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que os postes de iluminação e sustentação dos fios serão removidos para permitir que a faixa seja feita.
“Visualmente, não é legal você ter ciclovia no canteiro central. Então, em princípio, estamos descartando. Pode, eventualmente, ter em alguns casos”, disse o secretário. “Há uma determinação do prefeito para, onde der, enterrar a fiação, consertar a calçada e fazer essa integração com as bicicletas.”
Para a cicloativista Aline Cavalcante, é preferível ter ciclovias à direita, nas pistas, do que próximas do canteiro central. “A velocidade dos carros é menor à direita. No canteiro, é incômodo porque é o lado mais rápido e barulhento.” Outra dificuldade, explica ela, é ter de atravessar várias faixas para conseguir entrar em uma rua transversal.
Radial Leste. O corredor da Radial Leste, entre a região central e o bairro de Itaquera, na zona leste, também terá um projeto de ciclovia. Ainda não está claro se ele se incorporará à via para bikes já construída pelo Metrô em um trecho da avenida. Prometida há anos, a obra desse corredor está atrasada por causa de uma decisão judicial. A Prefeitura prevê iniciar a obra em março.
Tatto afirmou ontem, na audiência pública para a concessão do sistema de ônibus, que prevê uma alteração na bilhetagem. A Prefeitura estuda criar um bilhete único especial para policiais, carteiros e oficiais de Justiça, para que eles não desçam mais pela frente. Mas é preciso saber quantos passageiros dessas categorias usam ônibus.

 

Tags:   · · · No Comments.