Maria Frô - ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

Samuel Pinheiro Guimarães: “Dilma e Cristina devem erguer muro contra golpistas”

março 10th, 2013 by mariafro
Respond

‘Dilma e Cristina devem erguer muro contra golpistas’

Por Dario Pignotti,  - @DarioPignotti,  Tradução: Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

À Carta Maior, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães fala sobre as incertezas políticas no continente após a morte de Hugo Chávez. Para ele, Brasil e Argentina desempenharão papel fundamental nesse processo. É importante que esses países estejam vigilantes, desestimulando eventuais movimentos golpistas. Juntas, Dilma e Cristina podem influir poderosamente. Por Dario Pignotti.

Brasília – Hugo Chávez citava frequentemente Samuel Pinheiro Guimarães para defender a aliança vital com o Brasil ou repudiar as tentativas de anexação por parte dos Estados Unidos sob o manto da Alca. Chávez conhecia os bastidores do Itamaraty e quando citava Samuel talvez procurasse fortalecê-lo frente aqueles que tentavam afastá-lo da secretaria geral da Chancelaria para reestabelecer a diplomacia do Consenso de Washington. O diplomata também foi mencionado pela embaixada dos EUA para quem ele é um “antiamericano virulento”, segundo documento divulgado pelo Wikileaks. A morte de Chávez, mas sobretudo a tensão estratégica entre Venezuela e Estados Unidos, e o “muro” que Dilma e Cristina Kirchner estariam formando para abortar tentativas golpistas contra Nicolas Maduro foram os temas tratados pelo diplomata nesta enciclopédica entrevista à Carta Maior.

Carta Maior – Washington considerou absurda a suspeita de que Chávez tenha morrido vítima de uma enfermidade inoculada. Certamente a hipótese soa algo exagerada, mas você a descartaria por completo?
Samuel Pinheiro Guimarães – Não estou em condições de falar sobre o que ocorreu concretamente, mas o presidente Maduro falou do tema, segundo ouvi, e prometeu investigar. Ele deve saber porque disse isso e se houver alguma desconfiança por parte do governo venezuelano este pode adotar a decisão que lhe pareça mais conveniente. Os estados têm soberania para decidir o que fazer. Não afirmou nada, estou especulando.
Os que colocaram em dúvida o que causou a morte de Arafat (suposto assassinato com substâncias radioativas) foram desqualificados em 2004, quando ele morreu. Passados alguns anos, isso que parecia um absurdo hoje não é mais e os que foram ridicularizados não estavam tão equivocados. O passar do tempo às vezes acaba revelando algumas coisas. Que se investigue.

CM – Maduro falou de um plano sedicioso com participação estadunidense… O jornalista Kennedy Alencar informou que Dilma e Cristina se articulam para frear eventuais golpistas…
SPG – Não tenho informação, mas imagino que haja uma grande preocupação por parte das presidentas para que não haja um golpe de estado. Isso sempre pode ocorrer, como em 2002. De repente veio o golpe. Um golpe se articula discretamente. Estão corretas em se preocupar se têm informações. Mas creio que isso seja difícil no curto prazo. No médio ou longo prazo, aí já não sei. É importante que Brasil e Argentina estejam vigilantes. Desestimular eventuais movimentos golpistas é importante. Juntas, elas podem influir poderosamente. O apoio delas ao governo democrático é necessário. Igualmente acredito que a transição para as eleições está assegurada. Haverá estabilidade no curto prazo, o problema é o longo prazo.

CM – Se tiveram coragem de tentar um golpe contra Chávez, porque não tentariam de novo agora, sem ele?
SPG – Claro, isso é lógico. É preciso levar em conta que a sociedade venezuelana está fraturada, os programas sociais levaram à conscientização das massas e, ao mesmo tempo, provocaram uma reação das classes altas e médias altas. As minorias sabem que pelas urnas é difícil chegar ao poder e aparece aí a tentação permanente de fazê-lo por fora das urnas. Não sei com certeza se há setores militares fortes com planos golpistas, mas se há militares que não gostam do chavismo isso não me surpreenderia. Isso ocorre com todas as elites. Por isso, considero importante que existam milícias populares dispostas a defender o governo para compensar o poder dos militares.

CM – O novo secretário de Estado, John Kerry, se veste de pomba. Será ele menos hostil do que Hillary?
SPG – Parece-me quase impossível ser mais hostil que Hillary, mas a política externa dos EUA transcende a característica pessoal de seus funcionários. Há um princípio permanente que é castigar, ainda que muitos anos depois, os países que não se enquadram nos desígnios de Washington. Quando algum país não obedece a esse enquadramento, e a Venezuela fez isso, será vítima de uma política que eu chamaria de vingativa. Lembro quando Bush invadiu o Iraque por muitas coisas. Para ele, havia um sentimento pessoal. Bush chegou a dizer que Saddam quis matar seu pai. O mesmo ocorre com o Irã, porque eles invadiram a embaixada e, pior, os iranianos tiveram a audácia de dar os nomes dos informantes iranianos que trabalhavam com a CIA. Isso, Washington nunca perdoou. O mesmo se aplica a Venezuela. Creio que Washington nunca perdoará as atitudes de Chávez.

CM – Soberania equivale e irreverência…
SPG – A Venezuela foi uma província petroleira dos EUA durante décadas. Na II Guerra foi maior fornecedora de petróleo dos aliados. Tudo isso deu origem a uma classe dominante muito ligada ao negócio petroleiro e a Washington. Colômbia e Venezuela são fundamentais para o sistema norteamericano, no Mediterrâneo americano. Chávez acabou com tudo isso. Deu às costas aos Estados Unidos e se voltou ao Brasil, ingressou no Mercosul e rechaçou a ALCA. Isso, para os EUA, é imperdoável.

CM – Para a direita, o chavismo morrerá com ele.
SPG – A dimensão de Chávez foi imensa, mas não considero adequado dizer que tudo era fruto do carisma dele. Um autor alemão que viveu nos EUA dizia que as pessoas não chegavam ao poder porque tem carisma, o poder é que lhes dá carisma. Quando Chávez chegou ao poder em 1999, não tinha a grande dimensão internacional que chegou a ter, na medida em que foi desenvolvendo seu projeto. Agora, é preciso ver com Maduro amadurece (risos).

CM – O cesarismo, talvez inevitável, do modelo bolivariano agrava o vazio causado pela morte do líder?
SPG – Os meios de comunicação dão muito valor à atuação do presidente ou do primeiro ministro, supervalorizam a pessoa, como se ela fosse imprescindível. É falso, Ninguém governa sozinho, governa-se porque se representa um conjunto de setores. Isso ocorre nas democracias liberais e nas ditaduras. Por tanto, é um equívoco achar que o chavismo é só a presença de Chávez e não ver que esse fenômeno teve um respaldo enorme dos setores populares. Dizer que Chávez era tudo foi mentira desses meios, que também inventaram que a revolução não é democrática. Na Venezuela de Chávez houve mais eleições que aqui no Brasil, como Lula observou. Não há notícias de jornalistas ou opositores presos. Se houvesse, seria notícia permanente. Essa imprensa criou a fantasia de que a revolução é um sistema baseado numa pessoa e isso é falso.

CM – A longa agonia de Chávez permitiu que Maduro se afiançasse como seu sucessor?
SPG – Espero que sim. Não é fácil saber qual será sua habilidade para manter dentro do projeto os setores populares, partidos e forças armadas.

CM – Sendo Alto Representante do Mercosul (até julho de 2012), você pode conversar em profundidade com Chávez?
SPG – Com Chávez falei poucas vezes. Ele citava constantemente um livro meu que ele considerava muito importante.

CM – Parece estar em marcha um ataque preventivo contra Maduro quando os conservadores anunciam que deverá haver um “inevitável” ajuste do gasto público.
SPG – A mídia internacional e os organismos financeiros internacionais repetem em coro que é preciso fazer um ajuste, controlar a inflação ou então virá uma catástrofe. Tudo isso é falso. Basta olhar para os EUA onde nunca se fala disso e onde há déficits comerciais e fiscais absurdos. Lá não se pede isso, aqui sim. É uma religião disfarçada de discurso econômico global onde toda a política social é chamada de populismo. No Brasil falam do lulopetismo.

CM – As políticas sociais destes 14 anos de Chávez são conquistas irreversíveis?
SPG – Não creio. No Chile havia um processo avançado e, com o golpe de73, se retrocedeu até na reforma agrária. Na Argentina ocorreu o mesmo com o golpe de 1976. Se a direita volta é para retomar o poder e terminar com as políticas públicas, com a redistribuição de renda. Tudo começa com as campanhas nos meios de comunicação, dizendo que chegou a modernidade, que está tudo melhor, que o populismo está dizendo adeus. Na Venezuela esse discurso pode começar a ser utilizado com a volta das classes abastadas, para desqualificar os programas de saúde, os gastos do Estado com alfabetização, para retirar recursos da Universidade das Forças Armadas, das missões (programas sociais do governo). Capriles (principal opositor nas eleições de outubro de 2012) teve mais de 40% dos votos. Esses votos não são só das elites. Há pessoas pobres beneficiadas pelos programas sociais que são ideologicamente conservadoras. Eu creio que essas conquistas não possam ser entendidas como irreversíveis. Por isso as classes dominantes querem voltar ao governo, para reverter esses avanços.

Leia também:

Gervásio Martins: Chávez no Jornal da Cultura

Chávez: Um Homem Multiplicado

“A verdade histórica é essencialmente revolucionária”

Lula: Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com Chávez pela integração da América Latina

Ao sul da fronteira: como a velha mídia estereotipa governos progressistas da América Latina

RIP Chávez

Leandro Fortes: Sem Chávez

Paulo Moreira Leite: Hugo Chávez

Jimmy Carter: Hugo Chávez é o político mais eleito do planeta!

Tags:   · · · · · · · · 1 Comment

Mobilização do #ForaFeliciano em várias cidades brasileiras

março 10th, 2013 by mariafro
Respond

Lindo de ver as mobilizações em várias capitais e outras cidades brasileira, organizadas a partir das redes sociais, impulsionadas pela enorme indignação de ver um homofóbico, fundamentalista, racista presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias no Congresso Nacional.

Destaco três imagens entre as centenas que circularam no facebook ontem:

Manifestantes em São Paulo, foto: Fora do Eixo, veja todo o álbum de SP aqui


Esta é sensacional, não ignora a importância da mobilização virtual, mas sabe que a manifestação presencial é fundamental como instrumento de pressão nas sociedades democráticas.


Jovens brasileiros no exterior também se manifestaram, como estes com cartazes em Londres. Fonte: Cartazes LGBT

Carta Aberta em Repúdio à Eleição do Deputado Marcos Feliciano para presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

do Álbum de fotos de Fernando Barroso

Nós, brasileiros, manifestamos nosso profundo descontentamento com a indicação e eleição do Deputado Federal Marcos Feliciano do Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Nossa manifestação se baseia no próprio texto do histórico da Comissão, publicado em seu site, onde se diz que “As violações de direitos humanos continuam a ser praticadas, muitas vezes, pelos próprios agentes do Estado.”

As declarações homofóbicas e racistas do citado deputado ferem a ética política necessária à reputação daquele que coordenaria um órgão zelador dos direitos humanos.

Acima de qualquer valor religioso está o respeito a todo e qualquer ser humano, dentre os quais estão, ainda segundo o texto da Comissão: “indígenas, migrantes, homossexuais e afro-descendentes”.

Num país de democracia tão jovem, faz-se necessário gritar a plenos pulmões que a nossa cidadania não será cerceada diante de tamanha agressão.

Unidos na luta por uma representatividade verdadeira na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso Nacional, nos manifestamos durante este fim de semana, junto com outras cidades do país, contra todas as declarações desse deputado e contra todos os encarregados que o indicaram e elegeram para exercer tal função.

Assinado, “Minorias” brasileiras.

Veja mais fotos da manifestação #foraFeliciano nos álbuns abaixo:

Ato de repúdio a nomeação de Marcos Feliciano – Pelotas (RS)

Ato contra Feliciano – São Paulo (SP)

Ato contra Feliciano – Porto Alegre (RS)

Ato contra Feliciano – Belo Horizonte (MG)

Ato contra Feliciano – Juiz de Fora (MG)

Ato contra Feliciano – Fortaleza (CE)

Leia também:

Marco Feliciano: candidato forte a ir para o Lixo da História juntamente com Bolsonaro

Rogério Tomáz tenta explicar o escárnio do PSC na CDHM no Congresso

Façamos como Luíza Erundina: Declaremos guerra a estes imbecis

E você achou que o Congresso não poderia piorar…

Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso pede à TV Globo informações sobre suposto estupro no BBB12

Tags:   · · 8 Comments

Gervásio Martins: Chávez no Jornal da Cultura

março 10th, 2013 by mariafro
Respond

Chavéz no Jornal da Cultura

USP debate ideologia no Jornal da Cultura

21 horas, 7 de março, começa o Jornal da Record News, Herodoto, Ricardo, Azenha, informação de qualidade. Intervalo! Zapp até o Jornal da Cultura onde encontrei os professores da USP, Maristela Basso e Vladimir Safatle prontos a debater Chávez. Dei um tempo. Link anexo, aos 21 minutos do primeiro bloco. Vi uma USP dividida, um conservadorismo agressivo versus um tímido e esforçado progressismo.

A professora deu sua voz a um discurso ultraconservador, desprezou fatos e relativizou ganhos sociais, navegando num maniqueísmo emocional de intenso rancor ideológico. O professor filósofo defendeu bem o personagem que já é destaque na História, principalmente da América Latina.

Tenho certeza que, assim como Cabral “descobriu” o Brasil para os europeus, Chávez descobriu a América Latina para milhões de brasileiros. Mas Vladimir errou ao aceitar a pecha de “autoritário” ao Chávez, já que “personalista” seria o conceito mais adequado. No voto, o projeto inclusivo da esquerda latino americana é imbatível. Mas, o personalismo é que não permitiu amadurecer um projeto mais explicitado de chavismo pós Chávez…

Na madrugada anterior, amplamente anunciado, o próprio canal do JC reprisou o Roda Viva, com Hugo Chávez. Com certeza a bela Maristela não assistiu. Assim, dizer que ele “não é do bem” revela uma análise emocional, como a que usava Bush, criador dos “eixos” do bem e do mal. Que bom tivesse ela, a generosidade – palavra que gostamos e repetida por ela ao professor – a generosidade de observar os fatos e diminuir o viés ideológico.

Com todo respeito, professora, mas a sua falta de dados ofende a estatura de seu intelecto e conhecimentos – que tanto inebriam o professor Vladimir. Domina ferramentas de análises poderosíssimas, mas transparece não se debruçar nos fatos, nos dados, nos ganhos humanos. Sua visão final não é fruto de uma analise acadêmica – a sua altura, repito – posto ser meramente emocional.

Arrisco um palpite. Os jovens dos países do Oriente Médio trocarão suas camisetas com a imagem do Che, por outras com a imagem do Chávez. Afinal, foi o venezuelano da OPEP quem mostrou que o petróleo pode transformar a vida dos cidadãos. Ele mostrou o caminho. É um exemplo perigoso para o atual status daquela região. Teremos, então, uma arabização do chavismo.

Mas, antes de julgar o chavismo devemos perguntar a nós mesmos – e responder com sinceridade – a seguinte questão: “a inclusão social, a diminuição das desigualdades, a busca de uma maior justiça social devem ser metas da nossa desejada Democracia – Ou o mundo deve continuar reduzido a um cenário na realização de bons negócios?”

Essa resposta tira qualquer um de cima do muro. Negociar tudo: de escravos, no passado, até a saúde, educação, água… tudo transformado em negócios e lucros. Isso é uma pobreza selvagem. Isso é o liberalismo de ontem e de hoje.

Para mim, a Democracia só é plena com Justiça Social.

Abaixo o vídeo do Jornal da Cultura a que o texto se refere, veja  a partir dos 20 minutos:

Leia mais:

Chávez: Um Homem Multiplicado

“A verdade histórica é essencialmente revolucionária”

Lula: Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com Chávez pela integração da América Latina

Ao sul da fronteira: como a velha mídia estereotipa governos progressistas da América Latina

RIP Chávez

Leandro Fortes: Sem Chávez

Paulo Moreira Leite: Hugo Chávez

Rodrigo Vianna: CHAVEZ: A MULTIDÃO VERMELHA FAZ HISTÓRIA

50 verdades sobre Hugo Chávez e a Revolução Bolivariana

Tags: 8 Comments

Imperdível a reportagem de hoje no Domingo Espetacular: Perseguidos

março 10th, 2013 by mariafro
Respond

A dupla Gustavo Costa e Marco Aurélio Mello é de uma qualidade jornalística surpreendente. Quando se juntam produzem excelentes reportagens. Hoje, no Domingo Espetacular, poderemos ver o resultado de três meses de trabalho deste duo que leva o jornalismo a sério: entrevistaram muitos refugiados que para cá vieram clandestinamente fugindo da perseguição que sofrem em seus países de origem. De acordo com a ONU, o Brasil hoje é um dos principais destino destes imigrantes. Não perca: hoje, 10/03 às 20H na Record.

<

Por: Marco Aurelio Mello

Se ontem o Brasil era procurado por imigrantes europeus que fugiam da guerra, hoje nosso país tem se transformado num dos principais destinos de pessoas perseguidas e ameaçadas, segundo a ONU.

É o tema do novo documentário inédito feito pelos jornalistas Gustavo Costa e Marco Aurélio Mello.

Os dois foram ao encontro dos novos excluídos do planeta: latino-americanos, africanos, asiáticos, perseguidos que enfrentaram sequestros, torturas, catástrofes e que só escaparam da morte por sorte, misericórdia ou milagre.

Relatos impressionantes de pessoas vivendo em situação extrema, muitos clandestinamente no Brasil.

Os jornalistas também ousaram questionar o principal organismo internacional ligado ao tema, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o ACNUR.

E apontar falhas num dos programas mais elogiados do mundo para refugiados, o brasileiro.

O resultado deste trabalho, que levou 3 meses para ser produzido, você vê  hoje, 10/03/2013, no  Domingo Espetacular, às oito da noite, na TV Record.

Tags:   · · · · No Comments.