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Roberto Requião: Folha de comissionados de Richa passou de R$ 76 milhões para R$ 216 milhões

abril 3rd, 2013 by mariafro
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Folha de comissionados de Richa passou de R$ 76 milhões para R$ 216 milhões

Gabinete do Senador Roberto Requião

03/04/2013

“É governo ou é farra? É farra de governo tentando viabilizar a eleição”. Desta forma o senador Roberto Requião (PMDB/PR) definiu a gestão de Beto Richa frente ao governo do Paraná. “É a proliferação de carguinhos, contratação de cabos eleitorais, funcionários sem concurso”, completou.

Requião citou o levantamento feito pelo deputado estadual Enio Verri (PT/PR) que mostra que de janeiro a 19 de março deste ano foram nomeadas 729 pessoas em cargos de comissão, sem concurso. “E assim caminha o Paraná. Nada estruturante. Só negócios, empresas tentando tirar vantagem. ‘Tudo Aqui’, a terceirização de 171 funções do Estado por R$ 3 bilhões”, disse.

Em 2010, último ano da administração de Requião no Paraná, o gasto do governo com cargos comissionados era de R$ 76 milhões. Em dois anos, Beto Richa aumentou a folha de pagamento dos comissionados em 283%. “Em 2011 esta folha custava R$ 85 milhões. No ano passado aumentou para R$ 216 milhões. Isto é praticamente em um ano a terça parte do empréstimo que o governador quer fazer no BIRD”, destacou.

Para o senador, “este empréstimo será devorado com o aumento salarial dos aspones do governo do Estado. Verri ironizou ao dizer que este é o choque de gestão do Richa. Não é choque de gestão. É uma ação que choca a população séria do Paraná. E a bancada do PMDB não está fazendo absolutamente nada. Eu me envergonho disso”.

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O nome disso é solidariedade: Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares – RENAP

abril 3rd, 2013 by mariafro
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Carta de Solidariedade aos blogueiros, jornalistas íntegros e comprometidos com a divulgação da informação de qualidade

Da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP), via e-mail

03/04/2013

Nós, advogadas e advogados populares, estudantes de direito e demais atores jurídicos que atuamos na defesa dos movimentos sociais de luta pela terra, moradia, trabalho e das comunidades quilombolas e povos indígenas lemos, com preocupação, a notícia de seguidas condenações no Poder Judiciário de jornalistas íntegros e comprometidos com a divulgação da informação de qualidade.

Sabemos todos que os meios de comunicação de massa em nosso País se constitui um monopólio de 5 famílias que escolhem, de acordo com seu pensamento ideológico, a forma de “informar” a todos nós brasileiros os fatos que lhes interessam.

Assistimos, com alegria, nos últimos anos, a criação espontânea e coletiva de instrumentos de comunicação que se preocupam em apresentar um indispensável contra-ponto à hegemonia dessas famílias. Somos leitores assíduos de todos vocês.

No entanto, essa construção coletiva e comprometida de jornalismo corre sério risco em razão da histórica influência desses grandes conglomerados sobre as canetas dos juízes.

Desta forma, nos solidarizamos com todos os jornalistas que sofreram condenações absurdas e nos colocamos a disposição para contribuir, de qualquer forma, para a defesa destes valorosos companheiros.

Compomos uma articulação de 700 advogados e advogadas, estudantes de direito e atores jurídicos espalhados pelo Brasil todo e podemos contribuir neste luta. É nosso dever.

Não passarão!

Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares – RENAP

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Paulo Bernardo de acordo com O Globo: ” alguns petistas querem censurar os meios de comunicação”

abril 2nd, 2013 by mariafro
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Vou creditar o cinismo desta frase ao O Globo:
Bernardo, que entrou em polêmica com militantes do PT por causa do assunto, afirmou que sempre defendeu a regulação, mas reconheceu que alguns petistas querem censurar os meios de comunicação.

Em São Paulo, Paulo Bernardo defende regulação da mídia
Ministro disse que elementos da proposta de Franklin Martins podem ser usados

SÉRGIO ROXO (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER), O Globo
Publicado:

Atualizado:

Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo

SÃO PAULO — O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira a regulação da mídia e disse que o projeto sobre o tema pode ser apresentado até o final do governo da presidente Dilma Rousseff no próximo ano. Admitiu também usar elementos da proposta que estava sendo formulada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins.

— (Vou) dizer o que sempre disse: sou favorável à regulação da mídia. Como qualquer outro segmento, tem que ser regulado.
De acordo com o ministro, Dilma não se contrapôs à regulação.
— Acredito que se tivermos um projeto ela vai avaliar.
Bernardo, que entrou em polêmica com militantes do PT por causa do assunto, afirmou que sempre defendeu a regulação, mas reconheceu que alguns petistas querem censurar os meios de comunicação.
— O que às vezes me faz contrapor com meus companheiros, alguns militantes que discutem esse tema, é que algumas pessoas veem a capa da revista e não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para mídia escrita.
O ministro acredita que deve haver uma lei que garanta o direito de reposta e citou como exemplo a lei recentemente implantada na Inglaterra.
— Tem que ter uma lei regulando o direito de resposta. Se a pessoa se sente ferida na honra ou acha que uma determinada matéria contém inverdades, não foi correta, tem que ter um direito de resposta.
Para rádio e televisão, o ministro se disse favorável às discussões sobre propriedade. Paulo Bernardo não sabe ainda quando o tema será tratado no governo.
— Pode ser prioridade. Mas a primeira prioridade vai ser fazer um grande plano de investimento de infraestrutura de telecomunicações.

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Azenha e a série Infância Roubada no Amapá: Poder, pedofilia, impunidade e nós o que faremos?

março 31st, 2013 by mariafro
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Azenha é um dos grandes jornalistas que se salvam na mesmice do lixo televisivo e da imprensa venal do monopólio midiático brasileiro.

Ele não brinca em serviço, uma pauta não é espaço de chantagem barata, ou busca desenfreada de audiência:  uma pauta para Luiz Carlos Azenha é algo que precisa ser contado, conhecido,  pensado e se problema resolvido, se solução compartilhada.

Há cerca de uma semana ele apresentou uma série destas soco no estômago: no segundo episódio entrevistou um ex-presidente do Tribunal de Contas (que como Carlinhos Cachoeira foi investigado por uma mega operação da polícia federal cheia de gravações, grampos, provas) acusado também por pedofilia e o sujeito continua com a sua vaga reservada no estacionamento do Tribunal de Contas, seus carros de luxo em garagem climatizada e seu processo de crime de pedofilia arquivado!

Azenha descobriu no Amapá uma rede de pedófilos, conversou com mães que tiveram de entrar para o programa de proteção à testemunha e tiveram seus filhos violentados por estes animais protegidos pela Justiça (porque há juízes envolvidos) e esses animais continuam soltos e as crianças vítimas de abuso sexual completamente destruídas: esquizofrênicas, dependentes químicos etc.

Conversou com mães que estão sendo processadas por uma Justiça machista e medieval que criminaliza as vítimas: uma das mães que teve sua filha menor estuprada e que a levou para fazer um aborto está sendo processada, enquanto o pedófilo estuprador esta solto!

Vejo meu amigo pedindo socorro ao seu modo:

Conceição Oliveira, faço através de vc uma pergunta às mulheres: será que tem saída? Depois de ver o que vi no Amapá — diga-se, em relação a uma minoria de poderosos, não a todos os amapaenses — e de ver a reação tíbia de homens, inclusive de esquerda, será que vcs mulheres podem contar com os homens para combater a misoginia, a pedofilia, o abuso sexual, o assédio? Será que não é preciso radicalizar? Talvez a pergunta expresse apenas minha frustração com as injustiças que testemunhei num microcosmo, mas que são comuns em todo o Brasil. E os nossos políticos, isso vi de perto, fazem cara de pastel, como se não fosse com eles…

Numa outra postagem em seu facebook, Azenha volta ao tema:

As “bruxas” do século 21

Existe um paralelo entre a onda de estupros na Índia e a violência contra as mulheres que testemunhei no Amapá mas que existe em todo o Brasil.

As sociedades na era da informação mudam muito rapidamente e os homens não se conformam com a quebra de hierarquia representada pela visibilidade política das mulheres, gays, etc. E tome o pastor Feliciano para dar um sentido político e religioso à reação, construindo artificialmente um discurso de nós contra eles em que ELES são demonizados e satanizados, como se colocassem em risco a existência do mundo.

O discurso milenarista funciona porque mobiliza as pessoas como se a própria sobrevivência delas estivesse em jogo, quando o que se tenta perpetuar é uma sociedade hierarquizada, excludente, antidemocrática e intolerante à diversidade. No Amapá encontrei alguns gaiatos supostamente bem informados — homens, naturalmente — dizendo que as mulheres do Norte do Brasil são sexualmente precoces e que isso está na origem da violência e dos abusos que elas sofrem. Foi preciso uma delegada de polícia para colocar ordem na casa: “Ah, gente, parem de tentar culpar a vítima. É o machismo que dá a vocês a crença de que são donos das mulheres”. Boa!

PS: A direita vai dizer que a culpa é do Lula, que deu o cartão do Bolsa Família na mão das mulheres!

Dá pra ver todos os capítulos desta reportagem doloridíssima aqui.

No último episódio da série sobre a infância roubada de nossas crianças no Amapá, o que mais me chocou foi a mãe que abandonou suas filhas pra ficar com o companheiro estuprador e a tia que ao saber que seu marido abusa dos sobrinhos que ela cuida diz não querer se envolver. Espero que estas vítimas encontrem em nós mais solidariedade e envolvimento na cobrança de atitude por parte das autoridades que destas duas mulheres que perderem a referência do que é ser adulto nestas circunstâncias.

No Facebook, Azenha confessa: 

Essa doeu fazer, Conceição Oliveira. Todas as ações públicas para enfrentar o problema são tíbias e a Justiça medieval ainda considera que as crianças devem ter os filhos dos estupradores, mesmo que for para doar depois. Triplo trauma contra as mulheres.” 

Sei o quanto doeu, conheço Luiz Carlos Azenha cujos olhos já viram Serra Leoa e que em todos os lugares que passa nunca deixa de registrar o poderoso sorriso das crianças que nesta terra desgraçada está sendo roubado por bandidos da pior espécie.

Conte comigo pra tudo,  amigo,  ficarei rouca e com tendinite, mas vou continuar a atormentar a vida das autoridades deste país ao menos pra atrapalhar o sono deles e espero que nossos amigos e inimigos da rede que são diferentes desta corja e que ainda não mataram a alma também se juntem a nós nesta cruzada por Justiça e pela proteção de nossas crianças.

Apelo às feministas e aos homens de bem que façamos  algo de concreto contra toda a barbárie que Azenha revelou no Amapá.

O que faremos?

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