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Imperdível a reportagem de hoje no Domingo Espetacular: Perseguidos

março 10th, 2013 by mariafro
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A dupla Gustavo Costa e Marco Aurélio Mello é de uma qualidade jornalística surpreendente. Quando se juntam produzem excelentes reportagens. Hoje, no Domingo Espetacular, poderemos ver o resultado de três meses de trabalho deste duo que leva o jornalismo a sério: entrevistaram muitos refugiados que para cá vieram clandestinamente fugindo da perseguição que sofrem em seus países de origem. De acordo com a ONU, o Brasil hoje é um dos principais destino destes imigrantes. Não perca: hoje, 10/03 às 20H na Record.

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Por: Marco Aurelio Mello

Se ontem o Brasil era procurado por imigrantes europeus que fugiam da guerra, hoje nosso país tem se transformado num dos principais destinos de pessoas perseguidas e ameaçadas, segundo a ONU.

É o tema do novo documentário inédito feito pelos jornalistas Gustavo Costa e Marco Aurélio Mello.

Os dois foram ao encontro dos novos excluídos do planeta: latino-americanos, africanos, asiáticos, perseguidos que enfrentaram sequestros, torturas, catástrofes e que só escaparam da morte por sorte, misericórdia ou milagre.

Relatos impressionantes de pessoas vivendo em situação extrema, muitos clandestinamente no Brasil.

Os jornalistas também ousaram questionar o principal organismo internacional ligado ao tema, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o ACNUR.

E apontar falhas num dos programas mais elogiados do mundo para refugiados, o brasileiro.

O resultado deste trabalho, que levou 3 meses para ser produzido, você vê  hoje, 10/03/2013, no  Domingo Espetacular, às oito da noite, na TV Record.

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Rodrigo Vianna: CHAVEZ: A MULTIDÃO VERMELHA FAZ HISTÓRIA

março 10th, 2013 by mariafro
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Rodrigo Vianna é um dos poucos jornalistas brasileiros que fala da América Latina, mas especialmente da Venezuela, com a propriedade de um estudioso e de um viajante (no sentido filosófico do termo). Ele esteve inúmeras vezes em Caracas em momentos cruciais da história do Chavismo. Sua sólida formação de historiador (há historiadores e histriônicos) permite que faça análises ricas, comprometidas com os fatos sem nos vender o embuste de discurso neutro.

Ao ler Rodrigo e ver a Capa de Veja pós morte de Chávez, ( mais uma, porque Veja é pouco criativa em sua visão grotesca e sombria do mundo) ela fica ainda mais ridícula.


A comparação entre as capas da Veja e Carta Capital mostra que não há discurso neutro no jornalismo (e em nenhuma área e/ou profissão.

 

CHAVEZ: A MULTIDÃO VERMELHA FAZ HISTÓRIA

Por: Rodrigo Vianna, em seu blog

08/03/2013

A multidão nas ruas nem sempre é boa medida para avaliar um sistema político. Existem as multidões enfurecidas, as multidões conduzidas por ditadores. As multidões amorfas.

Acima, vemos a multidão vermelha (foto) que tomou as ruas de Caracas para se despedir de Chavez. Do alto, imagem que impressiona. Mas é preciso baixar à rua e olhar a história da América Latina para compreender de que multidão se trata.

De táxi, eu tentava me aproximar do Forte Tiúna – sede do comando das Forças Armadas da Venezuela, onde ocorre o velório de Hugo Chavez. O motorista que me conduzia olhava a multidão nas ruas e dizia: “quanto estão pagando a essa gente para vir até aqui?” Ah, os taxistas…

Desci do carro, segui a pé com o cinegrafista Josias Erdei. Multidões desciam dos morros. Mães com crianças de colo, homens jovens de mãos dadas com as mães já alquebradas pelas idade, pais conduzindo famílias inteiras pelas ruas. Tristeza, sim, mas sem desespero. E os gritos: “Chavez vive, la lucha sigue”.

Essa é a multidão da democracia, tantas vezes pisoteada na América Latina. Pisoteada no assassinato de Gaitán na Colômbia em 1948, no suicídio de Vargas em 54, nols golpes militares do Cone Sul dos anos 60 e 70. A multidão vermelha de Caracas é a mesma que baixou dos morros, em 2002, e garantiu o mandato de Chavez. Os golpistas tinham as televisões, os empresários, a classe média. Chavez tinha o povão. Ou seria o contrário: o povão tinha Chavez, e dele não abriu mão.


Cortejo do corpo de Hugo Chávez. Fonte: VTVCanal8

É preciso lembrar sempre: a multidão precede Chavez na história da Venezuela. Não foi Chavez que inventou a multidão, mas a contrário: a multidão é que inventou Chavez.

1989. O governo neoliberal venezuelano anuncia um aumento geral de tarifas. A multidão, sem líder, sem controle, põe fogo em Caracas. O Caracazo era o sintoma de que a multidão retomava o fio da história que os idiotas neoliberais imaginavam extinto.

A multidão do Caracazo gerou o Chavez de 92: líder de uma rebelião frustrada. Depois, viria a vitória chavista nas urnas em 1998. E um governo sustentado pela multidão. Sempre.

Chavez é filho da multidão, por mais que dezenas de pessoas com as quais conversei nas ruas de Caracas tendam a ver o contrário: “era como um pai para nós”. Ah, a eterna necessidade humana de se proteger à sombra de um pai poderoso e justo. Mas quantas vezes são os filhos que – sem perceber – conduzem os pais!

A multidão vermelha de Caracas tem o fio da história nas mãos. Vejo cenas emocionantes nas ruas: gente que chora ao falar o nome de Chavez. E um bordão que se repete, mas que não se desgasta: “Chavez somos todos nós, Chavez é a multidão”.

Na fila que passa lentamente ao lado do caixão, senhoras desesperadas se debruçam, fazem o sinal da cruz.
Soldados fardados batem continência. Mas às vezes tudo se inverte: o soldado chora, e mulheres batem continência ao “comandante”.

O taxista do começo do texto, coitado, faz parte de um outro mundo. Preso à lógica mercantil, acredita que as pessoas só se movem quando são “pagas”. Mas a multidão de Caracas se move por outros caminhos. A multidão deCaracas parece disposta a conduzir o fio da história.

Discursos derramados na TV. E de repente o aviso (chocante para mim, confeso) de que Chavez será “embalsamado”.
Que apego à figura do líder! Chavez, preso numa urna de cristal, não pode fazer nada. É apenas uma alegoria – algo fantasmagórica – num país em que a história se escreve pelas multidão: em 89 no Caracazo, em 2002 na reação ao golpe, em tantas e tantas eleições… E agora também na despedida do líder.

Dia seguinte, sexta-feira: a multidão interrompe sua lenta caminhada ao largo do saguão onde ocorrre o velório.
Agora são os chefes de Estado que prestam homenagem a Chavez. Simbolicamente, Nicolás Maduro ergue uma réplica da espada de Bolívar. E a deposita sobre o caixão.

Bolívar conduzia a multidão. Chavez foi conduzido por ela. A multidão vermelha de Caracas faz história.

Leia mais:

Chávez: Um Homem Multiplicado

“A verdade histórica é essencialmente revolucionária”

Lula: Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com Chávez pela integração da América Latina

Ao sul da fronteira: como a velha mídia estereotipa governos progressistas da América Latina

RIP Chávez

Leandro Fortes: Sem Chávez

Paulo Moreira Leite: Hugo Chávez

Rodrigo Vianna: CHAVEZ: A MULTIDÃO VERMELHA FAZ HISTÓRIA

50 verdades sobre Hugo Chávez e a Revolução Bolivariana

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Altino Machado relata o crescimento da TelexFree no Acre

março 10th, 2013 by mariafro
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Luis Nassif está passando um perrengue com a Telexfree, veja links ao final do post. O blogueiro Altino Machado mostra como a empresa está crescendo de  modo exponencial no Acre:

TORRE TELEXFREE NO ACRE

Por Altino Machado em seu blog

09/03/2013

Na frente da galeria do Barão da Torre, em Rio Branco

Com mais de 12 mil divulgadores, o Acre é, proporcionalmente, o Estado onde mais cresce a Telexfree, empresa que remunera por anúncios de VOIP (voz sobre IP) na internet.

Já existem, apenas em Rio Branco, 15 escritórios de cadastro e suporte da Telexfree, criados por seus divulgadores, no centro e na periferia da cidade.

O escritório com maior visibilidade e estrutura foi inaugurado há três semanas, em frente à Galeria Cunha, no centro da Rio Branco, e foi batizado de Torre Telexfree.

A galeria pertence ao ex-caminhoneiro Acyr Cunha, que se tornou um dos homens mais ricos do Acre como agiota.

Cunha é proprietário de outra torre bizarra construída nas proximidades do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco.

A torre possui heliponto que jamais foi homologado pela Aeronáutica por falhas técnicas.

O Barão da Torre, como gosta de ser chamado, é tão bizarro quanto a obra. O pé da torre, por exemplo, está reservado para ser o jazigo dele.

O projeto foi assinado pela arquiteta Marlúcia Cândida, atualmente primeira-dama do Acre.

A novidade da Torre Telexfree é que seu divulgador oferece parcelamento de adesão no cartão de crédito.

O negócio é tocado por Júnior Melo, 30, advogado, mais conhecido como Júnior Boca Cheia. Na eleição passada concorreu a vereador pelo PSB.

Ele era proprietário do restaurante Boca Cheia. Após a eleição, decidiu arriscar na Telexfree.

- Entrei em novembro, aderindo a um plano de R$ 2,8 mil. Queria dinheiro para pagar o consórcio do meu carro. A Telexfree atualmente paga todas as despesas de minha família. Fechei o restaurante porque a concorrência era grande e abri o escritório porque não sobrou nada para mim na gestão do novo  prefeito de Rio Branco.

O Barão da Torre está por trás do negócio da Torre Telexfree?

- Não. A iniciativa é minha. Já fiz 20 cadastros. Sou apenas locatário do Acyr. Aliás, ele nem gostou do nome Torre Telexfree. Disse que Barão da Torre só existe um - responde Júnior Boca Cheia.

Ministério Público do Mato Grosso investiga a Telexfree

As investigações da PF e do MP sobre a TelexFree

É hora da Polícia Federal analisar a Telexfree

Os números da Telexfree

Como o esquema TelexFree atua sobre o Google

Aumentam reclamações sobre a TelexFree no Reclame Aqui

A fraude financeira do Telexfree

Golpe da TelexFree chega em Portugal

TelexFree: as lesmas contra as raposas cibernéticas

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Dilma anuncia no 8 de março redução de impostos na cesta básica

março 9th, 2013 by mariafro
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Dilma está mineiríssima na política: aproveitou mais uma vez uma data importante pra anunciar mais uma redução de impostos, desta vez na cesta básica. O governo federal abre mão de todos os impostos federais sobre os produtos da cesta básica, incluindo carnes, leite, ovos, frutas e verduras e espera que esta redução seja repassada para os consumidores, o que significa um barateamento entre 9,25% a 12,35% nos preços dos produtos da cesta básica.

Desta vez ela fez o anúncio vestida com terninho cinza, os tucanos vão reclamaram de quê?

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