Maria Frô

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Horror, horror: prostituta infantil se estuprada o violentador pode ser inocentado!

março 27th, 2012 by mariafro
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Não basta ser pobre, prostituir-se aos 12 anos se você for estuprada a violência praticada contra você é relativa.

É legal! Justiça Brasileira assegura: joga pedra na Geni e ainda justifica isso como ‘relativismo cultural e respeito à diversidade regional deste país de dimensões continentais.

“O direito não é estático, devendo, portanto, se amoldar às mudanças sociais, ponderando-as, inclusive e principalmente, no caso em debate, pois a educação sexual dos jovens certamente não é igual, haja vista as diferenças sociais e culturais encontradas em um país de dimensões continentais” (relatora da aberração jurídica que pode livrar a cara de estuprador de menores duplamente vulneráveis).

É estarrecedor até onde chega a Justiça de classe no Brasil.

Presunção de violência contra menor de 14 anos em estupro é relativa

Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ
27/03/2012
DECISÃO
Para a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a presunção de violência no crime de estupro tem caráter relativo e pode ser afastada diante da realidade concreta. A decisão diz respeito ao artigo 224 do Código Penal (CP), revogado em 2009.

Segundo a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado – no caso, a liberdade sexual. Isso porque as menores a que se referia o processo julgado se prostituíam havia tempos quando do suposto crime.

Dizia o dispositivo vigente à época dos fatos que “presume-se a violência se a vítima não é maior de catorze anos”. No caso analisado, o réu era acusado de ter praticado estupro contra três menores, todas de 12 anos. Mas tanto o magistrado quanto o tribunal local o inocentaram, porque as garotas “já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a própria mãe de uma das supostas vítimas afirmara em juízo que a filha “enforcava” aulas e ficava na praça com as demais para fazer programas com homens em troca de dinheiro.

“A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmou o acórdão do TJSP, que manteve a sentença absolutória.

Divergência

A Quinta Turma do STJ, porém, reverteu o entendimento local, decidindo pelo caráter absoluto da presunção de violência no estupro praticado contra menor de 14 anos. A decisão levou a defesa a apresentar embargos de divergência à Terceira Seção, que alterou a jurisprudência anterior do Tribunal para reconhecer a relatividade da presunção de violência na hipótese dos autos.

Segundo a ministra Maria Thereza, a Quinta Turma entendia que a presunção era absoluta, ao passo que a Sexta considerava ser relativa. Diante da alteração significativa de composição da Seção, era necessário rever a jurisprudência.

Por maioria, vencidos os ministros Gilson Dipp, Laurita Vaz e Sebastião Reis Júnior, a Seção entendeu por fixar a relatividade da presunção de violência prevista na redação anterior do CP.

Relatividade

Para a relatora, apesar de buscar a proteção do ente mais desfavorecido, o magistrado não pode ignorar situações nas quais o caso concreto não se insere no tipo penal. “Não me parece juridicamente defensável continuar preconizando a ideia da presunção absoluta em fatos como os tais se a própria natureza das coisas afasta o injusto da conduta do acusado”, afirmou.

“O direito não é estático, devendo, portanto, se amoldar às mudanças sociais, ponderando-as, inclusive e principalmente, no caso em debate, pois a educação sexual dos jovens certamente não é igual, haja vista as diferenças sociais e culturais encontradas em um país de dimensões continentais”, completou.

“Com efeito, não se pode considerar crime fato que não tenha violado, verdadeiramente, o bem jurídico tutelado – a liberdade sexual –, haja vista constar dos autos que as menores já se prostituíam havia algum tempo”, concluiu a relatora.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo judicial.

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Victor Farinelli propõe que dia 31/03 vire nosso dia da memória pelas vítimas da ditadura militar

março 26th, 2012 by mariafro
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AINDA HÁ TEMPO, BRASIL!! VAMOS CRIAR O NOSSO DIA DA MEMÓRIA!! SÓ DEPENDE DE NÓS!!

Por: Victor Farinelli (enviado por e-mail)

26/03/2012

No último sábado, um evento multitudinário no centro de Buenos Aires, que emulava diversos outros eventos de menor convocatória em outras cidades argentinas, participavam do denominado Dia da Memória. O 24 de março é aniversário do golpe militar que, em 1976, instalou uma sangrenta ditadura vivida no país, mas foi transformado pela sociedade numa data para celebrar a reconciliação com a verdade histórica, celebrada todos os anos.

Somente na capital do país eram mais de quarenta mil pessoas e se estima que foram mais de 100 mil em todo o país, a maioria vestida de negro, simbolizando o luto por aquele trágico dia. Houve homenagens às milhares de vítimas da ditadura, e apesar de alguns dos principais generais ditadores argentinos já estarem mofando atrás das grades, a multidão ainda clamava por “JUST” e pedia condenação ao agentes da tortura e da repressão que ainda seguem impunes. Para os nossos vizinhos, o resgate da verdade não admite meio termo, a reconciliação tem que ser total, senão não serve.

Justamente sete dias depois, acontece no Brasil outro evento tradicional, todavia muito mais reservado e sombrio. Todos os dias 31 de março, os clubes militares comemoram com euforia e orgulho mórbido sua “revolução”, o dia em que, respaldados pelos setores mais conservadores da elite empresarial brasileira (que também celebram anualmente a data), as forças armadas derrubaram um governo democraticamente estabelecido e impuseram uma ditadura tão ou mais sangrenta que a argentina, que massacrou outras milhares de pessoas.

Muitos dos que festejam o 31 de março nos eventos militares foram agentes torturadores, participaram de sequestros, ataques repressivos contra opositores, assassinatos sumários, ocultação de cadáveres, entre outras atrocidades. A data também serve para que eles possam reafirmar a impunidade estabelecida no Brasil, ratificada pelos principais tribunais do país, como sendo “uma solução para não reativar velhos rancores”, ou algum outro argumento nessa mesma linha hipócrita, dos que serviram para defender a ilegítima Lei da Anistia.

A impunidade é um dos problemas que mais incomoda a sociedade brasileira, mas a hipocrisia também está presente nesse incômodo, pois é contraditório que nos indignemos com a liberdade dos mega estelionatários e seus complexos esquemas de fraude e lavagem de dinheiro, ou a dos políticos que enriqueceram desviando verbas públicas, ou com diversos outros tipos de bandidos que não foram condenados, se sequer somos capazes de nos manifestar minimamente contra aqueles que usaram o aparato estatal para sequestrar nossos compatriotas, contra aqueles que usaram o Estado brasileiro para torturar, abusando dos mais cruéis requintes de violência, as brasileiras e brasileiros que não tinham o direito básico de qualquer democracia, de pensar diferente do que expressa o governo.

Como podemos protestar contra a impunidade reinante nas esferas do poder se aceitamos pacificamente a Lei da Anistia, criada pelos maiores criminosos da nossa história para garantir sua própria impunidade, depois de cometerem as atrocidades mais nefastas que o ser humano é capaz de cometer? Com que cara reagimos a um paradoxo desses?

A resposta a essa pergunta é simples: a melhor forma de reagir a esse absurdo é AGIR. A ação tem que ser popular, temos que recuperar as ruas que um dia foram das forças repressoras, e que precisam voltar a ser da população brasileira. O luto é importante, por isso é importante vestir de negro e levar velas, em homenagem aos brasileiros que sucumbiram diante do terrorismo de estado, mas também levar bandeiras brasileiras, que simbolizem que estamos recuperando o país também em memória aos caídos.

Quanto mais gente melhor, em todas as cidades do país, ocupando todos os espaços, marchando sobre as grandes avenidas (como diria um velho estadista também derrubado por um golpe militar), unindo os brasileiros em nome da verdade memória do nosso povo, em nome da reconciliação do país com sua verdade histórica, e que sejam milhares de vozes exigindo “JUSTIÇA” e “VERDADE”, e demonstrando que os rancores alegados pelas forças conservadoras não estão desativados, eles estão mais que ativos e são os que sustentam a impunidade que hoje já não pode ter mais lugar.

Se você está lendo isso agora e se identifica com esse sentimento, não pense que suas ânsias por um país melhor são irrisórias. Tenha orgulho do que sente, e atue!! Fale com seus amigos, organize com eles, no dia 31 de março, o mais mínimo ato em prol do resgate da memória em nosso país. Você pode se deparar com muitas outras vontades similares, e podem unir forças, que podem ser cada vez maiores.

Ainda há tempo, meus amigos brasileiros!! Ainda há tempo de demonstrar que o Brasil não é o país da impunidade, e isso começa por reverter o pior caso de impunidade da nossa história. Começa por criar o nosso próprio DIA DA MEMÓRIA. Começa por acreditar que juntos, como brasileiros, podemos mais que ganhar copas do mundo e fazer os melhores carnavais do planeta.

Começa por entender que só depende de nós.

No dia 31 de março eu nem estarei no Brasil, mas vou colocar minha camiseta negra, levarei minha bandeira brasileira e acenderei minha vela em homenagem às brasileiras e brasileiros que morreram nas mãos da ditadura. Farei, assim, a minha parte. Se você que lê este pretensioso texto se entusiasmar a fazer o mesmo ou muito mais do que humildemente vou fazer, quero te dizer somente isso: EU AMO VOCÊ!!

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Silvio Tendler convoca os brasileiros para ato contra a comemoração do golpe militar de 1964

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março 26th, 2012 by mariafro
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Dia 29/03/2012 (quinta feira)
Local: Em frente ao Clube Militar, na Cinelândia.
Av. Rio Branco, 251 – Rio de Janeiro

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Países do Brics avançam mais no combate à pobreza do que nações desenvolvidas

março 26th, 2012 by mariafro
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Países do Brics avançam mais no combate à pobreza do que nações desenvolvidas, diz relatório

Renata Giraldi*,  Repórter da Agência Brasil

26/03/2012

 Brasília – Um novo modelo de ajuda para os mais pobres foi criado pelos governos dos países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Segundo o texto, a colaboração do grupo ocorreu em um ritmo dez vezes superior ao observado no G7 – que reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, Itália e o Canadá – de 2005 a 2010.

A conclusão está em um relatório da organização internacional Global Health Strategies initiatives (GHSi) – divulgado hoje (26) em Nova Delhi, na Índia – onde os líderes políticos do bloco estarão reunidos até o final da semana. O documento informa ainda que os países do Brics criam modelos para a cooperação internacional. A previsão é que a presidenta Dilma Rousseff chegue amanhã (27) a Nova Delhi.

Apesar de os países desenvolvidos serem os principais responsáveis por um volume maior em termos de cooperação internacional, o estudo informa que a abrangência dos esforços do Brics em termos de ajuda externa têm acompanhado o rápido crescimento de suas economias.

O documento informa também que o Brics inova ao usar recursos para melhorar a situação de saúde nos países mais pobres do mundo. Como exemplo, o documento cita a decisão do governo do Brasil – que foi um dos pioneiros nos tratamentos de HIV/aids – de apoiar a construção, em Moçambique, de uma fábrica de drogas antirretrovirais.

O relatório estima que os gastos do Brasil com ajuda externa tenham ficado entre US$ 400 milhões e US$ 1,2 bilhão em 2010 (já que o país não divulga números anuais). A Rússia teria desembolsado cerca de US$ 500 milhões no mesmo ano, enquanto a Índia teria gasto US$ 680 milhões, a China, US$ 3,9 bilhões, e a África do Sul, US$ 150 milhões.

De acordo com o texto, os fabricantes de vacinas e medicamentos genéricos da Índia também tiveram papel fundamental na redução dos preços que os países mais pobres pagam por esses produtos. Porém, o texto reconhece que o Brics ainda enfrenta seus próprios desafios em relação a seus sistemas de saúde.

O documento informa também que as cinco nações do Brics tiveram avanços recentes e implementaram programas inovadores na área. O Brasil, a Rússia, Índia, China e a África do Sul também estão coordenando esforços em setores como agricultura, ciência e tecnologia, além de investir em pesquisa e desenvolvimento, o que poderia ter um impacto direto em países pobres.

Na 4ª Cúpula dos Brics, na qual Dilma estará presente, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, apresentará a proposta de criação do banco do desenvolvimento do bloco. A ideia é que a instituição se dedique aos investimentos em projetos de infraestrutura e desenvolvimento em nações pobres. O processo de criação do banco deve ocorrer a longo prazo.

Além de Dilma e Singh, participarão da cúpula os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul). A presidenta participa das reuniões na companhia de uma comitiva de ministros e de cerca de 60 empresários.

*Com informações da BBC Brasil.

Edição: Talita Cavalcante

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