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“O campo está de luto” SOS Seca no Nordeste

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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Cadê o programa um milhão de cisternas? A ASA que ganhou prêmios perdeu quase um ano pelo denuncismo de Veja que fez a presidenta cortar verba pra todas as ONGs (sérias ou não) E a transposição do São Francisco? E a irrigação? Talvez o que a pesquisadora Angela Barcelar da UFPE revela na série do Azenha “O Novo Nordeste nos dê uma pista:


Carros pipas estão sem abastecer a população por falta de pagamentos dos governos

Animais estão sendo alimentados com Mandacaru no Nordeste

Por Dimas Roque

A seca no Nordeste está localizada no que se chama “polígono da seca”. Ela não está acontecendo em toda a região. O que não significa que está sendo menos maligna contra a população e animais. A área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.

No povoado “Malhada Grande” na cidade de Paulo Afonso na Bahia a situação é de calamidade. O senhor Sérgio Alcântara está dando pedaços de Mandacaru, que está sendo usada para alimentar aos animais que lhe restam. “Eu já perdi três cabeças de gado e se conseguir alguém que compre as que me restam vou vender. É melhor perder dinheiro do que ver o sofrimento dos animais” disse ele.

Outro fator que está comprometendo a situação da população da região é a falta de programas sustentáveis no abastecimento de água. Continua a política do Carro Pipa, que este ano vem tendo dificuldades no seu programa. O exército está há quatro meses sem realizar o pagamento aos donos dos carros, comprometendo assim o abastecimento das localidades da zona rural.

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Lula: “Ano que vem, para a alegria de muitos e tristeza de poucos, estarei voltando a andar por este País”

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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A foto não é a da matéria original, esta foto é de O Globo, via Facebook

Lula: “o que mais machuca os meus adversários é o meu sucesso”

VAGNER MAGALHÃES, Terra

Direto de São Bernardo do Campo (SP)

19/12/2012 – 13h21 – atualizado às 14h03

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira em São Bernardo do Campo que o que mais machuca os seus adversários políticos é o seu sucesso. “Não se preocupem muito com os ataques. Há uma razão para isso. Em 2010, quando lançamos a Dilma, ela era um poste. Vencemos. Agora, quando apresentamos Fernando Haddad aqui em São Paulo, vencemos. De poste em poste a gente está iluminando o Brasil inteiro. Ano que vem, para a alegria de muitos e tristeza de poucos, estarei voltando a andar por este País”, disse ele.

O discurso de Lula acontece dois dias após a conclusão do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma semana depois da divulgação das declarações do empresário Marcos Valério ao Ministério Público Federal (MPF) denunciando que o ex-presidente teve o pagamento de despesas pessoais feitos por meio do esquema.

Lula prosseguiu: “um vagabundo, falando mal de mim em uma sala com ar-condicionado, vai perder. Tem gente que olha para minha cara acha que eu sou burro. Eu consigo compreender o jogo que eles fazem. Eles governam o País desde que Cabral chegou aqui e como podem aceitar pacificamente, sem ódio, o que nós conseguimos em oito anos de governo?”. (grifos nossos)

Ele lembrou que, quando assumiu a presidência em 2002, era o próprio “Titanic”. “Não era possível governar esse País para um terço da população. É por isso que eles não se conformam que colocamos 40 milhões de homens e mulheres na classe C. (Não se conformam em) ver os pobres viajarem de avião, trocarem de carro. Eu acho que isso deixa eles indignados”, disse.

O ex-presidente seguiu com críticas aos seus adversários políticos: “eles governaram antes de mim. Tinham unanimidade na imprensa. Por que não cuidaram dos índios, das mulheres, dos pobres? Por que não levantaram a auto-estima do povo? Um País como o nosso não pode ter medo do futuro”.

Lula disse que em 2002, quando se elegeu presidente pela primeira vez, desconfia que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) torceu por ele. “Teve momento que eu achava que ele preferia minha vitória do que a do Serra. Muita gente vinha e me dizia ‘ele prefere você’. Ele achou que não ia dar certo e que voltaria”, disse.

O ex-presidente afirmou ainda que é preciso pensar de forma positiva em relação ao desenvolvimento do Brasil. “Temos de pensar da forma mais positiva possível. Não é porque nosso vizinho está doente que nós vamos ficar doentes. Não é porque a Europa está em crise, que nós vamos entrar em crise. Ela pode ter maior ou menor incidência a partir das medidas que nós tomemos aqui”, disse ele.

Lula participou nesta quarta-feira da posse de Rafael Marques na presidência do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ele substituiu Sérgio Nobre, que foi eleito em julho passado para o cargo de secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Durante o evento, em todas as falas, o presidente Lula foi citado. Críticas ao poder judiciário, à “campanha” da mídia contra o ex-presidente e à postura da oposição deram o tom dos discursos.

Wagner Freitas, presidente nacional da CUT, afirmou que o poder Judiciário está fazendo um papel que não é dele e que a elite brasileira ainda não digeriu que Lula “foi o maior presidente da história desse País”.

Na última segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou o mandato dos parlamentares João Paulo Cunha (PT-SP); Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), o que, no entendimento de alguns, seria uma atribuição do Congresso.

“A CUT está muito preocupada com isso. (A oposição) quer jogar no tapetão, quer jogar no Poder Judiciário. O que está querendo se construir é um golpe para que o Judiciário mude uma situação onde o povo não está representado. Se colocar a democracia em jogo, vamos para a rua. Não pode ser uma parcela do Poder Judiciário e da mídia a resolver isso. O Lula é nosso amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, disse ele.

Gilmar Mauro, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, disse que o Brasil vive hoje a criminalização geral da pobreza, dos movimentos sociais e de muitos políticos. “É preciso colocar em pauta o Poder Judiciário, que parece ser intocável no nosso País”, disse ele, que também defendeu a regulação da mídia.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que a entidade topa “qualquer parada” para defender o projeto que tem o ex-presidente como figura central. “Não vamos nos intimidar. Não nos intimidamos quando este País esteve na ditadura…”, disse ele.

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Por que será que as lideranças gregas não vieram discutir com o príncipe da sociologia?

dezembro 19th, 2012 by mariafro
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Pergunta do petroleiro Caio

Políticas de austeridade de hoje nos condenam a uma recessão perpétua, diz líder da esquerda grega em encontro com Lula

Alexis Tsipras, presidente do Syriza, principal partido de esquerda grego, defende uma conferência europeia sobre a dívida soberana, organizada nos mesmos moldes que a Conferência de Londres de 1953 que perdoou quase 63% da dívida da Alemanha no pós-guerra.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou na manhã desta terça-feira (18) com Alexis Tsipras, líder do partido de esquerda grego Syriza. Tsipras, junto com sua delegação, visitou a sede do Instituto Lula, em São Paulo, num encontro que durou cerca de uma hora e meia.

A conversa girou em torno da crise internacional, que castiga duramente a Europa e a Grécia em especial. “Viemos de um país que foi eleito como cobaia da crise europeia”, disse Tsipras logo no início do encontro. Lula, que na semana passada esteve em Paris no “Fórum pelo progresso social”, concordou com Tsipiras que as políticas de austeridade estão castigando ainda mais os trabalhadores europeus e é necessário retomar o caminho do crescimento para sair da crise e evitar que ela se espalhe por outras regiões do globo.
Crítico das políticas de austeridade que têm onerado os trabalhadores, em especial a juventude, Tsipras disse que resolveu iniciar sua viagem internacional pelo Brasil porque considera que aqui o governo de Lula provou para o mundo que é possível ter sucesso enfrentando a crise com caminhos alternativos. Lula perguntou se o povo grego acredita que a crise está terminando e Tsaris foi taxativo ao dizer que não. “Nos últimos três anos, recebemos 140 bilhões de euros em empréstimos. Desse valor, só 19 bilhões foram para a economia real. Esses empréstimos estão nos condenando a uma recessão perpétua, porque não temos a menor possibilidade de pagar essa dívida”. E ele lembrou ainda que há um problema político, porque este é um ano eleitoral na Alemanha e Angela Merkel, a chanceler alemã e líder europeia nas políticas de austeridade, não quer aceitar que o problema fracassou.

Tsaris disse a Lula que o remédio da austeridade não está funcionando na Europa e, mesmo assim, os governos só fazem aumentar a dose desse remédio. O grego propôs uma Conferência Internacional para debater esses problemas, como a conferência feita em 1953 e que perdoou quase 65% da dívida alemã no pós-guerra. “A Europa tem que trilhar o crescimento para superar a crise, precisamos de um plano Marshall de investimentos, uma mudança na política de impostos, que recaem fortemente sobre os trabalhadores e a classe média, e um programa de investimento na infraestrutura do país”.

“O povo está sendo barbaramente atingido por esta crise. A renda média sofreu uma redução de aproximadamente 40%, o PIB caiu 25 pontos nos últimos quatro anos e a taxa oficial de desemprego já é de 26%. Entre os jovens, passa de 50%.” Tsipras ainda citou estatísticas europeias de que, neste momento, um terço da população grega vive abaixo da linha de pobreza. “Não seria exagero dizer que a Grécia, um país no coração da Europa, em desenvolvimento, com renda per capita de país desenvolvido, neste momento enfrenta uma crise humanitária”, lamentou.

Lula lembrou que no seminário “Fórum pelo progresso social” organizado em conjunto em Paris pela Fundação Jean-Jaurès e pelo Instituto Lula, o mesmo assunto foi debatido. “Segundo discussões de economistas aqui no Brasil e no seminário que fizemos em Paris, o problema da Grécia teria sido resolvido com 40 bilhões de dólares no ano de 2009. E agora necessitamos muitas vezes esse valor”. E concordou com a visão de Tsaris de que, resolvido o problema político, fica mais fácil resolver o problema econômico desta crise.
“Eu fui candidato a presidente em 89 aqui no Brasil e, naquela época, a dívida da Itália ja era de 120% do PIB. Isso nunca foi problema, porque a Itália tinha dívida cara, mas os títulos eram de longo prazo. A dívida dos EUA é maior que o PIB americano, mais de 17 trilhões de dólares, e isso não traz nenhuma preocupação? Por que de repente a dívida dos países mais pobres da Europa ficou problemática? Essa dívida estava na mão de quem? De bancos franceses — a grega especialmente — e de bancos alemães. Se eles tivessem pensado politicamente, teriam resolvido essa crise no seu nascimento. De 2008 até agora já foram colocados 9,5 trilhões de dólares para salvar o sistema e o problema não esta resolvido. Quando, na verdade, parte desse dinheiro poderia ser gasto para retomar produção e crescimento econômico”. E finalizou retomando uma frase que já havia dito em Paris: “A impressão que eu tenho, muito cuidadosa, é que o atual conjunto de lideranças da Europa são todos filhos do Estado de Bem-Estar social e que não estavam habituados a viver essa tempestade. Falta algum tipo de governança global que possa regular o sistema financeiro”. Para Lula, a capacidade do FMI e do Banco Mundial de ajudar a Europa nesta crise é pequena, porque são instituições que foram criadas para atuar em crises de países pobres, não nos ricos.

E terminou com uma mensagem de otimismo para os gregos, recordando o que aconteceu aqui no Brasil. “Eu lembro que no dia 22 de dezembro de 2008 eu entrei em rede nacional para fazer um pronunciamento à nação brasileira. Havia um clima de terror, dizendo que o povo não ia comprar porque estava com medo de perder o emprego. Fui para a TV e fiz um pronunciamento dizendo que era verdade que tinha o início de uma crise, e que essa crise no Brasil seria uma marolinha. Mas que, se o povo não fosse às compras, aí sim a crise ia chegar no Brasil. O que aconteceu naquele momento? Pela primeira vez na história do Brasil, as classes C, D e E consumiram mais que as classes A e B.’ Lula lembrou ainda que, mesmo na crise atual, neste ano foram gerados mais de um milhão de empregos formais no Brasil e a massa salarial cresceu 4,8%.

Para baixar fotos em alta resolução, visite oPicasa do Instituto Lula:https://picasaweb.google.com/116451107798979983687/LulaSeEncontraComAlexisTsiprasLiderancaDaOposicaoNaGrecia#

Para mais informações sobre o Fórum para o Progresso Social, visite o site do Instituto Lula:http://www.institutolula.org/modelo-economico-do-brasil-oferece-raio-de-esperanca-diz-imprensa-internacional-apos-forum-na-franca/

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Solidariedade: Cid organiza bloco em defesa de Lula

dezembro 18th, 2012 by mariafro
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Do site do Senado 

http://www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/inc/senamidia/imagemVer.asp?codImagem=

SOLIDARIEDADE

Governador cearense articula para hoje “visita de solidariedade” ao ex-presidente em função das acusações de Marcos Valério contra o petista no caso mensalão

SÃO PAULO - Capitaneado pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), um grupo de governadores deve fazer hoje uma “visita de solidariedade” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. Em meio às novas declarações do empresário Marcos Valério ao Ministério Público Federal (MPF) sobre o pagamento de despesas pessoais de Lula através do esquema do mensalão, Cid Gomes disse em seu perfil no Twitter que o encontro visa o “reconhecimento” da figura do ex-presidente.”Estamos, alguns governadores, nos programando para uma visita de solidariedade e de reconhecimento ao ex-presidente Lula”, informou o governador cearense, sem oferecer mais detalhes.

O governador do PSB ainda articula os colegas que o acompanhará na visita ao ex-presidente Lula. A assessoria de imprensa do ex-presidente confirmou o encontro e disse apenas que será à tarde no Instituto Lula, na Zona Sul da capital paulista.

Não é a primeira vez que os Gomes (Ciro e Cid), que controlam o PSB no Ceará, manifestam apoio ao PT. Agora é esse gesto de “solidariedade” a Lula, no mês passado a manifestação foi dirigida à presidente Dilma Rousseff. Em um almoço com a petista, em Brasília, Cid Gomes saiu em defesa da reeleição da petista.

Na ocasião, chegou a defender, inclusive, a indicação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para o cargo de vice de Dilma Rousseff no lugar do PMDB, colocando-se, assim, publicamente contra uma candidatura própria de seu partido à Presidência em 2014. Aproveitou o momento para pedir uma trégua nas disputas entre PT e PSB que nessas eleições municipais se enfrentaram em alguns cidades e capitais, incluindo Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Os argumentos do governador cearense para defender a substituição do PSB pelo PMDB na vice da presidente Dilma em 2014 consideram que os peemedebistas já devem ser atendidos politicamente com as presidências das duas casas legislativas (Câmara dos Deputados e Senado) na eleição próximo ano.

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