E Salvador não se intimidou e saiu às ruas:
Para ver o restante do álbum, acesse aqui
Veja também: Juízes que desrespeitam a Constituição viram moda no Brasil: Juiza proibe manifestação em Ondina
E Salvador não se intimidou e saiu às ruas:
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Convido os leitores do Maria Frô além de ver as fotografias de Alex Falcão que gentilmente enviou suas fotos para a publicação assim como as fotos de Emerson Luis e Bianca Fanelli.
Convido os também a lerem três textos:
Entrevista de 2010 com Padre Julio Lancellotti
Relato de Eduardo Guimarães sobre a situação desumana dos dependentes de crack em São Paulo
Operação na Cracolândia inviabiliza projeto do Tribunal de Justiça
Para ver as fotos ampliadas, clique nos álbuns.
Alex Falcão que assim sintetizou o evento:
Sábado foi um dia especial em que muitos foram levar a sua indignação, sua solidariedade e seu grito contra as ações fascistas do comando de SP. Vi muitas pessoas querendo ser ouvidas, querendo contar as suas histórias e como foram mal tratadas essa semana. Havia um clima de transformação naquele lugar. Foi bonito e espero que seja um ponto de partida para que toda a população que gosta de SP se junto para mostrar que podemos ter uma cidade mais humana e respeitando as diferenças!
Álbum do Alex Falcão
Álbum de Emerson Luis
Álbum Bianca Fanelli
Tags: churasco de gente diferenciada · contra o higienismo e a violência institucional · cracolândia · Manifestação1 Comment
Talvez se usasse mais e de forma correta não estaríamos refém desses desgorvenantes em São Paulo.
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Lincharam um homem
entre os arranha-céus
(li num jornal)
procurei o crime do homem
o crime não estava no homem
estava na cor de sua epiderme…
(Solano Trindade, 1961)
O poema de Solano Trindade, escrito em 1961, é realidade cotidiana na vida de jovens negros brasileiros, independente de serem pobres e viverem nas periferias ou de classe média. Esta é uma das histórias mais absurdas que já li, mas é exemplar de como o racismo adoece as pessoas e faz com que o medo as tornem seres irracionais.
Racismo: Jovem é preso por atitude preconceituosa de taxista
13/01/2012
Tiago Paulino solicitou os serviços de uma empresa de táxi e acabou sendo preso e agredido por policiais, sem ter cometido crime algum
Arquivo Pessoal
Tiago PaulinoO jovem Tiago Paulino foi preso na madrugada desta sexta-feira, 13, por um crime que não cometeu. Morador do Setor Nova Suíça, em Goiânia, ele chamou um táxi por volta da meia noite para ir até a casa de um amigo. Entretanto, durante o trajeto, o taxista parou em frente ao 8° DP, no Setor Pedro Ludovico, e começou a gritar, obrigando-o a descer do carro e alegando que não o levaria a lugar nenhum.
Assustado, Tiago desceu do veículo e foi rapidamente abordado por policiais militares, que estavam no local participando de outra operação em parceria com a Polícia Civil. Os PMs chegaram atirando e o prenderam, sem dar tempo para que ele se defendesse. “Não deu tempo de falar nada, quando tentei falar alguma coisa o policial me bateu. Então eu tive que lidar com eles com calma até conseguir provar minha versão da história”, relatou o jovem.
Após apresentar seus documentos de identificação, número de celular e uma nota fiscal que continha seu endereço, os policiais ligaram na casa de Tiago e confirmaram as informações fornecidas por ele. Só então o jovem foi liberado, após ficar claro que ele não tinha envolvimento com nenhuma prática criminosa. Tiago, que é formado Sistemas de Informação pela UEG (Universidade Estadual de Goiás) e trabalha como desenvolvedor de web, relatou ao Jornal Opção que após todo o constrangimento, a abordagem ainda virou motivo de chacota entre os policiais.
O taxista foi embora do local assim que os policias prenderam Tiago. O jovem acredita que a atitude foi originada por racismo. “Ele oferece um serviço que é o transporte. E não tinha nada a ver. Então, imagino que ele usou de preconceito, pela minha cor e aparência eu tive cara de bandido, de marginal”[sic], declarou.
A Polícia Civil não gerou boletim de ocorrência pelo acontecido. Já a Polícia Militar gerou um relatório sobre o ocorrido, mas, segundo Tiago, o documento não consta nenhuma informação sobre os disparos, racismo ou agressão. O jovem está sendo auxiliado por um advogado, que deve dar prosseguimento às medidas legais.
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Tags: preconceito e discriminação · racismo · violência policial5 Comments