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A nação corinthiana tem algo a dizer a você, anti-corinthiano: keep calm and….

dezembro 16th, 2012 by mariafro
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Os anti-corinthianos sempre negaram nosso primeiro título. Agora depois de uma campanha fenomenal vamos ao Japão e mais uma vez fomos alvos dos preconceitos mais descarados. A imagem abaixo ao menos é criativa, mas vi coisas bem nojentas.

Sim, somos favelados…

Sim, somos catadores…

E também doutores, operários, presidente, mas não somos sofredores!

É verdade que o Japão nunca mais será o mesmo, eles viram como se joga bom futebol e de lá trouxemos o que fomos buscar: nosso segundo título de Campeão Mundial.

Somos campeões! É esta a nossa resposta pra vocês. Agora, vocês perderam todos os argumentos para desqualificar a nação de 30 milhões de campeões. O que farão anti-corinthianos?

 

É sempre bom lembrar: BICAMPEÃO MUNDIAL!


Eu disse: BICAMPEÃO DO MUNDO!


Fomos chacota no ano do centenário. Que time pode dizer que tem este poder de renascer feito Phoenix?

Repitam comigo: Bi-Campeão Mundial

Guardem aí a foto do bi-campeonato porque a memória de vocês é mais  seletiva  que as demais.

Aos queridos corinthianos, minha filha, meu pai, meu irmão Carlos, minha irmã Néia, minhas sobrinhas Lelê e Tatá,  ao meu eterno presidente, meus amigos Victor Farinelli,   Zé Calazans, Debora Cruz, Alexandre Padilha, Emerson Luis, Wagner Iglecias, Rafael Castilho, Arnobio Rocha, TODOS e TODAS amigos aqui não listados, a toda a família corinthiana Caetano de Oliveira, aos vivos e aos que partiram – vovô Teo, tio Antenor, tia Olga, tio Geso, Tio Zé, André, Pelé, deixo a síntese deste dia:

E antes que eu me esqueça, anti-corinthianos:

Leia também:

Rafael Castilho: Diário da Invasão

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Rafael Castilho: Diário da Invasão

dezembro 16th, 2012 by mariafro
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Diário da Invasão

Por: Rafael Castilho, em seu blog

13/12/2012

Os corinthianos vieram aos montes.

Estão espalhados por todas as partes aqui no Japão.

Nas esquinas, no metrô, nas estações de trem, nos restaurantes e nos pontos turísticos.

Todos ostentando como podem o distintivo do Corinthians.

A chegada dos corinthianos à terra do sol nascente foi verdadeiramente impactante.

Quando se encontram pelas ruas das cidades japonesas, a saudação inevitável é um breve “Vai Corinthians”.

Mas sem muito estardalhaço. Sem causar nenhum incômodo aos anfitriões que tem recebido os torcedores com tanto carinho e atenção. Aliás, a educação dos “japas” ao tratar os turistas é tamanha que a gente fica até “sem jeito”.

Ao que parece, a invasão corinthiana no Japão tem causado perturbação apenas no Brasil.

O preconceito social embutido no anticorinthianismo transborda o caráter futebolístico.

Durante esses meses que antecederam a vinda dos corinthianos ao Japão, viu-se todo tipo de manifestação ressentida. Fantasiaram torcedores de presidiários na televisão, disseram que os japoneses seriam assaltados, fizeram piadas e desdenharam da nossa empreitada.

Teve até um jogador – que esqueci o nome –  dizendo que quem é acostumado com rodoviária não deveria freqüentar os aeroportos.

Realmente, o sucesso do Corinthians é absolutamente insuportável para alguns, pois revela uma espécie de quebra da hierarquia social pré estabelecida. É como se os velhos privilégios estivesses ameaçados pela insubordinação dos pobres.

Recebemos até uma cartilha de “bom comportamento” com instruções básicas para não desestabilizar a ordem local.

Mas o que se vê aqui no Japão é o povo brasileiro encantado com as novidades, saudando os benefícios dos serviços públicos de qualidade e desejosos que isso um dia esteja disponível para a corinthianada – e favelados de todas as agremiações – desprezados historicamente por uma elite burra e insensível.

Existe respeito pela diversidade cultural e pelas regras locais.

Não vi até o momento corinthianos fumando, bebendo ou gritando pelas ruas.

No caminho para o estádio de Toyota, palco da semi-final do Mundial de Clubes, a massa de corinthianos foi caminhando em silêncio. Com alguma angústia por não poder cantar o hino no metrô.

Quando nos aproximamos da estação do estádio, alguns cantavam quase sussurrando os versos de Lauro D’Ávila.

Na chegada ao estádio se via uma masa gigantesca. Muitas bandeiras corinthianas. A predominância absoluta de rostos ocidentais, ou seja, eram brasileiros de todas as partes do globo terrestre que cruzaram o mundo para acompanhar o Corinthians.

Haviam japoneses-brasileiros-corinthianos que literalmente se jogaram no meio da galera. Pareciam não suportar mais a saudade do nosso Coringão.

Uma fila gigantesca para trocar os vouchers dos ingressos revelava a desorganização da FIFA, mas também fazia lembrar os velhos tempos de Pacaembú, em que nos amontoávamos nas bilheterias do estádio para garantir um espaço no Tobogã.

A entrada do Corinthians foi emocionante. Podíamos enfim soltar a nossa voz. Podíamos agora acreditar que o sonho havia se convertido em realidade.

O choque entre o imaginário e a imaginação.

 O nosso Corinthians das vilas paulistanas jogando no outro lado do mundo. A memória afetiva que o Corinthians ocupa na nossa mente, com sentimentos tão domésticos e imagens da nossa infância.

Foi muito louco, essa é a verdade.

É como se a história do Corinthians, com seus grandes feitos do passado, se passasse num filme de ficção cientifica, em paisagem futurística.

O Japão, para mim, se parece com aqueles filmes em que a história acontece centenas de anos à frente. Já o Corinthians me remete a sentimentos do passado que compõem a construção social do nosso povo.

Ta bom! Eu sei que viajei…

Mas foi tudo muito diferente. Catarses acontecem.

Trinta e uma mil pessoas estavam no estádio. Noventa e nove vírgula nove por cento apoiando o Corinthians. Se tirarmos os japoneses que foram ao jogo apenas como fãs do esporte – o que não era muita gente, pois o jogo foi num dia de semana a noite e com um frio dos diabos – dá para ter uma boa margem do tamanho desta invasão.

O Corinthians ganhou. Certas coisas não mudam no tempo nem no espaço. Tivemos que sofrer bastante, até o final.

Na volta do estádio a imagem era impressionante. Dezenas de milhares de corinthianos saindo ao mesmo tempo para garantir a chegada ao trem antes de seu fechamento. Senão, “só amanhã de manhã“.

A policia foi acionada. Carregavam uns bastões vermelhos no punho. Ergueram o material que se parecia com um cacetete, mas logo descobrimos que se tratavam de sinalizadores iluminados.

Eles orientavam os torcedores para que seguissem o caminho correto. Sorriam e saudavam educadamente as pessoas.

Se violência gera violência, gentileza também gera gentileza.

As pessoas tratam como são tratadas.

A volta foi em paz.

Os jovens e crianças japoneses se juntavam e gritavam bem alto: “poro pó pó pó pó pó pó” e rapidamente aprenderam a dizer para todo mundo ouvir: Vai Corinthians!

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Lincoln Secco: “Por que alguém que recebe o poder das mãos do povo pede licença para exercê-lo?”

dezembro 15th, 2012 by mariafro
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E eu me pergunto se tem algum parvo no PT que não saiba disso: “Não é a história do PT que está em jogo. É o seu futuro.”

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Por Lincoln Secco, especial para o Viomundo

14/12/2012

“Irene preta / Irene boa / Irene sempre de bom humor./ Imagino Irene entrando no céu:/ — Licença, meu branco!/ E São Pedro bonachão:/ — Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” (Manuel Bandeira).

É de Manuel Bandeira o belo poema “Irene no Céu”. Os três primeiros versos são sempre ritmados por uma acentuação das sílabas poéticas que facilmente nos convida a cantar. Assim, mais que a cor de Irene, também o ritmo parece popular. Ao mesmo tempo é visível o distanciamento entre o eu poético e a voz da própria Irene ao entrar onde, a princípio, não seria convidada. Afinal, Irene pede licença. Ela não deveria, posto que seja seu o direito de entrar no céu, já que é boa.

Desde 2003, quando Lula se tornou presidente, o Partido dos Trabalhadores (PT) aparece na grande imprensa como uma imensa coleção de escândalos. E desde então uma pergunta tem incomodado a base social do PT: por que os dirigentes petistas têm tanto medo? A resposta não é simples e poderia ser reformulada: Por que alguém que recebe o poder das mãos do povo pede licença para exercê-lo?

Recentemente, a Polícia Federal invadiu o escritório da Presidente da República para encontrar “provas” contra o seu antecessor, que é simplesmente o seu maior apoiador. A primeira e única defesa petista foi a de que agora a PF age como instituição republicana e independente blá blá blá blá… Da mesma maneira o STF agiu como instituição independente… Ora, alguém imaginaria a PF invadindo o escritório de Fernando Henrique Cardoso quando ele era presidente?

Ante a condenação de José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, o PT não reagiu. Aceitou o julgamento como legítimo. Ante o receio do confronto com a imprensa, o relator Odair Cunha buscou refúgio no presidente do PT, Rui Falcão. E este, escondeu-se em algum lugar.

É certo que há políticos em qualquer partido que ganham com a queda de seus adversários internos e o PT não é diferente. Mas nada disso explica um comportamento coletivo de uma passividade bovina.

A explicação da covardia política não é, evidentemente, a de que os dirigentes petistas sejam naturalmente medrosos. Como em todos os partidos existem os covardes, os corruptos, os que se associam a banqueiros etc. Mas há também os que não se curvam e lutam.

Que o “oprimido” se ache sem o direito de ocupar um lugar que não é o seu, é bastante compreensível. O PT forjou em sua história uma nova elite de sindicalistas, professores de ensino fundamental, líderes de movimentos sociais e pessoas de classe média que oportunamente aderiram ao partido. A ascensão social e política dessas pessoas não teve correspondência na ideologia, a qual continua sendo a dos que detêm os meios de produção de mercadorias materiais e espirituais.

Contudo, por mais que ataquem o PT e destruam seletivamente suas lideranças, os opositores não conseguem retomar o governo. E isto acontece porque eles não dispõem de programa alternativo nenhum. Sem discutir os erros estruturais do Governo Lula, é visível a melhoria social que ele gerou.

Enquanto durar esta conjuntura, as armas da oposição serão inúteis e o PT poderá continuar jogando seus timoneiros ao mar. Há “petistas” que imaginam que é bom que a imprensa “limpe” o partido. Há os que acreditam que os escândalos apenas maculam a sua História. Nada mais falso. Não é a história do PT que está em jogo. É o seu futuro.

Lincoln Secco é Professor de História Contemporânea na USP e autor de “A História do PT” (São Paulo, Ateliê Editorial)

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Você sabia que o programa Minha casa minha vida tem cota para moradores de rua?

dezembro 14th, 2012 by mariafro
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É o que você descobrirá lendo a matéria do Vinícius Lousada que mostra que o Minha Casa Minha Vida está incorporando, inclusive, moradores de rua.

Descobrirá que  ao mesmo tempo que nos informa que há cotas pra moradores de rua, nem tudo são flores, nem sempre as prefeituras cumprem com o prometido como para as famílias desalojadas do Maria Célia houve atraso na entrega das obras. Verá que a matéria presta, inclusive, serviço de utilidade pública ao ser mais um veículo a chamar contemplados do programa que não foram localizados.

Não é difícil fazer jornalismo responsável, informativo para que os leitores possam avaliar e fazer seus próprios julgamentos.

Vinícius é um jovem jornalista que conheço desde antes de entrar na Universidade e continua me dando orgulho, porque insiste em fazer jornalismo e não cedeu à barbárie do subjornalismo venal.

Jornalistas e mídias decentes, fiquem de olho neste rapaz e o incorporem, não se arrependerão.

Clique no link abaixo para ver em tamanho maior onde a leitura é possível.

Minha Casa minha vida para moradores de rua

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