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A ~ Ditabranda ~ da Folha ocultava tortura e mortes

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
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Aquela que a Folha chama de Ditabranda…

Ditadura ocultava torturas e mortes, diz Comissão da Verdade

Por:  MATHEUS LEITÃO E RUBENS VALENTE,  Folha

05/02/2013

A ditadura militar (1964-1985) “acobertou”, por meio de diretrizes secretas, “ações de graves violações” dos direitos humanos, disse ontem o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Fonteles.

Ele divulgou ontem mais três textos de sua autoria sobre a ditadura militar. Em novembro, ele havia divulgado os primeiros 11 textos.

Agora Fonteles analisou o desaparecimento de Rubens Paiva, em 1971, o sequestro e desaparecimento de Edmur Péricles Camargo, no mesmo ano, e documentos que evidenciam uma política de ocultação de crimes cometidos pela ditadura.

Segundo os papéis, o governo determinou um plano de comunicação “no campo externo” que impedia a divulgação de informações a entidades de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional.

“Para manter a coesão de sua estrutura repressiva, acobertadas são as ações de graves violações contra a pessoa humana –torturas, desaparecimentos, assassinatos–, consumadas pelos agentes públicos do Estado ditatorial”, disse Fonteles.

Como a Folha revelou, Edmur foi sequestrado em Buenos Aires com o apoio do Itamaraty e da FAB, que enviou um avião à Argentina. Fonteles associou o caso à Operação Condor.

Segundo ele, diplomatas de um centro de inteligência do Itamaraty articulavam-se em atuação estreita com os adidos militares.

Documento desmente versão de fuga de Rubens Paiva, diz Comissão da Verdade
Documento inédito mostra como Rubens Paiva foi preso
Livro sobre Rubens Paiva deve ser lançado neste ano

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Vá, sê normativo! E nunca sigas conselhos

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
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Do tempo de cometimentos poéticos.

Conselho

(Frô), via Blocos Online

Não me chames de cristã,
não sou. Acho a idéia vã.
Não destituas minha fala
denominando-a de centro,
esquerda ou direita.

Centro eu consigo
com o apoio do compasso
traçando um círculo no espaço
E com a esquerda e a direita
de cada um de meus braços
posso te afastar ou te dar um abraço.

Não me digas que tenho culpa.
Se tenho, não a carrego sozinha.
Não me peças desculpas,
tampouco me agradeças.
Raramente eu faço por merecê-las.

Todo escravo da Senzala,
fosse ladino ou boçal,
disse um dia coisa com coisa.
Procurou sarna pra se coçar
e se escondeu atrás da moita…

Fez discurso ou gênero,
por sina ou por cobiça
pela má-sorte, exclusão ou
preguiça de limpar
penico de patrão.

Mas no instante efêmero
em que nas costas ardidas,
a lambada do chicote
exibia a condição,

o feitor realizou
sua carrasca lida
Missão cumprida
Exposta na disciplina
cumprida do vergão.

Todo senhor tripudiou,
reclamou e se zangou
mesmo que fosse por despeito
esquecimento ou fricote.

Então com todo respeito
Ofereço-te o mote:
procura apenas estar atento
e não fechar os olhos.

Procura manter os ouvidos ligados
e se caso te deres ao trabalho
de apurar bem os sentidos,
poderás também sentir o cheiro
de tudo que esteve e está
podre no Reino que cana dá.

Procura não endurecer,
nem de frio, nem de tédio.
Procura não envergar o corpo
não olhar torto, enviesado.

Toma sempre cuidado!
Procura não fazer cara de nojo,
porque é bem provável
que te façam cortejo
pouco agradável…

Esteja atento!
Porque um dia
podem te enterrar de vez!
Na terra do é dando
que nunca se recebe!
E onde todo mundo vira freguês!

Procura, portanto,
manter a lucidez
para que não te metam no xadrez…

Dê xeque mate
antes que te matem o juízo
e se for preciso chora,
mas não apenas isso.

E por último olha- te no espelho,
mas faz como os vampiros
nunca te deixes espelhar,
pois de líderes, deuses e profetas
o mundo está cheio.
Vá, sê normativo!
E nunca sigas conselhos.

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MST entrega carta a Dilma com cobrança de desapropriações e Reforma Agrária

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
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Da Página do MST

04/02/ 2013

A Direção Nacional do MST entregou à presidenta Dilma Rousseff, que visita o assentamento do MST Dorcelina Folador, no município de Arapongas (a 30 km de Londrina), uma carta com cobrança de desapropriação de terras e da realização da Reforma Agrária, na tarde desta segunda-feira (4/2).

Dilma pousou no campo de futebol do assentamento e foi recebida pelos dirigentes do MST João Pedro Stedile e Roberto Baggio e pela presidente da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), Dirlete Dellazeri.

A carta tem 10 pontos, com propostas e cobranças de medidas do governo federal (leia a carta abaixo). Na carta, o movimento diz que “o governo precisa retomar a política de criação de assentamentos e fazer a Reforma Agrária. Muito pouco tem sido feito para democratizar a terra”.

O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos. Na primeira metade do mandato, apenas 86 unidades foram destinadas a assentamentos. Dilma supera só Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses.

O movimento cobra um programa emergencial para assentar todas as famílias que vivem acampadas, em situação de extrema pobreza, com a desapropriação imediata de latifúndios em todo o país.

No documento, o MST afirma que a visita de Dilma ao assentamento Dorcelina Folador como “um reconhecimento da necessidade, importância e potencial da Reforma Agrária”.

Dilma fará o o lançamento do Programa Nacional de Agroindústrias na Reforma Agrária e a inauguração da agroindústria da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran).

O programa é uma demanda antiga dos movimentos do campo, que pretendem avançar na organização dos assentamentos em cooperativas e industrializar a produção, para agregar valor e gerar renda aos trabalhadores rurais. Depois de mais de um ano de pressão, o governo lança o programa.

Dilma deve chegar às 13h e visita o espaço de melhoramento genético e criação dos novilhos a pasto, na unidade de produção do leite.

Depois, ela visita a agroindústria de produção e empacotamento de leite, queijos e iogurtes. Por fim, ela passa pela feira de produtos da Reforma Agrária, produzidos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Dilma deve almoçar com uma comitiva, que terá a presença de 10 dirigentes do MST, que acompanharão a presidenta por todo o percurso da visita.

O ato político de lançamento do programa está previsto para começar às 15h.

A expectativa é que aproximadamente 6 mil pessoas participem da atividade.No final do ato, o integrante da Coordenação Nacional do MST, João Pedro Stedile, concederá uma entrevista coletiva aos jornalistas, ao lado da sala da imprensa instalada pela organização do ato.


Abaixo, leia a carta:

CARTA DA DIREÇÃO NACIONAL DO MST À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF

Arapongas/Paraná, 4 de fevereiro de 2013

Excelentíssima presidenta Dilma Rousseff,

A sua visita ao assentamento Dorcelina Folador, no município de Arapongas, na região de Londrina (PR), para a inauguração da agroindústria da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Camponesa (Copran), é um reconhecimento da necessidade, importância e potencial da Reforma Agrária.

Os trabalhadores rurais estão fazendo muito pelo nosso país e podem fazer muito mais. Estamos muito longe do nosso potencial, que demanda uma ação forte, ampla e eficiente do Estado.

Em primeiro lugar, o governo precisa retomar a política de criação de assentamentos e fazer a Reforma Agrária. Muito pouco tem sido feito para democratizar a terra.

Em segundo lugar, os programas do governo para as famílias assentadas são conquistas importantes, no entanto, são muito burocráticos, não têm recursos suficientes tanto para cumprir seus fins como para a universalização.

Abaixo, apresentamos alguns pontos fundamentais para desenvolver o meio rural e combater a pobreza, fazendo a Reforma Agrária, agregando valor à produção dos assentados e gerando renda para melhorar a qualidade de vida do trabalhador rural.

1-Um programa emergencial para assentar todas as famílias que vivem acampadas, em situação de extrema pobreza, com a desapropriação imediata de latifúndios em todo o país. Só o nosso movimento organiza 90 mil famílias acampadas.

2-Garantir assistência técnica pública, programas de pesquisa e tecnologia para agropecuária.. Precisamos de uma empresa estatal de máquinas para a agricultura camponesa.

3-Política de crédito específica para as famílias assentadas, associada à produção agrícola diversificada e em bases agroecológicas e sem agrotóxicos e transgênicos, para promover uma agricultura sustentável. O Pronaf não atende as necessidades dos trabalhadores assentados.

4-Desenvolver políticas públicas para a cooperação agrícola, como mutirões, formas tradicionais de organização comunitária, associações e cooperativas, para aumentar a escala da produção.

5-Garantir a implementação de agroindústrias na forma cooperativa, sob controle dos agricultores e dos trabalhadores, para beneficiar os alimentos, agregar valor à produção e gerar renda, garantindo a oportunidades de trabalho para a juventude no meio rural.

6-Universalizar as políticas públicas de compra da produção de alimentos, de qualidade e saudáveis para atender a demanda dos municípios próximos dos assentamentos e as compras governamentais, para escolas e hospitais, fortalecendo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os programas PNAE e PAA.

7-Universalizar o acesso à educação escolar de qualidade em todos os níveis, da creche à universidade e ensino técnico, com a construção e manutenção de escolas públicas e gratuitas, para aumentar o nível educacional dos assentados. Promover mutirão para erradicar o analfabetismo da população adulta.

8-Garantir a implementação do programa Minha Casa Minha Vida Rural, conforme sua determinação em abril de 2001 e até hoje não normatizada, para viabilizar a construção de moradias adequadas à cultura do meio rural.

9-Assentar as famílias sem-terra nos perímetros irrigados na região Nordeste, que serão beneficiadas com terra e acesso a água. Garantir abastecimento permanente de água potável nas comunidades rurais.

10-Fortalecer e universalizar o programa nacional para o desenvolvimento de técnicas de produção com base na agroecologia. Implementar um amplo programa de reflorestamento, para todas as áreas de Reforma Agrária, sob coordenação das mulheres, para recuperar as áreas degradadas e fontes de água destruídas pelo latifúndio.

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

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Eli Vieira 12 x 0 Silas Malafaia

fevereiro 5th, 2013 by mariafro
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O mundo atual não dá moleza para quem professa aquilo que não sabe.

Na entrevista com Marília Gabriela, o milionário Silas Malafaia, apesar de ser pastor, quis justificar sua homofobia com argumentos científicos, afirmou que a genética considera a homossexualidade como algo que não é natural. Não demorou 24 horas para que, da chuva de respostas que apareceram, uma merecesse ser repercutida nas redes, e muito, porque é uma lição, não só de genética, mas também de compromisso com a ética e com a verdade, que infelizmente o pastor não terá a humildade de reconhecer.

O jovem biólogo brasileiro Eli Vieira, mestre em genética e doutorando em genética na Universidade de Cambridge, decidiu responder ao discurso homofóbico pseudo-científico do pastor.

Em pouco mais de 15 minutos, ele destruiu, ponto por ponto, todos os equívocos supostamente científicos pregados por Malafaia. Nem mesmo o único estudo científico real citado pelo pastor ficou sem resposta: Vieira foi atrás e encontrou o estudo, e mostrou que Malafaia deturpou parte importante do conteúdo do mesmo. 

Um espetáculo!! Vale muito a pena ver, e difundir:

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Parabéns, Serra! Pesquisa Google “Serra e homofobia” quase 1 milhão de resultados

PR: Serra diz a pastores que vetará lei contra homofobia

Exclusivo: dona da gráfica é filiada ao PSDB!

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Presidenta vê vídeos apresentados por homofóbicos como se fosse o kit anti-bullying, cadê assessoria?

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