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Procurador #padrãoFifa arquiva investigação contra Serra no Trensalão tucano

junho 18th, 2014 by mariafro
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Serra comemora em grande estilo mais uma investigação envolvendo o tucano em escândalo de corrupção.

Procurador-geral arquiva investigação contra Serra no caso do cartel de trens

Por Fausto Macedo, MSN

18/06/2014

Elias Rosa conclui que ex-governador agiu ‘preocupado em evitar prejuízos ao Estado’
A Procuradoria-Geral de Justiça arquivou investigação contra o ex-governador de São Paulo José Serra (2007/2010), do PSDB, por suposto envolvimento com o cartel metroferroviário. Para a cúpula do Ministério Público Estadual, o tucano não teve participação em conluio para que a CAF espanhola fosse vencedora de concorrência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) destinada à compra e reforma de trens no âmbito do Projeto Boa Viagem.

“Passados mais de cinco anos desde a instauração do inquérito civil pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social não foram até o momento identificados indícios de envolvimento do ex-governador José Serra na prática de atos de improbidade administrativa relacionados ao Projeto Boa Viagem”, cravou, em despacho de 7 páginas, o procurador-geral Márcio Fernando Elias Rosa.

Para Elias Rosa, essa constatação “torna ilógico o prosseguimento do feito” sob sua responsabilidade, “ressalvada a hipótese de surgimento de novas provas que situem os fatos na órbita de apreciação do Procurador-Geral de Justiça”.

A promoção de arquivamento do inquérito civil 648/08 foi encaminhada na semana passada ao Conselho Superior do Ministério Público, colegiado da instituição que tem poderes para homologar ou rejeitar a medida. O Conselho é formado por onze integrantes, sob presidência do chefe do Ministério Público.

O caso chegou às mãos do procurador geral em fevereiro de 2014 a partir de representação da Promotoria de Defesa do Patrimônio apontando “indícios” da participação de Serra no conluio que, segundo a multinacional alemã Siemens, predominou em São Paulo no período entre 1998 e 2008. Por meio de acordo de leniência firmado em maio de 2013 com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo federal, a empresa citou cinco grandes projetos da CPTM e do Metrô. Um deles, o Boa Viagem.

A Lei Orgânica do Ministério Público paulista prevê que cabe exclusivamente ao procurador-geral investigar ex-governador e governador nos casos de improbidade.

A Promotoria amparou sua petição ao procurador-geral no depoimento do ex-diretor da Siemens Nelson Branco Marchetti, em novembro de 2013, à Polícia Federal. O executivo é um dos seis lenientes que subscrevem o pacto da Siemens com o Cade. Ele afirmou ter se reunido com o então governador em 2008 em uma feira na Holanda.

Segundo Marchetti, o tucano lhe disse que, caso a Siemens conseguisse na Justiça desclassificar a empresa espanhola CAF em uma licitação de compra de trens da CPTM, o governo iria cancelar a concorrência porque o preço da multinacional alemã era 15% maior. “No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, afirmou o executivo.

Para o procurador-geral, no entanto, o relato do ex-diretor da Siemens “longe de levantar suspeita contra o ex-governador, revela, ao contrário, a justa preocupação do chefe do Executivo em relação aos prejuízos que poderiam advir ao Estado caso a proposta vencedora do certame, apresentada pela empresa CAF, fosse desqualificada em virtude de medidas judiciais intentadas pela Siemens”.

Elias Rosa alerta que os fatos mencionados pelo executivo ocorreram entre os meses de fevereiro de 2007 e dezembro de 2008, ao passo que os dez contratos relativos ao Projeto Boa Viagem – alvos do inquérito civil 648/08 – foram todos firmados em 2005, “época em que José Serra não era governador de São Paulo”. O mandato do tucano iniciou-se em janeiro de 2007 e findou em 2 de abril de 2010.

A investigação já havia sido arquivada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio, decisão homologada pelo Conselho Superior em junho de 2010. “Vale lembrar que os fundamentos do arquivamento promovido pela Promotoria do Patrimônio consistiram, em suma, na ausência de prova de ocorrência de atos ilícitos na licitação e no contrato”, destaca Elias Rosa. “Não se cogitou, sequer em tese, a participação do governador em atos de corrupção.”

Em fevereiro de 2014, a Promotoria pediu ao Supremo Tribunal Federal cópia em mídia digital do inquérito 3815, aberto originalmente pela Polícia Federal para investigar suposta prática de corrupção envolvendo agentes públicos e dirigentes de multinacionais em procedimentos licitatórios e contratos da área de transporte de massa em São Paulo.

O procurador-geral assinala que os autos chegaram às suas mãos sob o argumento de que fatos novos evidenciados no inquérito 3815 do STF “revelariam indícios de envolvimento do ex-governador José Serra na prática de atos de corrupção em licitações e contratos do sistema metroferroviário de São Paulo”.

Ao decretar o arquivamento da investigação, o chefe do Ministério Público também encontra suporte na ordem do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que separou os autos da investigação sobre o cartel, mantendo sob a tutela da Corte apenas a parte relativa àqueles que detêm prerrogativa de foro, no caso, os deputados federais Rodrigo Garcia (DEM-SP) e José Aníbal (PSDB-SP). “A recente decisão (do ministro do STF) não fez referência alguma ao ex-governador José Serra.”

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Os esqueletos de Aécio-5, o lançamento da candidatura que faria corar a UDN e a resposta petista

junho 18th, 2014 by mariafro
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Durante o lançamento da campanha de Aécio além dos famosos papelões do candidato, que já rende piadas na rede como tumblr Papel de Candidato, Aécio perdeu uma grande chance de dizer a que veio, ao contrário, gastou seu tempo fazendo acusações que mereceram respostas de um ministro do Estado:

Mercadanteafirmou em coletiva na Casa Civil: “A oposição ficou um bom tempo dizendo que ia ter uma tempestade perfeita, nós tivemos um verão muito tranquilo. Agora estão falando em vendaval, em tsunami. Eu acho que o único tsunami que tivemos foi a gestão pública em alguns governos do passado. Como o Brasil não tem tsunami, eles não voltarão”

 De acordo com o jornalista Ricardo Melo, o lançamento da candidatura tucana em São Paulo faria corar a banda de música da finada UDN. Discursos mirabolantes se esforçaram para preencher o vazio de alternativas”.

Os esqueletos de Aécio

Por Ricardo Melo, Folha

18/06/2014

Sombras permanecem na biografia do tucano; cabe ao eleitor medir a sinceridade de seus depoimentos

Ninguém é obrigado a ser candidato a presidente. Mas quem abraça a causa deve saber que sua vida está sujeita a ser esquadrinhada –Mirian Cordeiro que o diga. O tucano Aécio Neves, agora candidato oficial do PSDB, parece incomodado nesta missão.

Ainda pré-candidato, Aécio começou mal. Decidiu fugir de perguntas incômodas, atacar as críticas como obra de um submundo e acionar a Justiça para tentar limpar uma biografia no mínimo controvertida. Nada a favor dos facínoras que inventam mentiras em redes sociais para desqualificar adversários. Mas daí a ignorar questionamentos vai uma distância enorme.

A repórter Malu Delgado, da revista “piauí”, prestou um belo serviço ao escrever um perfil do tucano. Lá estão prós e contras, alinhados com sobriedade e rigor jornalístico. Cada um que chegue às suas conclusões. Por enquanto, elas soam desfavoráveis ao candidato.

Deixe-se de lado qualquer falso moralismo. É direito do eleitor sabatinar quem se propõe a dirigir o país. A fronteira entre o público e o privado se esmaece, sem que isso signifique a condenação a priori de qualquer um.

Vídeos na internet mostram práticas nada republicanas, como gostam de falar, por parte do então governador de Minas Gerais. Entre outras façanhas em bares e blitze, montou uma tropa de choque midiática para sufocar críticas.

Tanto fez que a guilhotina tucana decapitou sem piedade inúmeros jornalistas em Minas Gerais. Os testemunhos estão à disposição, basta querer ver e ouvir.

Sombras permanecem. A questão das drogas é uma delas, e cabe ao candidato refutá-las ou não; ao eleitor, mensurar a sinceridade dos depoimentos e até que ponto o tema interfere na avaliação do postulante. Aécio tem se embaralhado frequentemente no assunto. Adotou como refúgio a acusação de que tudo não passa de calúnias. Ao vivo, acusou jornalistas reconhecidamente sérios de dar vazão a rumores eletrônicos. Convenceu? Algo a conferir.

Na reportagem citada, destaca-se um mistério. Uma verba de R$ 4,3 bilhões, supostamente destinada à saúde, sumiu dos registros oficiais do Estado. Apesar de contabilizada na propaganda, a quantia inexiste nos livros de quem teria investido o dinheiro.

O caso foi a arquivo sem ter o mérito da questão examinado. A promotora autora da denúncia insiste na ação de improbidade. Na falta de esclarecimentos dos acusados, aguarda-se o veredicto da Justiça.

Esqueletos à parte, na convenção de sábado (14) Aécio teve a chance de ao menos apresentar um programa que justificasse a candidatura. Perda de tempo. O evento faria corar a banda de música da finada UDN. Discursos mirabolantes se esforçaram para preencher o vazio de alternativas.

Ouviram-se insistentemente anátemas contra a corrupção. Ninguém se referiu, contudo, às peripécias do mensalão mineiro e às manobras, também nada republicanas, do correligionário Eduardo Azeredo para escapar de uma condenação.

O distinto público continua sem saber se o salário mínimo vai mudar, se a aposentadoria fica como está, se haverá um tarifaço e quais medidas um governo tucano propõe para melhorar o bem-estar do povo. Ministérios serão cortados, esbraveja o senador. Mas quais? A reeleição, comprada a peso de ouro pelo seu partido na gestão FHC, vai mesmo acabar? A respeito disso tudo, o que ressoa é o eco das tais “medidas impopulares”.

Em lugar de propostas, metáforas mal construídas que começam com brisa, crescem para ventania e acabam em tsunami. Talvez porque Minas não tenha acesso ao mar.

Se quiser seguir em frente, Aécio Neves está muito a dever. Saiu da zona de conforto mineira, em que a imprensa é garroteada impiedosamente para abafar desmandos de gestão. O jogo mudou, e o neto de Tancredo deve providenciar urgentemente garrafas para vender.

Não adianta apostar apenas no erro do adversário. Amante de relógios caros, muitos deles capazes de quitar com seu valor dezenas e dezenas de prestações de aspirantes a uma casa própria, o tucano já deveria ter aprendido que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

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Campanha de Skaf copia slongan da campanha de Padilha

junho 18th, 2014 by mariafro
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A tentativa do candidato do PMDB de se apropriar do mote foi criticada pelo candidato do PT ao Governo do Estado, em entrevista, nesta quarta-feira, à rádio Iguatemi

Padilha diz que cópia de slogan é golpe baixo

Da Assessoria do Candidato Alexandre Padilha encaminhado por e-mail

18/06/2014

São Paulo, 18 de junho de 2014 – No último domingo (15), o PT, em encontro na capital, oficializou a candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha apresentando o slogan “Para Mudar de Verdade” com propostas de mudança para a população paulista. Desde 9h, quando os portões do Ginásio da Portuguesa, no Canindé, foram abertos, o jingle “Para Mudar de Verdade” e a hashtags #MudançaDeVerdade e #ParaMudarDeVerdade, usadas em redes sociais, eram apresentadas nos sistemas de som e imagem locais.

No dia anterior (sábado, 14), a campanha do candidato do PMDB, Paulo Skaf, lançou em sua convenção o slogan “Por Amor a SP”. Porém, na segunda-feira, campanha peemedebista começa a usar a hashtag #MudançadeVerdade em suas divulgações em redes sociais.

O fato causou estranhamento no candidato do PT, Alexandre Padilha, e na coordenação da campanha.  “Nós temos que fazer uma mudança de verdade no Estado. Eu fiquei muito impressionado, chateado, inclusive, de ver outro candidato que tinha um slogan no sábado e a partir de segunda-feira se apropriou daquele que havíamos lançado. Tem gente que usa a propaganda de uma entidade para se promover e agora passou a se  apropriar do slogan do PT.”, afirmou Padilha, na manhã desta quarta-feira, em entrevista ao programa Figueiredo Junior (Rádio Iguatemi). “Torço para que essa não tenha sido uma decisão do candidato. Talvez seja da equipe dele. Assim, o candidato pode rever isso de imediato. Mas se a ideia de usar o slogan da candidatura do PT foi do candidato é um golpe baixo, um gesto pequeno que não faz bem para quem quer renovar e fazer com que as pessoas participem mais da política no país”, completou. Para o presidente estadual do PT, Emidio de Souza, tal ação é “desrespeitosa, rasteira, desleal e acima de tudo, absolutamente contraditória, pois quem deseja mudança cria e não copia”.

A alteração do bordão peemedebista, após a divulgação do slogan do PT, fica bem explícita com um acompanhamento de posts nas redes sociais. No dia 14, data da convenção do PMDB, o slogan “Por Amor a SP” foi usado em redes sociais com a hashtag #PorAmoraSP. No mesmo ocorreu no dia seguinte (15). O uso da cópia começa no dia 16, em post de 16h52, quando o perfil do candidato do PMDB usa pela primeira vez a hashtag #MudançadeVerdade  e adota o mote também em sua página do Facebook. Na terça-feira (17), Skaf usa, outra vez, a #MudançaDeVerdade.

Também na terça-feira, para a reportagem da Folha.com, a assessoria de Skaf afirmou que a coligação encabeçada pelo PMDB seria registrada como “Mudança de Verdade”.

Vale ressaltar que a busca por alternativas para o Estado, após 20 anos de governos do PSDB, norteiam a estruturação do Programa de Governo coordenado pelo Diretório Estadual do PT, incluindo aí um amplo diálogo com lideranças de diferentes origens, sempre propondo a mudança nos rumos de São Paulo. “Sempre atuei muito na política, mas não sou daqueles que admite que política não combine com ética. Tenho postura ética. Essa é a primeira vez que saio candidato numa eleição. Acho importante essa renovação, porque é preciso ter cada vez mais pessoas que queiram exercer a política com ética, com respeito, sem ataque e sem grosseria”, finalizou Padilha.

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O festival de insultos com que a direita brindou a Presidenta da República, foi uma demonstração de explícita de selvageria e desrespeito

junho 18th, 2014 by mariafro
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As redes estão uma delícia, a quantidade de memes e tumblr que surgiram para tirar onda da elite vira-latas são fabulosos, vejam  este tumblr, por exemplo: Baronesa do Café. Entenda a razão deste tumblr aqui.

Eu gostaria de publicar todos os textos que trataram do ato de selvageria deste elite ignara, sem capital cultural, que o dinheiro não conseguiu comprar civilidade, educação, refinamento, que não consegue tirá-la da redoma da vida fútil em que vive e aceitar e contribuir para o crescimento do país.

Sei que estou pedindo muito, afinal a nossa elite é herdeira da escravidão, para ela a inclusão de mais de 50 milhões de brasileiros ao mercado de consumo nos últimos doze anos é um acinte.

Esta elite vira-latas se indigna até mesmo com a ida de jovens negros aos shoppings - seus templos de marcas- , usam marcas escravistas em suas camisetas, enfim, é um desperdício tentar convencê-la de que embora era tenha um imenso complexo de colonizado, ela nunca chegará à elite que ela tanto almeja e que sempre tentou imitar desde o século XVIII.

O futuro desta elite é a chacota dos cidadãos que não permitirão que este país dê um passo atrás em suas conquistas cidadãs.

A direita tomou no c…

Marcelo Carneiro da Cunha*, Sul 21

16/06/2014

Fato é que, noves fora tudo, a Copa está sendo uma beldade. As redes sociais, que não nos deixam mentir sem estatísticas, já migraram fortemente de uns 68% de comentários negativos há dez dias para algo como 70% positivos nesse final de semana. Isso se chama mood, em bom português, e só militante do PSTU sofrendo de azia não reconhece que o mood, ora vejam, mudou.
Nenhum aeroporto sucumbiu diante das hordas de torcedores, que se tenha notícia, e os gramados vocês têm visto em HD. Uma beleza, não é mesmo?
E, na contramão de tudo isso, caros leitores, a direita mostrou a cara feia a bexigosa, e o povo viu.
Durante o jogo de abertura, em um momento em que o país se apresentava diante do mundo, e fazendo bonito no conjunto da obra, uma gangue formada por representantes do que existe de mais arcaico no andar de cima da sociedade brasileira usou de palavras inaceitáveis contra a presidente Dilma.
A vaia já teria sido desagradável, e provavelmente injusta. Mas ela pertence à tradição iconoclasta da cultura brasileira. Não gostamos de ídolos, ou gostamos, desde a gente possa maltratá-los livremente.
Já o festival de insultos com que a direita brindou a Presidente da República, foi uma demonstração de explícita de selvageria e desrespeito não apenas a ela, mas ao país. Não se trata a Presidência da República como se lixo fosse, a não ser que a gente a veja como tal. Essa gente, vê assim.
A direita brasileira posa de boazinha. Ela é o sinhô que se acha bom por distribuir sobras, desde que pagas pelo erário. Ela se imagina como a nata de um líquido que não é leite, mesmo que branco, a prova de que somos chiques, mesmo nos trópicos e apesar do povo mestiço que precisam tolerar, ou não teriam quem fizesse o trabalho pesado, deus no salve.
Ela finge que tolera, mas intolera pelos poros. Ela detesta ver um Lula sendo celebrado como estadista. Ela detesta estar nessa posição de coadjuvante, mesmo ganhando os tubos. Se a direita não podia com Lula, achou que podia com Dilma. E ali, em pleno Itaquerão ela se mostrou pra valer, se divertiu, se lambuzou.
E, estimados leitores, essa direita pode ter virado o jogo contra ela, em um belo caso de tiro no pé, coisa de quem não entende o que acontece, mesmo que possa comprar muitas das coisas que não entende.
Até então a narrativa estava na mão deles, desde que a perdemos em 2013. Os protestos contra tudo, nas mãos da imprensa e de um setor que ainda consegue construir narrativa, viraram um protesto contra a Copa e contra o PT.
A direita vive de tentar provar que é uma queridinha, uma tia-avó daquelas com bigode e hábitos exóticos, mas incapaz de maldade. Aquilo que se viu no estádio foi pura maldade. Foi fel escorrendo pelos beiços, foi ódio. De classe.
Se alguém odeia nesse país, é a direita, e ela deixou isso claro.
O povo pode ver ali a sua representante eleita sendo vítima de ódio, de uma classe que ofende por se sentir ofendida com a presença de uma mulher como a Dilma no posto que é deles, por direito divino.
Agora é a nossa vez. A narrativa voltou para o nosso lado, e mantê-la aqui é uma questão de competência. Lula já percebeu, e os movimentos vão começar logo, observem.
A direita é o que é, e sua política de massas cabe em uma Kombi. A convenção do PSDB que decretou Aécio o novo ungido teve que trazer militante pago, como sempre. Cravar uma cunha entre esse movimento sem povo e o povo é algo que depende, apenas, da nossa competência.
A Copa mal começou e lá fora já começam a dizer que é a melhor Copa de todos os tempos. Isso não quer dizer que, subitamente, CBF, governos e o Fortunati passaram a dar certo. Mas simplesmente o reconhecimento de que o Brasil já tinha infraestutura pra dar conta de um evento desses, por não sermos a África do Sul, e que em termos de cultura futebolística somos potência, e não colônia. Jogos aqui estão envolvidos em uma das grandes molduras do mundo, em todos os sentidos, algo que até os centroavantes já perceberam.
A direita mostrou as garras, e elas assustaram a quem até agora estava assim, meio sem saber o que achar. A partir desse momento, é impossível não ver, e cabe a nós simplesmente garantir que isso seja visto.
Cabe agora não dar a eles o espaço que cederam pela própria burrice e selvageria. Deixar claro que aquilo não foi um deslize, mas uma revelação. A direita é horrível, e ela deixou que sua feiura se mostrasse. Isso deve ser mais do que o suficiente para colocar as coisas em seus respectivos lugares, e lembrar a todos que defeitos são parte do negócio, mas existe o que está acima do defeito, e que se chama de alma. Nós temos uma, e isso, caros e estimados leitores, faz toda, mas toda a diferença.
Uma boa Copa a todos, e vamos em frente.

*Marcelo Carneiro da Cunha é escritor.

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