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Levante da Juventude de Salvador fez ato contra Rede Bahia e seu proprietário: ACM Neto

outubro 23rd, 2012 by mariafro
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Parece que a Juventude de Salvador resolveu reagir e entre 1/3 de eleitores carlistas; 1/3 de eleitores anti-carlitas e 1/3 de eleitores desiludidos (resultado do primeiro turno em Salvador com mapa eleitoral muito parecido com São Paulo, só que lá o azul fica no mar, o vermelho longe do mar) e saíram às ruas contra o que Leandro Fortes definiu como  TropiCaRlismo. De fato um termo definitivo para designar o movimento liderado por Caetano Veloso  na Bahia da atualidade.

Veja também: Para não esquecer: Latuff explica o que é o PIG e Marco Aurélio Mello explica ‘o mal necessário’

Do Levante da Juventude de Salvador, via facebook.

“Nunca mais o despotismo Regerá nossas ações Com tiranos não combinam Brasileiros corações”.
(Hino da nossa Independência!).

Salvador, 23 de outubro de 2012.

Saímos às ruas na manhã de hoje marchando em direção à sede da REDE BAHIA em Salvador, empreendimento econômico ligado à família de Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, o ACM NETO, para resgatar a  memória do povo Baiano e denunciar os seus verdadeiros inimigos! A REDE BAHIA, afiliada da REDE GLOBO DE TELEVISÃO, esconde que a sua história tem relação direta com a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), responsável por torturas e assassinatos de inúmeros jovens lutadores e lutadoras do povo brasileiro que almejavam ver brotar a democracia em nosso país.

O “coronel” da família Magalhães, o ACM, foi um dos próprios articuladores do golpe Militar em 1964, assumindo a prefeitura de nossa cidade três anos depois em 1967 pela ARENA (partido da ditadura), e posteriormente, passando pelo PDS que viria a se converter no Partido da Frente Liberal, o antigo PFL (DEM), que tem hoje como uma das suas principais lideranças o ACM NETO.

O objetivo de ACM NETO é reconstruir um projeto político de dominação voltado para as oligarquias e para as elites, o qual foi superado pela luta do povo baiano, sobretudo, pela participação ativa da juventude consciente de Salvador. A frase que descreve bem os interesses da família Magalhães foi pronunciada pelo “velho” em 1982, quando disputava a reeleição ao governo do estado da Bahia, afirmando: “ganharei com o chicote numa mão e o dinheiro na outra”. O chicote ainda está vivo na nossa memória. O dinheiro está cada vez mais concentrado nas mãos deles! Algo extremamente injusto para a população de uma cidade que convive com um dos maiores índices de desigualdade do país.

Não esqueceremos que a REDE BAHIA se consolidou como um verdadeiro império das comunicações com o manejo ilícito da máquina do Estado operado durante as gestões do ex-senador e ex-ministro Antônio Carlos Magalhães – nos períodos em que exerceu seu projeto tirano de poder. A família Magalhães edificou boa parte da sua fortuna, da qual ACM NETO é beneficiário direto, através de chantagens e violência.
ACM NETO participa com quase 10 milhões de reais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, do capital social da REDE BAHIA. Neste sentido, fica claro compreender que o referido grupo visa defender os seus interesses e da sua família. É justamente por isso que elaboram pesquisas de IBOPE em favor da sua candidatura.

O Império da REDE BAHIA é representado em seis segmentos: Mídia Eletrônica, Mídia Impressa, TV por Assinatura, Construção Civil, Conteúdo e Entretenimento e Desenvolvimento de Novos Negócios. ACM promoveu enquanto permaneceu no Ministério, um festival de distribuição de emissoras de rádio e TV via drenagem de recursos públicos, para exercer o controle sobre a comunicação de massa. Todo poder pertence ao povo! É preciso retirá-lo das mãos da família ACM, associada das organizações Globo e Grupo Abril (responsável pela Veja). A “família” detém 114 emissoras de rádio e 7 emissoras de televisão aberta! Utilizam desse poder econômico para dominar o nosso povo, através de mentiras e manipulações. A Rede Bahia sempre esteve à serviço do Carlismo e de suas aspirações antipopulares e autoritárias. É tudo “farinha do mesmo saco”. Visam destruir as conquistas sociais dos últimos períodos. São contra a democratização da comunicação, contra a entrada do povo negro nas universidades e instituições de ensino, são contra a liberdade e a democracia. Diante disto saímos às ruas! Seguiremos em luta até que o nosso povo seja verdadeiramente livre! Conclamamos a juventude consciente de Salvador para se posicionar nessa questão e construirmos juntos, um verdadeiro LEVANTE CONTRA A REDE BAHIA E ACM NETO! Como diz o nosso Hino de Independência, “com tiranos não combinam brasileiros corações”. Ousar lutar, ousar Vencer!

Levante da Juventude Salvador

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Revoltados online, mas no offline votam em políticos estilo Serra

outubro 23rd, 2012 by mariafro
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O Brasil vive dias estranhos, estranhos.

Ao mesmo tempo em que um governo de coloração progressista/desenvolvimentista vai diminuindo a desigualdade, ganhando respeito internacional, ocupando o lugar de verdadeira liderança na América Latina, um cheiro udenista, misturado à alma de Plínio Salgado paira no ar.

Em São Paulo chegamosa o fim da linha, a corda esticou tanto que até a direita escorraça os ícones que ela própria elegeu.

O vídeo abaixo é um exemplo disso. Ele é do dia 30 de setembro quando Kassab mal conseguiu inaugurar as reformas da praça Roosevelt que se tornou o espaço símbolo  de um outro movimento, longe do reacionarismo, um movimento que bem poderia se chamar Respira, São Paulo! 

Prestem atenção no seguinte detalhe: em nenhum momento os ‘revoltados’ online - que reduzem a política ao moralismo estilo Demóstenes –  foram capazes de associar Kassab ao seu criador e aliado: José Serra. Ao contrário, o narrador associa Kassab a Lula e recita o mantra do ‘mensaleiro’. 

Os revoltados online só se revoltam quando segundo eles, Gilberto Kassab, “o bandido doador de Bens Públicos” cede um terreno para a construção do Museu da Cidadania, projeto do instituto Lula. O Instituto FHC também recebeu recursos públicos, da Sabesp, mas não tem nenhum vídeo dos revoltados online denunciando isso.

Também não vi nenhum vídeo dos revoltados online com o que denuncia o livro de Amaury Ribeiro Jr, Privataria tucana, afinal, há material à beça ali para se revoltar com a ‘doação de bens públicos’.

Não vi igualmente um único vídeo dos revoltados online preocupados com a quantidade de incêndios em favelas paulistanas e depois com os mesmos terrenos em mãos da especulação imobiliária.

Também não achei manifestação dos revoltados online contra a venda da cidade por Kassab: creches, escolas, bibliotecas públicas em terrenos extremamente valorizados foram ‘vendidos’ para grandes incorporadoras com o apoio de uma Câmara com maioria do demotucanato que aprovou mais doação de bens públicos pelo ‘bandido doador’. 

Esta é a mágica da direita udenista: vota em políticos sem projetos, reacionários, casuísticos, oportunistas e depois quer se livrar da responsabilidade do monstro que legitimou e posar de ética, revoltada com os ‘políticos corruptos’.

Quando a política é reduzida a este moralismo (como se não ser corrupto fosse um mérito e não uma obrigação) a sociedade se despolitiza e todos nós pagamos um preço altíssimo ao ponto dos novos Plínios Salgados baterem tambor na orelha do ‘bandido doador’ eleito por eles.


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Para não esquecer: Latuff explica o que é o PIG e Marco Aurélio Mello explica ‘o mal necessário’

outubro 22nd, 2012 by mariafro
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No dia de hoje em que o STF fez o julgamento mais bizarro de sua história, condenando ao menos um réu sem nenhuma prova, é bom lembrar da força do PIG que na ap470, vulgo ‘mensalão’ exerceu um papel especial nos corações e mentes de nossos ministros da Suprema Corte.

Latuff em 22/09/2010
Este vídeo foi produzido com trechos de editoriais de jornais brasileiros logo após o golpe militar de 1º de abril de 1964.

Baseado na postagem de Cristiano Freitas Cezar no blog Crítica Midiática

Ditadura: um mal necessário, por Marco Aurélio Mello

Editorial do Jornal O GLOBO – SOBRE A VITÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964

O GLOBO Rio Janeiro, 02 de abril de 1964
RESSURGE A DEMOCRACIA.

Vive a Nação dias gloriosos. Por que souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem.

Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada. Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez. Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna: são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País. Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

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Serra afundando o navio do PSDB paulista e tucanos históricos saltando fora

outubro 22nd, 2012 by mariafro
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Não é nenhum ‘blogueiro sujo’, nenhum ‘petralha’, nenhum ‘aloprado’, mas um tucano de 20 anos de partido que afirma que Serra é ”radical e intolerante” e complementa:

“Infelizmente nós vemos agora um discurso radical, intolerante, posturas extremadas na condução do processo político do PSDB e da campanha do candidato majoritário. Como não concordo, resolvi me retirar (do PSDB), porque a gente tem que fazer as coisas com ética e lealdade. Não se faz uma cidade justa, democrática e acessível para a população na base da porrada, na base do cassetete, na base da intolerância e do preconceito” Luciano Gama

É, como disse o leitor Santana: Todo mundo abandonando o Tucanic. O último a sair apague a luz, porque São Paulo no domingo se livra dos senhores proibidões.

Ex-candidato a vereador tucano deixa PSDB e anuncia apoio a Haddad

Por: Bruno Lupion, Estadão

22/10/2012 | 17h 18

Luciano Gama diz ter sido ‘escanteado’ após apoiar o deputado federal José Aníbal

Após vinte anos de militância tucana, Luciano Gama, candidato derrotado a vereador do PSDB no último pleito, com 12.154 mil votos, anunciou nesta segunda-feira, 22, sua desfiliação do partido e declarou apoio ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Gama escolheu o ato com lideranças da juventude e esporte da campanha petista, realizado em um auditório lotado no Sindicato dos Engenheiros, para tornar pública sua decisão. Em sua fala, desfiou críticas ao estilo de fazer política do candidato tucano, José Serra, segundo ele “radical e intolerante”.

“Infelizmente nós vemos agora um discurso radical, intolerante, posturas extremadas na condução do processo político do PSDB e da campanha do candidato majoritário. Como não concordo, resolvi me retirar (do PSDB), porque a gente tem que fazer as coisas com ética e lealdade. Não se faz uma cidade justa, democrática e acessível para a população na base da porrada, na base do cassetete, na base da intolerância e do preconceito”, afirmou.

O rompimento não teve somente motivos ideológicos. Aos jornalistas, Gama afirmou ter apoiado o deputado federal licenciado e atual secretário estadual de Energia José Aníbal nas prévias tucanas e, desde então, relata ter sido escanteado pelo partido e ficado sem apoio para sua campanha a vereador. “Só candidatos da cozinha do Serra e do Kassab foram apoiados”, reclamou.

Segundo ele, “Serra tem uma forma muito rasteira de fazer política, não tem coragem de fazer o debate direto e usa formas transversais de agredir pessoas, puxar o tapete, plantar nota na imprensa, dissimular. Uma forma antiga de fazer política”.

Gama foi assessor de Edson Aparecido, atual coordenador da campanha tucana, na Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, em 2011. Seu último cargo de confiança no governo Geraldo Alckmin (PSDB) foi assessor executivo da presidência da CDHU, posto que deixou no final de abril para concorrer às eleições. Ele disse que recebeu uma ligação de Aparecido nesta segunda, mas decidiu não atender porque não quer “ouvir contrapropostas” e disse que não “precisa de cargo”.

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