Maria Frô

ativismo é por aqui

Maria Frô header image 4

PEC do Trabalho Escravo: Parlamento de coronéis, atitudes de jagunços

maio 11th, 2012 by mariafro
Respond

Em um país civilizado onde a Constituição é realmente respeitada, este senhor sequer seria eleito e se eleito seria cassado. Como um deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) pode dizer “que pode até matar alguém em sua propriedade que não irá preso”. Como outro deputado pode chegar neste nível de cinismo, impunemente? Para ruralista, deputados também são submetidos a trabalho degradante.

Já que temos um Congresso cuja maioria só defende seus próprios interesses vis, espero imensamente que aprendamos a votar, só assim evitaremos essas coisas no Parlamento.

Deputado entende que pedaço de terra vale mais que a vida

Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirma ainda que pode até matar alguém em sua propriedade que não irá preso

Por: Redação da Rede Brasil Atual
09/05/2012, 20:00

São Paulo – O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou hoje (9) que sua propriedade vale mais que a vida humana. Durante os debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição 438, de 2001, a chamada PEC do Trabalho Escravo, Nelson afirmou ser inconcebível votar a matéria, que destina a reforma agrária a terra na qual seja flagrada a utilização de mão de obra escrava.

“Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo, minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém. A espinha dorsal da Constituição brasileira é o direito à propriedade”, afirmou o deputado, considerando um “crime” a apreciação da PEC.

Marquezelli foi repreendido por alguns de seus pares. “A dignidade dos seres humanos vale mais do que o patrimônio e as coisas móveis”, lamentou Fabio Trad (PMDB-MS). Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) acrescentou que a PEC do Trabalho Escravo está há quase oito anos aguardando por votação, mas ainda enfrenta este tipo de discurso. “Nossa escolha é dizermos se reconhecemos ou não a situação análoga ao trabalho escravo”, apontou. “O que está em discussão é dizer o que é correto fazer com a propriedade que tem em sua extensão de terra trabalhadores em situação análoga à escravidão.”

___________
Publicidade

Tags:   · · · · · · · 2 Comments

Victor Farinelli: Desconstruindo uma peça de mau humor jornalística

maio 8th, 2012 by mariafro
Respond

Comentário de Victor Farinelli ao Editorial de O Globo, transcrito e comentado aqui Editorial de O Globo passa recibo para a blogosfera, sai em defesa de Veja, Policarpo e de seus próprios interesses.

De fato, o professor Hariovaldo teria escrito uma peça bem mais engraçada :)

Desconstruindo uma peça de mau humor jornalística

“Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista Veja, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta”.

-> Tem provas dessa afirmação ou é algo no mesmo grau de irresponsabilidade da dos “Blogueiros” de “Esquerda”, que não citavam nomes prá poder tachar todo mundo que critica a Veja de chapa branca? – aliás, parabéns aos “Blogueiros” de “Esquerda”, conseguiram alcançar o mesmo patamar dos editorias d´O Globo!!

“É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa (…) setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, GRAÇAS AO COMPROMISSO, ANTES DO PRESIDENTE LULA E AGORA DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEF (faltou um “f” aqui, não?), COM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO”.

-> Não sei se minha memória me está enganando, mas acho que eram os opinólogos da Veja e da Globo (Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Alexandre Garcia, e por aí vai) os que mais condenavam o Lula por ser um semi-ditador bolivariano em cruzada permanente contra a liberdade de expressão, não? Agora ele é um cara compromissado com a liberdade de expressão, que salvou o país das mordaças. As voltas que o mundo dá…

“A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual SE DESCOBRIU A VERDADEIRA FACE DO SENADOR DEMÓSTENES TORRES, OUTRORA BASTIÃO DA MORALIDADE…”.

-> Quem foi mesmo que alçou o senador Demóstenes Torres ao panteão dos “mosqueteiros da ética”? Qual foi a outra revista (a que grupo ela pertence?) que fez uma homenagem ao senador, com direito a dedicatória do Demetrio Magnoli e tudo? Tendo em vista as respostas das perguntas anteriores, a questão principal é: COMO NASCEM OS “BASTIÕES DA MORALIDADE”?

“Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia”.

-> Já descontruído pela Frô no tópico, com a foto que ilustra o episódio em que Veja invadiu, ela própria, através de um de seus principais repórteres, o quarto de hotel onde estava o José Dirceu.

“Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios”.

-> Quer dizer que a revista não pode ser investigada? Que a ligação entre um jornalista e um bicheiro e a possibilidade de que a publicação tenha servido de lobby para um contraventor não pode ser investivada?

“Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia””.

-> Não seria isso também passível de investigação? A Globo conhece algum jornalista que tenha mantido uma relação repórter-fonte de MAIS DE CINCO ANOS com um contraventor? Não seria o caso de verificar se essa relação realmente não ultrapassou o limite que separa o jornalismo da amizade e da cumplicidade?

(e que depõe em favor do bicheiro para cassar deputado como visto no segundo vídeo aqui)

“E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. MAS AS INFORMAÇÕES QUE VÊM DELAS DEVEM SER ANALISADAS E CONFIRMADAS, ANTES DA PUBLICAÇÃO”.

-> Exemplos de informações que “foram analisadas e confirmadas, antes da publicação”, por parte da revista Veja, nos últimos anos: 1) grampo sem áudio, 2) conta do Lula no exterior, 3) ligação do PT com as Farc, e por aí vai…

“O Washington Post só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas”.

-> Peraê, o “Garganta Profunda” era um bicheiro? Um mafioso? Algum tipo de contraventor? Ah não, o próprio editorial diz que era um alto funcionário do FBI da época. Dá prá comparar isso com um “empresário do ramo dos jogos”?

“Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa”.

-> E como é que agora o próprio Jefferson tem desmentido tudo?

“(…) não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT. Ao contrário, a maior parte delas resultou em ATITUDES FIRMES DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEF (faltou um “f”, de novo), que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética”.

-> Acho que minha memória voltou a fraquejar, porque eu não lembro nem da Veja nem da Globo elogiando a “faxina ética” realizada pela Dilma RousseFF, no ano passado, mas sim criticando a “falta de critério na escolha de ministros”, mas posso estar enganado, de repente os editoriais deles naquele então coincidiam com este hoje, não?

Enfim, and i think to myself…

Leia também:

Jornal da Record: Inquérito da PF aponta ligação suspeita entre Cachoeira e revista Veja

Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Demóstenes, o ‘professor’ Cachoeira, Veja e as tramóias pra derrubar Dilma

Mino Carta desafia Civita

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

Tags:   · · · · · 3 Comments

Demóstenes, o Cara de Pau

maio 8th, 2012 by mariafro
Respond

Veja também:
Editorial de O Globo passa recibo para a blogosfera, sai em defesa de Veja, Policarpo e de seus próprios interesses

Jornal da Record: Inquérito da PF aponta ligação suspeita entre Cachoeira e revista Veja

Record: Documentos da PF mostram que Veja atendia a interesses de Cachoeira

Demóstenes, o ‘professor’ Cachoeira, Veja e as tramóias pra derrubar Dilma

Mino Carta desafia Civita

Quem quer melar a CPI? Recados de todos os lados… A quem servem?

Não é Demóstenes que é convicente é você que quer ser enganado

A pedido de Cachoeira, Demóstenes usa suas relações para transferir presos acusados de pertecer a grupo de extermínio

E começou a CPI. Começou quente, apesar de tanta Cachoeira

Veja Cascateira

UIA! Para Folha, agora, Cachoeira é ‘superbicheiro’ e ombudskvinna diz que imprensa deve revelar sua relação com ele

Tags:   · · · No Comments.

MST: Estudos apontam que aumento do câncer segue ritmo do lucro com agrotóxicos

maio 8th, 2012 by mariafro
Respond

Estudos apontam que aumento do câncer segue ritmo do lucro com agrotóxicos

Por José Coutinho Júnior, Página do MST

8/05/ 2012

Dois estudos que associam o uso de agrotóxicos ao surgimento do câncer na população brasileira foram lançados na semana passada.

O dossiê feito pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde aponta que um terço dos alimentos consumidos cotidianamente pelos brasileiros está contaminado.

O estudo foi feito a partir da análise de amostras coletadas em todas as 26 estados do Brasil,pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011.

Estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre o câncer relacionado ao trabalho, que registra em torno de 500 mil novos casos da doença por ano, aponta que muitos dessas pessoas foram contaminadas por agrotóxicos (seja na sua aplicação e exposição pelos trabalhadores nas lavouras, seja no acumulo de veneno nos alimentos).

O estudo afirma que os venenos agrícolas devem estar no centro da preocupação da saúde pública, devido ao grande número de estudos anteriores que apontam o potencial cancerígeno dos agrotóxicos, além da ocorrência de outros agravos relacionados a esses produtos.

Uma série de agrotóxicos comprovadamente causa câncer, como o DDT/DDE, o 2,4-D, o lindane, o clordane, o agente laranja, o aldrin, o dieldrin, o alaclor, a atrazina, o glifosato, o carbaril, o diclorvos, o dicamba, o malation, o MCPA e o MCPP ou mecoprop.

O estudo relaciona câncer de mama, estômago e esôfago, cavidade oral, faringe e laringe e leucemias ao uso dos agrotóxicos.

Essas substâncias produzidas por grandes empresas transnacionais do agronegócio
contaminam os alimentos consumidos e causam doenças nos trabalhadores que trabalham na  aplicação nas lavouras.

De acordo com o estudo, a população rural é uma das mais afetadas, pois é o setor mais  exposto aos agrotóxicos. Por fim, os venenos também são responsáveis por contaminar as águas e tornar terras inférteis.

Indústria do agrotóxico

Apesar de todos os efeitos negativos apontados por estudos, a indústria dos agrotóxicos não pára de crescer.

Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que, entre 1990 e 2010, o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Nesse período, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 576%, dando um lucro de US$ 7,3 bilhões às empresas produtoras de venenos.

Sob o discurso de acabar com a fome do mundo por meio do aumento da produtividade, o agronegócio se utiliza dos agrotóxicos para controlar pragas causadas pelo próprio modelo baseado na monocultura

Ao plantar apenas uma cultura em larga escala, acaba com a diversidade local, o que dá origem a várias pragas, que demandam a utilização dos venenos. Além disso, a legislação brasileira permite diversos compostos químicos que já são proibidos em outros países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, que têm leis mais rígidas. Segundo a Anvisa,14 agrotóxicos comercializados no país são comprovadamente prejudiciais a saúde e já foram proibidos em outros países.

A maior utilização dos agrotóxicos se dá nas lavouras das commodities. Em 2010, a soja utilizou 44,1% de todos os venenos do país; algodão, cana-de açúcar e milho foram responsáveis por 10,6%, 9,6% e 9,3%, respectivamente.

As plantações de outras culturas representam 19% do consumo total. Como as commodities são tratadas como qualquer mercadoria, o intuito do agronegócio e do uso abusivo de agrotóxicos não é acabar com a fome, mas o lucro.

Crescimento desenfreado

Por que os agrotóxicos dominaram a produção rural brasileira? Segundo cartilha lançada pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, a chamada “Revolução Verde” imposta pela Ditadura Militar abriu a porta para a entrada dos venenos no Brasil.

Com essa “revolução”, a agricultura do Brasil foi aberta para a exploração de empresas transnacionais, que venderam aos latifundiários máquinas responsáveis por expulsar boa parte dos camponeses, aumentar a concentração de terra e a pobreza, além dos agrotóxicos para o controle das pragas na lavoura.

A “Revolução Verde” buscou apagar da memória as formas antigas de proteção das lavouras, substituindo-as pelos agrotóxicos. Esses venenos se tornaram, de lá para cá, um dos pilares para o modelo de desenvolvimento agrário adotado pelo Brasil, o agronegócio.

A criação e uso das sementes transgênicas também incentiva o consumo de agrotóxicos, pois estas sementes são resistentes a um tipo de veneno específico produzido pela mesma empresa que vende as sementes.

Transição Agroecológica

O que se fazer para reverter este quadro? A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, assim como o dossiê da Abrasco, apontam o modelo agroecológico não só como alternativa ao agronegócio, mas também ao uso dos venenos.

A campanha propõe o resgate das técnicas naturais de proteção das lavouras, que foram deixadas para trás com a imposição do modelo do agronegócio.

É possível, segundo a cartilha, que agricultores que utilizam agrotóxicos realizem uma “transição agroecológica”, na qual gradualmente parem de utilizar os venenos, pois quanto mais agrotóxico se aplica, mais caro é o gasto na produção e maior a dependência das grandes empresas. Além disso, o modelo agroecológico propõe que se plante diversas culturas na mesma terra, de modo a se preservar a diversidade, o que diminui a incidência de pragas.

Abaixo, algumas das técnicas naturais sugeridas pela Campanha para proteção da lavoura:

EXTRATO DE FOLHA DE NIM

Secar e moer folhas de nim. Colocar 60g de folhas de nim em 1 litro de água. Deixar em repouso por 8 horas. Coar e aplicar na forma de pulverizações para controle de pragas.

CALDA DE FUMO

Picar 100g de fumo e colocar em meio litro de álcool. Acrescentar meio litro de água e deixar curtir por 15 dias. Depois dissolver 100g de sabão neutro em 10 litros de água e acrescentar a mistura. Aplicar na forma de pulverizações para controle de vaquinhas, cochonilhas, lagartas
e pulgões.

CALDA DE FUMO COM PIMENTA

Colocar 50g de fumo picado e 50g de pimenta picante dentro de 1 litro de álcool. Deixar curtir por uma semana. Misturar em 10 litros de água com 250g de sabão neutro ou detergente. Aplicar na forma de pulverizações para o controle de vaquinhas, lagartas e cochonilhas e insetos em geral.

CALDA DE CEBOLA

Colocal 1kg de cebola picada em 10 litros de água. Curtir por 10 dias. Coar e colocar 1 litro deste preparado em 3 litros de água para aplicar na forma de pulverizações. Age como repelente aos insetos como pulgões, lagartas e vaquinhas.

CRAVO DE DEFUNTO

Colocar 1kg de folhas e talos de cravo de defunto em 10 litros de água. Ferver por meia hora deixando de molho por duas horas. Coe e pulverize, visando o controle de pulgões, ácaros e algumas lagartas.

CALDA DE CAMOMILA

Colocar 50g de flores de camomila em um litro de água. Deixar de molho por 3 dias, agitando 4 vezes por dia. Coar e aplicar 3 vezes na semana, evitando doenças fúngicas.

ARMADILHA COM LEITE

Utilizar estopa ou saco de aniagem, água e leite. Distribuir no chão ao redor das plantas a estopa ou saco de aniagem molhado com água e um pouco de leite. Pela manhã, virar a estopa ou o saco utilizado e coletar as lesmas e caracóis que se reuniram embaixo para serem queimadas e enterradas em um buraco.

LEITE CRU E ÁGUA

Pulverizar sobre as plantas uma solução de água com 5 a 20% de leite de vaca sem pasteurizar para o controle do oídio, doença que ataca diversas hortaliças. O oídio é também conhecido como “cinza” porque causa grandes manchas brancas acinzentadas principalmente nas folhas e nos ramos.

____________
Publicidade

Tags:   · · · · · 1 Comment