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Ciro Gomes: “Marina é grave ameaça para o futuro do Brasil”

agosto 27th, 2014 by mariafro
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Esta é uma entrevista de setembro de 2013, Marina sequer estava no páreo, portanto, não desqualifiquem a análise de Ciro, porque ele não tem bola de cristal. Ele não sabia que Marina, por exemplo que Marina para chegar ao poder seria capaz de ofender tanto a memória de Chico Mendes.
Depois do debate de ontem e da conversa mole e despolitizada de Marina, tenho certeza, Marina Silva, como bem representou Vitor Teixeira não é a ‘terceira via’ é atalho mais curto para a direita neoliberal que sucateou o Brasil durante 500 anos.

Destaco alguns trechos, que PH transcreveu da entrevista:

Marina Silva, Ciro aponta um “grave risco para o futuro do Brasil”, um risco que mora num certo “moralismo difuso”, desperto pelas manifestações de junho, e que Marina sintetiza mais do que os outros.

“… Ela [Marina] é quem aparece no simbólico, no superficial, como aquilo que é diferente de tudo o que está aí.”

“A Marina, em si, tem todas as virtudes: é decente; é brasileira; ama o povo. Mas daí pra frente existe um oco, um vazio doído”.

Para Ciro, esse ”moralismo difuso”, que vai de encontro com o anseio manifestado pela sociedade, é uma base frágil para manter um governo.

“Vamos falar sério aqui, por mais radical que se seja, de direita ou de esquerda, quem é que duvida da honestidade da presidente Dilma? Mas, e daí? Se a Marina deixar o povo votar nela achando que, ela chegando lá acaba a corrupção, ela cai, cai! Isso quase derrubou o Lula no escândalo do Mensalão.”

Ciro estende a ausência de proposta que caracteriza as agendas de Campos e Marina Silva aos demais candidatos de oposição, mas no caso do PSDB ele vê um risco eminente de retrocesso.

“O Brasil não quer ficar como está, mas não quer retroceder. Por quê entrar para coalizão PSDB? É com o mesmo valor do PSDB do Fernando Henrique, que substituiu um socialismo difuso, e maravilhoso, por um neoliberalismo tosco que arrebentou o País?”

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Debate na Band: a performance dos candidatos de Chico Mendes ‘elite’ à Petrobrax

agosto 27th, 2014 by mariafro
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Ao terminar o debate eleitoral ontem na Band fiquei me perguntando sobre o balão de ensaio Marina Silva. Até Aécio que levou várias invertidas da presidenta Dilma se saiu melhor que Marina.

Marina trabalha no senso comum, utilizando-se de vários chavões, para além dos impropérios políticos que dispara despolitizando tudo. Chico Mendes deve ter dado muitas voltas no túmulo. Foi tão chocante a sua afirmação de que o ambientalista e líder dos seringueiros, assassinado pelo agronegócio, era ‘elite’ como Neca Setúbal, a herdeira do Itaú, que em três anos desempregou nada mais nada menos que 16 mil pessoas. Que na mesma hora vários memes circularam pelas redes sociais, como este aqui:

 

Marina mordia e assoprava PT e PSDB, repetia cansativamente um discurso de ‘vamos dar as mãos e partidos não importam’. Este discurso estapafúrdio de Marina deseduca  politicamente os eleitores ao negar a política, como bem disse Erundina sobre ela. Marina quer fazer crer aos eleitores que não existe sociedade de classes num país que ainda de tantas desigualdades. Na lógica de Marina é bem fácil chamar Chico Mendes de elite a Neca Setúbal de educadora e igualá-los.

Um dos memes criados imediatamente a fala estapafúrdia de Marina Silva sobre Chico Mendes na comunidade criada ontem durante o debate: Chico Mendes das Elite

Marina por vezes (e claro dando recado ao grupo do capital financeiro que a apoia) foi mais neoliberal que Aécio Neves e pastor Everaldo juntos, o que é um feito e tanto para o eleitor atento que ouviu as barbáries dita por este mercador da fé ou que já conhece de longa data o projeto neoliberal e privatizador dos tucanos. Marina deu uma banana aos ambientalistas ao dizer que a licença da hidrelétrica de Jirau saiu devido a ela.

Marina você se pintou de laranja Itaú, resta saber se você convencerá os incautos.

Já Dilma, foi nos Trends Topics mundial e ficou em segundo lugar no TT brasileiro.

A atual presidenta teve vários momentos altos. Como sempre, impressiona a capacidade de Dilma de ter os números e dados na ponta da língua. Para um eleitor que realmente quer analisar os candidatos ela mostra que sabe do que fala.

Em um de seus momentos altos, ela respondeu as bobagens de Marina com um quase: “Fia, governar um país complexo como o Brasil não é fazer discurso”.

Dilma também levou a nocaute Aécio Neves ao responder a pergunta sobre a Petrobras: falou da quase falência da empresa na gestão tucana de FHC, na qual até plataforma petrolífera afundou, falou da tentativa de privatização da Petrobras pelos tucanos usando inclusive a vira-latice tucana de tentar mudar o nome da empresa brasileira para soar mais familiar aos estrangeiros: Petrobrax. E fechou com chave de ouro quando disse que foi nos governos petistas que a PF ganhou autonomia para investigação e que nem no governo Lula e nem no dela se engavetava investigações como na era FHC, onde o Procurador da República foi apelidado de Engavetador Geral, já se que não se fazia nenhuma investigação dos malfeitos durante os governos do tucano FHC.

Aécio tentou ainda colar a crise econômica e de novo foi desmentido com dados da realidade: maior geração de empregos e inflação zero em julho.

Num outro momento Dilma ainda fez um golaço explicando o que a mídia e o PSDB desinformaram todos os dias: na pergunta reacionária de Aécio, Dilma explicou o decreto de participação popular. Fechou, usando ainda de ironia: “Candidato se consulta popular é bolivarismo, a Califórnia é bolivarista.”

Todos os candidatos queriam pressionar Dilma e a cada pergunta ela conseguia usar o tempo para mostrar dados e restabelecer a verdade sobre o programa Mais Médicos, sobre investimentos na área de energia, na área da educação, mobilidade urbana, saúde e suas inúmeras políticas econômicas.

Luciana Genro e Eduardo Jorge (mais divertido) conseguiram fazer bons debates sobre descriminalização do aborto, descriminalização das drogas, democratização das comunicações. Uma pena que o debate esquentou tarde da noite e muitos já deveriam ter ido dormir. 

O ponto fraco do debate de ontem foi reservado aos jornalistas. Boa parte deles velhos babões, com o suprassumo do reacionarismo de Bóris Casoy. No entanto, nem este senhor com as ideias no formol prosseguiu falando muito depois de findar o debate como se fosse ele próprio um candidato, conseguiu tirar o desempenho de Dilma. Bóris reconheceu que ela se saiu bem nos debates e que despejou na cara de todos eles os fabulosos números de realizações de seu governo.

Uma concessão pública como a TV Band começar um debate tão importante às 22H e terminá-lo a 1H da madrugada, horário que a imensa dos trabalhadores brasileiros já estavam dormindo e retirando a chance da população brasileira ver candidatos discutindo suas propostas, somando-se ainda o show de horror de perguntas reacionárias e desinformadas feito pelo jornalismo naftalina da Band nos mostram o quão urgente é democratizar este monopólio da mídia.

Análise: Presidente joga no ataque usando montanha de dados

Por: Cláudio Couto, Estadão

27/08/2014| 03h 00

É difícil que eleitores renitentes tenham mudado seu voto após o debate desta terça-feira, 26. Contudo, para os que vacilam, houve atrativos. Num jogo que privilegiou os três principais contendores, que tocaram a bola entre si e foram priorizados pelos jornalistas, a presidente se destacou.

Dilma mostrou-se bem mais desenvolta do que há quatro anos, demonstrando que a experiência presidencial lhe proporcionou um bom treino verbal – decerto aprimorado por comunicólogos. Mas não foi apenas no teatral que a presidente se destacou. Logrou apresentar dados positivos de seu governo, listando números que sabia de cor estocando seu adversário favorito – o PSDB – sem se tornar antipática. Impôs ao debate a tônica de sua campanha: apresentar dados que desmintam as avaliações negativas sobre sua administração. Jogou no ataque e fez vários gols. Ao final, administrou.

Aécio, por sua vez, embora longe de uma performance desastrosa, não se destacou. Diríamos que jogou para empatar. Porém, num momento em que as pesquisas indicam estar ele uns quatro tentos atrás do adversário mais próximo, que continua atacando, jogar pelo empate não é a estratégia mais produtiva. Questionou Dilma sobre temas já exaustivamente tratados pelos jornais, dos quais não era mais possível extrair trunfos. Fez o óbvio, mesmo ao corretamente defender o legado de Fernando Henrique – o que os tucanos anteriores se envergonharam de fazer.

Já Marina, embora menos acabrunhada que Aécio, também não se destacou. Quem assistiu apenas ao começo do debate deve ter-lhe achado confusa. Melhorou com o passar do tempo e teve seu melhor momento numa resposta a Luciana Genro, do PSOL, que lhe questionava sobre seus assessores econômicos. Ao ser equiparada à “velha política” de PSDB e PT disparou contra a velha política de esquerda, que se acha dona da verdade. Boa jogada, mas já era tarde e o conjunto da performance pode ter desapontado eleitores conquistados na última semana. Talvez por nervosismo, atrapalhou-se ao menos três vezes ao conjugar o verbo “perder”. Ato falho?

*Cláudio Couto – É PROFESSOR DA FGV SÃO PAULO

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A direita está tão desgastada que aposta até em ex-petista pra tentar tirar o PT do governo federal

agosto 26th, 2014 by mariafro
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Que flores florescerão da jornada de junho de 2013 no Brasil?

Por: Fábio Maldonado em seu Facebook

26/08/2014


Meme kibado do Esquerda Festiva, que havia kibado a minha frase no Facebook.

Esta é uma pergunta que Carlos Eduardo Martins, professor e chefe do Departamento de Ciência Política da UFRJ, se fez, prevendo, lá em julho do ano passado, três possibilidades de projeto em conflito.
O que chama muito a atenção é a segunda opção proposta pelo professor:

“b) a do capitalismo monopolista de Estado, que busca refundar o pacto neoliberal aumentando o grau de controle dos monopólios sobre o Estado. Para isso reivindica-se por intermédio das grandes empresas dos meios de comunicação, como a expressão mais organizada da sociedade civil e porta voz da brasilidade (…). Sua opção preferencial, ainda que não a exclusiva, é por lideranças políticas pessoais, sem representação partidária expressiva, como Marina Silva ou Joaquim Barbosa, superando-se o déficit de coordenação política em um presidencialismo de coalizão com a articulação destas lideranças ao monopólio midiático, que lhes garantiria governabilidade pautando a ação do parlamento e do judiciário;”

Marina Silva – com seu coordenador da área econômica Eduardo Gianetti (um dos renomados representantes nacionais do neoliberalismo), com Alice Setubal como principal articuladora do seu projeto e herdeira do Banco Itaú (portanto ligada ao mercado financeiro), e com o seu agora candidato à vice-presidente, Beto Albuquerque, ligado ao agronegócio (e à Monsanto) -, se mostra especialmente a candidatura principal da restauração do neoliberalismo no país, mencionado na citação em cima.
Carlos Eduardo foi muito feliz na sua previsão, já que Marina deixará em breve o PSB (partido do momento, depois do PT e do PV), assim que seu partido seja regularizado.
Por fim, a razão do slogan do “novo político” que tentam colar na imagem de Marina (que é fundadora do PT, foi senadora por muitos anos e também ministra do governo Lula), também foi decifrada pelo professor:

“A direita neoliberal parece contar com mais recursos para aproveitar a conjuntura imediata. Mas seus quadros políticos e seus partidos tradicionais estão bastante desmoralizados e a alternativa mais plausível é a de um candidato que se lance fora deste circuito tradicional, apoiado pelo sistema midiático.”

Aguardemos os próximos capítulos…

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Até Aécio esconde FHC, Marina já o defendeu em 2010 e agora adota o discurso do Estado Mínimo

agosto 25th, 2014 by mariafro
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Tem gente surpresa com Neca Itaú e os economistas neoliberais na campanha de Marina, ex-PT, ex-PV, ex-Rede partido travestido de não partido e que sequer conseguiu assinaturas para ser aprovado e pós-morte de Eduardo Campos PSB. Vocês se esqueceram de 2010?

Marina em diferentes momentos, mas em especial em debate questionada pelo saudoso Plínio de Arruda Sampaio que a chamava de ecocapitalista já defendia as privatizações de FHC e cortes públicos (veja matéria do Valor, abaixo de 2010).

Sabem o que significa corte nos gastos públicos? Significa menos médicos, menos crianças na escola, porque significa menos bolsa família, menos hospitais, menos Fies, menos Ciência sem Fronteiras, menos infra-estrutura, menos escolas, hospitais, ferrovias, aeroportos, menos mobilidade urbana, menos trens e metrôs, menos UPA, menos creches, menos emprego.

Significa mais concentração de renda, significa jogar a reconstrução do país com inclusão social na lata do lixo. Esse é o projeto político da ex-petista e da ex-ambientalista Marina Silva.

Marina defende privatizações de FHC e cobra corte nos gastos públicos

Fernando Taquari, Valor

17/05/2010

Em um discurso voltado para os empresários, a senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência da República, defendeu hoje as privatizações do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), cobrou uma redução dos juros e dos gastos públicos e destacou que estuda a possibilidade de fazer uma constituinte exclusiva para promover reformas estruturantes, como a tributária.

As privatizações foram acertadas e já estão estabelecidas como um conceito, que não foi revisto pelo presidente Lula”, disse Marina. A senadora, no entanto, ressalvou que, apesar dos benefícios, houve falta de transparência no processo de privatização. Marina revelou que o plano de governo do PV ainda está em fase de elaboração e, por isso, não há uma solução em relação a uma possível privatização dos aeroportos. “Não temos um marco regulatório para fazer a parceria público-privada. A mesma discussão se aplica ao caso dos portos”, afirmou. Para uma plateia de 350 empresários, a pré-candidata também reiterou o compromisso com a política econômica, sobretudo no controle da inflação por meio de metas. Segundo ela, o controle dos preços não pode ser feito somente com o aumento dos juros porque pode inibir os investimentos da iniciativa privada. “É preciso controlar a inflação por outro mecanismo, como, por exemplo, a redução dos gastos públicos”, avaliou a senadora. Sobre a diminuição da carga tributária, Marina ressaltou que estuda a possibilidade de criar uma constituinte exclusiva de seis meses a um ano para promover reformas estruturantes no país.

A senadora rechaçou a ideia de que fez um discurso com o objetivo de atrair os votos dos empresários ao defender as reivindicações do setor. Ela observou que apenas se posicionou a favor de um Estado mobilizador, capaz de suprir as necessidades do país naquilo que a iniciativa privada não tiver condições de prover.

Por fim, a pré-candidata do PV minimizou o resultado da pesquisa CNT Sensus, divulgada hoje, que a coloca em terceiro lugar, com 7,3% das intenções de voto. “É apenas o começo e um bom começo. Diria que tem muita água para rolar debaixo dessa ponte”. No levantamento, Dilma Rousseff (PT) está com 35,7% das preferências, enquanto José Serra (PSDB) tem 33,2%.

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