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Leandro Fortes: comenta matéria: Comandante-geral da PM pede protesto contra mensalão

junho 17th, 2013 by mariafro
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Segue comentário do jornalista Leandro Fortes, via Facebook, sobre o pedido do Comandante-geral da PM de São Paulo: Comandante-geral da PM pede protesto contra mensalão

NEOPROGRESSISTAS

Dá para acreditar nisso? O comandante da PM de São Paulo tentando cooptar o Movimento Passe Livre para a causa do mensalão! E a presidenta Dilma é que está adiantando a campanha.

O coronel Benedito Meira, claro, não iria fazer essa maluquice por conta própria. Obviamente, essa ordem veio de cima, ou do secretário de Segurança Púbica, Fernando Grella, ou do governador Geraldo Alckimin, do PSDB. Ou dos dois. Porque se foi um marqueteiro, melhor demitir ainda hoje.

Agora dá para entender melhor a razão da velha mídia estar virando a casaca do noticiário. O mea culpa de Arnaldo Jabor, uma lamentável crônica sobre a indigência moral, é o sinal da contra-ordem. Por alguma razão estratégica, os tucanos passaram a acreditar que poderão voltar a carga das manifestações para a administração municipal e ferir de morte o prefeito Fernando Haddad. Como irão fazer isso sem magia, ainda é um mistério.

Usar a Rede Globo já não é mais garantia: a bolinha de papel de José Serra provou que, em tempos de redes sociais, a mentira tem que ser muito, mas muito bem bolada. Senão, é o vexame que se viu.

A Veja está em um estado tal de hidrofobia que não vai querer voltar atrás do que publicou essa semana, um libelo à violência do Estado. Nem tem como.

Os jornalões não servem mais para o serviço. O jornal impresso está em vias de ser extinto e as empresas estão em dificuldade financeira, não podem lutar ao mesmo tempo contra o governo e pela própria sobrevivência. Por enquanto, caminham, a passos largos, para a irrelevância.

Nas rádios, se a estratégia for a de colocar comentaristas conservadores para se converter, no ar, em cristãos novos progressistas, melhor tomar uma bala de borracha na testa, que a chance de sobreviver é maior.

O governador Agnelo Queiroz, do PT, chamado às falas nas redes sociais por conta de uma (boa) informação da rádio CBN, demitiu o comandante da PM do Distrito Federal por causa de uma compra ainda não efetuada de capas de chuva para o período da seca.

O que fará Alckmin com relação ao comandante da PM de São Paulo, acusado de fazer rapinagem ideológica? Dar-lhe uma medalha?

Leia abaixo:

Leandro Fortes: comenta matéria: Comandante-geral da PM pede protesto contra mensalão

Jorge Viana: “Nossa juventude não pode ser tratada como bandida”

Nota do Movimento Passe Livre SP sobre reunião com a prefeitura: aumentos de tarifa não se tratam de uma questão técnica

 

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Jorge Viana: “Nossa juventude não pode ser tratada como bandida”

junho 17th, 2013 by mariafro
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a discussão sobre o Movimento Passe Livre e a repressão a ele chegou ao Senado.

Jorge Viana: “Nossa juventude não pode ser tratada como bandida”

Vice-presidente do Senado reclama do tratamento dado aos jovens que estão promovendo protestos nas ruas das cidades. E reclama: “Atirar com bala de borracha mata”

A violência policial contra os protestos e manifestações que varreram as cidades brasileiras nos últimos dias virou tema de discurso do senador Jorge Viana (PT-AC). Ele subiu à tribuna do Senado, na tarde desta segunda-feira, 17 de junho, para reclamar do abuso da força policial e pedir tolerância e respeito aos jovens que estão nas ruas.

“Todo grande e qualquer movimento de transformação no mundo sempre teve o jovem lá na linha de frente – reclamando da qualidade de vida que temos nas cidades brasileiras”, elogiou. “Temos que fazer uma autocrítica. Qual é o partido político no Brasil que estabeleceu como a maior e mais importante prioridade o funcionamento das nossas cidades?”

“A manifestação dos jovens é legítima. Nossa população não pode ser tratada como bandida”, criticou o parlamentar. “Atirar com bala de borracha, mata. É uma arma menos letal, mas é letal”. O parlamentar comentou que a máquina de repressão foi adquirida pelos governadores e prefeitos para garantir a segurança, não para impedir manifestações populares.

“Nunca vi tantos policiais nesse país usando armas letais contra manifestantes. Não é aceitável”, disse. “Tem que ter um posicionamento mais claro do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. E não se trata de buscar culpados, terceirizar o problema. Tem que estarem juntos prefeitos, governadores e governo federal dialogando”.

VIDA URBANA

Viana considera que a qualidade de vida das cidades está ruim e as reclamações proferidas nas ruas desde a semana passada, quando manifestantes do Movimento Passe Livre ganharam algumas das principais cidades, revela o nível de insatisfação da juventude que quer soluções para o problema.

“Os jovens estão dando um recado nas ruas: precisamos trabalhar em soluções para as nossas cidades. Estamos diante de um impasse. As condições de vida nas grandes cidades estão muito ruins”, advertiu. O senador petista disse que a responsabilidade por uma solução precisa ser compartilhada pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

“Há um problema real nas cidades brasileiras; que a manifestação se dá em cima de situações concretas, legítimas”, comentou. “Acho que o pior remédio está sendo usado para tentar pôr fim às manifestações, que é o uso da violência”.

“Hoje, muitas das nossas cidades, principalmente as grandes capitais, tornaram-se modelos de insustentabilidade”, destacou Jorge Viana. “Principalmente, mas não exclusivamente, porque o transporte público é caro e ruim”. O parlamentar apontou que o movimento surgido nas ruas é espontâneo e precisa ser compreendido.

Ele se lembrou dos ensinamentos de Enrique Peñalosa, consultor em estratégias urbanas e ex-prefeito de Bogotá: “Uma boa cidade não é aquela onde os pobres andam de carro, mas sim aquela onde até os mais ricos usam o transporte público”.

Viana cobrou das autoridades federais prioridade para o metrô. “Há décadas, nós estamos fazendo de conta que estamos construindo metrô neste país”, disse, questionando: “Qual é a prioridade deste país para transporte coletivo?” O senador lembrou que o governo vem desonerando motocicletas e carro, sem dar prioridade ao transporte coletivo. “Precisamos criar nas cidades mais ciclovias, faixas exclusivas para motocicletas, para ônibus, para táxi, e, num plano ou outro, o carro comum”, disse.

No discurso, ele citou reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira, apontando São Paulo e Rio como cidades com as tarifas de ônibus mais caras do mundo. “Insisto: 84% do povo brasileiro vivem nas cidades que não funcionam, são insustentáveis, são insalubres, principalmente para os mais pobres, que precisam sair de madrugada para ir trabalhar e chegar já tarde da noite, se quiserem voltar para casa. Tem que haver um basta”, concluiu.

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Nota do Movimento Passe Livre SP sobre reunião com a prefeitura: aumentos de tarifa não se tratam de uma questão técnica

junho 17th, 2013 by mariafro
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Nota do Movimento Passe Livre SP sobre reunião com a prefeitura.

Na manhã de hoje, 17/06, o Movimento Passe Livre (MPL) foi convocado para uma reunião com o Secretario de Governo, João Donato, para discutir a participação do movimento no Conselho da Cidade. A militante do MPL destacada para essa função foi surpreendida pela presença, não informada previamente, do prefeito Fernando Haddad. O prefeito fez diversos apontamentos e justificou que não é possível revogar o aumento da tarifa por motivos técnicos.

Contudo, os aumentos de tarifa não se tratam de uma questão técnica, mas política, como provam os diversos lugares em que a pressão popular conseguiu os reverter. Mesmo com a presença surpresa do prefeito, essa conversa não tinha o poder de negociar a revogação do aumento.

O MPL vem a público reforçar a necessidade de estabelecer um espaço de negociação sobre a pauta única das manifestações – a revogação do aumento. Sendo assim mantemos o convite para o prefeito, Fernando Haddad, se reunir com o MPL na quarta-feira, 19/06, às 10h no sindicato dos jornalistas.

MPL-SP

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FNDC repudia a truculência da Polícia Militar paulista

junho 14th, 2013 by mariafro
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NOTA PÚBLICA DO FNDC SOBRE OS ATOS DE VIOLÊNCIA DA PM NAS MANIFESTAÇÕES EM SP

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) repudia os atos de violência praticados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo contra a população e os jornalistas que faziam a cobertura das manifestações ocorridas nesta quinta-feira (13/6), assim como o posicionamento de parte da mídia brasileira ao criminalizar os manifestantes e ocultar a ação violenta da polícia.

A criminalização das lutas sociais é o padrão de cobertura adotado historicamente pela mídia oligopolizada e hegemônica de nosso país. Algumas reportagens produzidas nos últimos dias por televisões, rádios e jornais, inclusive em seus editoriais, demonstram como se buscou tirar a legitimidade dos protestos populares na capital paulista.

A liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos, e a repressão a qualquer ato público com violência e censura fere os princípios da Constituição Federal brasileira, que assegura também a liberdade de imprensa e o direito à informação. São inadmissíveis, portanto, a prisão e a violência cometida contra trabalhadores da comunicação no exercício de sua profissão.

Os tiros disparados contra os manifestantes ferem a liberdade de expressão e os tiros disparados contra jornalistas atingem também a liberdade de imprensa. O Estado brasileiro não pode mais tratar o debate público como um inimigo de guerra.

A luta pelo direito humano à comunicação é uma bandeira histórica dos movimentos sociais brasileiros. Tais acontecimentos reforçam a urgência da democratização das comunicações no país, para que o conjunto da população tenha acesso à pluralidade e diversidade de pontos de vista.

Coordenação Executiva

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